Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the trabalho

Ainda trabalhando uma hora dessas?

As tardes de sextas-feiras são as piores…

…para quem ainda está trabalhando.


Continue a ler Ainda trabalhando uma hora dessas?

Portugal: os retratos da mudança

“Portugal, um retrato social” é um documentário da autoria do sociólogo António Barreto e  realizado por  Joana Pontes. A música é da autoria de Rodrigo Leão. A clareza e o rigor das descrições e explicações, bem como a crueza de muitos dos factos referidos, não impedem que “Portugal, um retrato social” possua uma qualidade rara nas ciências sociais: a beleza. Eis os três primeiros capítulos. Continue a ler Portugal: os retratos da mudança

Mercado de trabalho C&T

Está em busca de emprego na área de Ciência e Tecnologia ou está buscando profissionais da área para sua empresa? Seja qual for seu objetivo, o canal Mercado do site Prossiga é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O site tem um banco de dados de profissionais e empresas na [...]Continue a ler Mercado de trabalho C&T

CONSELHO SÓ SE DÁ A QUEM OS PEDE

O texto abaixo foi extraído de um discurso escrito para uma formatura por Nizan Guanaes, paraninfo de turma na Faap.Deve ser por isso que é um dos melhores redatores do mundo e dono DM9-Propaganda. “Dizem que conselho só se dá a quem pede. Apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. Meu primeiro conselho: Não paute sua vida, nemContinue a ler CONSELHO SÓ SE DÁ A QUEM OS PEDE

Dependente dos pais, mas jovem até aos 30!

jovem até aos 30 ou maisO desemprego, ou o emprego precário,  e a dificuldade de arranjar casa própria levam muitos jovens entre os 18 e os 28 a não sair da casa dos pais. Outros saem, mas continuam dependentes da sua ajuda financeira. Daí que à beira dos 30 anos continuem “jovens”.

Na opinião de um desses “jovens”: «Perdeu-se a estabilidade que os nossos pais tinham, de ter o mesmo trabalho uma vida inteira. Isso não é necessariamente mau, obriga-nos a estar mais preparados, mas há instabilidade pelas piores razões, começando pelos recibos verdes, que substituem contratos, pela difícil integração no mercado de trabalho na maior parte das áreas».

O jornal i falou com vários. Clique aqui e leia mais.

Continue a ler Dependente dos pais, mas jovem até aos 30!

Valerá a pena estudar?

desempregado e licenciado Segundo o jornal Público, um relatório da OCDE (referente a 2007) mostra que «os jovens universitários portugueses são mais afectados pelo desemprego de longa duração do que a média dos universitários desempregados nos restantes países da OCDE .

A constatação é válida também para os jovens desempregados que não completaram o ensino secundário. (…)

O desemprego de longa duração afecta 51 por cento dos desempregados portugueses com diploma universitário e idades entre os 25 e os 34 anos. Na média dos países da OCDE, esta taxa é de 42 por cento.

Se a comparação for entre os desempregados da mesma faixa etária mas com qualificações abaixo do ensino secundário, o peso do desemprego de longa duração sobe: é de 61 por cento em Portugal, contra os 55 por cento da média dos países da OCDE.»

Ou seja: um curso universitário não garante o emprego, tal como um curso secundário, mas a inexistência deste último aumenta a probabilidade de ficar no desemprego.

Estes dados reflectirão apenas a realidade do mercado de trabalho ou também reflectem um certo desfasamento das escolas (nomeadamente as Universidades) e das suas ofertas de cursos relativamente a esse mercado e à vida activa em geral?

Continue a ler Valerá a pena estudar?

Mulheres, testosterona e ousadia profissional: mulher-macho, sim senhor!

ResearchBlogging.orgAntes de tudo, por favor, não me interpretem mal por causa do título desse post, tudo será explicado ao longo do texto.

De modo geral, as mulheres são mais "conservadoras" em relação às operações financeiras. Pelo menos, isso é o que diz um estudo publicado em 1999, que analisou os resultados de 150 estudos que avaliaram a tendência de homens e mulheres em relação à tomada de decisões que envolviam riscos financeiros.

Your-Ultimate-Savings-Guide_full_article_vertical.jpgEssas diferenças entre homens e mulheres no que diz respeito a se evitar operações financeiras de maior risco podem, também, ser associadas às diferenças observadas nas escolhas de carreira. Por exemplo, nas instituições de ensino analisadas, 37% das mulheres estudantes de MBA escolheram carreiras que tinham maior risco associado (como bancos de investimento ou mercado de ações), contra 57% dos estudantes homens. Apesar de se considerar sempre os fatores sociais e culturais, se acredita que as diferenças biológicas entre os sexos podem desempenhar um papel importante nessas diferenças comportamentais.

Dentre essas diferenças biológicas, a testosterona, ou "hormônio masculino", se destaca. Níveis mais altos de testosterona em homens podem resultar em diferenças comportamentais e de aprendizado, e já foi demonstrado em outros trabalhos (que discutirei num futuro próximo) que a testosterona aumenta a motivação para competição e dominância, diminui a sensação de medo, e altera o equilíbrio entre a sensibilidade entre punição e recompensa. Prá completar, a testosterona também já foi associada a comportamentos tidos como de alto risco, como jogatina e abuso de álcool.

O fato de esse hormônio influenciar as decisões de risco no mundo financeiro ou em outros aspectos econômicos que envolvam tomada de riscos ainda é controverso no mundo atual, e um novo estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences traz mais alguns dados referentes à essa questão.

Cientistas da Universidade de Chicago investigaram diferenças entre homens e mulheres em relação à aversão a riscos financeiros verificando as concentrações salivares de testosterona em mais de 500 estudantes de MBA.

flew_1124_p056_f1.jpgApesar de não terem encontrado nenhuma variação entre os homens (já disse em outro texto que nós homens realmente não temos graça nenhuma), no caso das mulheres, os níveis mais altos de testosterona circulante foram associados a uma menor aversão ao risco financeiro. Ainda nesse estudo, os níveis de testosterona e a aversão ao risco foram bons indicadores para se predizer as escolhas de carreira dentro da área financeira.

Continue a ler Mulheres, testosterona e ousadia profissional: mulher-macho, sim senhor!

Lágrimas depois de um dia de trabalho

Emiliano_cartoon trabalho

Cartoon de Chris Harding

Ao chegar ao carro, depois de um dia de trabalho, a personagem chora como se tivesse sido violada.

O trabalho pode não ser assim. Pode ser, pelo contrário, uma fonte de satisfação e de realização pessoal.

Espero que seja assim no caso da cara leitora ou do caro leitor, especialmente hoje, em que muitos milhares de portugueses voltam ao trabalho depois das férias.

Continue a ler Lágrimas depois de um dia de trabalho

Um exército não se faz apenas com generais

descanso do trabalhador “Em 2007, os trabalhadores portugueses mantinham uma estrutura de qualificações muito semelhante à verificada duas décadas atrás. Os trabalhadores pouco qualificados eram 31 por cento da força de trabalho e, quase vinte anos depois, representavam a mesma percentagem do universo total.

Os trabalhadores qualificados descerem de 42,7 para 41 por cento.

A boa notícia é que os trabalhadores com elevadas formações subiram significativamente. Os quadros superiores passaram de 2,3 por cento para 6,9 por cento do total do pessoal ao serviço. E o mesmo parece ter acontecido aos quadros médios - de 1,9 para 4,7 por cento do total dos trabalhadores - ou aos quadros altamente qualificados - de 4,3 para 7,5 por cento.

Estas conclusões foram retiradas dos dados referentes aos quadros de pessoal entregues pelas empresas e foram compiladas pela CGTP.”

A “boa notícia” referida nesta notícia do jornal Público é muito relativa, pois os “trabalhadores pouco qualificados” continuam a representar cerca de 1/3 do total, os “trabalhadores qualificados” diminuíram ligeiramente e a soma dos “trabalhadores com elevadas formações” não chega aos 20%. Ora, um exército não pode ser feito só com generais, por muito competentes que sejam – é preciso haver oficiais de patente inferior também competentes e, sobretudo, é preciso haver muitos soldados rasos competentes.

Se a formação profissional a sério fosse algo generalizado em Portugal, os “trabalhadores qualificados” (que, como é natural, já são o maior grupo) , em vez da diminuição sofrida veriam o seu número aumentar - à custa, precisamente, da diminuição dos “trabalhadores pouco qualificados”.

Pelo que se vai sabendo dos Cursos de Educação e Formação, dos Cursos Profissionais e das Novas Oportunidades, não parece ser daí que virá essa formação profissional a sério.

Continue a ler Um exército não se faz apenas com generais

Diplomas são necessários?


mérito

Artigo assinado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, “Honra ao Mérito”, publicado no jornal Folha de S. Paulo (edição de domingo 28/06/09), discute a necessidade de diploma para exercer profissões.

Honra ao mérito

A partir de agora, para você ganhar um título de mestre não será mais necessário entregar aquelas gigantescas dissertações, repletas de citações, rodapés, tudo isso embrulhado na hermética linguagem universitária. Basta um produto: música, pintura, reportagem, software ou artigo. Muitos de seus professores não ostentarão títulos acadêmicos, alguns deles talvez nem mesmo tenham diploma de ensino superior. Mas, necessariamente, precisa demonstrar reconhecida experiência no mercado de trabalho. Essa é a consequência de uma portaria anunciada na semana passada, propondo uma nova avaliação para os mestrados profissionalizantes, destinados a pessoas que não querem dar aula nem fazer pesquisa, mas se aprimorar na sua profissão. A residência médica ou um MBA, por exemplo, já valeriam o mestrado.

O ministro Fernando Haddad me diz que, com essas mudanças, será mais fácil colocar nas universidades os talentos do mercado de trabalho, compartilhando sua experiência com os alunos. “É exatamente o que muitos estudantes esperam de seus cursos, depois que terminam a graduação”, explica. A chance de um sofisticado marceneiro, com seu diploma de ensino médio, dar aula num mestrado de arquitetura de uma USP indica que estamos metidos num interessante debate sobre méritos e talentos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, voltou a sinalizar, na semana passada, que, além do jornalismo, mais diplomas poderão deixar de ser obrigatórios – arquitetura, administração, educação, economia, e por aí vai. Se um advogado, devidamente treinado em comunicação, pode trabalhar em jornal, por que um aluno de engenharia não poderia dar aula de física ou matemática numa escola pública? Bastaria que tivesse uma ajuda para saber transmitir seu conhecimento.

valor

Para melhorar as escolas públicas, a cidade de Nova York chama os talentos da sociedade e oferece um curso de didática em apoio – são mandados para os piores lugares. Os resultados são bons, claro. Os alunos gostam de professores que adoram fazer coisas, sejam elas quais forem. Esse tipo de questionamento pode parecer estranho agora num país elitista dominado por cartórios e corporações. Mas é apenas consequência da velocidade do conhecimento.

O debate sobre o mérito profissional e acadêmico aparece das mais diversas formas – e ocorre, em boa parte, porque estamos buscando novas formas de

Continue a ler Diplomas são necessários?
  • Arquivos