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Archive for the tartarugas

Como tartarugas lembram onde nasceram?



"É muito fácil chegar lá em casa. Pegue a trigésima ilha à esquerda depois daquela ilha vulcânica, siga uns 500 Km...". Crédito: nadi0


Este mistério que persegue cientistas há décadas ganha mais uma proposta. Segundo o biólogo marinho Kenneth Lohmann a resposta está nos campos magnéticos. "O que nós estamos propondo é que tartarugas (...), quando nascem, basicamente aprendem ou têm marcado de alguma forma o campo magnético da sua área de nascimento.", disse o biólogo marinho ao National Geographic News.

O experimento feito por Lohmann foi interessante. Ele alterou o campo magnético de uma área fechada de água onde as tartarugas estavam e precebeu que a direção para onde elas nadavam mudou. Este experimento mostra que campos magnéticos podem alterar a natação de uma espécie de tartaruga, mas não mostra se este fator tem um efeito no movimento migratório de tartarugas. Para provar o efeito de alteração do campo magnético na migração destes animais seria necessário um experimento muito mais complexo, onde as tartarugas seriam rastreadas e testadas em mar aberto. O artigo que descreve o experimento feito por Kenneth Lohmann será publicado no periódico PNAS.

Vi no 80beats, um blog da revista DISCOVER.


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Luiz Bento @ Discutindo Ecologia Categorias: Ciência Geral, PNAS, migração, tartarugas

George, e a Idade do Lobo – Tartaruga

Imagem exclusiva Bafana Ciência

No artigo anterior falei sobre as tartarugas gigantes das Galápagos e citei de relance o Lonesome George ou George, o Solitário. Trata-se de um macho que vive na Estação de Pesquisa Charles Darwin (EPCD) e é o último espécime de Geochelone abingdoni (veja foto), uma das 11 espécies de tartarugas gigantes das Galápagos.

George foi levado para um cativeiro da EPCD em 1971 e viveu apertado até a chegada da Dra. Linda Cayot em 1988 que, encontrando-o acima do peso, começou um longo e paciente trabalho para que ele conseguisse se reproduzir. George foi primeiramente submetido a uma dieta rigorosa, pois répteis obesos têm menores chances de procriarem. Depois foi colocado num cativeiro maior, que o obrigava a caminhar bastante para obter seu novo alimento, que sempre era servido longe dele.

by Net

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Quando George entrou em forma, recebeu a companhia de duas fêmeas da espécie G. becki, que viviam no vulcão do Lobo na ilha de Isabela e que são morfologicamente bem parecidas com a espécie de George que originalmente é da ilha Pinta, ao norte de Isabela. Na época não se sabia que geneticamente George está mais próximo de tartarugas da ilha Espanhola e que há ainda uma espécie híbrida entre G. abingdoni e G. nigrita, o que talvez facilitasse o cruzamento de George.

by Net

Mesmo assim, com as duas fêmeas e um trabalho diário, os pesquisadores tentaram estimular George para que ele acasalasse. Este procedimento não foi inteiramente revelado, mas imagino que colocando as fêmeas sempre próximas ao macho ele possa ter maior interesse em copular. Apesar disto, ele continuava reticente e, por vezes, agressivo com as fêmeas. Assim, houve outra mudança em sua dieta, agora com mais minerais e vitaminas, prescrita por pesquisadores do Zoológico de Washington, que é considerado um dos melhores do mundo.

Então, semana passada os pesquisadores descobriram no cativeiro de George um ninho com nove ovos (em tempo, para fazer o ninho, a fêmea escava um pequeno buraco e defeca abundantemente, para que quando o ovo caia, não se quebre. Além disso, o odor das fezes deve enganar os predadores de ovos).

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Infelizmente, quatro ovos estavam podres e dois apresentaram fissuras nas cascas. Os três restantes foram levados à incubadoras e submetidos à diferentes temperaturas (quanto m aior a temperatura, maior a chance de nascerem fêmeas). Daqui à aproximadamente quatro meses…

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Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, George, conservação, ilhas galápagos, tartarugas

Gigantes pela própria natureza

Imagem exclusiva Bafana Ciência

As ilhas Galápagos, que pertencem ao Equador e se situam no chamado “meio do mundo” têm um símbolo inequívoco que lhes fornece o nome: as tartarugas gigantes. Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela, já que os grandes cascos destes répteis lembram uma sela de cavalo.

Independente disto, estes animais realmente são gigantes pela própria natureza: os machos alcançam um metro e meio e cerca de 250 kg (junte apenas 4 e você tem uma tonelada). Foram servidas em banquetes para quase todos os navegantes que visitaram as ilhas, começando pelo Frei Tomas de Berlanga, arcebispo do Panamá, que durante uma viagem ao Peru em 1535, perdeu-se para descobrir oficialmente as ilhas. Não se tem certeza se o Frei disse que “Deus escreve certo por linhas tortas”, já que ele achou as ilhas pouco convidativas, apesar de entrar para a história por este acontecimento.

Imagem exclusiva Bafana Ciência

Outro visitante inusitado das Galápagos foi Robinson Crusoé, cujo nome real era Alexander Selkirk e que quatro anos depois de ser resgatado da ilha que vivera sozinho na Costa do Chile, apareceu por lá em 1709, pouco antes de saquear o porto de Guayaquil.

Imagem Free

Estima-se que 250 mil destas tartarugas existiram no arquipélago antes da chegada do homem. Hoje são 15 mil, pois todos esses visitantes estavam sempre a buscar alimento fácil. Provavelmente três espécies de tartarugas gigantes foram levadas à extinção por causa deste overkill. É mais triste ainda saber que os navegantes comiam apenas as patas delas (cerca de 5% do peso do animal), já que o restante do corpo era intragável (não dava pra fazer buchada de tartaruga). De vez em quando, usavam as reservas de gordura das tortoises como óleo e aproveitavam-se também de suas reservas de água doce, que é escassa na maior parte das ilhas.

Hoje, as 11 espécies restantes do gênero Geochelone sp. são divididas pelos pesquisadores em dois grupos principais: as que têm casco em forma de sela, com pescoço e patas alongadas, próprias para buscar alimento acima do solo e as com casco arredondado que comem gramíneas rasteiras (veja abaixo).

Imagem Free

Não se sabe ao certo, mas os ancestrais destes animais teriam vindo sobre troncos que flutuaram errantes até as Galápagos e, à partir de então, passaram por um processo intitulado radiação adaptativa, isto é,…

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Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Charles Darwin, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, História da Ciência, Manejo de Recursos, Turismo, especiação, ilhas galápagos, tartarugas

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