O que importa

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia, crise económica
Ervas daninhas Após semanas a carregar caixas, estou finalmente a ficar mais livre. De um total de quase 1.000 caixas, carreguei umas 800. De livros na sua maioria. Levei de certa forma um verdadeiro banho de realidade. Os meus dois colaboradores, digamos, colaboraram pouco. Não os tornando radicalmente piores ou maus funcionários que não são, revelaram-se acomodados quanto baste. Estaremos em época de acomodação? Não estamos. Mas tendo praticamente voltado a teoria do oásis, com outro nome, não me parece que exista uma consciência da dimensão do problema por parte da população em geral. E esse estado de coisas é incentivado exactamente por quem devia ter o dever da verdade, o governo. Mas adiante, o que importa é que já arranquei umas ervas daninhas, só para treinar um pouco.

Persepolis

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia, marjane satrapi, persépolis, sibdp
PersépolisA Marjane Satrapi esteve no Porto em 2001 no Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto, do qual eu já não fazia parte da organização. Muito antes da fama que culminou na nomeação para um Óscar, exactamente por este extraordinário filme — foi uma imagem de marca do Salão, o “olho” que tinha para autores que estariam em destaque no futuro da banda desenhada. Foi o ano do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Nunca o Salão teve tão poucos visitantes no Mercado Ferreira Borges. Claro que se apressaram piedosamente a justificar o fiasco com o “excesso de oferta” na cidade. Tretas. Excesso de buracos, isso sim, incluindo uma cratera descomunal em frente do Mercado Ferreira Borges. Já na altura, toda a gente sabia que a forma correcta de retirar os carros do centro das cidades, passa por destruir jardins e construir parques de estacionamento subterrâneos. Isto tudo a propósito do filme que vi recentemente e só pode ser altamente recomendado. É baseado no livro homónimo Persepolis, que também gostei muito (tal como Embroderies). As mulheres que os lerem vão adorar. A Marjane é uma iraniana, as suas obras são autobiográficas e apanham todas as convulsões ...

Texto sobre nada

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Google, Varia, estatísticas
Ando na fase menos hortícola desde que me comecei a interessar por estas coisas. Não tenho tempo para nada e já se sabe, sem tempos livres, não há ocupações dos tempos livres. Tenho passado os dias a carregar coisas (livros e coisas piores, no sentido de mais pesadas) e mesmo no jardim, o que fiz recentemente foi carregar vasos bem grandes de um lado para outro (porque onde estavam, o canídeo andava a entreter-se a arruinar tudo o que podia). Pelo que tenho observado das estatísticas, a partir de certa quantidade de conteúdo, é praticamente indiferente escrever no blogue ou não. Passou a ter vida própria. Quem manda visitantes é o Google, o resto é muito residual. Mesmo quando por algum motivo tenho links no Abrupto, poucos são os que clicam para ver o que é (uns 100 em três dias, supostamente de um universo de quase 10.000 visitas). O internauta é parodoxalmente um ser desinteressado. Se olhar para as estatísticas agora… vou olhar… reparo que desde Março de 2006 foram 693.624 visitantes, dos quais 282.795 únicos. Ao ritmo presente, lá para o início do próximo ano farei o meu primeiro milhão (sempre quis dizer isto). E não significa nada, ...

112

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: 112, Ciência Geral, Varia
Telefonei duas vezes para o 112 em dois dias. Primeiro, um ébrio radical deitado numa das faixas de rodagem da Rotunda da Boavista. Segundo, uma discussão familiar de caixão à cova, que diga-se de passagem já não é a primeira, na nossa rua. Mas desta vez, dentro da nossa casa, ouvia-se o berreiro (apenas uma voz masculina, supostamente num teatro com mulher e uma criança). Perguntam-me se alguém se vai apresentar… Quem eu? Em face dos factos, apenas desejava que aparecesse alguma autoridade, para verificar se estava tudo nos conformes da lei. Desinteresse total. A polícia não pode fazer nada. Chega, bate à porta. Se ninguém abrir a porta, não pode fazer nada. Não vai arrombar a porta, blá, blá… Portanto, segundo o meu interlocutor, a polícia em presença de um desalmado berreiro, limita-se a não fazer nada. Bom, assim sendo, agradeci muito e disse-lhe para fazer de conta que eu não tinha dito nada. Enfadado, pediu-me rua e freguesia. Passados cinco minutos, três viaturas (como eles dizem) e número correspondente de agentes (uns seis), incluindo um feminino, com mais tacto para a coisa. Mas entretanto estava tudo mais calmo, eu pelo menos não ouvia nada dentro de casa. ...

Wall E

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia, Wall-e, pixar
Wall E recarrega as baterias Recomendado.

Solstício de Verão

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia, agapantos, solstício de verão
Agapantos quase de noite Para comemorar o Solstício de Verão, resolvi tirar umas fotografias já praticamente sem luz, perto das 22h00. É a minha tentativa na fotografia contemporânea. Agapantos quase de noite

O arco-íris e a oliveira

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Oliveira, Plantas, Varia, arco-íris, olea europea
O arco-ris e a oliveira Este arco-íris foi dos mais fortes que alguma vez vi. Despoletou nas crianças todo o tipo de perguntas. As fáceis e aquelas que nos fazem sugerir ir ver o Ruca na televisão — olhem meninos, está a dar o Ruca! A oliveira está no quintal o que não é muito comum. Deve ter uns 70 anos e segundo o meu pai, foi um alentejano que chegou a viver na casa dos meus avós que a terá plantado. É grande, tem sete ou oito metros de altura.

Nascer da lua atrás dos painéis solares

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Lua, Varia
Nascer da lua atrás dos painéis solares

Chanson de La Palisse

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia
Messieurs, vous plaît-il d’ouïr l’air du fameux La Palisse, Il pourra vous réjouir pourvu qu’il vous divertisse. La Palisse eut peu de biens pour soutenir sa naissance, Mais il ne manqua de rien tant qu’il fut dans l’abondance. Il voyageait volontiers, courant par tout le royaume, Quand il était à Poitiers, il n’était pas à Vendôme! Il se plaisait en bateau et, soit en paix soit en guerre, Il allait toujours par eau quand il n’allait pas par terre. Il buvait tous les matins du vin tiré de la tonne, Pour manger chez les voisins il s’y rendait en personne. Il voulait aux bons repas des mets exquis et forts tendres Et faisait son mardi gras toujours la veille des cendres. Il brillait comme un soleil, sa chevelure était blonde, Il n’eût pas eu son pareil, s’il eût été seul au monde. Il eut des talents divers, même on assure une chose: Quand il écrivait en vers, il n’écrivait pas en prose. Il fut, à la vérité, un danseur assez vulgaire, Mais il n’eût pas mal chanté s’il avait voulu se taire. On raconte que jamais il ne pouvait se résoudre À charger ses pistolets quand il n’avait pas de poudre. Monsieur d’la ...

Sobre a blogosfera

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia
Estive a ler um texto sobre a blogosfera no Bomba Inteligente e tenho outra tese que nem invalida a da Carla Quevedo: Talvez não exista só uma blogosfera. Olho para o “blogroll” e dali apenas leio três blogues: Combustões (daí ter lido o texto no Bomba Inteligente), Portugal dos Pequeninos e Abrupto. E leio blogues todos os dias. A Barriga de Um Arquitecto, Dias Com Árvores, O Elogio da Sombra, A Sombra Verde, Está de Velho… e muitos de fora… Já li outros regularmente, A Blasfémia, O Insurgente… Mas para candidatos a “establishment” e mediocridade já me basta o dia-a-dia. E no entanto, este último que é um exemplo acabado de tudo o que diz a Carla Quevedo e mais, figura na lista do Bomba Inteligente. A blogosfera pouco de novo trouxe ao país, incluindo ideias. Porque haveria? Pode ser por vezes prestidigitação e misticismo, mas magia não é de certeza. Outra tese: A blogosfera está completa e absolutamente sobrestimada em Portugal. Quem souber ler as estatísticas dos blogues, há muito que sabe que aqueles 1000 visitantes significam mesmo muito pouco. Desses 1000, talvez 100 interessem, e desses, a esperança ...

Sobre a blogosfera

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Varia
Estive a ler um texto sobre a blogosfera no Bomba Inteligente e tenho outra tese que nem invalida a da Carla Quevedo: Talvez não exista só uma blogosfera. Olho para o “blogroll” e dali apenas leio três blogues: Combustões (daí ter lido o texto no Bomba Inteligente), Portugal dos Pequeninos e Abrupto. E leio blogues todos os dias. A Barriga de Um Arquitecto, Dias Com Árvores, O Elogio da Sombra, A Sombra Verde, Está de Velho… e muitos de fora… Já li outros regularmente, A Blasfémia, O Insurgente… Mas para candidatos a “establishment” e mediocridade já me basta o dia-a-dia. E no entanto, este último que é um exemplo acabado de tudo o que diz a Carla Quevedo e mais, figura na lista do Bomba Inteligente. A blogosfera pouco de novo trouxe ao país, incluindo ideias. Porque haveria? Pode ser por vezes prestidigitação e misticismo, mas magia não é de certeza. Outra tese: A blogosfera está completa e absolutamente sobrestimada em Portugal. Quem souber ler as estatísticas dos blogues, há muito que sabe que aqueles 1000 visitantes significam mesmo muito pouco. Desses 1000, talvez 100 interessem, e desses, a esperança ...

Flora danica

Categorias: Livraria, Varia
Flora danica MCVII A Flora Danica é um atlas botânico da flora dos territórios da Dinamarca em 1874 (que incluiam a Islândia, Ilhas Faroé e Gronelândia). Foi iniciado em 1753 por G. C. Oeder, na altura professor de botânica no Real Instituto de Botânica da Dinamarca e demorou 123 anos a ser completado. A obra é constituida por 51 partes e três suplementos, num total de 3240 gravuras em cobre que depois de impressas eram coloridas à mão. Um trabalho científico verdadeiramente monumental. Flora danica Em 1790 o príncipe Frederik da Dinamarca, ordenou que se fizesse um serviço de jantar em porcelana decorado com cópias exactas da Flora Danica, diz-se que para oferecer à imperatriz da Rússia, Catarina II, que nunca o recebeu pois faleceu em 1796. Para o trabalho, que mais que decorativo se queria cientificamente correcto, chamaram Johann Christoph Bayer, que já Oeder tinha contratado em 1769 para trabalhar no livro. O serviço de 1802 peças, das quais restam ainda cerca 1500, foi terminado em 1802. Ainda hoje está a uso em algumas ocasiões oficiais no Palácio Christiansborg em Copenhaga....
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