«Este jardim, localizado no lado poente da casa, recebe esta designação devido ao notável exemplar de liquidâmbar (Liquidambar styraciflua) aqui existente. É um espaço onde se encontram diversas azáleas e rododendros e é também um espaço de referência no conto de Sophia "O Rapaz de Bronze".» (aqui)
Em cima, à esquerda: o liquidâmbar visto do fundo do Jardim dos Jotas
Para além das
Hydrocleys nymphoides / Sagittaria latifolia
Durante cerca de um ano o Jardim Botânico do Porto esteve a aformosear-se. Quando reabriu encontrámos um espaço mais arrumado, com novos percursos e alguns recantos associados às obras de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Ruben A. Estes nichos, onde além das plantas há sugestões de leitura, formam um jardim de ler e propõem uma aventura que
Verbena bonariensis
---É por ti que se enfeita e se consome,
---Desgrenhada e florida, a Primavera
---É por ti que a noite chama e espera
---És tu quem anuncia o poente nas estradas.
---E o vento torcendo as árvores desfolhadas
---Canta e grita que tu vais chegar.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia do mar (1974)
Quem do sul viaja de comboio para o Porto depara, pouco depois de Espinho, e marginando a ferrovia pelo lado do mar, com uma sucessão de velhas casas sombreadas por plátanos. Mais altas ou mais baixas, geminadas umas com outras ou isoladas nos seus jardins, todas acusam o desgaste da idade; muitas delas, ao abandono, têm já a sentença de demolição lavrada em cartaz. É a Granja, local dilecto
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