Archive for the Tectónica de Placas
Europa e a Tectónica de Placas

Europa é única por si própria, apresenta-se com uma superfície gelada muito brilhante com riscos coloridos. Pensa-se que seja um mundo oceânico coberto por uma capa de gelo que protege o mar interior da adversidade do Espaço. Devido às condições existentes em seu interior, alguns cientistas julgam que lá poderá existir vida, tal como a que existe nas profundezas dos mares da Terra. É, junto com Marte, o local mais provável onde se pensa que é possível encontrar vida extraterrestre no sistema solar.
Europa é algo semelhante em composição aos planetas telúricos, sendo principalmente composto de rochas de silicatos. O raio de Europa é de 1565 km, um pouco menor que o raio da nossa Lua. O núcleo é metálico composto por ferro e níquel, rodeado por uma concha de rocha, que por sua vez é rodeado por uma camada externa de água que se pensa ter 100 km de profundidade (alguma dessa água está gelada na camada superficial da crosta, e alguma como um oceano de água líquida por debaixo do gelo)
Dados mostram que Europa gera um pequeno campo magnético e através da interacção com o de Júpiter este varia periodicamente assim que atravessa o campo magnético massivo de Júpiter. O campo magnético de Europa tem cerca de um quarto da força do campo de Ganímedes e é semelhante ao de Calisto.
As características mais fascinantes de Europa são uma série de linhas que parecem rabiscos por todo o globo, algumas delas atingem 1000 km de comprimento e várias centenas de largura.
Estas linhas lembram as quebras nas formações de gelo no mar na Terra, e observações posteriores mostraram que as zonas onde a crusta se quebra, ambos os lados moveram-se um em relação ao outro como acontece nos mares gelados da Terra, indicando água líquida por debaixo. As bandas maiores têm 20 km de diâmetro com cantos externos difusos, com estrias regulares e uma banda central de materiais mais leve que se pensa serem produzidos por um número de erupções de água ou géisers assim que a crusta europeana se abria e expunha as camadas mais quentes por debaixo. O efeito é semelhante ao que acontece nas oceânicos da Terra. Estas fracturas pensa-se que sobem e descem 30 metros dependendo da maré-cheia ou baixa.
No filme que segue, o autor refere a existência de tectónica de placas para explicar a dinâmica
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Continue a ler Europa e a Tectónica de PlacasA Origem da Crosta Oceânica

Ofiolito de Oman
Nas profundezas escuras e gélidas dos oceanos, 85% das erupções vulcânicas da Terra passam despercebidas. Mas, ainda que invisíveis, são significativas. Vulcões submarinos produzem as sólidas fundações de todos os oceanos: placas de rocha maciças com 7 km de espessura.
No início dos anos 60, os geofísicos começaram a avaliar a origem latente do solo no fundo do mar, conhecido formalmente como crosta oceânica. Pesquisas de sonar revelaram vulcões em uma cadeia montanhosa quase contínua, que serpenteia ao redor do globo terrestre como uma costura. Posteriormente, os mesmos cientistas esforçaram-se para explicar o que alimenta as erupções nessas cadeias, chamadas dorsais meso-oceânicas. A teoria básica sugere que conforme as crostas oceânicas se deslocam em sentidos opostos ao longo das cadeias, o material incandescente do interior rochoso deve elevar-se para preencher o espaço deixado pela tracção. Mas detalhes de onde exactamente a lava se origina e como sobe para a superfície permanecem um mistério.
Recentemente, modelos matemáticos da interacção entre rocha sólida e derretida, além do exame de blocos de antigos leitos marinhos, agora expostos nos continentes, forneceram parte das respostas. Esses conhecimentos permitiram desenvolver uma teoria detalhada sobre a origem da crosta oceânica.
O processo mostrou-se bem diferente do eventualmente idealizado por um leigo, para quem o magma preenche câmaras enormes sob um vulcão e, então, sobe violentamente por uma fractura.
Ao contrário, o processo inicia-se dezenas de quilómetros abaixo do leito do mar, onde gotículas de rocha derretida escoam lentamente através de poros microscópicos a um ritmo de cerca de 10 cm/ano, tão rápido quanto o crescimento de uma unha. Próximo à superfície, o processo acelera-se, culminando com grandes jorros de lava derramando-se sobre o leito oceânico como um camião em alta velocidade.
Decifrar como o líquido se move nas profundezas, através da rocha sólida, não apenas explica como a crosta oceânica emerge, mas elucida o funcionamento de outras redes de transporte de fluidos, incluindo o sistema de rios que corta a superfície do planeta. (Peter Kelemen, Scientific American, Março 2009)
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650 milhões de anos num minuto e vinte segundos
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A criação dos continentes: separação animal
A Pangéia, continente único no inicio do Mesozoico, há 200 milhões de anos, quando surgiram os dinossauros, separou-se a meio, criando o mar de Thetys (posterior Mediterrâneo), formando dois supercontinentes, Laurásia, a norte, e Gondwana, a sul. 
Subducção (Parte I) – Zonas de Subducção e Tectónica de Placas
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Continue a ler Subducção (Parte I) – Zonas de Subducção e Tectónica de PlacasVulcanismo (Lahars – mudflows, Hot Spots, etc)
Lahars
Os lahars são avalanches de lodo formados pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água. Comportando-se como um fluido viscoso e de muito alta densidade, os lahars seguem o percurso de menor energia potencial, pelo que o seu curso é ditado pela topografia, em geral seguindo os vales dos cursos de água. A lama que forma o lahar tem a consistência do betão fresco, mantendo um elevado grau de fluidez quando em movimento, mas solidificando e perdendo água quase instantaneamente quando parada. Estas características reológicas permitem aos lahars uma grande velocidade de deslocamento e grande capacidade de penetração nos espaços vazios, o que leva ao rápido enchimento por material sólido de todas as cavidades que encontre no seu percurso. A elevada densidade do fluido formado permite o transporte de grandes massas rochosas que flutuam na lama e são arrastadas a alta velocidade como se de material leve se tratasse. Dessa propriedade dos lahars resulta o aparecimento nas paisagens vulcânicas de grandes rochas isoladas, deixadas pelo enfraquecimento da capacidade de transporte do lahar, normalmente pela dispersão e perda de velocidade e profundidade da lâmina de lama devido ao largamento da zona recoberta. Um exemplo notável deste efeito dos lahars é a presença de gigantescos blocos traquíticos, com cerca de 8-10 m de altura e pesando alguns milhares de toneladas, isolados no planalto existente acima do lugar da Caparica, Biscoitos, na ilha Terceira. Aqueles blocos foram ali deixados por um gigantesco lahar que se formou há cerca de 25 000 anos durante a última grande erupção do Pico Alto (Terceira).
Em resultado da grande densidade do fluido, e da sua velocidade, os lahars têm um enorme poder erosivo, arrancando por abrasão grandes volumes de material geológico às zonas atravessadas, transportando-o e integrando-o num processo de avalanche que permite o crescimento da massa em movimento, alimentando assim o lahar. Os lahars podem deslocar-se a velocidades muito elevadas, podendo, quando o declive dos terrenos seja elevado e viscosidade seja reduzida, ultrapassar os 100 km/h (30 m/s).
Os Lahar podem ser gigantescos:
um lahar que ocorreu há 5 600 anos em Osceola, ao longo do vale do rio White, durante uma erupção do Monte Rainier (Estado de Washington), produziu uma camada de lodo com 180 m de profundidade e recobriu uma área de 320 km2.
O grande lahar que destruiu Vila Franca do Campo na noite de 21 para 22
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Continue a ler Vulcanismo (Lahars – mudflows, Hot Spots, etc)Antepassados Esquecidos 2008-07-10 21:16:00
Estava na Biblioteca Municipal da Maia, e escutei uma conversa interessante acerca do Exame de Biologia e Geologia de 11º ano. Dois alunos tentavam responder a questões que referiam uma famosa teoria das "Pontes Continentais". O professor nunca tinha falado em semelhante coisa!! Onde estava no manual? Não estava - mas eu lembrei-me que tinha dado isso na faculdade naquelas notas de rodapé do Prof.Dr. António Ribeiro. Um livro que falava nesta teoria tinha sido escrito por um japonês, Seiya Uyeda, mas a teoria propriamente dita era de Suess.
"(...)Tendo estudado a distribuição de diversos fósseis de animais e de diferentes géneros de plantas, os paleontólogos haviam constatado a existência de afinidades entre a África e a América do Sul, a Europa e a América do Norte e Madagáscar e a Índia.
Visto que, por exemplo, organismos como os gastrópodes terrestres não podem nadar através de vastas áreas oceânicas, presumia-se que dois continentes que apre¬sentavam gastrópodes terrestres quase idênticos teriam em tempos estado unidos por terra através de uma ponte continental.
Enquanto Wegener interpretou esta distribuição como uma indicação de que outrora teria existido um único continente, que posteriormente se teria fragmentado em diversas partes, a interpretação paleontológica tradicional do mesmo fenómeno aceitava a imobilidade dos continentes e a existência de uma ponte continental. Os fenómenos observa¬dos eram iguais, mas eram interpretados segundo diferentes pontos de vista, o que resultou em duas teorias bastante diferentes.
Se os continentes tivessem, de facto, estado unidos por pontes continentais, a que unia a África à América do Sul não poderia ter sido representada por uma comprida e estreita protuberância da crosta terrestre através do Atlântico. Pare¬cia, neste caso, mais verosímil uma ponte à escala continental. Uma vez que esta hipotética ponte já não existia, havia que explicar o desaparecimento de tal massa de terra.
O argumento mais popular para explicar essa imersão consistia em atribuí-la a uma grandiosa depressão da crosta terrestre. Assim, a teoria da pontes continentais considerava que uma massa terrestre do tamanho de um continente podia «tornar-se» um mar.
Este ponto de vista era essencialmente o mesmo que afirmava que a distribuição das massas continentais e dos oceanos é determinada pela movimentação vertical da crosta terrestre. Na teoria da deriva continental o fenómeno central é a movimentação horizontal dos continentes. É esta a diferença fundamental entre as duas hipóteses. (...)"
Seiya Uyeda
Continue a ler Antepassados Esquecidos 2008-07-10 21:16:00
Geomagnetismo e Geocronologia
O nosso planeta possui um campo magnético que, possivelmente, resulta do movimento dos fluidos metálicos do núcleo exterior em fusão. Este movimento gera correntes eléctricas fracas que, em interacção com a rotação mecânica do fluido, associada ao movimento de rotação do planeta, gera um campo magnético auto-sustentável.
Alguns materiais rochosos têm estruturas atómicas que mudam sob a influência de um campo magnético, ficando as suas partículas orientadas relativamente às linhas de força magnética.
Se a modificação induzida na orientação das partículas persistir, o material retém as suas propriedades magnéticas depois do campo magnetizante ter sido afastado.Assim, algumas rochas tornam-se magnetizadas pela influência do campo magnético da Terra na altura da sua formação (por solidificação dos materiais magmáticos ou, em menor escala, por sedimentação).Retêm então um registo fóssil do campo magnético terrestre (paleomagnetismo) tal como existia no local e no momento da sua formação. Através de estudos de magnetismo fóssil de rochas de várias idades, foi possível estabelecer que o campo magnético terrestre tem sofrido ao longo do tempo geológico inversões completas, tendo o pólo norte magnético passado a ser pólo sul magnético e vice-versa.
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