“Não há educação se não há verdade a transmitir”

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, educação, teoria da educação, valor do conhecimento, verdade
Vale a pena lerTítulo: O valor de educarAutor: Fernando SavaterEdições: Presença (1997); Dom Quixote (2006)Fernando Savater é um filósofo espanhol cujo nome passou há muito às fronteiras do país onde nasceu e vive. A sua carreira de professor catedrático e investigador na área da Ética, bem como a sua atitude interventiva em questões sociais e políticas justificam-no.Além de se dedicar à escrita académica, é autor de inúmeros artigos publicados em jornais e revistas várias e de livros de divulgação. Entre os assuntos a que tem dedicado mais atenção encontra-se a educação.Uma das obras mais consistentes que produziu nesta área tem por título O valor de educar, foi publicada entre nós há mais de uma década e republicada há dois anos. Com a clareza e objectividade necessárias ao entendimento de um público alargado, Savater investe numa reflexão corajosa sobre temas fundamentais que, na actualidade, opõem os teóricos e dividem as opiniões das pessoas comuns.Dessa obra, seleccionei uma passagem que, apesar de não traduzir um problema educativo novo, traduz um problema educativo em aberto: o problema da verdade e do seu valor, que é, ...

“Um diploma para todos… é um diploma para ninguém”

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Sistema educativo, educação escolar, valor do conhecimento
O texto do Desidério Erros e mentira política, toca num problema fundamental da educação escolar na contemporaneidade: o valor do conhecimento.Os discursos em torno dos exames não fogem a este problema. Quando discutimos a sua pertinência, as suas funções e técnicas, estamos, explicita ou implicitamente, a atribuir (ou recusar) valor intrínseco e/ou instrumental aos conhecimentos que a escola tem por missão veicular.A este propósito lembrei-me do livro de François de Closets, A felicidade de aprender e como ela é destruída (Lisboa: Terramar), publicado entre nós em 2003, do qual retiro a seguinte passagem (página 297 -298):"Nos últimos cinquenta anos, a educação em França tem sido uma prioridade nacional. Tem estado no centro de um debate permanente, marcado aqui e além, por confrontos apaixonados. Foi objecto de múltiplas reformas (quase sempre abortadas). Beneficiou de orçamentos gigantescos e cada vez maiores.Como foi possível que um tal investimento, acompanhado de um empenhamento tão constante, redundasse na perda total da felicidade de aprender, uma perda que foi crescendo à medida que a instrução se foi difundido. Como foi possível que a cultura se fosse fossilizando à medida que a ...
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