Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Teatro

A bela Maria Dulce

“É irrepetível e absolutamente efémero.
Isso é que é fantástico, é o mistério do teatro.
Não fica nada, só a memória do público,
que entretanto também vai morrendo.”
Mário Viegas em Entrevista ao Expresso, 1993, 48.

Não tem o De Rerum Natura dado grande destaque àqueles que dão voz e vida às palavras contidas nos textos. Percebi esse esquecimento, quando soube da morte da bela actriz de voz firme e gestos seguros que foi a Maria Dulce.

Estava a estudar no Conservatório, quando António Lopes Ribeiro, viu nela a doce Maria de Almeida Garrett. Com treze anos, entrou, pois, em Frei Luís de Sousa e depois desse filme foram sessenta anos no teatro, no cinema, na televisão, na rádio... Em Portugal e em Espanha.

Fez revista, comédia, drama... Também cantou e disse e gravou poesia, por se ter deslumbado com alguns dos nossos clássicos.

Afirmou a sua classe laboral, reivindicou direitos que lhes eram devidos e criou uma companhia de teatro.

"Tenho orgulho de ser altamente profissional, de nunca me atrasar e de ter os textos todos trabalhados", foi o que ela disse uma vez, para resumir a sua vida.Continue a ler A bela Maria Dulce

Ciência em cena


Biologia, física e química inspiram espetáculos teatrais no IV Encontro Nacional de Teatro Científico, no Centro Dragão do Mar. No total, 12 grupos nacionais e estrangeiros apresentam montagens a partir de hoje
Isabel Costa - especial para O POVO 12/08/2010 02:00

Montagens incrementadas sobre amor, espetáculos falando de regionalismo e tradições populares nordestinas ou da sensibilidade das relações humanas. Essas são temáticas por vezes discutidas em espetáculos teatrais. Entretanto, a partir de hoje (12), novos assuntos deverão subir ao palco. Química, biologia e física vão se fazer presentes na quarta edição do Ciência em Cena – Encontro Nacional de Teatro Científico, promovido pela Seara da Ciência da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A iniciativa nasceu na cidade de São Carlos (SP). No seio da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Depois de duas edições transferiu-se para Mossoró (RN). Agora chega à capital cearense despertando entusiasmo nos organizadores. “A gente tem pouquíssima experiência nesse tipo de coisa. Vai ser muito interessante por que as sinopses que recebemos de cada peça são muito interessantes. Cada grupo tem seu próprio estilo. A gente está com uma expectativa grande”, afirma o professor Marcus Vale, diretor da Seara da Ciência.

No total, 12 companhias vão apresentar suas peças no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. “São grupos que fazem teatro com conteúdo científico. Por vezes ensinando temas e discutindo a vida, os dramas... filosofando em cima de alguma descoberta”, pontua Marcus Vale. Famosos cientistas, como Galileu, Charles Darwin e Albert Einstein, são apenas alguns dos pesquisadores com espaço garantido nos roteiros da mostra.

O Ceará será representado com Cearense por opção - Uma desbiografia de Rodolfo Teófilo. Trabalho apresentado por sete atores com foco na vida e atuação do cientista baiano que considerava-se cearense. “A gente sempre ouvia muito falar do Rodolfo Teófilo, mas não conhecia a importância dele”, afirma Andrei Bessa, participante da companhia de teatro Seara da Ciência.

Segundo Bessa, depois de assistir a um documentário, ele e os colegas passaram a conhecer mais a história do pesquisador e sentiram a necessidade de montar a peça. ‘Cearense por que quero’ foi uma afirmativa repetida várias vezes por Rodolfo Teófilo e é agora inspiradora do título do espetáculo. “Ele foi importante para o nosso

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Hipólito

O grupo Thíasos apresenta, no âmbito do XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico, a peça Hipólito, de Eurípides.

Dia 15 de Julho de 2010 às 21h30.

Teatro-Estúdio Bonifrates
Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Contactos e reservas: 962565710 / 962565810 / teaclass@ci.uc.ptContinue a ler Hipólito

Evolução no Teatro da Trindade

No próximo dia 17 de Junho serão apresentados os espectáculos Stupid Design e Nascer da Evolução no Teatro da Trindade, em Lisboa, a partir das 20h30. Estes espectáculos foram inicialmente criados para o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, no ambito da Noite Europeia dos Investigadores, e contam com a participação em video de cientistas da Universidade de Coimbra.

Informações e reservas
213420000/927982834
bilheteira.trindade@inatel.pt

18h Tertúlia dedicada ao projecto “CIENTISTAS AO PALCO”
Conversa com David Marçal, André Levy, Joana Lobo Antunes e Romeu Costa.
O projecto “Cientistas ao Palco” inseriu-se na Noite dos Investigadores 2009 e envolveu 4 cidades (Lisboa, Porto, Coimbra e Faro). Utilizando técnicas teatrais como o teatro de marionetas, teatro do movimento, teatro fórum, stand-up comedy, os próprios cientistas -dirigidos por profissionais e especialistas em cada uma das áreas abordadas - foram actores e dramaturgos.

20h30 STUPID DESIGN E NASCER DA EVOLUÇÃO
Causa A.C e C.Q.D.
Espectáculos em formato conferência que, partindo do conhecimento científico e da polémica sobre a Evolução, divulgam a ciência de uma forma insólita: projectam, no futuro, um mundo onde a humanidade se desvia da prática cientifica para voltar a mergulhar nas trevas.
textos: David Marçal, André Levy
encenação: Amândio Pinheiro
com: Carlos António, Cláudio Silva

produção: Causa A.C e C.Q.D





Mais sobre o Nascer da Evolução e Stupid Design aqui

Toda a programação do Teatro da Trindade aqui
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DOZE ANOS A PROMOVER O TEATRO DE TEMA CLÁSSICO


Artigo de Delfim Leão que saiu na Newsletter da Universidade de Coimbra:

A FESTEA – associação promotora deste festivais, únicos no seu género em Portugal – celebra em 2010 a XII edição do Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico. Entre os meses de Abril e de Julho, o público terá à sua disposição cerca de duas dezenas e meia de espectáculos. As performances serão essencialmente de teatro, mas o Festival comporta igualmente, e desde o início, uma presença musical, assegurada pela classe Canto e Drama do Conservatório de Música de Coimbra, que propõe este ano duas apresentações de As bodas de Fígaro. Além do Thíasos do Instituto de Estudos Clássicos – grupo residente e um dos promotores do Festival –, participam ainda na programação duas companhias estrangeiras (El Aedo Teatro de Cádis e Calatalifa de Villaviciosa de Odón) e um agrupamento de teatro escolar (NET das Caldas da Rainha). Em conjunto, são propostas nove produções distintas, de autores como Ésquilo, Sófocles e Eurípides – os três grandes trágicos gregos – e ainda de Plauto e Terêncio, os maiores comediógrafos latinos.

Entre as marcas distintivas do Festival encontra-se a sua forte propensão formativa, que leva a que os espectáculos de Abril e Maio sejam dirigidos, em particular, ao público escolar, enquanto que as performances de Verão se destinam a um público mais geral. A FESTEA procura, igualmente, contribuir para que cada espectador se torne também num leitor de teatro e, por essa razão, o texto dramático, que ainda não é teatro, mas onde está latente a experiência performativa, é vertido para português a partir do original grego ou latino e publicado em livro de bolso, cumprindo assim a função de bilhete em todas as representações. Para esta concepção articulada das artes performativas contribui também o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, através da linha de investigação em Pragmática Teatral, reforçando a dinâmica de transferência de saberes entre unidades de investigação, docência universitária e sociedade civil.

Além da sensibilização para as artes performativas e para a leitura, a organização dos Festivais procura também que os espectadores se sintam motivados a visitar locais com interesse arqueológico. Para isso, em vez da tradicional representação em espaço fechado, é privilegiado o enquadramento cénico ao ar livre, num esforço deliberado de valorização do património arquitectónico nacional, opção que acaba por sublinhar não só

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O Truculento

Informação recebida pelo de De Rerum Natura.

No âmbito do XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico, o grupo espanhol El Aedo Teatro representa no dia 13 de Maio (sexta-feira), às 15h30, no Museu Machado de Castro, em Coimbra, a peça O Truculento, de Plauto.
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Trata-se de um drama de amor e ciúmes. A acção desenrola-se em Atenas, onde três jovens perdidamente enamorados pela mesma cortesã (Fronesio) - um é camponês abastado (Estrábax), outro citadino rico (Diniarco) e o terceiro um militar de Babilónia (Estratófanes) - lutam pela sua atenção e cada um deles ocupa um lugar distinto no seu coração.Continue a ler O Truculento

Prometeu Agrilhoado

Informação recebida pelo de De Rerum Natura.

No âmbito do XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássio, o grupo espanhol El Aedo Teatro (Cádiz) representa a peça Prometeu Agrilhoado, de Ésquilo.

Prometeu Agrilhoado descreve com vigor e violência o sofrimento de Titã, amigo dos homens e criador da cultura em geral, na sua oposição a Zeus. Prometeu um dia ludibriou Zeus, o qual, como castigo, privou os homens do fogo. Servindo-se de novo ardil, Prometeu roubou mais tarde o fogo, ao que Zeus respondeu agrilhoando-o e condenando-o a suportar os ataques de uma águia que lhe devora o fígado. Aos mortais deu como castigo a primeira mulher - Pandora.

Ao servir-se do mito de Prometeu, Ésquilo quis, uma vez mais, mostrar que até os deuses devem ser moderados, sem nunca ultrapassarem as limitações do seu poder. Prometeu é o último rebelde, que ensinará a Zeus que a paz só se alcança através da justiça e da persuasão. Só quando Zeus modera a sua ira e perdoa a Titã, a quem injustamente tinha infligido um castigo tão severo, é que se estabelece sobre deuses e homens um governo pacífico.

Uma sessão terá lugar no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, no dia 13 de Maio (quinta-feira), às 11h00; outra sessão terá lugar no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, no dia 14 de Maio (sexta-feira), às 11h00.Continue a ler Prometeu Agrilhoado

“Hipólito” de Eurípides

Informação recebida pelo De Rerum Natura:

Ante-estreia da nova produção do grupo Thíasos.

Hipólito, de Eurípides, espectáculo, sobre a tradução de Frederico Lourenço, tem encenação de Carlos Jesus e direcção de actores de Cláudio Castro Filho.

"Hipólito e Fedra nunca trocam uma palavra. Tal como Afrodite e Ártemis, no plano divino, se situam em esferas reciprocamente impenetráveis, Fedra e Hipólito, no plano humano, vivem um desencontro predeterminado de que ambos têm plena consciência: a tragédia de Fedra é que a aceitação voluntária dessa consciência (ou compreensão racional) de nada vale contra a loucura involuntária de, contra o mundo e contra si mesma, estar apaixonada pelo enteado. Por sua vez, e bem ao gosto do paralelismo antagónico típico destas primeiras peças conservadas de Eurípides, é aquilo que aparentemente falta a Fedra – a castidade – que destrói Hipólito. Como ele próprio diz da madrasta morta, “foi casta sem que nela houvesse castidade; e eu, que a tenho, não obtive dela o melhor proveito” (vv. 1034-1035) (Frederico Lourenço).

Dia 29 de Abril, às 21h30, no Teatro Paulo Quintela da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Dia 5 de Maio, às 21h30, no átrio exterior do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.

A entrada é livre.Continue a ler “Hipólito” de Eurípides

GALILEU NO DIA MUNDIAL DO TEATRO



Hoje, Dia Mundial do Teatro, deixamos um excerto da "Vida de Galileu" de Bertold Brecht, representada pelo Teatro Wilma de Filadélfia, EUA, na parte em que Galileu mostra a sagredo as descobertas que fez com o telescópio e que foram anunciadas há precisamente 400 anos.

No final do excerto:

Galileu - Claro. E agora estamos a ver. Não pare de olhar, Sagredo. O que você vê é que não há nenhuma diferença entre céu e terra. Hoje, 10 de Janeiro de 1610, a humanidade regista no seu diário: aboliu-se o céu.

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EINSTEIN E O TEATRO 3



A peça "Einstein" do canadiano Gabriel Emanuel é um monólogo baseado em frases do grande sábio. No Brasil a sua representação integrou-se no projecto "Arte e Ciência em Palco", com uma grande interpretação, aliás premiada, do actor, Carlos Palma (no vídeo em cima). Em Portugal, a peça foi representada pelo TEatro Extremo de Almada.Continue a ler EINSTEIN E O TEATRO 3
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