Landslide 2007: Heroes of Horticulture +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Hipertexto, Vale do Bestança, aquecimento global, camélias, fotografia, árvores
República das bananas Parece que fica ali para os lados do Bestança… Este link está atrasado, mas ainda vai a tempo. Boassas. Não é só cá que se tem de lutar para salvar uma árvore Reparem no segundo exemplo, depois de muitos protestos toda a gente concordou em fazer uma curva na estrada para salvar um carvalho centenário, mas passados uns dias um bulldozer deitou-a abaixo “acidentalmente”. TreeHugger. Rajendra K. Pachauri discute as implicações do aquecimento global para a sociedade do século XXI TreeHugger. Landslide 2007: Heroes of Horticulture Exposição de fotografia com excelentes árvores e um pouco de história. Organizada pela The Cultural Landscape Foundation, revista Garden Design e George Eastman House. Eu e as plantas Mais um blogue de jardinagem. As Camélias das Japoneiras Um bom site sobre camélias que me chegou pelo e-mail. O título faz uma distinção entre japoneiras (as árvores) e camélias (as flores). Eu nunca fiz essa distinção, camélia e japoneira tenho como sinónimos. Quinta Vilar de Matos Alberga uma das maiores colecções de camélias do Mundo. Via As Camélias das Japoneiras.

Os pássaros

Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Vale do Bestança
Tenho observado, nestes anos de Sargaçal, os pássaros na parte do Vale do Bestança em que me movimento. É uma forma de dizer, porque o mais correcto seria dizer “não tenho observado”. Há mesmo muito poucos pássaros por lá. Noto isso desde os primeiros momentos, tenho indagado e dizem-me que antigamente havia muitos mais. Seja por via de predadores naturais, predadores introduzidos como o gato doméstico, actividades tradicionais da rapaziada como “ir aos ninhos” ou tiros com armas de pressão de ar, incêndios, utilização de adubos sintéticos, herbicidas e pesticidas, o facto é que considerando o meio natural envolvente, a passarada devia ser aos bandos. Nunca lá vi um bando de nada. Por paradoxal que pareça, consigo observar mais pássaros na cidade, sem sair de casa. No quintal há sempre bastantes e agora que a oliveira tem azeitonas, os melros são à dúzia. Juntos, no Sargaçal, vi até agora dois melros. A biodiversidade no Vale do Bestança merecia um estudo aprofundado, para se saber como vai de saúde o nosso vale.

A solidariedade da exclusão

Jorge Ventura @ Quinta do Sargaçal Categorias: Sociedade, Vale do Bestança
Foi com algum desalento que os Cinfanenses receberam a notícia de que dos três projectos apresentados por outros tantos promotores do concelho de Cinfães ao denominado Programa Escolhas nenhum mereceu aprovação e financiamento por parte dos responsáveis. Note-se, que o que visa este programa é o combate a situações reais de exclusão, falta de inserção social, combate ao insucesso formativo, auxílio aos mais carenciados. No fundo, pretende-se o desenvolvimento de acções tendentes à dignificação das condições de vida da população ou franjas populacionais mais desfavorecidas e a precisarem de apoio social. Durante dois anos o Projecto Voar Alto, cujo principal mentor foi o Reverendo Padre Adriano Pereira, que teve no Centro Social e Paroquial de Tendais o seu veículo de concretização, desenvolveu um trabalho muito meritório e louvável dedicado aos mais desfavorecidos da população de Tendais e Alhões, privilegiando as crianças, com o financiamento do Programa Escolhas. Esperava-se agora a continuidade no financiamento dessas acções e a eleição do novo projecto apresentado para o próximo triénio, tanto mais que até a própria Câmara Municipal de Cinfães e a Rede Social de Cinfães corroboraram o mérito do trabalho desenvolvido e a importância do seu prosseguimento agora para abranger também ...

A pavorosa saga dos incêndios…

Jorge Ventura @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Contra o Mundo Moderno, Vale do Bestança
É irreversível; é recorrente; é lastimável; é combatido (?) por todos os governos, mas continua a existir até haver que arder: a saga dos incêndios em Portugal. Na descida do Bestança 2006 constataram todos (140) os que participaram que a água do Bestança a jusante da foz do Barrondes estava cinzenta, toldada por um aluvião de cinza e saibro que, em virtude das fortes chuvadas do dia anterior atingiram o caudal do rio. A cinza, resultado de um incêndio na encosta acima das fragas da Talisca, derivou, vertente abaixo, arrastada pelas chuvas toldando a limpidez da água e contribuindo para a morte lenta das espécies piscícolas do rio, como a truta; o saibro, resultado de um estradão aberto clandestinamente, a montante do Prado, para tirar a madeira queimada. Quer dizer: arde o coberto vegetal, esventra-se a terra e os reflexos aparecem no rio fruto de uma erosão impiedosa onde a regeneração será – é o que se tem visto – quase impossível dado que outros fogos acontecerão vitimando as árvores que crescem naturalmente, já que não se prevê qualquer programa de reflorestação em terrenos particulares. No Domingo aconteceu em Boassas outro incêndio. O aparato foi muito e a dada altura ...

S. Pedro do Campo

Jorge Ventura @ Quinta do Sargaçal Categorias: Sociedade, Vale do Bestança
A festividade de S. Pedro do Campo, na freguesia de Tendais, concelho de Cinfães, sempre representou para os Cinfanenses e não só — também para as gentes de Alvarenga — um momento único nas suas vidas de lazer e confraternização. Por entre o silêncio da montanha, cortado pela algaraviada de alguns grupos em são convívio, e depois de assistirem ao ofício religioso e participarem na procissão em redor da Cruz Velha, juntavam-se as famílias e os amigos em alegre repasto na quietude do lugar. Até que vieram as moto quatro, os jipes, todo o tipo de veículo automóvel, fazer barulho e demonstrações de perícia bem perto do templo. Depois há o feirante que anuncia os produtos pela aparelhagem sonora e até uma pista com carrinhos de choque já por lá se viu. Em conclusão: perdeu-se o encanto da festa que, pela sua especificidade e valor etnográfico, era das mais bonitas do Montemuro. Perde Cinfães uma “marca de cultura” se o Município não souber ver esta festa como de inegável interesse municipal dado a sua importância para um turismo cultural no Montemuro. Urge criar uma postura municipal de trânsito que defina um diâmetro à volta do templo onde o trânsito a ...

A escola de Vila de Muros encerrou, mas não morreu

Jorge Ventura @ Quinta do Sargaçal Categorias: Sociedade, Vale do Bestança
Aos vinte e três dias do mês de Junho do corrente ano de 2006 encerrou a escola primária “Andrade“, de Vila de Muros. Ao tempo, tinha quatro alunos (André Vieira, 4º. Ano; Rafael Pinto, 3º. Ano; Anabela Silva, 2º. Ano; Sara Vieira, 1º. Ano – 2005/2006) que recebiam instrução da Professora Sandra Raposo. O edifício, construído em 1910, sob projecto de Adães Bermudez, no auge do período republicano, a expensas do benemérito António Gonçalves Pereira de Andrade, chegou a ser frequentado por 60 alunos num só ano lectivo, na década de cinquenta do século passado. Recebia crianças de Marcelim, Portela da Mó, Enxidrô, Vila de Muros, Aguilhão e Valverde. Encerra por insuficiência de alunos e em nome de processos de socialização e outros números. A aldeia da Portela da Mó está abandonada e envolta em silvedo; em Valverde, e no seu aro, vivem oito famílias; em Enxidrô habitam três agregados familiares e em Vila de Muros nove. Quer dizer: na Ribeira de Tendais não encontraremos mais que meia centena de habitantes e em faixa etária elevada. E agora que a escola encerrou faleceu a última razão para a fixação de famílias jovens. Vindouros serão escassos. É já com ...
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