Blogs de Ciência

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Archive for the Teatro

Einstürzende Neubauten- Armenia


Arte Performativa e experimental
Letra*Lyrics
Brennt auf den Naegeln eine Frage nur:
Sind die Vulkane noch taetig?
Sind die Vulkane noch taetig?
Bitte enttaeusch mich nicht!
Ich glaub wieder an Voodoo
Steck Nalden ins Telefonbuch
Bitte enttaeusch mich nicht!

English translate:

Burning on the pegs, merely a question:
Are the volcanoes still active?
Are the volcanoes still active?
Please don't disappoint me!
I believe in voodoo again
stick needles in telephone books
Please don't disappoint me!


addthis_pub = 'bioterra';

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Teatro no Museu

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:



28 e 29 de Janeiro | 21H30

Entrada livre

Depois do sucesso da iniciativa CIENTISTAS AO PALCO, iremos retomar a apresentação de uma das peças que foi concebida expressamente para a Noite dos Investigadores, no passado dia 25 de Setembro.

O SR. DE CHIMPANZÉ | Teatro Marionet

A Drª Van Carcass é a eminente directora de um museu zoológico. Por entre os animais empalhados que constituem o fabuloso acervo do seu museu dá uma atenção especial à sua filha Etamine, uma pequena jovem inocente, para a qual procura um marido.
Etamine está apaixonada por Isidore, um namorado que a Drª Van Carcass repudia. Para conseguir entrar no museu e aproximar-se da sua amada, Isidore encontra um estratagema invulgar: coloca-se na pele de um chimpanzé que Van Carcass aguardava no museu.
Mas Van Carcass tem um criado, Baptiste, também ele apaixonado pela bela Etamine, que seguirá todos os passos do chimpanzé.
Será que Isidore irá ser desmascarado?Continue a ler Teatro no Museu

“A cidade”

Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo traduziram textos de diversas peças de Aristófanes - Acarnenses, Lisístrata, Paz, Pluto, As mulheres que celebram as Tesmosfórias, As Nuvens, Os Cavaleiros, As Mulheres no Parlamento e As Aves - que Luís Miguel Cintra encenou. O resultado é uma peça intitulada A Cidade que estará em cena no Teatro São Luíz, em Lisboa, entre 14 de Janeiro e 14 de Fevereiro.

O De Rerum Natura falou com a professora do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra a este propósito.
De Rerum Natura (DRN): A Cidade é apresentada como uma “colagem de textos” do autor de Atenas. Como encarou o desafio de os harmonizar e tornar compreensíveis, para uma representação no início do século XXI?

Fátima Sousa e Silva (FSS): Esse trabalho de seleccionar e colar os textos coube a Luis Miguel Cintra e baseou-se numa leitura que ele fez sobre as traduções das diversas comédias que eu e o Doutor Magueijo tínhamos traduzido e publicado na íntegra desde há anos já. Esse ensaio de ‘colagem’ foi-me então enviado por Luís Miguel Cintra para dar uma opinião e sobretudo para retocar ou renovar as traduções à medida do conjunto e da intenção do espectáculo. A verdade é que me interessou desde o primeiro momento.

DRN: Luís Miguel Cintra elogiou publicamente o seu trabalho de tradução, sublinhando que tem um sentido muito apurado do que é a dinâmica teatral. Nessa dinâmica foi preciso trazer um clássico ao presente e ao grande público. Como se faz isso?

FSS: No caso de Aristófanes, a situação é um pouco paradoxal. Por um lado, há um compromisso entre os textos e a Atenas real do século V a. C. – sátira aos políticos ou figuras públicas da época, alusões a episódios próximos, referências a espaços concretos – que são impenetráveis para o público comum de hoje; mas por outro a realidade da vida democrática ateniense é tão próxima da nossa – na corrupção, na demagogia, nas causas sociais – que o público moderno sente-se imediatamente identificado com o que vê. O segredo da adaptação estará, primeiro, numa exclusão ou ‘modernização’ de alusões que não passam e paralisam o efeito de conjunto; e depois no uso de uma linguagem que, sem ser infiel ao original, seja natural e eficaz aos nossos ouvidos.

DRN: Sem, obviamente, pretender que desvende toda A cidade, perguntar-lhe-ia

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Cientista com cruz gamada


Com a amável autorização do autor Hélder Costa, publicamos um pequeno excerto da peça As peúgas de Einstein que foi recentemente levada à cena no Brasil e que em Portugal está por estrear (na foto o físico alemão Philippe von Lenard, 1862-1947, prémio Nobel da Física de 1905 e defensor activo da ideologia nazi):

"(Cientista com cruz gamada no braço, brandindo papéis)

Lenard – (senta-se no banco)
Eu, Philippe von Lenard, declaro que Einstein é o rei dos judeus vigaristas, é o símbolo da mentira dessa raça sub-humana. A teoria da relatividade é mais uma falsificação judia! Temos de esmagar e destruir essa gente, esses traidores da filosofia e da ciência da grande Alemanha. Temos de os expulsar da nossa santa Pátria. Rua da Alemanha! Fora da Alemanha!
(Levanta-se, fica à frente do banco) Os estudantes judeus não podem entrar nas nossas universidades. Os professores judeus deixam de ter alunos. Rua da Alemanha! Se a estupidez e a teimosia judia não os fizerem desistir, trancaremos as suas salas de aula com cadeados. Morte a essa raça indigna! (sai) (Palmas amplificadas com som)
(Música expressionista)

(Einstein, Elsa e Max Planck)

Einstein (circula) – O saber e a Ciência na mão dos nazis! Como é possivel!?

Elsa – (entra e leva banco do centro de cena para a mesa) Albert, mein Liebe, não te preocupes com Lenard e com os seus amigos. (Tira pacotes de cartas de um saco). Olha o teu correio. Vem de toda a parte do mundo, felicitam-te, pedem-te conselhos e fotos autografadas.

Einstein - Katherine Hepburn, Picasso, Bette Davis... Charlie Chaplin...

Elsa - Nem uma estrela de cinema tem tanta adoração.

Einstein - Não me queiras comparar com a Marlene Dietrich.

Elsa – Acho que tu és mais bonito.

Einstein - Pois , pois, tudo é relativo… (beijam-se)

Sem ruído surge Max Planck)

Elsa - Max!

Einstein - Max Planck, meu grande amigo e mestre! Em minha casa! Cuidado, eu sou judeu.

M. Planck – Albert, eu acho que o problema que existe consigo se deve à sua constante intervenção politica. Faça o seu trabalho cientifico e deixe esses assuntos para outra gente.

Einstein - Eu não acho que o cientista deva ficar em silêncio perante a política, perante a vida, perante os problemas do dia a dia. Eu não me arrependo de uma única palavra e estou convicto de

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“As peúgas de Einstein”, de Hélder Costa

Com a devida vénia, transcrevemos do jornal O POVO FORTALEZA a crítica do sociólogo Daniel Lins à peça "As peúgas de Einstein" que aí recentemente foi levada à cena, assinalando os 90 anos da observação no Brasil do eclipse solar que tornou Einstein famoso (na foto Einstein e Chaplin, 1931).

"Hélder Costa, um ícone da dramaturgia européia é líder de ação teatral, A Barraca, por ele fundada, em Lisboa, desde sua volta do exílio, após a “Revolução dos Cravos”, em abril de 1975! Autor de 50 peças, presente em inúmeros festivais da Europa, inclusive das programadas no Théâtre St-Gervais, de Genebra, para temporada 2010, respectivamente: “Meu drama é meu dream”, e “Obviamente Demito-o”.

Privilegiadas, Sobral e Fortaleza tiveram a ocasião de assistir “As Peúgas de Einstein”, sob a direção de Hélder Costa e assistência de Yuri Yamamoto, respectivamente nos teatros de São José e Centro Dragão do Mar. Cabe louvar o apoio do Governo do Estado do Ceará, desta feita a um acontecimento cultural de rara qualidade, tanto em seu aspecto propriamente textual e dramático quanto em sua força política, histórica. Neste sentido, a obra deveria circular em todo o Estado: teatros, escolas, prisões, universidades, Assembléia Legislativa, bairros de todos os segmentos sociais etc.

Afora a biografia multifacetada de gênio, optou-se por uma cartografia que tem como alvo Einstein em movimento, em erupção num universo encantador e cruel: o século XX!

Cientista, esteta, ele não nos carrega em seus braços; envolvido no turbilhão da história, complexa e perturbadora, leva-nos com ele. São diversos encontros. E ninguém sai ileso de tantas emoções! Algumas doces, outras terríveis, mas que instigam o espectador a se perguntar: o humano não é a face oculta do horror? Hitler e sua arquitetura da destruição, ou ainda os humilhados, os perseguidos do Mac Carthysmo. E claro, Charles Chaplin, cujo ator rouba a cena, tornando-a obs-cena, fora da cena.

Diante dos horrores da guerra, dos sistemas ditatoriais ou déspotas que marcaram o século XX: as sátiras e comédias políticas, o riso e a emoção, as lembranças dos bons encontros, em detrimento da violência política nua, crua definem a escolha de uma dramaturgia, que acolhe as diferenças como vontade de potência, sem comum medida com a melancolia aguda presente em nossos poros e sonhos.

A obra propõe, pois, uma visita guiada por Einstein através das incríveis invenções

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STUPID DESIGN e NASCER DA EVOLUÇÃO

Dois curtos videos destes espectáculos no Museu da Ciência de Coimbra:



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Mais cientistas ao palco – próxima 3ª feira, 17 de Novembro, 19h00, Teatro Nacional D. Maria II


(Clique para ampliar)

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CIENTISTAS AO PALCO


Minha crónica no "Sol" de hoje (na foto, cena dos ensaios da peça "Sr. de Chimpanzé"):

“Cientistas ao Palco” é o nome de um projecto que pretende, através do teatro, aumentar a comunicação entre os cientistas e o público. Vários cientistas portugueses fizeram os necessários ensaios (os químicos deixaram os tubos no laboratório) para se apresentarem em palco perante expectantes plateias hoje, dia 25 de Setembro, quando tem lugar por toda a Europa, com o apoio da Comissão Europeia, a “Noite dos Investigadores”.

Os cientistas-actores actuam no Porto (Praça dos Leões), em Coimbra (Museu da Ciência da Universidade), em Lisboa (Jardins da Fundação Gulbenkian) e em Olhão (no Ria Shopping). Em Coimbra, foram não uma nem duas mas logo três peças sobre a teoria da evolução preparadas especialmente para a ocasião, constituindo estreias absolutas entre nós: Stupid Design, de David Marçal, um bioquímico que integra a equipa de humoristas do jornal Inimigo Público, Nascer da Evolução, do mesmo David Marçal em co-autoria com André Levy, e Sr. de Chimpanzé, de Júlio Verne, numa tradução e adaptação de Mário Montenegro, um engenheiro que dirige o Teatro Marionet.

O escritor francês Júlio Verne, autor dos famosos livros de aventuras e de ficção científica, escreveu dezenas de peças de teatro pouco conhecidas, algumas das quais ainda permanecem por representar. A comédia musical Sr. de Chimpanzé, que glosa as relações entre o homem e o macaco, foi escrita em 1857, dois anos antes da Origem das Espécies de Charles Darwin, mas só foi publicada em 1981, no Bulletin de la Société Jules Verne. O enredo é muito divertido: Como um conservador de um museu zoológico não autoriza o namoro da sua filha, o pretendente vê-se obrigado a vestir uma pele de chimpanzé (um fato de macaco, portanto) para chegar à fala com a sua amada. Os quiproquos que se seguem, e que incluem uma tentativa de embalsamamento do primata, chegam e sobram para fazer rir o mais sisudo dos espectadores. A conclusão bem pode ser que quem não quer ser macaco não lhe veste a pele. Mas o leitor fará bem em ver a peça para tirar as suas próprias conclusões...Continue a ler CIENTISTAS AO PALCO

Nascer da Evolução: espectáculo no Museu da Ciência, em Coimbra

Nascer da Evolucao: espectáculo com a participação de Cientistas de Coimbra, que será apresentado no Museu da Ciência na próxima sexta feira, dia 25 - Noite Europeia dos Investigadores 2009.

Fica um excerto da participação dos investigadores no espectáculo:

Num mundo futurista, não muito distante, o criacionismo conseguiu impor-se como uma ciência legítima. Um investigador, religioso mas não fundamentalista, convencido de que o criacionismo não pode explicar fenómenos como o desenvolvimento de resistência a antibióticos pelas bactérias decide realizar uma experiência no seu próprio corpo. Apesar de muito doente atrai a atenção de vários investigadores, jornalistas e outros cidadãos, que são convidados a assistir à sua derradeira comunicação cientifica.

O Dr. João Honório é interpretado pelo actor Cláudio Silva. um actor profissional. Os restantes personagens são interpretados por 14 investigadores da Universidade de Coimbra. A participação dos investigadores no espectáculo faz-se através de videos que intercalam a acção ao vivo (interpretada pelo Cláudio Silva). Os videos com os investigadores são essenciais à narrativa.

Texto: André Levy | a partir de uma ideia de David Marçal| Encenação: Amândio Pinheiro | Interpretação: Cláudio Silva (Dr. João Honório) |Investigadores-actores: Adérito Araújo, Ana Luísa Cardoso, Ana Rita Álvaro, Alexandrina Ferreira Mendes,Carlos Fiolhais, Cláudia Cavadas, Elisabete Augusto, Elsa Henriques, Raquel Ferreira, Paulo Gama Mota, Sara Trabulo, Sónia Duarte, Teresa Girão, Teresa Rosete | Video: João Leal e José Pedro Magano | Cenografia: Maria Gonzaga e Museu Nacional da Ciência e da Técnica.

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STUPID DESIGN


Breve extracto da peça de teatro "Stupid Design", de David Marçal, criada no quadro do projecto "Cientistas ao Palco", que será representada no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra na Noite dos Investigadores, no próximo dia 25 de Novembro. Trata-se de uma paródia ao "Intelligent Design" dos criacionistas na forma de uma lição dada por um professor supostamente especialista no assunto:

"A verdade é que certas características do universo e do mundo vivo são melhor explicadas por uma causa estúpida, e não por um mecanismo indirecto como a selecção natural. Só um criador estúpido, imperfeito e omnipotente - como o presidente de um banco central - explica a existência de características, prejudiciais ou deletérios, presentes em todas as espécies. E as taxas de juro, que sobem e descem sem sentido.

Assim se pode enunciar em traços gerais os princípios do Stupid Design. Não vos peço que acreditem em mim. Irei apresentar-vos evidências que sustentam o Stupid Design. Não é preciso ir muito longe. Encontro duas evidências no meu próprio peito. Os mamilos dos machos têm uma função ornamental. Portanto: para o Supremo Imbecil (Supernus Imbecilles) os mamilos são como galos de Barcelos, para pôr em cima da televisão.

Mas há mais: dobrem por favor a orelha direita. (exemplifica). Qual a utilidade de ter músculos nas orelhas? As orelhas humanas não mexem. Nos ginásios não existem aparelhos para os ginasticar. Apesar de musculadas, as orelhas são ineficazes para afugentar Drosophila melanogaster. Sim: moscas.

São exemplos de estupidez simples, que talvez não vos convençam, mas passemos para a genética: algo mais sofisticado. 95% do ADN humano não contém genes. 2850 mil milhões de pares de bases de ADN que não significam absolutamente nada. Apenas tralha! Trata-se de um exemplo de inutilis multiplicitas et non peculiaris (complicação inespecífica desnecessária). Eis uma prova de estupidez intencional que não poderia resultar da simples acumulação de disparates aleatórios.

E... para que serve o cromossoma Y? Um cromossoma exclusivamente masculino, que os homens apenas passam aos seus filhos. Qual a vantagem de ter um cromossoma Y? Entre outras:

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