Blogs de Ciência

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Archive for the universidade

Faltam universidades ou bons alunos?

Segundo o Ministério da Educação, ensino superior para de crescer em São Paulo. Este é o tema de notícia de Fábio Takahashi, publicada na Folha on-line ontem 4/12/2009. Após três anos de crescimento, o número de alunos que entra nas universidades privadas de São Paulo parou de crescer, ainda que a maioria dos jovens esteja [...]Continue a ler Faltam universidades ou bons alunos?

ensino superior? não queira imaginar o inferior…


Li ambos os artigos no Jornal da Ciência de ontem. O primeiro parece uma má notícia, não?

Brasil não atingirá meta para ensino superior, diz MEC

Plano Nacional de Educação para 2011 almejava pelo menos 30% da população de 18 a 24 anos na universidade; taxa líquida de 2008 é de 13,71%.

O segundo parece pior, não?

Cresce total de alunos em universidade ruim

Instituições com notas baixas em avaliações federais tiveram aumento de 11% nas matrículas em 2008, segundo censo do MEC.

Ao ler isso, alguém mais lembrou que o último concurso para contratação de garis no RJ atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com superior completo e 3.180 com superior incompleto?

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Caso você queira mesmo imaginar o “inferior”, tem um um pouco aqui nesse outro post: a educação dos educadores.

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Do que a ciência se preocupa (Parte #6)

Na série “Do que a ciência se preocupa?” estamos experienciando detalhes sobre a ciência, um dos empreendimentos humanos mais bem sucedidos.

Neste sexto artigo gostaria de iniciar o desenvolvimento do que é “teoria”.

Será o que define algo como uma teoria? O que diferencia uma teoria científica de uma metafísica (devemos ter muito cuidado com esta última palavra).

Copérnico, criador da teoria heliocêntrica (Foto: Wikipédia)

Peguemos um comparativo para melhor estudarmos: Nicolau Copérnico desenvolveu a teoria do Heliocentrismo no qual o Sol é o centro do sistema solar.

A grosso modo, a teoria em questão, diz que o Sol seria o centro do sistema solar (entendido originalmente como centro do universo).

Ao analisarmos tal teoria temos pontos que são fundamentalmente falseadores – ou seja podem ser confrontado a observações e podem ser refutados ou corroborados.

Segundo o falseacionismo os pontos falseadores, são pontos em que a teoria pode ser confrontada e falseada de acordo com observações. Para Popper, teorias científicas são passíveis de falseamento.

Uma teoria metafísica supostamente não tem pontos falseadores.

Este ponto de vista tem sido muito mal explorada, como pude verificar na internet algumas pessoas a deturparem esta visão: apesar de uma teoria científica possuir pontos falseadores, que devem estar ligados a possibilidades observacionais, na maioria das teorias em que podemos estudar encontramos tanto pontos falseadores, como termos teóricos, nos quais podem se relacionar com outras teorias.

Usando a metáfora de Hempel, uma teoria científica poderia ser considerada como uma nuvem: esta nuvem possui termos que estão relacionadas a possibilidades observacionais e outras que estão relacionadas a outros termos teóricos (e possivelmente de outras teorias). Isto não torna uma teoria menos científica.

Apesar disto uma teoria metafísica, a grosso modo, parece não apresentar ligações com possíveis falseadores observacionais.

Deve-se levar em conta, também, que um termo teórico ligado a outras teorias dentro de uma teoria “x” pode também ser apresentado como um falseador.

Acontece que o falseacionismo ingênuo (ou falseacionismo dogmático) pensa que todo termo deve estar ligado a uma observação que pode ser falseadora. É ingenuidade leiga achar que toda a teoria está ligada apenas a fatos observacionais falseadores. Uma teoria deve ter ligação com fatos observáveis, mas também pode possuir correlações entre outros termos teóricos (que podem ser pontos falseadores).

Aliás, uma teoria é caracterizada por sua ampliação de conhecimento de cunho de previsão: relacionar fator em si não é uma…

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A USP segundo Marcelo Leite


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Em artigo publicado na edição de hoje, domingo 05/07/2009, Marcelo Leite, colunista do jornal Folha de São Paulo, manifesta sua opinião sobre a USP no contexto atual, levando em conta o movimento grevista ao longo dos meses de maio-junho de 2009, a produção científica, bem como a importância da USP na formação de recursos humanos e desenvolvimento científico. O artigo “Virada à Paulista” foi transcrito na íntegra, a seguir.

Virada à Paulista

A crise na USP expõe sem retoques o que há de mais atrasado nela e, em parte, também nas outras universidades estaduais (Unicamp e Unesp). Como ex-aluno das duas primeiras, só posso lamentar que valores acadêmicos -objetividade, racionalidade, debate livre de argumentos de autoridade- tenham alcançado cotação tão baixa na vida universitária.

Não se trata de saudosismo. Na década de 1970, a USP já era cheia de defeitos. O ensino de jornalismo na ECA (Escola de Comunicações e Artes), uma piada. Havia alguns bons professores, mas pouco podiam contra a mediocridade imperante. Apesar dos pesares, formavam-se na USP verdadeiros intelectuais. Bastava querer e aplicar-se. A matéria-prima estava lá.

E ainda está, como se pode perceber por alguns dados apresentados a seguir. Não se destrói uma universidade como essa em poucos anos, por mais greves e insensatez pseudopolítica que a tomem de assalto.

Metade da pesquisa brasileira publicada em periódicos científicos de nível internacional sai de São Paulo. Isso tem muito a ver com a existência da USP, da Unicamp e da Unesp. As três instituições, assim como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), se sustentam com percentuais fixos da arrecadação estadual. Sem essa regularidade, teriam virado farinha.

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Muita gente acha que os bilhões de reais mantêm só um enorme cabide de empregos.  Professores demais, na maioria “improdutivos”. Essa imagem talvez contivesse alguma dose de objetividade no final dos anos 1980, quando havia seis a oito alunos por professor (de graduação e pós).

Hoje a Unicamp ostenta 18 alunos por docente. A USP, 16. A Unesp, mais de 12. As três ficam perto da média da Universidade da Califórnia em Berkeley, 17. “Elas responderam bem à autonomia”, resume o fornecedor dos dados,

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Vírus no Linux?

Este artigo abaixo foi produzido originalmente para a Network Core Wiki. Reproduzo-a aqui na íntegra. Publicado originalmente em 07/12/2007.

Interface de uma distribuição Linux

Interface de uma distribuição Linux

Uma das grandes perguntas dos iniciantes, no uso de sistemas operacionais Linux, é se estes sofrem a ação dos vírus de computador.

Para responder essa questão devemos analisar alguns pontos importantes.

Vírus de Computador

O que seria bem um vírus de computador?
Numa consideração ”lato sensu”, ou seja, ampla, qualquer programa com função maliciosa é um vírus. Entretanto, numa visão mais técnica e ‘’strictu sensu”, os vírus são programas maliciosos que têm técnicas de reprodução, explorando falhas nos sistemas, de forma que possam se replicar para outros computadores.

Assim, um vírus que se envia por e-mail para toda a sua lista de endereços, ou aquele que se replica no pen-drive etc, são programas que exploram falhas no sistema e procuram se replicar de um computador para o outro, além de efetuarem os estragos a que estão programados.

Um cavalo de Tróia, no modo estrito de responder o que é um vírus, pode não ser considerado, em última instância, como um vírus que se auto-replica (pois estes nem sempre têm mecanismo de reprodução, por vezes são apenas iscas para garantir invasões de intrusos em sua máquina): há aqui o efeito psicológico envolvido – o usuário, que é humano, pode ser ludibriado psicologicamente a executar tais códigos de forma que estes possam permitir danos por crackers invasores.

Entretanto, se pensarmos da forma ”lato sensu”, podemos considerar vários tipos de códigos maliciosos como vírus; mas para este intento deveríamos ter um leque enorme de tipos de vírus de computador.

O funcionamento do Windows

Em geral no Microsoft Windows (principalmente 3.x e 9.x) não há uma estrutura de permissões bem construída a respeito de cada arquivo, do sistema ou não.
Isso significa que no Windows 98 se, por exemplo (e ainda, infelizmente, nos mais atuais também) eu executar um arquivo com código malicioso este, por sua vez, pode alterar arquivos do sistema, pois eu tenho, a possibilidade de alterar diversos arquivos do sistema.
Apesar das versões mais recentes do Windows tentarem bloquear certos arquivos, esta política não é tão bem estruturada (na verdade não é um trabalho de escalonar permissões legítimas).
A forma do funcionamento do Linux é toda voltada para usuários. Cada usuário pode ter diversas permissões para se…

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Dinossauro com características de papagaio

Rapidinha:

Psittacosaurus gobiensis

Psittacosaurus gobiensis

Análises mostraram que Psitacossauros possuem características alimentícias parecidas com a de papagaios e outras aves, além de sua característica morfológica mais óbvia: sua ossatura craniana que possue bico e indica um sistema muscular parecido com o das supracitadas aves.

Imagem demonstrativa entre um Dinossauro Psittacosaurus gobiensis e uma arara

Imagem demonstrativa entre um Dinossauro Psittacosaurus gobiensis e uma arara

O referido dinossauro foi estudado por Paul Sereno, Universidade de Chicago e descoberto em 2001 na Mongólia.
IN OFF: Irei pesquisar mais a respeito para escrever um artigo mais detalhado sobre o fato.

Arnaldo Vasconcellos

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A árvore que refloresta é a mesma que polui


Ironia do destino. Geralmente, quando você compra uma arvorezinha, a raíz dela e a terra que a cerca estão fixadas por um saco plástico preto. As mudas utilizadas em reflorestamento também são “empacotadas” em sacos. Agora, imagine quanto plástico é jogado fora após o plantio – eles não são reutilizados em novas mudas para evitar contaminação.

Pensando nisso… Cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Corn Products Brasil e a BASF, criaram um plástico rígido “ecologicamente correto” que pode ser usado na fabricação de tubetes – nome desses sacos plásticos.

O novo material é feito com EcobrasTM – um plástico biodegradável e compostável da BASF que possui polímero vegetal a base de milho – e fibras vegetais como casca de mandioca em pó ou fibras de coco. Sua decomposição que ocorre ao entrar em contato com os microorganismos do solo gera água, CO2 e biomassa.

Segundo Elias Hage Júnior, professor coordenador do projeto, a parceria entre a UFSCar e as multinacionais deveu-se ao fato do EcobrasTM ser flexível e não permitir a fabricação de peças moldadas suficientemente rígidas. Ele afirma que o novo composto pode gerar qualquer peça moldada – a casca de mandioca tem a função da rigidez e a fibra de oferece resistência mecânica, deixando o material menos suscetível a ruptura – com uso descartável como bandejas de embalagens.

A primeira etapa do projeto, responsável por adequar o uso da casca de mandioca e fibra de coco, acabou no início de 2009. A partir de agora será necessário otimizar o processo e melhorar o produto. Depois, gerar em larga escala.

A ideia é boa. Mas há uma discussão. Alguns especialistas afirmam que o plástico biodegradável se decompõe mais rápido por virar pedacinhos bem pequenininhos. Isso poderia poluir rios. Outros afirmam que o fato dele se “despedaçar” facilita ainda mais na decomposição e a não prejudicar o meio ambiente. Ai como, ultimamente, estou crítica.

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Vote na arte da ciência


A lei suprema da arte é a representação do belo,

Leonardo da Vinci.

A Universidade Princeton, localizada nos Estados Unidos, pela terceira vez organiza o concurso “Art of Science” – ou “A arte da Ciência”. O nome diz tudo. Professores, estudantes, graduados e cientistas ligados à instituição podem inscrever sua “obra-prima”. Por exemplo, quando eles percebem que a foto do objeto estudado possui algo maior. É poética.

Participam do concurso, 48 obras. Excelência estética e interesse científico ou técnico foram os critérios. Aliás, os jurados já escolheram os três primeiros colocados. A acima corresponde ao primeiro lugar. São embriões da espécie de lula Loligo pealeii, fotografados por Celeste Nelson.

Mas até o dia primeiro de julho, os internautas podem votar na sua favorita. A mais aclamada reberá o “Prêmio do Público”. Para ver todas as fotos, clique aqui. Para votar, ali. Só uma observação. O site é chatinho. Ele apenas mostra duas opções de uma vez durante o voto.  Para ver as outras, é necessário ficar recarregando a página. Eu escolhi o “Tadpole Vortex Formation” – são girinos. Daria um quadro lindo na minha futura sala minimalista.

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Imagem é tudo na hora de emprestar dinheiro


Quem ainda teima em dizer que aparência é irrelevante no cotidiano… Não é nem a questão de ser bonito ou feio, mas o que se transmite pelos modos, roupas ou “química”.

De acordo com o site Science Daily, uma pesquisa realizada pelo brasileiro Jefferson Duarte da Rice University, localizada no Texas, em parceria com Stephan Siegel e Lance Young, ambos da Universidade de Washington, sugere que pela aparência credores financeiros dizem se uma pessoa é confiável.

Os cientistas analisaram 6.821 pedidos de empréstimos apresentados à linha popular do site Prosper.com. Também, o site Amazon Mechanical Turk, que reúne pessoas que precisam e outras que oferecem trabalhos.

No Prosper.com, usuários criam um perfil podendo até inserir fotos pessoais. Assim, os pesquisadores pediram para os “empregadores” do Amazon Mechanical Turk dar notas de 1 a 5 de acordo com a fidedignidade passada por cada foto.

A equipe concluiu que a confiança dos mutuários se correlaciona com os histórico de crédito apresentados no Prosper.com. Os pesquisadores também perceberam que, mesmo com todas as informações pessoais sobre o “emprestador”, os credores se baseiam na imagem para dar o veredicto final.

A dúvida que ficou no ar: que tipo de aparência é a mais confiável? Terei que entrar em contato com o brasileiro pesquisador em questão.

Leia a matéria em inglês aqui.

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Saiba como ajudar a ciência pelo computador


Genial a idéia. Existe no Brasil um projeto de computação voluntária. Com outras palavras, você doa a capacidade de processamento ociosa do seu computar à ciência. Para que isso aconteça, deve-se instalar um software. Enquanto estiver conectado à internet, ele executa os projetos para os quais está configurado como, por exemplo, descobrir uma vacina para a Aids ou vida extraterrestre.

Fiz uma pequena entrevista com Presciliano dos Santos Neto, fundador do SETIBR, grupo brasileiro de apoio ao projeto, para explicar um pouco mais. Ele disse que esta semana alcançou a capacidade de processamento equivalente a 1 teraflops –  como um super computador. Além disso, 50 milhões de créditos foram processados. Veja:

Xis-xis: O que é o SETIBR?
Presciliano dos Santos Neto:
O SETIBR é um grupo de apoio aos projetos BOINC. Iniciamos em 1999 com o SETI@home, que deu origem ao nome do grupo e projeto no qual temos a maior participação. Atualmente, participamos de vários outros projetos como o World Community Grid - que pesquisa cura para doenças como câncer e AIDS -, Climate Prediction - que estuda mudanças climáticas e aquecimento global -, entre outros. A computação voluntária permite que qualquer usuário de computador - com qualquer configuração - com acesso à Internet - mesmo discada - doe a capacidade de processamento ociosa de seu computador para a ciência. Qualquer participante dos projetos BOINC pode criar seu próprio grupo ou participar de times já existentes como o SETIBR.

Xis-xis: O que é o BOINC?
Neto:
BOINC é a sigla de Berkeley Open Infrastructure for Network Computing. Uma plataforma desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley para projetos de processamento distribuído. Ela permite que cientistas, com um pequeno investimento em infraestrutura, tenham acesso a uma capacidade de processamento equivalente a de um supercomputador. Aliás, a capacidade de processamento somada dos projetos BOINC é superior a capacidade de processamento do maior supercomputador do mundo - o IBM RoadRunner.

Xis-xis: Como funciona o programa?
Neto:
O BOINC tem um software voltado ao voluntário, o software cliente, e o software utilizado pelo cientista, o software servidor. É no lado servidor que o cientista vai colocar os dados a serem distribuídos para os voluntários, através do software cliente. Após o processamento, o software cliente retorna os resultados, que são validados e então geram “créditos”, uma unidade com o objetivo de comparar a participação entre os voluntários, times,

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