Qian Xuan (c. 1280)
«Enquanto que as pereiras europeias terão evoluído a partir da Pyrus communis, as pereiras chinesas são um pouco diferentes e pensa-se que são híbridos da P. pyrifolia e da P. ussuriensis. (...) Em particular, quase todas as pêras chinesas são amarelas e ovais. (...)
A pereira tem vida longa; e, como se conhecem árvores com 300 anos que ainda dão fruto, ela é um dos
Prunus dulcis
«Rubem Braga, que fez da amendoeira uma de suas musas inspiradoras, dizia que elas são "árvores desentoadas". Nunca estão de acordo entre si. Não se vestem nem se despem por igual. A da esquina ainda está frondosa, cheia de viço, mas a sua vizinha parece uma decoração de Copa do Mundo: há tantas folhas verdes quanto amarelas. De cima, posso jurar que alguém, ou ela mesma, as
- Psst... O que fazemos aqui? Hoje ninguém lê blogues...
- Somos a prenda.
«Estive pensando no que lhe dar de Natal, querida. Pensei numa ilha. Uma ilha inteira, com casa e ancoradouro. Ou, se você preferisse, heliporto. Mas aí pensei: você se sentiria obrigada a ir sempre à sua ilha. Ter uma ilha não é como ter, assim, um castelo no Loire ou um apartamento em Miami, que você pode ir ou não ir
Geum chiloense
A folhagem lirada disposta em roseta lembra uma roda de amigos; do centro, como num brinde, eleva-se uma flor requintada; e noutros tempos, em que a qualidade se fazia ouvir primeiro, as raízes eram usadas para dar sabor à cerveja da celebração. Falamos da espécie neo-zelandesa Geum urbanum, planta vivaz de floração longa, conhecida em inglês por herb bennet (versão distante de
Prunus serotina nas margens do Tâmega
Além dos plátanos, choupos, freixos, salgueiros, amieiros e de uma ameaçadora população de mimosas, as margens do Tâmega em Amarante acolhem algumas árvores exóticas invulgares, plantadas talvez pelos serviços do Parque Florestal: encontramos lá um Taxodium distichum com um pé mergulhado na água; uma Maclura pomifera; e uma Prunus serotina, espécie de
Cydonia oblonga - Palácio de Cristal, Porto
Se tudo correr bem, as flores destas árvores vão transformar-se em frutos - e é só para combater o desperdício que a seu tempo iremos apanhar marmelos a este recanto tão pouco visitado dos jardins do Palácio. A natureza é generosa mesmo com os sem terra da cidade.
O marmeleiro, originário do Médio Oriente mas há muitos séculos aclimatado na
Prunus cerasifera
Os espaços ajardinados que rodeiam o Museu Municipal Abade Pedrosa, junto à velha ponte sobre o Ave (há uma ponte nova logo a jusante), são por esta altura o mais aprazível recanto de Santo Tirso. O que, bem vistas as coisas, até é estranho, pois os jardins, rodeados por um trânsito incessante, estão encravados entre uma rotunda, a estrada de acesso à ponte, um parque de
Fazendo jus a alguns dos seus outros nomes - espinheiro-alvar e espinheiro-branco- os pilriteiros estão, por cá, em plena floração. Pertencente à extensíssima família das Rosáceas, este Crataegus florido foi a descoberta da semana. O facto de estar nas imediações de uma construção- já parada há anos...- levam-me a publicar as fotografias, chamando assim a atenção para a beleza do seu porte.
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Depois da chuva a bonança e hoje, se me sobrar tempo, vou juntar à ronda das magnólias que
planeava fazer, a das ameixoeiras em flor.
Prunus cerasifera var. pissardii rua Beato Inácio de Azevedo (Porto)
O nome científico desta variedade ornamental extremamente comum nas nossas cidades, vulgarmente designada por ameixoeira-de-jardim (mas que bem se poderia chamar ameixoeira-de-cidade)
Assinalamos a efeméride -Camilo Pessanha faleceu a 1 de Março de 1926, em Macau- com a reprodução da capa do livro O Testamento de Camilo Pessanha de Danilo Barreiros, em que se podem admirar ramos com "mei hua"- termo que se traduz normalmente para "plum blossom" em inglês e "flor de ameixoeira" em português (conquanto alguns autores considerem que se trata de uma espécie de Prunus mais afim do
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