Archive for the Transgénicos
Portugal não quer arroz transgénico
apareceu o debate!
Quem esteve acompanhando as últimas notícias sobre ciências, especialmente na mídia impressa e internet, certamente aproveitou diversos relatos interessantes sobre a 62a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que terminou ontem em Natal.
De todas as informações bacanas que li e vi por aí, o que mais gostei foi de tomar conhecimento de um novo formato de discussão que foi testado pela primeira vez nesta reunião da SBPC.
Eu já esbravejei por aqui sobre a ausência de debate em reuniões científicas mesmo nos fóruns programados para tal, como mesas redondas. É algo que, a meu ver, vai contra a essência da ciência.
Fiquei, portanto, bem contente ao ver meu desejo se tornando realidade (embora, infelizmente, não ao vivo): no “Ciência em Ebulição”, dois expositores confrontam ideias de modo similar aos debates políticos, com tempo de fala, réplica etc. E para garantir alguma ebulição, os organizadores colocaram frente a frente cientistas com ideias e resultados sabidamente contrastantes. Ou seja, os pesquisadores foram se encontrar preparados para um confronto.
Vale a pena ler os links abaixo, sobre os primeiros “Ciência em Ebulição”:
- Ver sangue e debater ciência – Novo formato de discussão é testado pela primeira vez na SBPC. Dois expositores confrontam ideias de modo similar aos debates políticos. O tema da vez: biossegurança de transgênicos. – Por: Thiago Camelo;
- Debate aquecido – A maioria dos pesquisadores não hesita em atribuir à ação humana o aquecimento global verificado nas últimas décadas, mas alguns cientistas discordam. Os dois pontos de vista foram confrontados em um debate que mobilizou a plateia na reunião anual da SBPC. – Por: Bernardo Esteves.
Li nesses ótimos relatos na Ciência Hoje que os debates foram interessantes e o formato idem, embora a necessidade de alguns ajustes tenha sido verificada. Mas já parece ser um bom passo para que se possa voltar a falar em “contendas da ciência”!
Parênteses: o texto do Bernardo questionou bem “até que ponto [o debate] jogou luz sobre os aspectos da ciência do clima que dividem alguns cientistas”. Sobre esse tema, vale a leitura do último post de Marcelo Leite: Três vezes clima.
Filed under: curiosidades, eventos, genética, sustentabilidade ambiental Tagged: aquecimento global, Ciência em Ebulição, ciências na academia, comunicação oral da ciência, mudanças climáticas, SBPC, sustentabilidade ambiental, transgênicos
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Até que enfim uma boa notícia sobre transgénicos!
Transgénicos – "É preciso ficar atento, sempre."
Por Rafael Coimbra.
Sobre a eticidade do transgênico
Com freqüência (a trema caiu), ao ir fazer compras no mensais no mercado, tenho notado que o oléo de soja vendido normalmente vem sido subnstituído por aqueles fabricados a partir de grãos de soja transgênica – que pode ser identificado pelo ícone de transgênico.

Ícone de alimento produzido com vegetal transgênico
Sempre que for comprar um produto e quiser saber se ele é produzido com transgênicos, basta verificar se tem o ícone (mostrado ao lado). A empresa é obrigada a divulgar no rótulo caso no produto tenha mais de 1% de alimento transgênico em sua composição.
Mas o que é um transgênico? Na wikipédia encontramos a seguinte definição:
Transgênicos (português brasileiro) ou transgénicos (português europeu) são organismos que, mediante técnicas de engenharia genética, contêm materiais genéticos de outros organismos. A geração de transgênicos visa organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original. Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 1970, na qual foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante.
A manipulação genética recombina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Por exemplo, podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais. (TRANSGÊNICOS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Transg%C3%AAnicos&oldid=20480084>. Acesso em: 4 jun. 2010.)
Mas o que a técnica, aplicada pode proporcionar de perigo? Ora, a aplicação desta técnica dentro do setor alimentício é um dos pontos mais visados, que podem proporcionar perigo ambiental (mas não é o único).
Imaginem que uma empresa, a fim comercial de aumentar a produtividade, ou ainda com a intenção de manter safras mais resistentes a agrotóxicos (ou ainda mais resistentes a insetos) utilize da tecnologia de transgenia para produzir alimentos. No link que apontamos anteriormente explica as três principais polêmicas, no qual vou reproduzir sintéticamente a seguir.
Um dos problemas mais discutidos é a polinização cruzada, no qual a espécie transgênica pode reproduzir com espécies não-transgênicas. Assim é possível que o gene inserido artificialmente, via transgenia, possa prevalecer sobre o genoma não transgênico. Isto é problemático, pois uma espécie não transgênica poderia absorver o gene inserido, o que poderia levar a uma diminuição da espécie não-transgênica. Por este motivo, existem estudos que visam estabelecer valores mínimos de distância entre…
Continue a ler Sobre a eticidade do transgênicoTransgénicos e OGM’s, queremos estar informados?
A questão dos alimentos transgénicos ou geneticamente modificados (OGM's ou GMO's em inglês) é um assunto que a todos diz respeito. Usados há muito na América e também na Europa (em menor escala) na produção de cereais para alimentação de animais, estão agora prestes a entrar directamente na nossa alimentação. Claro que já entravam indirectamente, pois se os animais que comemos são alimentados com milho ou soja transgénica, os OGM,s entram na nossa cadeia alimentar.Cá em Portugal já temos há anos culturas de milho transgénico, a batata transgénica teve recentemente carta branca para entrar na Europa, e o arroz transgénico está em vias de cá entrar também. Por este andar, além da nossa saúde (e da saúde financeira dos agricultores iludidos) estar em risco, a contaminação das espécies naturais é eminente e a biodiversidade levará mais uma grande derrocada.
Madeira é a primeira zona da Europa livre de transgénicos +
A propósito da petição para a redução do número de deputados
De arrasar a perplexidade. Económico.
Mais um pássaro extinto
The Independent.
A BP tem um autêntico bloqueio em redor do furo no Golfo do México
Newsweek. E na Mother Jones.
Ornithoblogical
É uma montra dos 365 pássaros no cérebro de Anna Raff. Pássaros algo estranhos.
O ciclo de um horrível parasita
Assim, os caracóis esmagados pelo hortelão nem parecem tão mal. Wired.
O Real Jardim Botânico de Madrid disponibiliza as ilustrações de Mutis
São cerca de 7.000 ilustrações magníficas de José Celestino Mutis (1772-1808). El Mundo.
Madeira é a primeira zona da Europa livre de transgénicos
I Online.
Comer com gosto – Carta ao Ministro da Agricultura
Recebi um texto de Margarida Silva por e-mail. Acho que merece ser divulgado, por isso, aqui fica (imagem da net):Deve haver poucas pessoas que não gostem de comer, e eu não sou uma delas. Gosto de experimentar receitas das sobremesas mais exóticas, amassar pão à procura do mais genuíno sabor, ficar-me esquecida nas livrarias a apreciar livros de cozinha recheados de resultados impossíveis de obter em casa. Mas não sou de olhar só para o resultado: os meus ingredientes escolho-os com cuidado e atenção porque é a minha família, a saúde e boa disposição de todos, que está em causa. E, neste capítulo, sou muito tradicional: procuro o melhor, sem compromisso. Por exemplo, se olho para a lista de ingredientes de uma embalagem de comida e vejo números além dos nomes... é porque foi feito no laboratório e não no campo. E o que sai do laboratório, pela minha lógica, não pode ser comida.
Mas mesmo eliminando o que inclui números ainda sobra muita coisa que não entra no meu carrinho de compras. Por exemplo, não aprovo ingredientes que, há cem anos apenas, ninguém usaria na cozinha, mesmo se começarem pela palavra Vitamina, ou jurarem que fazem bem aos intestinos. E depois ainda há aquelas comidas que se querem fazer passar por outras - chamo-lhes os travestis. Margarina e bolachas com "sabor" a chocolate são bons exemplos, mas os adoçantes que querem fazer de conta que são açúcar para poupar nas calorias são talvez daqueles a quem mais cuidadosamente barro a porta de casa. Quando tenho dúvidas, aplico uns testes muito simples: pode ser produzido numa quinta, ou pescado no mar? Percebo como passa do estado original para a embalagem final? Se a resposta é não, é porque não é para mim. Isso leva-me a passar ao lado de quase todo o pão dos supermercados e padarias, repleto que está de "melhorantes" e "enzimas", ou ainda da míriade de outros alimentos com espessantes, corantes, estabilizantes ou demais maravilhas da tecnologia alimentar.
Claro, a maneira como a comida é processada também conta, não basta escrutinar os ingredientes. A radioactividade, por exemplo, pode ter muitos fins úteis, mas comida irradiada rima com comida doente... e que nos põe doentes a nós. E a aplicação de radiação electromagnética (vulgo forno de microondas) garantidamente também não foi pensada para nos trazer mais saúde.
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