Jul 06
Transtorno obsessivo-compulsivo é genético
Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência Geral, Medicina, Pesquisa, UFMG, evento
Eu já imaginava… Estudos realizados por pesquisadores de diferentes países mostram que mutações genéticas desempenham um papel importante no desenvolvimento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). “Não temos dúvidas de que a doença tenha origem genética. Inicialmente os especialistas acreditavam que o distúrbio possuía origem psicológica. Mas, atualmente, cresceu bastante o número de evidências que mostram uma pré-disposição genética para o TOC. Isso nos ajuda a compreender melhor a doença, e, consequentemente, tratá-la do modo adequado”, analisa Humberto Correa, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Estima-se que o distúrbio afeta cerca de 2,5% da população mundial. “Suspeitamos, ainda, de que existam vários genes associados ao TOC”, completa o professor. Ele enfatiza que o transtorno é relativamente um “novato” em estudos genéticos, sendo extremamente importante compreender bem as informações por meio da análise das famílias e da genética para avaliar o papel de interações entre a genética e o ambiente no TOC.
Palestra sobre a doença em MG
Pesquisadores da UFMG estudam há quatro anos a relação existente entre o desenvolvimento do TOC e fatores genéticos. Um grupo de 60 pacientes participa de uma série de exames, entrevistas e questionários sobre histórico familiar no Ambulatório de TOC do Serviço de Psiquiatria da ...


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