Semmelweis: …e finalmente louco!!! (II de II)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, Oliver Wendell Holmes, Semmelweis, jornal Opção, lattes
Semmelweis com alunos   A investigação de Semmelweis é de um rigor científico a toda prova. Carl G. Hempel, em seu livro Filosofia da Ciência Natural (Zahar Editores, 1974 — o original em inglês é de 1966), conta esta história como um exemplo do desenvolvimento científico, mas, sobre a morte das últimas 11 mulheres, parece crer que o exame foi realizado como uma experimentação pura, simples e deliberada, do tipo: “Vamos testar a hipótese que um organismo vivo também carrega partículas mortíferas”. Daquilo que este que vos escreve pôde, vá-lá, investigar, Semmelweis não precisaria fazer isto em mulheres, porque no departamento de patologia ele já realizava experimentos com coelhos, inclusive certificando-se do fato de que organismos vivos poderiam carregar a matéria mortífera. Até aqui vimos o médico, o cientista e o detetive. Agora começa a saga do herói. Apesar de uma importante revista científica austríaca publicar em seu editorial no final de 1847 os resultados alcançados com as medidas profiláticas adotadas por Semmelweis, as autoridades e brilhantes nomes das ciências médicas da época (demasiado humanas…) se opuseram grandemente a suas descobertas. ...

Semmelweis: médico, cientista, detetive… (I de II)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Biografia, Ciência Geral, Divulgação Científica, História da Ciência, Personalidades e Cientistas, Semmelweis, febre puerperal, hospital geral de Viena, invetigação
Semmelweis na enfermaria É comum em filmes policiais ou de suspense, que o protagonista saiba sozinho a causa da morte (ou conheça o homicida) das vítimas que a película vai acumulando (Jeniffer 8 com Andy Garcia é um exemplo). Tendo por vezes como única testemunha a platéia devoradora de pipocas, a personagem principal luta bravamente contra tudo (às vezes contra si próprio) e todos (principalmente seu chefe, sempre ocioso do cargo e invejoso do talento e coragem do subordinado) para mostrar que sua suspeita está correta. Com o desenrolar da trama e o acúmulo de evidências, o detetive desvenda o mistério e prende o bandido. Na maior parte dos filmes tem-se um final feliz, e então o aclamado herói parte para outra aventura em mundos distantes… Vamos supor que cinema seja arte. E, então, posso repetir o surrado, mas verdadeiro bordão: a vida imita a arte e vice-versa. Outra suposição é que a vida do cientista é análoga a de um detetive, pois ambos acumulam informações que num primeiro olhar podem parecer incongruentes, mas que, depois de corretamente ordenadas, desvendam o mistério. O húngaro ...
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