Vulcanismo nos Açores

No dia 27 de Setembro de 1957, pelas 6:45 da madrugada, uma erupção vulcânica iniciou-se junto aos ilhéus dos Capelinhos, na Ilha do Faial – Arquipélago dos Açores, depois de 12 dias de abalos sísmicos. O fenómeno surgiu no mar, a 20-60 metros de profundidade, com a emissão de vapor de água e gases. A erupção, do tipo surtseiano, prolongou-se por 7 meses e meio. Durante esta fase sucediam-se grandes explosões, com a emissão de jactos pontiagudos de cinzas negras e densas nuvens de vapor de água, devido ao contacto da lava incandescente com a água fria do mar. Logo no início, formou-se uma pequena ilhota, baptizada de Ilha Nova, que atingiu 100 metros de altitude. O vulcão era incerto e os períodos de maior actividade alternavam com outros de acalmia. Durante os abrandamentos da erupção, ocorriam afundamentos das vertentes do cone, levando mesmo à submersão da Ilha Nova. No entanto, as frequentes emissões de cinzas criaram novas ilhas que acabaram por se ligar à costa antiga da ilha do Faial através de um istmo.

Fonte do Texto : http://siaram.azores.gov.pt/vulcanismo/vulcao-capelinhos/_texto.html

 

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Voar ou não voar, eis a questão

Muito tem sido dito e escrito sobre a nuvem de cinzas e a proibição de voar. Não sou especialista nem em vulcanologia nem em engenharia aeronáutica. Apenas sou um geólogo que lê um pouco e dá aulas sobre vulcões no ensino secundário.

A Força aérea filandesa fez voar F-18 na nuvem de cinzas (link). As imagens não deixam dúvidas sobre os efeitos das cinzas nos aparelhos, sobretudo nos motores.

As conclusões são claras:  “The images show that short-term flying can cause substantial damage to an aircraft engine,” the air force says. Continued operation could lead to overheating and potentially pose a threat to the aircraft and its pilot, it adds.

Existe algo que se chama “princípio de precaução”O princípio de precaução pode ser invocado sempre que seja necessária uma intervenção urgente face a um possível risco para a saúde humana, animal ou vegetal, ou quando necessário para a protecção do ambiente caso os dados científicos não permitam uma avaliação completa do risco. Este princípio não deve ser utilizado como pretexto para acções proteccionistas, sendo aplicado sobretudo para os casos de saúde pública, porquanto permite, por exemplo, impedir a distribuição ou mesmo a retirada do mercado de produtos susceptíveis de ser perigosos para a saúde.”

Voar no fim de semana de 17 e 18 de Abril era um perigo. Por muito que nos custe, o risco de acidentes seria elevado. Há uma altura em que é necessário dizer : não! é preferível  ter prejuízos financeiros a perder vidas humanas.

 Nesta situação é fácil por em causa decisões dos vulcanólogos, dos serviços responsáveis pela  aeronáutica, etc…

E se não tivesse ocorrido uma interdição do espaço aéreo e um acidente ocorresse em Londres, Paris ou Berlim? Se fosse um familiar nosso? As mesmas vozes que hoje criticam estariam a defender a permissão de voar?

Links interessantes:

http://www.flightglobal.com/articles/2010/04/16/340727/pictures-finnish-f-18-engine-check-reveals-effects-of-volcanic.html

 

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Terra – de coração aberto

Uma revista com os dados mais recentes sobre o interior do nosso Planeta.

Um dossier fundamental para quem quer ficar actualizado sobre a dinâmica interna da Terra. É curioso antecipar o que vai ser alterado nos nossos manuais daqui a uns anos. O que ensinamos e já “não é bem assim”. É natural em ciência.

Um verdadeiro curso de actualização para professores de Geociências.

Alguns dos temas vão ser publicados depois de traduzidos e adaptados neste blogue.

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Efeitos locais e globais do vulcanismo

«Todos os voos de ou para Heathrow (o maior no mundo em termos tráfico internacional) e Stansted (norte de Londres) vão ser suspensos a partir do meio-dia, mas os terminais ficarão abertos», indicou um porta-voz da BAA que detém as duas plataformas. Um porta-voz do aeroporto de Gatwick, no sul da capital britânica, indicou que a suspensão também abrangia aquele aeroporto. Vários aeroportos da Escócia também foram encerrados hoje devido às nuvens de cinza provenientes do vulcão.
Os aeroportos nas cidades escocesas de Aberdeen, Glasgow e Edimburgo foram encerrados e os voos da cidade de Birmingham, em Inglaterra, e de Belfast, na Irlanda do Norte, foram afetados. A BAA, operadora dos aeroportos britânicos, admitiu «grandes perturbações» no tráfego aéreo.
O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo britânico explicou as restrições aos voos alegando que a «cinza vulcânica representa uma ameaça significativa à segurança dos aviões».
O espaço aéreo norueguês também está fechado devido às nuvens de cinza provocadas pela erupção vulcânica, na Islândia.
O espaço aéreo na Suécia também está a ser afetado, tendo sido já cancelados vários voos.
O vulcão, no glaciar Eyjafjllajokull, no sul da Islândia, registou na quarta feira uma segunda erupção em menos de um mês.
Devido à erupção vulcânica, cerca de 800 pessoas foram retiradas do sul da Islândia.

Fonte : Lusa/ SOL

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