Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the sismos

Sismos

  

Pensamentos do Quim (PQ); Narrador (N); Notas do Quim (NQ) 

(N) Quim está sentado próximo de um colega da rádio que está a preparar um boletim de notícias, contendo uma noticia sobre os sismos que têm ocorrido neste ano, e verifica que o seu colega está a tentar aumentar o “poder” da sua notícia, atribuindo um cunho catastrófico a estes eventos: “o planeta revolta-se!” é o título escolhido. Mas para espanto do Quim, verifica que o seu colega, nem sequer compreende o básico para poder interpretar estes fenómenos naturais.

(PQ) Mas como é que ele pode dizer aquilo se não percebe nada do que está a escrever? Onde foi ele buscar tal informação? Não o estou a ver fazer grande pesquisa … É verdade que é estranho tantos terramotos num curto espaço de tempo: Haiti, Japão, Chile, mas…

(PQ) Não é que eu saiba muito mais … se calhar até tem razão … mas não concordo nada com este tipo de actuação nas redacções e estúdios! Pois, eu sou muito esperto mas eu vou apresentar o tempo e o trânsito, e ele é que está a apresentar as notícias!

(PQ) Logo que possa vou pesquisar isto. Este é um tema que suscita muito interesse nas pessoas, e por isso tem muito valor jornalístico. Pode ser bom para um dos meus futuros programas…isto se alguma vez os tiver!

(N) Ao fim do dia, o Quim continua na sua secretária após quase todos saírem, e inicia a sua pesquisa.

(PQ) Ora deixa lá ver se existe alguma coisa de anormal no planeta este ano…

“Da perspectiva humana, com a nossa relativamente curta e incompleta memória, e com o melhorar das comunicações globais, ouvimos cada vez mais falar de sismos e parece que estes são cada vez mais frequentes. Mas isto não representa nenhum indício significativo de alteração global na frequência de sismos” – Dr. J. Rámon Arrowsmith, geologista da Universidade Arizona State. (tradução do autor)http://www.livescience.com/environment/chile-earthquake-tsunami-100227.html

(PQ) Parece que afinal, não é assim tão anormal … Mas … o que é isto aqui no DN? O sismo encurtou os dias? Cum caraças!! A sério?

“Segundo o artigo publicado hoje pela NASA no seu site, o cientista Richard Gross (do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA na Califórnia) e a sua equipa efectuaram cálculos complexos que permitem concluir que os dias

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Ondas S no núcleo interno


A propagação de ondas S no núcleo interno também apoia a hipótese de esta zona da geosfera se encontrar no estado sólido, dado que estas ondas apenas se propagam nestes meios. Assim, a 5150 km de profundidade, parte da energia das ondas P refractar-se-á, para o núcleo interno, sob a forma de ondas S.

Estas ondas são de muito fraca amplitude, o que sempre dificultou a sua identificação nos sismogramas.

Contudo, Emile Okal e Yves Cansi publicaram, em 1998, um artigo no qual referem a identificação destas ondas no núcleo interno. O estudo destes investigadores baseou-se nos registos de um sismo ocorrido na Indonésia, em 17 de Junho de 1996, de magnitude superior a 6.

No âmbito do controlo do cumprimento do Tratado de Interdição Completo de Ensaios Nucleares (TICE), o Laboratório de Detecção Geofísica (LDG), de Paris, desenvolveu meios técnicos de registo de ondas características de ensaios nucleares, ondas que se caracterizam pela sua baixa amplitude. Foi precisamente esta nova tecnologia utilizada pelo LDG que permitiu identificar a propagação de ondas S no núcleo interno da geosfera.

Fonte : Manual de Biologia e Geologia – 10º ano. Areal Editores

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Isossistas no mar


As isossistas são linhas que delimitam, em redor do epicentro, as zonas onde a intensidade registada apresenta igual valor.
 
Uma pergunta na aula - como se pode calcular a intensidade no mar? É que no mapa em baixo, estão marcadas isossistas no mar.
 
 

 De facto, como no oceano não se observa a topografia nem existem construções humanas, não é possível definir a intensidade e, portanto, não são traçadas as isossistas, tal como pode ser observado na Carta de Isossistas referente ao sismo de 9 de Julho de 1998, nos Açores.

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Itália: Balanço uma semana após o sismo

Crédito imagemUma semana depois do sismo, terminaram as operações de resgate na região de Abruzzo, em Itália. O balanço provisório é de 294 mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados.O abalo de magnitude de 6.3 na escala de Richter surpreendeu, durante a madrugada, centro do país e destruiu, quase na totalidade, a cidade medieval de L'Aquila.Nas últimas horas, as autoridades italianasContinue a ler Itália: Balanço uma semana após o sismo

Os sismos e o Tizé


[Nota de autor: Todos os posts do blogue apresentam uma relativa continuidade na forma como é utilizada a vivência ficcional da personagem Tizé para a apresentação de informação científica.

Apesar disso, todos eles possuem a capacidade de serem consultados de forma independente e autónoma.]

Tizé, tal como toda a Europa, passou os últimos dias a ler ou a ver, as notícias sobre o sismo que ocorreu no passado dia 6 de Abril, pelas 2h30 da manhã (hora portuguesa).

Mas apesar de o fazer na comodidade da sua sala, ou ao balcão do café Gaivota, Tizé (tal como todos nós), não deixou de sentir compaixão por todos os italianos que sofreram e ainda sofrem, pela ocorrência deste evento sísmico.

Obviamente, uma das entradas do seu caderno, nestes últimos dias foi sobre sismologia, e a razão porque se produzem estes eventos catastróficos para o ser humano.

Pode-se mesmo dizer que Tizé “devorou” tudo o que era informação sobre o assunto. A conjugação do facto de poder dispensar tempo, dado que está desempregado, com a sua recém-diagnosticada obsessão por obter respostas, levaram-no a despender quase dois dias inteiros na procura e obtenção de informação na internet sobre o tema.

[O que é um sismo?

Os sismos correspondem a eventos de súbita e intensa libertação de energia. Esta energia liberta-se sob a forma de ondas sísmicas.

As ondas sísmicas podem ser divididas em ondas volúmicas e superficiais. As ondas volúmicas correspondem às ondas que se propagam no interior do planeta, enquanto as ondas superficiais, tal como o nomo indica, correspondem às ondas que atingem a superfície terrestre.

As ondas volúmicas podem ser subdivididas em:

ondas P ou longitudinais

ondas sísmica P

ondas S ou transversais

ondas sísmica S

As ondas superficiais podem ser subdivididas em:

            Ondas L (Love)

ondas sísmicas L

            Ondas R (Rayleigh)

ondas sísmicas R

As causas desta libertação de energia, podem ser de diferentes tipos. No entanto, cerca de 95% dos sismos têm origem tectónica. Isto é, quando dois blocos se deslocam ao longo de uma falha, depois de terem sido submetidos à acção de forças.

Tal como acontece com todos os materiais com que lidamos no nosso quotidiano, os materiais rochosos possuem

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Os sismos e o Tizé


 

[Nota de autor: Todos os posts do blogue apresentam uma relativa continuidade na forma como é utilizada a vivência ficcional da personagem Tizé para a apresentação de informação científica.

Apesar disso, todos eles possuem a capacidade de serem consultados de forma independente e autónoma.]

Tizé, tal como toda a Europa, passou os últimos dias a ler ou a ver, as notícias sobre o sismo que ocorreu no passado dia 6 de Abril, pelas 2h30 da manhã (hora portuguesa).

Mas apesar de o fazer na comodidade da sua sala, ou ao balcão do café Gaivota, Tizé (tal como todos nós), não deixou de sentir compaixão por todos os italianos que sofreram e ainda sofrem, pela ocorrência deste evento sísmico.

Obviamente, uma das entradas do seu caderno, nestes últimos dias foi sobre sismologia, e a razão porque se produzem estes eventos catastróficos para o ser humano.

Pode-se mesmo dizer que Tizé “devorou” tudo o que era informação sobre o assunto. A conjugação do facto de poder dispensar tempo, dado que está desempregado, com a sua recém-diagnosticada obsessão por obter respostas, levaram-no a despender quase dois dias inteiros na procura e obtenção de informação na internet sobre o tema.

[O que é um sismo?

Os sismos correspondem a eventos de súbita e intensa libertação de energia. Esta energia liberta-se sob a forma de ondas sísmicas.

As ondas sísmicas podem ser divididas em ondas volúmicas e superficiais. As ondas volúmicas correspondem às ondas que se propagam no interior do planeta, enquanto as ondas superficiais, tal como o nomo indica, correspondem às ondas que atingem a superfície terrestre.

As ondas volúmicas podem ser subdivididas em:

ondas P ou longitudinais

ondas sísmica P

ondas S ou transversais

ondas sísmica S

As ondas superficiais podem ser subdivididas em:

            Ondas L (Love)

ondas sísmicas L

            Ondas R (Rayleigh)

ondas sísmica R

As causas desta libertação de energia, podem ser de diferentes tipos. No entanto, cerca de 95% dos sismos têm origem tectónica. Isto é, quando dois blocos se deslocam ao longo de uma falha, depois de terem sido submetidos à acção de forças.

Tal como acontece com todos os materiais com que lidamos no nosso quotidiano, os materiais rochosos possuem

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Seicha


Seicha é uma onda de longo período, em qeral estacionária, que se gera em estuários, bacias portuárias, lagos e outros corpos de água confinados, em resultado da amplificação por ressonância da energia das ondas incidentes ou de outra qualquer fonte de excitação ondulatória. O termo foi utilizado pela primeira vez, pelo suíço François-Alphonse Forel, que descreveu o efeito no lago de Genebra.

Palavra de origem francesa, numa tradução livre, significa abanar periodicamente. A natureza do fenómeno é em geral provocado pelo vento, mas os sismos podem também estar na origem das Seichas, cujo mecanismo apresenta muitos aspectos em comum com a formação de tsunamis.
O fenómeno gera-se porque a gravidade actua sobre a massa de água perturbada tendendo a restaurar a horizontalidade da sua superfície, pois essa configuração corresponde ao equilíbrio de energia mínima.

O terramoto de 1755, que afectou Lisboa e a costa sudoeste portuguesa causou seichas em canais situados a 3000 Km de distância na Escócia, e Suécia.
Ocasionalmente, os tsunamis podem desencadear seichas em resultado da forma das costas afectadas
. O tsunami que atingiu o Havai em 1946 apresentava duas frentes de onda separadas por um intervalo de 15 minutos. Ora um dos períodos naturais de ressonância da baía de Hilo tem um valor próximo dos 30 minutos. Uma das duas ondas estava em fase com a oscilação das águas da baía, desencadeando uma forte seicha. Em resultado Hilo sofreu graves danos, com uma seicha a atingir 14 metros acima do nível normal das águas.

Em 1755 uma situação semelhante poderá ter ocorrido em Lisboa, com as águas a invadir zonas extensas das margens do estuário do Tejo.

Fonte : wikipédia
Animação : http://earthguide.ucsd.edu/earthguide/diagrams/waves/swf/wave_seiche.html

Ler o post relacionado com os Sismo de Lisboa:

http://blacksmoker.wordpress.com/2008/11/01/lisboa-01111755/

   Tagged: Geologia, Seiche, Sismos   
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Lagos Sísmicos na China

Crédito da imagem: BBC News (vale a pena ver o conjunto de imagens disponíveis) A cidade de Beichuan foi a mais afectada pelo sismo que recentemente ocorreu na China. Neste momento, os seus habitantes estão sob nova ameaça: um lago formado devido aos movimentos de terra que bloquearam o curso de um rio pode rebentar aquela barragem natural e inundar a cidade a qualquer momento, riscando de vez Continue a ler Lagos Sísmicos na China

Os filhos de Sishuan

Crédito da imagem: The age newspaper A dimensão dos efeitos do sismo de Sishuan está muito para além do número de feridos/mortos ou dos estragos directamente causados por ele. Como é sabido, na China é o país mais populoso do mundo, onde existe a política do filho único. Se as famílias tiveram mais do que um filho os seus efeitos são severos e têm uma de três soluções: ou pagam uma multa muito Continue a ler Os filhos de Sishuan

Acompanhamento da Erupção do Vulcão de Chaiten

créditos da imagem: earthweek Os cientistas ambientais no Chile e na Argentina, países atingidos directamente pela cinza libertada vulcão de Chaitén do Chile, estão preocupados com os efeitos que as cinzas vulcânicas provocarão a longo prazo na saúde das populações e nos ecossistemas. A cinza poluiu lagos, rios e lagoas, assim como revestiu plantas e pastagens e, apesar de ainda não ser Continue a ler Acompanhamento da Erupção do Vulcão de Chaiten
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