Introdução a Biorremediação II

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Artigos, Biorremediação, Ciência Geral, Tecnologia, solo
De uma foram geral as técnicas de biorremediação são dividas em duas áreas de acordo com o local de tratamento. Quando é realizada no local contaminado é denominada in situ e quando o meio contaminado é removido do local para posterior tratamento denominamos ex situ.A técnica in situ é, geralmente, a opção mais desejável devido o baixo custo e o menor distúrbio no ambiente. O tratamento é realizado no local contaminado evitando a remoção e transporte do meio contaminado e eliminando o risco de exposição humana a produtos nocivos à saúde. É utilizada na remediação de solos e águas subterrâneas contaminadas.A biorremediação in situ estimula o crescimento de microorganismos, principalmente bactérias, nativas da sub superfície que podem detoxificar contaminantes. Pode ser realizada introduzindo oxigênio ou macro e micro nutrientes que aceleram o crescimento microbiano e por conseqüência a taxa de descontaminação. Na maioria dos casos é utilizada para degradar hidrocarbonetos a base de petróleo transformando-os em dióxido de carbono e água.Quando os contaminantes estão situados perto da superfície do solo o tratamento pode ser simplificado utilizando galerias de infiltração que permitam a percolação de uma solução rica em oxigênio e nutrientes ...

Recuperação e controle de erosões lineares

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Areas Degradadas, Ciência Geral, Tecnologia, solo
Uma das soluções para recuperações de erosões lineares é a instalação de barramentos transversais ao eixo longitudinal da erosão onde utiliza-se, basicamente, elementos estruturais de madeira, tela metálica e geotextil. É utilizado para controle e recuperação definitivo de erosões e consiste na diminuição da produção e barramento de sedimentos. Como vantagens têm a simplicidade de execução, baixo custo e possibilidade de se obter estruturas compatíveis com a carga de sedimentos a ser contido, permitindo assim a execução em etapas de acordo com a produção de sedimentos a montante e a estabilização dos taludes laterais da erosão. Este método consiste na combinação de muros de arrimo em solo reforçado com geotextil para a contenção de encostas (Figura 1) com a construção de uma série de barragens de assoreamento ao longo do talvegue com os devidos sistemas de drenagem para evitar possíveis transbordamentos. Com o assoreamento de um dos barramentos, os sedimentos que passam pela barragem assoreada serão retidos em outra e assim sucessivamente, diminuindo a declividade da erosão ao mesmo tempo e que permite a ascensão de fundo. Outro fator a ser considerado é a presença do lençol freático que, caso apresente insurgência, faz-se necessário a execução de ...

Processos Erosivos

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Areas Degradadas, Ciência Geral, solo
O termo erosão provém do latin (erodere) e significa corroer. Nos estudos ligados às Ciências da Terra, o termo é aplicado aos processos de desgaste da superfície terrestre (solo ou rocha) pela ação da água, vento, gelo e de organismos vivos, além da ação do homem. O processo erosivo depende de fatores externos, como o potencial de erosividade da chuva, as condições de infiltração, escoamento superficial, declividade e comprimento do talude ou encosta e desagregabilidade e erodibilidade do solo. A evolução da erosão ao longo do tempo depende de fatores como as características geológicas e geomorfologicas do local, presença de trincas de origem tectônica e evolução físico-quimica e mineralógica do solo (Carvalho, 2006).A erosividade da chuva e a erodibilidade do solo são dois importantes fatores físicos que afetam a magnitude da erosão do solo. Mesmo que a chuva, a declividade do terreno e a cobertura vegetal sejam as mesmas, alguns solos são mais susceptíveis ao destacamento e ao transporte de partículas pelos agentes de erosão que outros. Esta propriedade é conhecida como erodibilidade e é definida como a facilidade com que partículas são destacadas, transportadas e sua capacidade de resistir aos processos ...

Introdução à geoquímica do arsênio

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Contaminação, Geoquímica, arsênio, ciclos geoquímicos, meio ambiente, mineração, poluição ambiental, solo, água
Por Renato W. Veloso O arsênio é constituinte de mais de 200 minerais e sua origem geoquímica está ligada a fases sulfetadas. É considerado pela Agência de proteção ambiental americana como o mais tóxico elemento do planeta. A maior ocorrência desses minerais estão associadas a áreas de mineração e apresentam teores variados de As (Arsênio), Pb (chumbo), Ag (prata), Au (ouro), Sb (Antimônio), P (fósforo), W (tungstênio) e Mo (molibidênio). De modo geral, as rochas apresentam teores variados de As. As concentrações em rochas ígneas dependem da origem do magma, com teores médios entre 1,5 e 5,9 mg/kg. As rochas metamórficas apresentam concentrações que refletem suas precursoras ígneas e sedimentares, com teores inferiores a 5 mg/kg. As sedimentares têm valores superiores à média da crosta terrestre pois podem funcionar como verdadeiros “filtros” das soluções geradas pelo intemperismo da crosta superficial. A tendência de concentração nas rochas sedimentares depende da proporão de sulfetos, óxidos, matéria orgânica e argilominerais presentes nos sedimentos. Nos solos, o tempo de retenção do As é função de características do solo, tais como pH, Eh e teores de matéria orgânica e de óxidos de Al e Fe. Além disso, as condições hidrológicas e climáticas também interferem de maneira significativa nas interações do As com ...

Degradação química do solo

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Contaminação, Geoquímica, compostos químicos, degradação do solo, meio ambiente, poluentes químcos, poluição, solo, água
Compostos e elementos químicos a muito tempo são utilizados pelo homem, mas o uso desses compostos tem se expandido consideravelmente a partir da revolução industrial. Isso significa que os contaminantes derivados da indústria, agricultura e atividades domésticas foram se acumulando por um longo período de tempo em solos e sedimentos. Alguns contaminantes são acumulados em áreas localizadas (como depósitos de resíduos industriais e domésticos), mas outros se encontram difusamente distribuídos (como a deposição atmosférica). O lançamento de poluentes químicos pode ser pontual, como na disposição de resíduos agrícolas, urbanos ou industriais. Outra forma de lançamento é a difusa, como a partir das chaminés de grandes indústrias ou escapamento de veículos automotores. Esse lançamento também pode ser classificado como “mais abrangente” quando se trata da poluição causada pela aplicação de corretivos de solo, fertilizantes ou outros condicionadores de solo. A entrada de substâncias químicas no solo pode ser classificada como: (1) deliberada como é o caso da atividade agrícola, já incluídos a aplicação de biossólidos provenientes de estações de tratamento de esgotos (ETE), estercos, fertilizantes, defensivos, corretivos e irrigação ou (2) acidental, que pode acontecer pela emissão atmosférica de resíduos industriais e urbanos, atividades de mineração e outras fontes. Na poluição ...

Problemas ambientais atuais e desenvolvimento sustentável

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, agricultura, ar, ciências ambientais, desenvolvimento ambiental, meio ambiente, problemas ambientais, solo, água
A pressão exercida pelo homem sobre os ecossistemas têm aumentado desde a segunda revolução industrial refletindo na necessidade de desenvolvimento de novas técnicas de conservação, prevenção e mitigação ambientais. Essas técnicas visam reduzir os níveis de degradação ambiental recentemente observados como a contaminação das coleções d’água e dos solos, a poluição atmosférica e a substituição indiscriminada da cobertura vegetal nativa, com a conseqüente redução dos hábitats silvestres, entre outras formas de agressão ao meio ambiente. A mudança da postura do homem com a natureza tem início a partir da década de 60. Marco importante no desenvolvimento das ciências ambientais foi o lançamento do livro ”Primavera Silenciosa” da britânica Rachel Carson que mostrava  os efeitos negativos do uso indiscriminado de insumos agrícolas. Desde então a preocupação de promover a mudança de comportamento no relacionamento entre o homem e a natureza começa a ser observado. O principal objetivo passa a ser o alcance do equilíbrio entre os interesses econômicos e conservacionistas levando à melhorias na qualidade de vida da população, dando origem aos processos que em conjunto futuramente seriam denominados de desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável pode ser entendido como um modelo que visa atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade ...
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