Sistemática lineana vs. cladística

Octavio Mateus @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Ciência Geral, Evolução, taxonomia
Os métodos de classificação dos animais mudaram radicalmente ao longo dos tempos. Devemos ao sueco Carolus Linnaeus (1707-1778) a sistematização das classificações taxonómicas e ao que ainda hoje denominado o método lineano, mas Willi Hennig (1913-1976) revolucionou a sistemática com a apresentação de uma ideia genialmente simples: a evolução e organização das espécies deverá obedecer a regras de parcimónia. Na figura vemos a classificação dos vertebrados numa perspectiva (A) lineana, desactualizada, e (B) filogenética, mais moderna. Antes da compreensão da evolução e da classificação filogenética, os paleontólogos tinham dificuldades em classificar animais como o Acanthostega, Cyclosaurus, Dimetrodon e Archaeopteryx, que partilhavam características entre dois grupos de animais, sendo encarados como “fósseis de transição”. Actualmente estes têm o seu lugar bem definido na árvore filogenética e o atributo de “fóssil de transição” já não faz sentido. Repare-se que o grupo dos “peixes” já não é empregue por ser parafilético. A primeira metodologia de classificação foi proposta por Carolus Linnaeus e a segunda por Willi Hennig , nas imagens respectivamente.A imagem acima foi publicada em:MATEUS, O. 2008. Fósseis de transição, elos perdidos, fósseis vivos e espécies estáveis, pp. 77-96, in Levy et al. (eds.), Evolução: História e Argumentos. ISBN: 978-989-8025-55-5.  www.lusodinos.blogspot.com

Berbicachos taxonómicos

Rui Barqueiro @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Ciência Geral, História, taxonomia
Muitas vezes nomear novas espécies e géneros é mais uma arte que uma ciência, isto especiamente antes do advento da filogenia que facilita em larga escala o trabalho dos taxonomistas. No século XIX (e até mesmo uma durante parte do século XX) novas espécies e géneros eram erigidos em notas de rodapé ou em legendas de figuras e, claro, sem uma diagnose adequada. Geralmente só muito tempo depois é que este material era novamente revisto e estudado convenientemente de modo a aferir a validade destes novos taxa, muitos deles continham problemas... já num post anterior me referi ao "disparate" que era o género Steneosaurus (um crocodiliforme do clado Thalattosuchia), com mais de cinquenta espécies atribuídas a esse género. Mas especialmente no clado Dinosauria - que tem sido alvo de extensa análise nos últimos tempos - os berbicachos taxonómicos acumulam-se como nos seguintes géneros: Hadrosaurus, Titanosaurus, Triceratops... Pode ser realmente muito confuso rever a validade destes taxa, principalmente na paleontologia, com espécimes incompletos ou dispersos por vários museus e, com a agravante de que as regras do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica não são nada fáceis. Na verdade, não é só a questão da sinonímia ...

O Colecionador de Selos

Pivni @ Ciudad Megalitica Categorias: Ciência Geral, Espécie, Uncategorized, taxonomia, zoologia
Este texto eu escrevi em 2005, no inicio do ano, durante um encontro de biologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), logo depois de uma mesa redonda sobre conceito de espécie, foi o primeiro e acho que o maior nó que eu já dei na cabeça até hoje!! Ele foi originalment epublicado em: http://rodrigopivni.multiply.com/journal/item/4/O_COLECIONADOR_DE_SELOS na data de 19 de setembro de 2006, nessa época eu ainda não sabia se seguiria mais par ao lado da zoologia ou da ecologia, mas este “nó” ajudou muito a decidir. === Espécie … o que é espécie? Qual o conceito de espécie? Espécie existe? Estas são questões que a cerca de um ano e meio, desde a mesa redonda lá do VII Encobio (UEFS), em janeiro de 2005, que contou com a presença do Rapini, do Freddy Bravo, ,,, não me lembro o nome do outro participante da mesa, taxonomistas, um de botânica, outro de zoologia e um outro de microbiologia, além da ilustre presença do sistemata que se diz taxonomista, se não me engano, Eduardo (não lembro o sobrenome), me perturbam … quando eu achei que entendi de alguma coisa e descobri que na verdade eu não sei ...

Top 10 das Novas Espécies descritas em 2007

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, espécies novas, taxonomia
O "International Institute for Species Exploration" acaba de divulgar um ranking "Top 10" das novas espécies descritas em 2007. Os táxons foram selecionados por uma equipes de jurados formada por taxonomistas de todo o mundo.Entre os integrantes da lista estão espécies como Megaceras briansaltini, um besouro peruano bastante parecido com a personagem Dim do filme Vida de Inseto.Para conferir a lista completa visite o Top Ten New Species, aproveite também para dar uma olhada em outras áreas do saite do "International Institute for Species Exploration" e conheça o que eles chama de "Cybertaxonomia", a proposta parece ser bem interessante. (foto: IISP)

Top 10 das Novas Espécies descritas em 2007

Luciano @ Caapora Categorias: Ciência Geral, espécies novas, taxonomia
O “International Institute for Species Exploration” acaba de divulgar um ranking “Top 10″ das novas espécies descritas em 2007. Os táxons foram selecionados por uma equipes de jurados formada por taxonomistas de todo o mundo. Entre os integrantes da lista estão espécies como Megaceras briansaltini, um besouro peruano bastante parecido com a personagem Dim do filme Vida de Inseto. Para conferir a lista completa visite o Top Ten New Species, aproveite também para dar uma olhada em outras áreas do saite do “International Institute for Species Exploration” e conheça o que eles chama de “Cybertaxonomia”, a proposta parece ser bem interessante. (foto: IISP) © Luciano for Caapora, 2008. | Permalink | No comment | Add to del.icio.us Post tags: Feed enhanced by Better Feed from Ozh

Silogismo Taxonômico

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Publicações, taxonomia
Um interessante artigo de autoria de Alejandro Bortolus publicado na edição deste mês do periódico AMBIO mostra as consequências trágicas de se utilizar má taxonomia em estudos científicos, especialmente naqueles que envolvam ecologia. O artigo chama atenção para um possível "efeito em cascata" de erros científicos que se inicia quando espécies não são identificadas corretamente. Para embasar
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