Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the universidade

Email de uma jovem cientista social

Bom dia

Eu fiz a escolha de entrar na faculdade no curso de ciencia social em bacharel. Só que estou sendo muito criticada por alguns amigos dizendo que este campo não tem emprego. E que não é considerado uma profissão e sim uma ocupação. Principalmente para o interior onde moro. Queria então, um conselho, uma ajuda, uma sugestão, algo assim. Poderia alguém me ajudar.
Agradeço pela atenção.
ass.: Aline     Sobral-CE
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Cara Aline,
Meu nome é Pedro Mourão, tenho 24 anos, e hoje faço mestrado em Sociologia na Universidade Federal do Ceará. Eu me graduei há pouco tempo pela Universidade Estadual do Ceará. Tentei a seleção da pós-graduação no ultimo semestre da graduação e passei. Assim como você eu tinha muitas dúvidas em relação ao curso.
Será que eu vou conseguir emprego?
Será que há emprego?
Será que eu posso pagar as contas sendo um cientista social no Ceará?

Sendo bem sincero, atualmente o nosso mercado de trabalho não é dos melhores, mas já está bem melhor do que quando eu entrei no curso em 2005.
Existem várias oportunidades de emprego, principalmente na área de educação, trabalhando como professor.
Você também pode trabalhar em ONGs, ou melhor, ainda montar a sua própria ONG.
Karina Bacchi não é cientista social, mas bem que podia ser :)

É triste ter que te dizer isso, mas o curso de ciências sociais é uma faculdade feita para pessoas que tenham no mínimo a classe média. Calma! Eu digo isso por que entre a UEVA, UFC, UECE, URCA e Unifor, só a UEVA têm o curso noturno. Recentemente a UFC também implantou a ciências sociais noturna. Fazer faculdade de manhã implica que os alunos terão maior dificuldade de conseguir um emprego, porque, simplesmente, poucas são as empresas que querem um empregado que só trabalhe de tarde. Isso significa que na maioria dos casos os alunos de ciências sociais são obrigados ter uma base econômica boa. Ou seja, papai e mamãe tem que bancar o sujeito.
Durante a graduação você terá a oportunidade de tentar trabalhar na área, como por exemplo, fazendo uma seleção de monitoria dentro da sua própria universidade, ou seleção para uma bolsa de

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Vida Universitária


Por Diego Fachin


Todo ano é a mesma coisa, muitos alunos entram na Universidade e muitos saem. Aqueles que entram, trazem a lembrança do Ensino Médio e alguns do Cursinho Pré-Vestibular,nos quais estudar e se dedicar integralmente são as palavras-chaves e é o que definirá o seu futuro ou não. Aqueles que saem, levam consigo a lembrança de um período fenomenal e incomparável, que foi a graduação, quando é aproveitada da melhor maneira possível e de acordo com as necessidades e objetivos de cada um.
Ao entrar na Universidade, nos deparamos com um mundo novo, onde quase tudo é desconhecido. Na maioria das vezes, não conhecemos ninguém e o que eles querem de nós, não sabemos o que, realmente, se faz, se ensina, se aprende ou com o que se trabalha em um ambiente desses. Mas ao passo que tudo é novo para nós, há pessoas que também querem nos conhecer, saber quem somos, onde moramos e o que fazemos. Nos encontramos na estaca zero, muitas vezes totalmente perdidos e necessitamos de um referencial. Entretanto, outros sabem exatamente o que querem e desde o início adentram ao desconhecido, mesmo que falte experiência e conhecimento. Eis que partimos e tudo começa a se moldar, estamos seguindo uma rotina: a Universitária. 
 Acostumados a seguir uma rotina que parece imutável, muitas vezes, fazemos da universidade, do nosso curso escolhido um simples prolongamento do ensino médio e/ou do Cursinho, sendo que apenas estudamos, incansavelmente. Perdemos almoços, conversas com amigos, passeios, filmes, projetos paralelos, apenas pela simples obrigação de fazer relatórios, seminários, provas e tudo aquilo referente ao curso e ainda, fazer o mais rápido possível, sempre correndo contra o tempo. Afinal, espera-se que façamos isso, mas não apenas isso, uma que vez a universidade não se resume ao ensino.Além disso, deveríamos dedicar tempo ao ambiente no qual vivemos, participar de reuniões, centros estudantis, centros acadêmicos, associações, prestigiar palestras, dedicar mais tempo à leitura, praticar esportes, conhecer mais os professores e os alunos de outros anos, outros cursos. Muitas vezes não sabemoso que estamos fazendo na universidade, além do nosso curso, é claro. Estamos robotizados. Nada muito diferente da época de Cursinho Pré-Vestibular, não é?
Mas, após tudo isso, surgem as dúvidas! Porque fazer diferente? Porque me dedicar, gastar omeu tempo com outros assuntos e não com o meu estudo e com a minha exclusiva dedicação ao meu curso? Qual a importância disso

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Os exames vestibulares, segundo o Ministro da Educação

Ao afirmar que o vestibular “criou cotas para populações mais abastadas”, o Exmo. Ministro da Educação, Professor Fernando Haddad, parece estar colocando no vestibular a culpa da falha do sistema educacional em criar condições para os alunos de 2º grau egressos de escolas públicas (na sua maioria) em ter condições de cursar o ensino superior. [...]Continue a ler Os exames vestibulares, segundo o Ministro da Educação

Educação, ciência e sociedade

A importância do ensino básico – fundamental e médio – para a formação dos estudantes ingressantes no ensino superior não pode ser mais negligenciada. Tal foi a conclusão apresentada por diversos participantes de mesa redonda sobre formação de recursos humanos, durante a Conferência Paulista de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada na sede da FAPESP nos [...]Continue a ler Educação, ciência e sociedade

Darwin: Conferência proferida por Prof. Vane Wright


Ciclo de Conferências - 200 anos de Darwin
Conference: "Organisms can be proud to have been their own designers"—organismal intelligence and the origin of design in nature

Prof. R.I. Vane-Wright
Durrell Institute of Conservation and Ecology (DICE),
University of Kent, Canterbury CT2 7NR,
United Kingdom

Whole organisms act out “a life of meaning” based on a mixture of inherited and some learned understanding of their world. Organisms, each one in its own special way, are highly intelligent, not “dumb” or “stupid” as so often claimed. It will be argued that this organismal intelligence is the wellspring of adaptation, the source of the seeming design seen in all living things. Each individual organism contributes, through its own particular life of meaning, to the design of the evolutionary lineage to which it contributes—the evolving, adaptable and adapted species. Although mediated, constrained and ultimately passed on by Darwinian selection acting on available mutations working within established genetic mechanisms, this process is not controlled by random mutation. Thus evolution, once started, is not the product of blind chance, nor does it require the intervention of an external, “intelligent designer.” Organisms design themselves.

Biosketch: Dick Vane-Wright, entomologist, and a Zoology graduate from University College London, spent his professional career working at London’s world famous Natural History Museum. In 2003 he received the degree of Doctor of Science, honoris causa, from the University of Copenhagen. Currently Honorary Professor of Taxonomy at DICE, he continues to work on a wide variety of projects related to entomology, biodiversity and conservation—all linked by a critical interest in the origin of biological diversity, and the importance of evolution and ecology for understanding our place in nature. Dick Vane-Wright has been associated with The Natural History Museum for over 40 years, where he specialised on butterflies. He retired from the Museum in 2004, as Head of the Department of Entomology. His books include Milkweed Butterflies (1984), The Biology of Butterflies (1984), and, most recently, The Seymer Legacy. He now divides most of his time between studies on the history of entomology, taxonomy, butterflies, and environmental philosophy. Current book projects include a major work on worldviews, values and the future of biodiversity; a book entitled The Tasks of Taxonomy; a richly illustrated popular account of butterfly biology;

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Faltam universidades ou bons alunos?

Segundo o Ministério da Educação, ensino superior para de crescer em São Paulo. Este é o tema de notícia de Fábio Takahashi, publicada na Folha on-line ontem 4/12/2009. Após três anos de crescimento, o número de alunos que entra nas universidades privadas de São Paulo parou de crescer, ainda que a maioria dos jovens esteja [...]Continue a ler Faltam universidades ou bons alunos?

ensino superior? não queira imaginar o inferior…


Li ambos os artigos no Jornal da Ciência de ontem. O primeiro parece uma má notícia, não?

Brasil não atingirá meta para ensino superior, diz MEC

Plano Nacional de Educação para 2011 almejava pelo menos 30% da população de 18 a 24 anos na universidade; taxa líquida de 2008 é de 13,71%.

O segundo parece pior, não?

Cresce total de alunos em universidade ruim

Instituições com notas baixas em avaliações federais tiveram aumento de 11% nas matrículas em 2008, segundo censo do MEC.

Ao ler isso, alguém mais lembrou que o último concurso para contratação de garis no RJ atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com superior completo e 3.180 com superior incompleto?

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Caso você queira mesmo imaginar o “inferior”, tem um um pouco aqui nesse outro post: a educação dos educadores.

Posted in dúvidas Tagged: ensino superior, ministério da educação, universidade
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Do que a ciência se preocupa (Parte #6)

Na série “Do que a ciência se preocupa?” estamos experienciando detalhes sobre a ciência, um dos empreendimentos humanos mais bem sucedidos.

Neste sexto artigo gostaria de iniciar o desenvolvimento do que é “teoria”.

Será o que define algo como uma teoria? O que diferencia uma teoria científica de uma metafísica (devemos ter muito cuidado com esta última palavra).

Copérnico, criador da teoria heliocêntrica (Foto: Wikipédia)

Peguemos um comparativo para melhor estudarmos: Nicolau Copérnico desenvolveu a teoria do Heliocentrismo no qual o Sol é o centro do sistema solar.

A grosso modo, a teoria em questão, diz que o Sol seria o centro do sistema solar (entendido originalmente como centro do universo).

Ao analisarmos tal teoria temos pontos que são fundamentalmente falseadores – ou seja podem ser confrontado a observações e podem ser refutados ou corroborados.

Segundo o falseacionismo os pontos falseadores, são pontos em que a teoria pode ser confrontada e falseada de acordo com observações. Para Popper, teorias científicas são passíveis de falseamento.

Uma teoria metafísica supostamente não tem pontos falseadores.

Este ponto de vista tem sido muito mal explorada, como pude verificar na internet algumas pessoas a deturparem esta visão: apesar de uma teoria científica possuir pontos falseadores, que devem estar ligados a possibilidades observacionais, na maioria das teorias em que podemos estudar encontramos tanto pontos falseadores, como termos teóricos, nos quais podem se relacionar com outras teorias.

Usando a metáfora de Hempel, uma teoria científica poderia ser considerada como uma nuvem: esta nuvem possui termos que estão relacionadas a possibilidades observacionais e outras que estão relacionadas a outros termos teóricos (e possivelmente de outras teorias). Isto não torna uma teoria menos científica.

Apesar disto uma teoria metafísica, a grosso modo, parece não apresentar ligações com possíveis falseadores observacionais.

Deve-se levar em conta, também, que um termo teórico ligado a outras teorias dentro de uma teoria “x” pode também ser apresentado como um falseador.

Acontece que o falseacionismo ingênuo (ou falseacionismo dogmático) pensa que todo termo deve estar ligado a uma observação que pode ser falseadora. É ingenuidade leiga achar que toda a teoria está ligada apenas a fatos observacionais falseadores. Uma teoria deve ter ligação com fatos observáveis, mas também pode possuir correlações entre outros termos teóricos (que podem ser pontos falseadores).

Aliás, uma teoria é caracterizada por sua ampliação de conhecimento de cunho de previsão: relacionar fator em si não é uma…

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A USP segundo Marcelo Leite


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Em artigo publicado na edição de hoje, domingo 05/07/2009, Marcelo Leite, colunista do jornal Folha de São Paulo, manifesta sua opinião sobre a USP no contexto atual, levando em conta o movimento grevista ao longo dos meses de maio-junho de 2009, a produção científica, bem como a importância da USP na formação de recursos humanos e desenvolvimento científico. O artigo “Virada à Paulista” foi transcrito na íntegra, a seguir.

Virada à Paulista

A crise na USP expõe sem retoques o que há de mais atrasado nela e, em parte, também nas outras universidades estaduais (Unicamp e Unesp). Como ex-aluno das duas primeiras, só posso lamentar que valores acadêmicos -objetividade, racionalidade, debate livre de argumentos de autoridade- tenham alcançado cotação tão baixa na vida universitária.

Não se trata de saudosismo. Na década de 1970, a USP já era cheia de defeitos. O ensino de jornalismo na ECA (Escola de Comunicações e Artes), uma piada. Havia alguns bons professores, mas pouco podiam contra a mediocridade imperante. Apesar dos pesares, formavam-se na USP verdadeiros intelectuais. Bastava querer e aplicar-se. A matéria-prima estava lá.

E ainda está, como se pode perceber por alguns dados apresentados a seguir. Não se destrói uma universidade como essa em poucos anos, por mais greves e insensatez pseudopolítica que a tomem de assalto.

Metade da pesquisa brasileira publicada em periódicos científicos de nível internacional sai de São Paulo. Isso tem muito a ver com a existência da USP, da Unicamp e da Unesp. As três instituições, assim como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), se sustentam com percentuais fixos da arrecadação estadual. Sem essa regularidade, teriam virado farinha.

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Muita gente acha que os bilhões de reais mantêm só um enorme cabide de empregos.  Professores demais, na maioria “improdutivos”. Essa imagem talvez contivesse alguma dose de objetividade no final dos anos 1980, quando havia seis a oito alunos por professor (de graduação e pós).

Hoje a Unicamp ostenta 18 alunos por docente. A USP, 16. A Unesp, mais de 12. As três ficam perto da média da Universidade da Califórnia em Berkeley, 17. “Elas responderam bem à autonomia”, resume o fornecedor dos dados,

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Vírus no Linux?

Este artigo abaixo foi produzido originalmente para a Network Core Wiki. Reproduzo-a aqui na íntegra. Publicado originalmente em 07/12/2007.

Interface de uma distribuição Linux

Interface de uma distribuição Linux

Uma das grandes perguntas dos iniciantes, no uso de sistemas operacionais Linux, é se estes sofrem a ação dos vírus de computador.

Para responder essa questão devemos analisar alguns pontos importantes.

Vírus de Computador

O que seria bem um vírus de computador?
Numa consideração ”lato sensu”, ou seja, ampla, qualquer programa com função maliciosa é um vírus. Entretanto, numa visão mais técnica e ‘’strictu sensu”, os vírus são programas maliciosos que têm técnicas de reprodução, explorando falhas nos sistemas, de forma que possam se replicar para outros computadores.

Assim, um vírus que se envia por e-mail para toda a sua lista de endereços, ou aquele que se replica no pen-drive etc, são programas que exploram falhas no sistema e procuram se replicar de um computador para o outro, além de efetuarem os estragos a que estão programados.

Um cavalo de Tróia, no modo estrito de responder o que é um vírus, pode não ser considerado, em última instância, como um vírus que se auto-replica (pois estes nem sempre têm mecanismo de reprodução, por vezes são apenas iscas para garantir invasões de intrusos em sua máquina): há aqui o efeito psicológico envolvido – o usuário, que é humano, pode ser ludibriado psicologicamente a executar tais códigos de forma que estes possam permitir danos por crackers invasores.

Entretanto, se pensarmos da forma ”lato sensu”, podemos considerar vários tipos de códigos maliciosos como vírus; mas para este intento deveríamos ter um leque enorme de tipos de vírus de computador.

O funcionamento do Windows

Em geral no Microsoft Windows (principalmente 3.x e 9.x) não há uma estrutura de permissões bem construída a respeito de cada arquivo, do sistema ou não.
Isso significa que no Windows 98 se, por exemplo (e ainda, infelizmente, nos mais atuais também) eu executar um arquivo com código malicioso este, por sua vez, pode alterar arquivos do sistema, pois eu tenho, a possibilidade de alterar diversos arquivos do sistema.
Apesar das versões mais recentes do Windows tentarem bloquear certos arquivos, esta política não é tão bem estruturada (na verdade não é um trabalho de escalonar permissões legítimas).
A forma do funcionamento do Linux é toda voltada para usuários. Cada usuário pode ter diversas permissões para se…

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