Europa e o excesso de precaução!
Os governos europeus fizeram pior que exagerar. Deram um tiro no pé. São palavras do geólogo francês Claude Allègre. Desta vez as afirmações não têm por alvo o “aquecimento global”.
“Para mim o que sucedeu é um indício de uma Europa em declínio. O princípio da precaução que foi amplamente difundido, não teve no vulcão islandês o seu primeiro episódio. Começou com o H1N1 este ano, e vinha detrás com a histeria do aquecimento global. De todas estas vezes a economia europeia sofreu um forte abanão! Como se fosse necessário! Como se a Índia e a China, enquanto a Europa ficava debaixo de cinzas, parassem o desenvolvimento. Apenas ao quinto dia os governos começaram a enviar aviões militares para testarem a perigosidade das nuvens: deveria ter sido logo, desde o primeiro dia! A Europa ficou toda presa no princípio de precaução – de forma totalmente irracional, aliás – quando os voos foram retomados ao sexto dia, a nuvem continuava lá. Nalguns países proibiram mesmo voos de jactos particulares e helicópteros, duas situações sem risco, uma vez que são voos a baixa altitude. É talvez tempo de dizer não a tanta hiperprecaução!”
Excerto retirado da entrevista – Le Figaro (Tradução)
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Há livros que marcam a nossa adolescência e geólogos também. O meu gosto pela ciência foi marcado por Carl Sagan e por Haroun Tazieff. Hoje em dia de limpeza encontrei uma cassete VHS com um documentário deste vulcanólogo francês. Fui ligar o velhinho leitor de VHS e deliciei-me a ver as imagens de Tazieff a dar cabeçadas em piroclastos no Etna. No inicio da minha carreira docente gostava de explorar este vídeo nas aulas de Geologia e de CTV. Depois veio o DVD e lá ficou arrumada esta cassete. Mas o que ali está gravado é um documento importante. Lembrei-me que algures na minha estante deveria ter um pequeno livro oferecido por um outro francês a quando da minha estadia na Ilha de São Miguel. Está velhinho este livro, mas conheço as páginas e sei onde está a informação quando necessito dela. Pode não ser muito atractivo, com fotos a preto e branco, mas o que conta é a natureza da informação correcta que está impressa nestas páginas. Se tivesse de escolher dez livros para colocar numa única prateleira, este tinha lá lugar. É interessante ler relatos de erupções actuais com imagens digitais e reler as erupções descritas por Tazieff. Está lá tudo bem explicado. O texto que se segue é uma descrição maravilhosa (modesta opinião minha) de erupções submarinas, como foi a erupção dos Capelinhos no Faial, ou Surtsey na Islândia. 





