Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Teoria

Uma crítica ao conceito ecológico de ecossistema

Tomemos como exemplo o Brasil, nosso país possui nove ecossistemas: floresta amazônica, mata dos cocais, caatinga,  cerrado, pantanal, mata atlântica, manguezais,  pampas e mata de araucária. Os ecossistemas ou biomas caracterizam-se pelas relações entre os componentes ambientais, tais como: luminosidade, pluviosidade,  temperatura, influenciados sobretudo pela latitude em que se localiza e em alguns casos pela altitude; A esses componentes ambientais definimos como  fatores abióticos dos ecossistemas, os fatores bióticos são os seres vivos que ali vivem:  a fauna,  a flora, os fungos, os seres microscópicos, ou seja, todas as formas de vida existentes nestes biomas.  Esta é uma definição ecológica de ecossistema, no entanto, será que ela está completamente correta?

A ecologia é definida por Ricklefs (2003) como a “a ciência pela qual estuda como os organismos interagem entre si e com o meio natural”, mas a não consideração do ser humano como um ser social de modificação e da sua relação específica com a natureza, é um erro considerável, pois não assume que as atividades humanas tais como as transformações e alteração da cobertura do solo, retirada de cobertura vegetal, instalação de infra-estrutura, construção de cidades, alterações dos cursos d´água, como sendo relações também inclusas na dinâmica do funcionamento dos ecossistemas.

Desses nove biomas brasileiros, alguns mais que outros, passaram por um intenso processo histórico de transformação antrópica, como por exemplo, a mata atlântica reduzida a 8% de sua cobertura original, inclusive neste blog tentei descrever como foi  sendo traçada estas relações ao longo de um processo histórico entre ser humano e natureza.

Sendo um ser social, o ser humano transforma a natureza e assim também o é transformado por ela, no entanto, a falta de conhecimento de causa do que essas transformações ocasionariam ao longo dos séculos,  aliada a interesses desenvolvimentistas e do próprio sistema capitalista  levou este resultado de degradação ambiental.

No século XX a partir da década de 70  os movimentos socioambientalistas denunciaram ao mundo essa degradação humana nos ecossistemas, vindo a tona, o que era antes apenas interesse dos cientistas, a toda a sociedade.  Isto significa dizer que a pouco mais de 40 anos atrás, o que particularmente acho pouquíssimo tempo, que  a sociedade foi “informada” de que a interferência humana nos ecossistemas pode levar a sua destruição,  fragmentação, a redução da biodiversidade, a poluição entre outros problemas bastante conhecidos hoje, até mesmo por uma criança de 8 anos.

Diante deste…

Continue a ler Uma crítica ao conceito ecológico de ecossistema

Educação antes de ser ambiental

“Educação ambiental, antes de tudo é educação”, é com esta frase de Loureiro (2004) que pretendo iniciar este post sobre esta observação que traduz a importância da educação como força transformadora do mundo.

Em resposta a grave crise socioambiental que o mundo passa, usar o adjetivo ambiental para qualificar Educação, caracteriza o foco de atuAÇÃO e debate deste prática, na degradação do ambiente,  no entanto, esta análise deve estar articulada também a uma contextualização social, cultural, histórica política, ideológica  e econômica. Para isso devemos nos desligar de uma visão de mundo dualista e que dicotomiza a visão natural e social como se uma não se relacionasse com a outra.

Não haveria a necessidade de uma Educação Ambiental, se tivessemos uma  efetiva educação a qual cumprisse seu papel social, e não como tem feito essa  educação genérica, tal qual a conhecemos atualmente, sem propósito pedagógico, sem vinculação histórica, sem critica, sem contextualização, sem o objetivo de formar cidadãos e sem a intenção real de orientar a sociedade a uma mudança de paradigma. Essa Educação é meramente conteudistas, tradicional, repressora e contribui para a reprodução do atual sistema.

Logo, na ausência de, uma Educação que cumpra o seu papel, surge o termo Educação Ambiental, que assume a responsabilidade em si mesmo de ser a agente de modificação e como acreditam muitos de salvação do mundo.

Para colocar ingredientes a mais nessa discussão, devemos nos lembrar que dentro do enfoque teórico e prático da própria Educação Ambiental, existem ainda alguns enfoques, como por exemplo,  a de uma Educação Ambiental conservadora e tradicional; e a de uma Educação Ambiental critica, emancipatória e transformadora. Como já deve ter ficado claro, neste blog priorizo a segunda vertente, por acreditar ser a mais interessante sobre o aspecto de ser mais efetiva, humanizadora e libertária.

E como identifcar uma abordagem da outra? Às vezes é fácil quando percebemos a falta de um viés interdisciplinar, a descontinuidade nos projetos de Educação Ambiental,  isso tudo somando a pouca capacitação de Educadores ambientais, ao pouco conhecimento teórico sobre o tema, a visões limitadas impostas pela mídia e personalidades que usam o termo para mera promoção de ideias e imagem.  Será que essa é a Educação Ambiental que vai fazer alguma diferença? Provavelmente não…

O tema é complexo exige tempo e estudos para ser elucidado, pretendo aqui continuar colocando essas ideias paralelo aos meus estudos sobre o tema e ajudando…

Continue a ler Educação antes de ser ambiental

Os Sofistas e o estiloso chute nos bagos da Verdade Universal. Por FiliPêra

youre-totally-shitting-me
"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."
Protágoras de Abdera

"Um duelo é a melhor maneira de se entrar em uma sociedade."
Isócrates

Sofismo: derivado do grego sophós e sophia = sábio, sabedoria; habilidade intelectual natural

Gosto muito de discutir e debater. É basicamente o pilar da minha diversão e da minha idéia de trabalho: escrever e discutir. Discutir, não necessariamente para estar ou se sentir certo, dono da verdade, vencedor de alguma coisa - embora sempre goste de falar isso para quem está discutindo comigo - mas para aprender, e por que não, fazer alguma amizade e conhecer diferentes pontos de vista de um mesmo assunto. Começou quando Eu era criança e inventava de polarizar praticamente todas as conversas com meus irmãos: Rádio x TV, Mônica x Disney, Cérebro x Coração, mas principalmente Comunismo x Capitalismo, e seu derivado natural, Rússia x EUA. Como meus dois irmãos lançavam os mais variados comentários elogiosos ao Capitalismo, passei a "defender" o Comunismo, de forma quase automática. À partir do momento em que passei a definir o Comunismo como parte da minha politizada e polarizada postura adolescente, naturalmente comecei a pesquisar sobre o assunto. E muito. Ganhei diversos manuais de Comunismo Científico escritos por Marx e Engels, além de alguma coisa de Trotsky, tudo dado por comunistas que desistiram da vida. Ganhei alguns livros de Viktor Suvorov que me fizeram me aprofundar em espionagem, geopolítica e táticas militares - além de quase me terem feito entrar para o Exército, isso depois de ter pedido uma passagem pra Moscou na embaixada russa, via carta; história longa e meio patética. Depois comecei a ler literatura russa de fato, uma das melhores dos séculos recentes: Nabokov, Górki, Soljenítsin, Dostoiévski. Era um mundo legal, combatido por aqui, e que poucos conheciam. Passava - e ainda passo - discutindo como a União Soviética foi a verdadeira responsável por mandar a Alemanha Nazista para o ralo, e não os americanos e seu falacioso Dia D.
Eu não concordava com porra nenhuma do que o Comunismo pregava, nunca concordei, era irreal demais e possuía uma visão de mundo

Continue a ler Os Sofistas e o estiloso chute nos bagos da Verdade Universal. Por FiliPêra

Avatar Colaborador Nerd A Ciência Noética e seus mistérios

FONTE: http://www.nerdssomosnozes.com/2010/06/ciencia-noetica-e-seus-misterios.html
Por Paulo Roberto, do Em Paralello
 image image
Durante a leitura do Símbolo Perdido, de Dan Brown me deparei com o referido tema. Confesso que o mesmo, no decorrer da história, acabou aguçando minha curiosidade e me levou a pesquisar sobre o assunto, e não só isso, mas escrever um post sobre essa ciência, que a meu ver é deveras interessante. A palavra noética em si deriva do grego nous que quer dizer mente, contudo conceitualmente falando a noética se subdivide em duas correntes: a científica e a filosófica. No ramo científico é a disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência. (1) Já no ramo filosófico a noética define a dimensão espiritual do homem. (3)
Apesar de ser uma ciência recente, a noética tem intrínseco em seus objetivos e objetos de estudo matérias que já foram suscitadas por correntes filosóficas de outrora, estas que intimamente se ligam as tradições religiosas ao redor do mundo. No Ocidente, as teorias filosóficas da Grécia antiga influenciaram fortemente a noética, tendo em vista os estudos travados a época sobre a consciência, do conhecimento e do “eu”.
Thomas J. McPartland e Jorge dos Santos Lima em seus respectivos artigos explicam que:

Deriva dos termos gregos nous, a mente, a alma racional, a inteligência; noema, o objeto ou foco de nous, e noesis, que significa estritamente o ato de pensar em si, e também uma compreensão global, completa e instantânea de qualquer questão sem o intermédio da articulação pela linguagem, equivalente ao insigth moderno ou ao conceito de intuição. Noesis contrasta com o significado de diadonia, que remete ao conhecimento racional ou dialético.
Para Platão noesis era superior à diadonia, sendo a mais elevada atividade mental possível, habitando na esfera do bem e da harmonia divinos, e trabalhando com axiomas e princípios, idéias, formas e causas primordiais. É o que possibilita o acesso ao mundo divino, transcendente, absoluto, além do raciocínio humano comum. (4) (5)
Existem diversas correntes filosóficas que tentam não só explicar a noética em si, mas determinar sua

Continue a ler Avatar Colaborador Nerd A Ciência Noética e seus mistérios

As diferentes correntes do pensamento ecológico

A caracterização de como se deu processo histórico referente a relação Ser Humano x Natureza, já foi anteriormente descrito neste blog, sendo, este entendimento básico, para um aprofundamento teórico, quando se analisa as origens dos problemas ambientais atuais, e igualmente importante na hora em que se planeja iniciar um projeto de Educação Ambiental.

Além disso,  sendo a Educação Ambiental é uma prática Interdisciplinar, ela nos permite e exige analisar, não somente os fatores biológicos, mas também os históricos, econômicos, geográficos e sociais. Este post pretende, categorizar e diferenciar as principais correntes de pensamento ecológico da nossa sociedade segundo DIEGUES (2004).

O entendimento de como se baseiam as relações sociais entre ser humano x natureza, de acordo com o autor supracitado, nos leva a perceber como nós percebemos a natureza e fundamentalmente, o modo como nós nos relacionamos diretamente com ela. Segue abaixo as cinco linhas definidas por  DIEGUES (2004):

a) Preservacionismo - Esta corrente de pensamento ecológico com bases em uma linha ecocêntrica, tem uma visão de natureza, relacionada a esta possuir um valor intrínseco, não devendo servir aos interesses exploratórios do ser humano. Busca a preservação de áreas naturais, pelo valor que tem em si mesmas e não nos valores para o uso humano. Assim a preservação lança mão de um conjunto de métodos, procedimentos e ações que visam garantir a proteção e integridade de espécies, habitats, ecossistemas e dos processos ecológicos.

Estas áreas de preservação são criadas quando há a necessidade de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, garantindo assim a sua intocabilidade. Nessas áreas é vetada qualquer forma de exploração dos recursos naturais com exceção dos casos previstos pela lei como a pesquisa, lazer e ações educação ambiental.

b) Conservacionismo – Vê uma finalidade de utilidade na natureza, para uso do ser humano. O movimento dos conservacionistas atribui aos recursos naturais o uso racional. Em sua concepção a natureza é lenta e o processo de manejo pode torná-la eficiente, essas idéias foram precursoras do conceito de desenvolvimento sustentável.

Áreas de conservação são criadas na intenção de resguardar os danos ambientais que levam ao prejuízo ao meio ambiente. Nestas áreas são permitidas as intervenções humanas, inclusive a exploração de qualquer recurso natural. Nas leis brasileiras ambientais, conservação significa proteção dos recursos naturais, com utilização racional, garantindo sua sustentabilidade. Segundo o Sistema Nacional

Continue a ler As diferentes correntes do pensamento ecológico

Por uma EA transformadora e emancipatória

A tendência crítica, transformadora e emancipatória de educação ambiental segundo Lima (2002) e Loureiro (2004) é caracterizada como possuidora de Atitude crítica diante dos desafios que a crise civilizatória nos coloca, partindo do princípio de que o modo como vivemos não atende mais aos nossos anseios e compreensão de mundo e sociedade e de que é preciso criar novos caminhos; Entendimento da democracia como condição para a construção de uma sustentabilidade substantiva ; Convicção de que o exercício da participação social e o exercício pleno da cidadania são práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental; Busca de ruptura e transformação dos valores e práticas sociais contrários ao bem-estar público e à equidade.

Logo objetivamos com esse blog, por em prática esses pressupostos que caracterizam à educação ambietal crítica, transformadora e emancipatória em 5 metas básicas:

1) Analisar criticamente o processo pelo qual se tem feito Educação Ambiental no Brasil;
2) Elucidar o uso popularizado de termos ecológicos como, por exemplo, sustentabilidade, reciclagem, aquecimento global, entre outros;
3) Buscar analisar sempre o todo e não as partes dos problemas socioambientais;
4) Sensibilizar os leitores busca de novas atitudes que levem a mudanças, acima de tudo críticas, em relação aos problemas socioambientais;
5) Estimular a participação e ação social ao exercício da cidadania plena.


Arquivado em:Blog Tagged: Educação Ambiental Crítica, Teoria, transformadora e emancipatória Continue a ler Por uma EA transformadora e emancipatória

Teorias das conspirações e seus desserviços – (Série pseudociências parte 7#)

Tenho para mim, que quem muito navega na internet tem maior probabilidade de encontrar uma ou outra explicação alternativa, desde a fatos acontecidos até a possíveis fatos.

Olho que tudo vê

Olho que tudo vê no dolar - símbolo da observação divina, mas usado por teóricos da conspiração

Muitas explicações que encontramos, e que se não soubermos filtrar o que lemos e absorvemos na internet (ou outros meios, como a televisão) estaremos fadados a entrar em explicações cada vez mais absurdas.

Revisar alguma história, ou estudar detalhadamente uma determinada explicação não é necessariamente criar teorias de conspiração, entretanto é realmente incrível como qualquer fato acontecido existe uma teoria da conspiração envolvida.

Na Wikipédia encontramos:

Teoria da conspiração é um termo usado para referir qualquer teoria que explica um evento histórico ou actual como sendo resultado de um plano secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e poderosos,[1] tais como uma “sociedade secreta” ou “governo sombra“.[2].

(In: TEORIA DA CONSPIRAÇÃO[bb]. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Teoria_da_conspira%C3%A7%C3%A3o&oldid=19544127>. Acesso em: 10 abr. 2010.)

Isto mesmo. São explicações que envolvem sempre uma grande conspiração (do mal, do governo, de ETs, ou qualquer outra possibilidade existente). Extrapolam o conceito de “conspiração”. Um grande exemplo é o seguinte:

É patente que a corrupção de políticos, como sempre temos em noticiários, são espécie de conspirações. Ou seja, um complô com intuito de desvio de verbas etc. Entretanto o conceito de conspiração é colocado como a única variável em um evento histórico (ou o mais importante) numa teoria da conspiração.

Enquanto conspirações, corrupções e etc possam existir e serem descobertas, pois num fato histórico existem diversas variáveis, não sendo existente apenas o complô. Mas uma visão ingênua parece tormar de conta quanto analisamos teorias conspiratórias.

Algumas possuem explicações mirabolantes, outras são risíveis.

Algumas não fazem a menção de serem científicas. Outras aceitam-se como únicas portadoras da verdade; beirando (se já não estiverem mergulhadas) a pseudocientificidade.

Na seguinte URL (http://forum.jogos.uol.com.br/Vacina-contra-o-virus-H1N1-pode-conter-nanorrobos_t_714477) encontramos:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1439821-6091,00-VACINA+CONTRA+O+VIRUS+H1N1+PODE+CONTER+NANORROBOS.html

De acordo com o senador norte-americano Jeremih McRussel, foram testadas versões com nanotecnologia, capaz de controlar o sistema nervoso e digestivo do corpo humano.?

Ora, é um extremo desserviço o que podemos notar. A primeira vista temos um link que não existe

Continue a ler Teorias das conspirações e seus desserviços – (Série pseudociências parte 7#)

Winnicott e o cristianismo IV – a mente e a teologia

A maior parte das considerações que farei na parte inicial deste post eu já a as fizera num texto anterior chamado “A mente em Winnicott” cujas duas partes podem ser acessadas nos arquivos do blog. Winnicott, ao contrário de toda uma tradição em que talvez Freud pudesse ser incluído, não concebe a mente como um [...]Continue a ler Winnicott e o cristianismo IV – a mente e a teologia

As minhas leituras: Earthdance- Living Systems in Evolution, por Elisabet Sahtouris

EARTHDANCE:

Living Systems in Evolution

Elisabet Sahtouris [página pessoal]

Um livro de filosofia e ecologia excepcional. Editado originalmente em 1999, representa uma actualização de toda uma Escola baseada na Ecologia Profunda, Teoria Quântica, Evolução, Teoria dos Ecossistemas e na Teoria de Gaia. Podemos descarregar em pdf e depois ler com calma ou então em linha. Transcrevo aqui o preâmbulo e os agradecimentos da Autora.


Introduction


This book is a work of philosophy in the original sense of a search for wisdom, for practical guidance in human affairs through understanding the natural order of the cosmos to which we belong. It bears little resemblance to what we have come to call philosophy since that effort was separated from natural science and became more an intellectual exercise in understanding than a practical guide for living.
To find meaning and guidance in nature, I integrated my personal experience of it with those scientific accounts that seemed to best fit it. From this synthesis, meaning and lessons for humanity emerged freely. I wrote the original version in the peaceful, natural setting of a tiny old village on a small pine-forested Greek island, where I could consider the research and debates of scientists, historians, and philosophers, then test them against the natural world I was trying to understand.

Putting into simple words the specialized technical language of scientists and winding my way through labyrinths of philosophic prose, I gradually simplified the story of the origins and nature of our planet within the larger cosmos, and of our human origins, nature, and history within the larger being of this planet.

The Gaia hypothesis, now Gaia theory, of James Lovelock and Lynn Margulis -- the theory that our planet and its creatures constitute a single self-regulating system that is in fact a great living being -- is the conception of physical reality in which my philosophy is rooted. Quite simply, it makes more sense on all levels -- intuitive, experiential, scientific, philosophical, spiritual and even aesthetic and ethical -- than any other conception I know. And I have come to believe, in the course of this work, that this conception contains profound and pressing implications for all humanity.

Continue a ler As minhas leituras: Earthdance- Living Systems in Evolution, por Elisabet Sahtouris

Teoria da personalidade conforme Alfred Adler

adler

Alfred Adler nasceu de uma família de classe média em Viena, em 1870, e morreu na Escócia em 1937. Foi um dos fundadores da Sociedade Psicanalítica de Viena e depois seu presidente. Não demorou muito para que começasse a desenvolver idéias que divergissem das de Freud. Formou, então, seu próprio grupo, denominando-o grupo do sistema holístico da psicologia individual.

A abordagem criada por Adler compreende as pessoas como sendo totalidades integradas dentro de um sistema social. Sustenta a motivação do homem como sendo fundamentada pelas solicitações sociais. Para Adler, o homem procura contato com os outros, empreende atividades sociais em cooperação, põe o bem-estar social acima do interesse próprio, adquirindo um estilo de vida que é, predominantemente, orientado para o meio externo.

Adler manifesta uma preocupação biológica, tanto quanto Freud e Jung. Freud enfatiza o sexo, Jung os padrões primitivos de pensamento e  Adler o interesse social.

Adler cria alguns conceitos muito importantes para a psicologia da personalidade:

Selfcorresponde a um sistema altamente personalizado e subjetivo que interpreta e tornam significativas as experiências do organismo. É criador, unitário, consistente e soberano na estrutura da personalidade.

É algo que intervém entre os estímulos que agem sobre a pessoa e as respostas que ela oferece. O homem constrói  sua personalidade com a matéria-prima da hereditariedade e da sua experiência. O self criador dá sentido à vida; cria tanto o ideal como os meios de atingi-lo. É o princípio ativo da vida humana.

Estilo de vidacorresponde ao princípio do sistema pelo qual a personalidade funciona; é o todo que comanda as partes. É o princípio que explica a singularidade da pessoa. Cada pessoa tem um estilo de vida e não há dois iguais.

Todos têm o mesmo objetivo, a superioridade, mas há inúmeras maneiras de atingi-lo. Toda conduta de uma pessoa tem origem em seu estilo de vida. Este forma-se na infância, por volta dos quatro anos de idade e, daí por diante, as experiências são assinaladas e utilizadas de acordo com ele. É uma compensação para determinada inferioridade.

Luta pela superioridade corresponde ao objetivo superior do homem na sua luta contra os obstáculos: ser agressivo, poderoso superior.

“Superioridade é algo análogo ao conceito de self em Jung, ou ao princípio de auto-realização de Goldstein. É um esforço da personalidade no sentido de completar-se. É

Continue a ler Teoria da personalidade conforme Alfred Adler
  • Arquivos