Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Uncategorized

Blackberries season at São Carlos, Brazil

I have to explain why I am posting in English. This is because this post is a feedback to mrdanbaird, who recently posted on “A conscious search for blackberries” in Das Bloggen. His post was very much appreciated, including by me, and I was surprised by the size of blackberries shown in the pictures. I decided to show the difference to Brazilian blackberries, which are smaller and not so sweet (of course this last particularity cannot be appreciated in a blog – but who knows? perhaps one day this will be possible).

I went for a walk yesterday evening, around 5 pm, in the neighbourhood where I leave. After walking half a block, I found a very big blackberry tree (usually this tree is not so big here), filled with blackberries. I took some pictures, but I am not a good photographer, and the pictures were not good. The street near to the blackberry tree was covered by rather large smashed blackberries. I wondered the reason why the berries were big, and a possible explanation is because the tree was in a garden and certainly under good care. Since this season has been particularly dry in Brazil, and we haven’t seen a drop of rain during the last 30 days, or even more, I was surprised with the size of those blackberries. Walking an additional block, I found another blackberry tree, and the pictures I took were not so bad.

Most blackberries are not yet ripe enough to be eaten. But the trees are filled with these small berries, a nice mixture of colours with the leaves, though the contrast is nicer when the fruits are completely ripe.

Just beside this second blackberry tree there is a small river. Such small rivers here in Brazil are called “córregos”. It is nice to have a córrego near to home because the water attracts birds and sometimes other small animals, as possums and egrets. And it makes a nice ensemble of plants around the wet area.

Going further away, I took a picture of the landscape, since the light was going down, putting the colours in evidence.

Further uphill, there is a small charming grove, plenty of Brazilian trees. An ecological trail has been made by people leaving around, who think that it is important for neighbourhood foreigners and…

Continue a ler Blackberries season at São Carlos, Brazil

Pássaros da Mata Atlântica de Minas

Saira de 7 cores Saíra-lagarta (Tangara desmaresti)

Tangará? Sanhaço-frade (Stephanophorus diadematus)

Clique nas fotos para ampliá-las. Fotos: André Berlinck (veja também aqui).


Continue a ler Pássaros da Mata Atlântica de Minas

Blogue em obras (e quase com cara nova)

A plataforma de blogues WordPress.com decidiu substituir  o tema de apresentação do blogue que usávamos anteriormente (Cutline) por um similiar (Caroline), sem aviso prévio (ler sobre o assunto aqui; e um dos fóruns de discussão sobre o assunto aqui). A mudança apanhou-nos desprevenidos e, apesar das mudanças visuais não serem aparentemente muitas, a operação surpresa gerou algumas incompatibilidades de apresentação que estamos a tentar resolver. Não estranhem, por isso, se encontrarem o blogue em obras durante as próximas horas.

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Blogue em obras (e quase com cara nova)

Sociedade Brasileira de Farmacognosia na SBPC-2010

Segundo o Professor Cid Aimbiré M. Santos, neste ano de 2010 a Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia) teve a oportunidade, pela primeira vez, de realizar atividade específica durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Foi uma mesa redonda de tema “Biodiversidade e Farmacognosia: Plantas, Micro-organismos e Animais”. Participaram do evento o próprio Prof. Cid A. M. Santos e os membros da diretoria da SBFgnosia: o Prof. Luis Alberto Lira Soares (UFPe), a Profa. Laila Salmen E. Darvenne (UnB) e a Profa. Maique W. Biavatti (UFSC), além de um “penetra”: eu mesmo.

A prévia do evento foi realizada em restaurante de comida típica do Rio Grande do Norte (do qual não me lembro o nome). Na foto, a diretoria como indicada acima, na mesma sequência, da esquerda para a direita. O último à direita é o “penetra” (clique na foto para ampliar).

Os leitores(as) têm que concordar: o Prof. Cid é um sujeito sério. Muito sério.


Continue a ler Sociedade Brasileira de Farmacognosia na SBPC-2010

aranhas


Continue a ler aranhas

Própolis contra bactérias resistentes

O própolis produzido por abelhas, e encontrado em colméias, é considerado uma panacéia, remédio “para tudo”: de acordo com H. Menezes (2005), o própolis é antiinflamatório, antimicrobiano, antineoplásico (atua contra células cancerígenas) e antioxidante (retarda os processos de degenerescência celular, que levam ao envelhecimento precoce). A Maria Guimarães também fala muito bem do própolis: diz que sua ação antimicrobiana é a mais estudada e comprovada. E também conta que os índios do Parque Nacional do Xingu se interessaram em produzir própolis para ganhar uma grana e, de quebra, espalhar abelhas pela floresta para aumentar sua população e melhorar a polinização de plantas.

Tudo indica que o própolis é um potente antibiótico, até mesmo contra bactérias resistentes a antibióticos como a meticilina. A bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus), por exemplo, é extremamente patogênica e difícil de curar. Mas pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade de Strathclyde demonstraram que o própolis realmente atua contra estas bactérias MRSA. Estas bactérias são facilmente transmitidas de doentes para pessoas sãs, como por exemplo pessoas da mesma família, e é um dos grandes problemas de saúde do mundo.

Um dos principais medicamentos para tratar infecções por MRSA é a vancomicina. O problema é que já existem linhagens de  bactérias MRSA resistentes à vancomicina. Por isso, as alternativas para o tratamento de infecções por MRSA estão cada vez mais limitadas. Tendo em vista a necessidade da descoberta de novos antibióticos eficazes, o uso de própolis para tratar infecções bacterianas, inclusive por MRSA, pode ser uma excelente alternativa de tratamento.

As abelhas usam o própolis como antibiótico nas próprias colméias, para evitar a infecção por bactérias e fungos, uma vez que a colméia é rica em nutrientes, e um local propício para o crescimento de microrganismos. O própolis atua como um tipo de “defesa química” das abelhas contra estas infecções.

Juntos, pesquisadores da Universidade de Strathclyde e também da empresa Nature’s Laboratory de North Yorkshire testaram o própolis contra 15 diferentes tipos de MRSA, e obtiveram resultados extremamente promissores. Foram isoladas duas substâncias da própolis, chamadas de propolina C e propolina D, que mostraram atividade antibacteriana contra MRSA.

Tomara que os estudos continuem e que seja possível se desenvolver novos medicamentos para o tratamento das infecções por MRSA.

ResearchBlogging.orgRaghukumar, R., Vali, L., Watson, D., Fearnley, J., & Seidel, V.

Continue a ler Própolis contra bactérias resistentes

Complexidade irredutível e o “argumento do design”

O termo “complexidade irredutível” foi criado por Michael Behe (Behe, 1996) para designar estruturas ou sistemas biológicos formados por componentes essenciais para o funcionamento íntegro destas estruturas ou sistemas. A ausência de um único componente destes não permitiria que estes fossem operacionais. Como exemplos, Behe indica o flagelo bacteriano, os ciclos bioquímicos (Ciclo de Krebs, [...]Continue a ler Complexidade irredutível e o “argumento do design”

Journey of Mankind

Acabei de receber um link (novamente através do camarada Fabiô) do Journey of Mankind. Este interessantíssimo sítio mantido pela Bradshaw Foundation nos leva em um tour virtual que acompanha a jornada do homem moderno nos últimos 160.000 anos.

(dependendo da conexão o site demora para carregar…)

Ainda não tive tempo para explorar todo o material, mas até onde pude ver o trabalho é bem completo. Os créditos são dados a Stephen Oppenheimer, do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolucionária da Universidade de Oxford. Eu sugiro fortemente que os 3.5 bilhões de leitores do blog continuem espalhando o link e abandonem o Café com Ciência nesse momento clicando na imagem acima…


Continue a ler Journey of Mankind

Imagem da semana: Iguaçu e a Via Láctea

A imagem dessa semana é mais uma daquelas para testar suas habilidades de reconhecimento do céu. Ela mostra alguns objetos típicos do céu do hemisfério sul juntamente com as maravilhosas cataratas do Iguaçu (que eu vergonhosamente nunca fui visitar).

A versão da foto com os nomes de alguns objetos nela presentes encontra-se a um click de distância. Antes de olhar os resultados na página do APOD, os bilhões de leitores do blog podem tentar identificar os seguintes objetos:

  • Nuvens de Magalhães: As covas de Adão e Eva já foram assunto aqui no Café com Ciência algumas vezes.
  • Sirius: estrela mais brilhante no céu noturno.
  • Canopus: estrela supergigante, segunda mais brilhante no céu noturno. É interessante notar que Sirius encontra-se a uma distância de 8.6 anos-luz e Canopus está a 310 anos-luz! Ou seja, Canopus é intrisecamente muito mais brilhante que Sirius, porém o que vemos quando olhamos para o céu são as estrelas projetadas na esfera celeste (através da magnitude aparente).
  • Cruzeiro do Sul: Constelação próxima ao Pólo sul Celeste. Apesar do nome, essa constelação pode ser vista por inteiro no hemisfério norte, para quem mora em latitudes menores do que 27 graus norte (por exemplo México, estado da Flórida – EUA, Índia e sul do Egito).
  • Alfa e Beta Centauri: parte da constelação do Centauro.

Além dos objetos citados acima, é possível identificar o Pólo Sul Celeste e a Nebulosa de Carina. Para quem quiser aprender mais sobre o assunto, o Planetário de São Paulo oferece cursos muito bons de reconhecimento do céu, mecânica celeste e astronomia geral.


Continue a ler Imagem da semana: Iguaçu e a Via Láctea

Gil Giardelli @ TEDxSudeste

Como um furacão que passa e transforma a paisagem, a MACRO-mini palestra do Gil Giardelli mostrou o mundo de oportunidades que está disponível aqui e agora, acessível a qualquer cidadão que queira praticar o que Giardelli definiu como “webcidadania“.  Nessa “Vitrine do Terceiro Milênio” encontramos  uma infinidade de  recursos produzidos e garantidos (sob meu olhar, como físico) pela Ciência e Tecnologia contemporâneas, que  lá na retaguarda, mantêm suas máquinas funcionando a pleno vapor. Recursos amplamente disponíveis que  todos podem usufruir neste momento ímpar de grandes transformações que, como numa rota de mão-dupla,  permite a todos dar e também receber. 

A referência a Galileu Galilei, como um pioneiro das redes sociais, foi muito apropriada: para se comunicar melhor com o povo, Galileu foi um dos primeiros a abandonar o latim e usar o italiano em favor do interesse em trazer a verdade a todos. Foi também muito apropriada a idéia do Prêmio Nobel da Paz à internet pelos benefícios que a WEB traz. Nesse sentido a palestra do Gil pode ser considerada como a síntese do próprio TEDx, refletindo a maioria das apresentações, seja em favor da inclusão social (palestra daTereza D’Amaral, Barricelli, Monteiro, Cavalcanti) ou da ecologia (Trigueiro,  Gelli, Lerner,  Vik Muniz) e tantos outros temas. Esse novo potencial ficou muito bem sintetizado na idéia de que “jamais conseguiremos achar novas terras usando velhos mapas”. Não foi à toa que John Perry Barlow, criador da “Idéia-Ciberespaço”, twittou “Gil Giardelli at #TEDxsudeste is singing my old dreams for Cyberspace in a fresh young voice that makes them new.” 

Foi uma palestra marcante, com dezenas de exemplos de  sonhadores capazes de mudar o mundo e que muito me honrou ao incluir na citação este nosso #fisicafacil: O uso das novas midias a apoiar miríades de novas ideias e a democratização do Conhecimento que deixa de ser para poucos e se espraia… para todos – É o melhor modo de se fazer a inclusão social nos tempos atuais…. como o Gil Giardelli tão bem sintetizou: “Sonhar sozinho é utópico, quando o sonho é coletivo! É o começo de grandes mudanças”.


Continue a ler Gil Giardelli @ TEDxSudeste
  • Arquivos