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Archive for the terremoto

Workshop: dinâmica de sistemas complexos

A UnB sedia entre os dias 29/08 a 03/09/2010 um workshop aberto ao público sobre o tema de “dinâmica de sistemas complexos”.

No site da UnB agência temos a seguinte descrição:

O clima é um sistema complexo. Uma avalanche também. Bem como o sobe e desce da Bolsa de Valores. O professor Fernando de Oliveira, do Instituto de Física (IF), explica que todo fenômeno afetado por elementos que não podem ser medidos com precisão é complexo. “O clima depende da incidência solar, da velocidade do vento, das nuvens, da vegetação local. Por isso não é possível fazer previsões exatas”, afirma. O mesmo ocorre com a avalanche. A neve vai caindo, caindo, até o deslize de uma grande massa. Mas o momento exato do fenômeno é impossível saber.

A professora Márcia Barbosa é especialista em Mecânica Estatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das convidadas para o evento. Ela explica que, apesar da complexidade, há uma lei que rege esses fenômenos. É a chamada Lei da Potência. “Eles ocorrem em todas as escalas. E quanto maior a intensidade, menor a probabilidade de acontecer”, conta. A todo o momento ocorrem tremores de terra imperceptíveis. Mas terremotos como o que devastou o Haiti, em janeiro, são raros. A pergunta entalada na garganta dos cientistas é: por que isso ocorre?

Para ler o resto da postagem e saber mais sobre o evento clique aqui (Unb Agência).

É aberto ao público.

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3800
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Enterrámos os mortos, mas não cuidamos dos vivos!

Após o sismo de 1 de Novembro de 1755 o rei ficou inconsolável perante a escala da devastação; numa carta endereçada a sua irmã, Bárbara de Bragança, descrevia-se triste­mente a si próprio «como um rei sem reino, num país sem capital».

 Incapacitado pela dor, permanecia na sua tenda, incapaz de agir ou de tornar decisões racionais; mas, em vez de convocar o parlamento e de encarregar os seus membros de assumirem o controlo da situação, preferiu delegar todos os poderes e responsabilidades no seu ambicio­so primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro marquês de Pombal, cuja casa, na Rua Formosa, tinha sido um dos  poucos edifícios da baixa da cidade a escapar incólume à calamidade daquele dia — um facto que o rei, ao que parece, interpretou como outro sinal de Deus. Conta-se que o marquês de Pombal foi o primeiro  a chegar ao acampamento do rei e, quando o monarca lhe perguntou: «Que há a fazer para enfrentar este castigo da justiça divina?», respondeu com uma frase que iria ficar célebre: «Enterrar os mortos Majestade, e cuidar dos vivos

Quer tenha ou não havido esta troca de palavras no seu encontro, a tranquilidade racional de Pombal pe­rante a catástrofe impressionou de tal maneira o indeciso monarca que entregou todos os poderes oficiais ao seu primeiro-ministro, que contava na altura cinquenta e seis anos de idade. E a partir daquele dia o destino da cidade ficou nas mãos do marquês de Pombal.

A sua primeira medida foi convencer o rei a pôr de lado o plano de se transferir para o Brasil e a aceitar a ideia de que não era a altura de quebrar os vínculos com o seu povo; pelo contrário, como insis­tiam Pombal e os seus conselheiros, era fundamental reconstruir Lis­boa e restabelecê-la como capital de Portugal. Uma vez aceite este princípio básico, o imponente Pombal, que tinha mais de dois metros de altura (entre os britânicos, era conhecido como the Lisbon Oak [o carvalho de Lisboa]), instalou-se num coche emprestado pelo Palá­cio Real de Belém, no qual viajou de regresso às ruínas de Lisboa, emanando decreto após decreto para regulamentar os mais ínfimos pormenores da reconstrução da cidade. A sua energia era fenomenal, e numa semana tinha publicado mais de duzentas medidas, a partir do seu quartel-general itinerante, puxado por cavalos, para regulamentar o enterramento dos cadáveres, a remoção dos escombros, a recolha

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COMO ACONTECEM OS TERREMOTOS?

Haitian_national_palace

Terremotos, sismo ou abalos sísmicos, como também são conhecidos, são tremores bruscos e passageiros que afetam a superfície da terra e a sua grande maioria são causados por choques subterrâneos de placas rochosas (placas tectônicas). Outros motivos podem ser o grande deslocamento de gases, atividades vulcânicas e ação antrópica (causados pelo homem), porem os causados pelo movimento das placas tectônicas são os terremotos mais intensos.

O terremoto no Haiti ocorreu devido ao movimento lateral das placas do Caribenha e da Norte-Americana.

O terremoto no Haiti ocorreu devido ao movimento lateral das placas Caribenha e da Norte-Americana.

Estas placas normalmente se movimentam: afastando-se, colidindo ou deslizando uma sobre a outra. Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acumulo de energia e esta energia é liberada através de ondas sísmicas, o que provoca o terremoto.

Vamos entender melhor? Imagine que você tem uma régua na mão. Se você curvar um pouco a régua, você sentirá uma tensão (uma força) deste objeto contra seu dedo. Se você soltar uma das pontas, a tensão fará a régua vibrar. A maioria dos terremotos acontece quando essa tensão é liberada.

É como se essas placas, ao se chocarem, exercessem uma pressão entre elas, mas ficam presas entre si. Em um determinado momento, essa força acumulada entre elas, vence o atrito e provoca um rápido deslizamento e libera a energia acumulada. Essa energia liberada desencadeia uma seqüência de ondas de choque e causam os tremores na terra.

Existem também os terremotos causados pelo homem, que se originam de explosões, extração de minérios, água, fósseis entre outros, mas neste caso, os tremores são de magnitudes bem inferiores.

O terremoto no Chile ocorreu devido o mergulho da placa de Nasca sob a placa Sul-Americana.

O terremoto no Chile ocorreu devido o mergulho da placa de Nasca sob a placa Sul-Americana.

Já que falamos em magnitudes, os sismógrafos são os aparelhos utilizados para registrar a hora, a duração e a amplitude das vibrações. A escala Richter é a mais conhecida e varia de 0 à 9 pontos. Os terremotos de magnitude inferiores a 3,5 quase não são sentidos, os que estão entre 6,1 e 6,9 afetam uma área de até cem quilômetros do epicentro e os acima de 8,0 são destrutivos por um raio de centenas de quilômetros.

Dois exemplos de terremotos recentes que tiveram uma

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Terremoto e Tsunami – Chile, 2010

A estranha sensação da Terra a tremer recordada por Cláudio Sunkel

(vídeo) A estranha sensaçãobr da terra a tremer recordada br por Cláudio Sunkel.


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Terremoto em Natal


Hoje, faltando cinco minutos para uma da tarde e enquanto num apartamento no décimo andar, eu senti o chão tremer.
Eu e quase todo mundo com quem eu falei subsequentemente.

Estava acabando meu almoço, ainda sentado e com os pés sobre a cadeira em frente a mim.
Minha mãe, sentada ao meu lado, levantou os pés para se acomodar da mesma maneira, e então senti a mesa tremendo.
Antes que pudesse perguntar se minha mãe havia esbarrado nela com as pernas, ela olhou para mim e disse “o chão está tremendo”.

Apesar de sentir a mesa tremendo (eu não estava encostando no chão, mas apoiado em duas cadeiras e encostando de leve na mesa) e pensar em fazer a pergunta acima, alguma coisa estava estranha naquele sacolejo e eu sabia, mesmo que apenas nos confins pós-racionalizados do meu subconsciente, que não era uma perna chutando o móvel, mas algo mais, como se houvesse um pistão fazendo tudo subir e descer.

Ao me dar conta da sensação inicial, coloquei os pés no chão e senti como ele tremia.
Agora a mesa não só tremia como ondulava de leve e na cozinha a louça soava, com pratos e copos batendo uns nos outros.

O chaveiro pendurado na porta oscilava grandemente, cobrindo um ângulo de aproximadamente noventa graus.
As facas de um conjunto souvenir que ficam penduradas na parede dentro de uma moldura fechada com vidro também balançavam. Neste momento entendi que o vento não fazia parte do fenômeno, pois a caixa é lacrada.

Depois de uns quinze segundos, passei a ouvir um som gutural que, graças ao meu ouvido treinado de engenheiro acústico (e um gerador de ondas sinusoidais para confirmar mais tarde), posso garantir que não passava de 30Hz (ou trinta oscilações por segundos), frequência muito próxima do limiar padrão de audição humana.
Ao ouvir esse ruído, me levantei (com o chão ainda tremendo) e fui até a janela procurar por algum avião voando baixo demais ou um caminhão muito pesado subindo a ladeira que dá para o prédio onde minha mãe mora.
Não havia nada de incomum.

O tremor morreu depois de uns vinte segundos (+/- 20%) e então minha mãe disse “foi um terremoto”.
Meu sorriso então foi de orelha a orelha, pois essa foi minha primeira experiência inteligível com tal fenômeno, agora confirmado por quem já experimentou mais de…

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Ciência Brasil Ep. 10 – A Ciência dos Terremotos (parte 1)

Sem tremer as bases o Prof. Dr. Marcelo Hermes-Lima volta com a décima edição do Talk Show científico Ciência Brasil. Dessa vez o entrevistado é o Prof. Alberto Veloso – Especialista em Sismologia.

Os terremotos são muito comuns no planeta terra. Segundo dados do serviço sismológico americano, por ano há 100 mil terremotos que são sentidos, ou seja, é 1 terremoto a cada 5 minutos. Nessa primeira parte do programa, o especialista em Sismologia e fundador do observatório sismológico da Universidade de Brasília (UNB), Alberto Veloso, traz aspectos científicos e históricos desses fenômenos e estudos dos pesquisadores. Os terremotos são uma submovimentação do chão, que às vezes pode ocorrer de forma violenta devida a uma passagem de um das sísmicas. De acordo com o especialista, a terra está submetida à esforços e tensões geológicas que atuam de forma lenta, mas durante muito tempo a rocha pode se deformar e com isso até quebrar, e é nessa quebra que acontece o terremoto. Historicamente, o primeiro registro de um terremoto foi há 4 mil anos a.C.

Agora confira ou baixe aqui pelo Bafana mais um episódio do Ciência Brasil.

Download aqui

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E a terra treme no dia da Terra…

Eu não senti mas há vários relatos de pessoas que sentiram tremores de terra no estado de São Paulo. O terremoto atingiu cerca de 5.2 graus na escala de magnitude Richter, um recorde no Estado, e é considerado um tremor de magnitude moderada que pode afetar construções mal construídas ou danificadas. Aparentemente o terremoto não durou mais que 5 segundos e o epicentro deve ter sido no oceano, a uns 270 km de São Vicente (fonte).

Os terremotos são o resultado de uma liberação repentina de energia na crosta terrestre. O interessante é que o Estado de São Paulo está sobre uma região relativamente estável do planeta, no meio de uma placa tectônica.

A escala Richter é medida de forma logaritmica o que significa que um terremoto de 4.0 é dez vezes mais fraco que um de 5.0. As chances é de que não ocorrerão terremotos de igual intensidade nas próximas horas, se ocorrerem, haverá ondas sísmicas mais fracas.

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