Aplicações que envolvem 3D (em visualização, interfaces, processamento, etc....) necessitam de algumas características importantes.Para uma determinada aplicação, por exemplo um jogo ou simulador (para automáveis, aviões ou construções), é necessário atentar para as características dos sistemas. Quanto mais fiel se desejar que o sistema seja, mais pesado computacionalmente o sistema será.Para um simulador de automóveis é necessário fazer considerações sobre aerodinâmica, resistência dos materiais (pneus e lataria), consumo de combustível, os atritos envolvidos (do sistema com o ambiente e internos ao sistema), os aquecimentos que irão aparecer em decorrência dos atritos envolvidos e muitas outras coisas que caberia a um engenheiro mecânico especificar.Para desenvolver uma aplicação 3D, para um jogo por exemplo, antes de qualquer coisa são levantadas as características do modelo desejado, tais como dimensões, articulações, texturas da superfície, etc.... Em seguida o modelo pode ser feito em uma maquete ou similar. A partir da maquete, um artista gráfico usa um software específico para fazer a modelagem computacional, como o Blender.Com o modelo pronto, este é salvo em um formato de arquivo específico, o qual contém informações sobre os vértices do objeto, as ligações entre os vértices, as articulações e ...
Uma das palestras que mais me agradou no FISL 9.0 foi a do In Vesalius.Neste caso, a palestra foi dada pela coordenadora do projeto, então este foi bem apresentado em termos de ferramentas usadas e recursos disponíveis.O In Vesalius, em sua concepção, foi um software apenas gratuito, hoje é um software livre disponível no site do Software Público.O In Vesalius foi desenvolvido quase todo em Python e algumas partes em C/C++. Foram usadas as bibliotecas gráficas VTK e ITK.O In Vesalius usa imagens Dicom (padrão usado por equipamentos médicos) e a partir destas imagens gera uma visualização 3D da região analisada. Ocorre então a "impressão" em um equipamento especial e obtém-se um modelo (feito em um material que parece gesso, sendo bem mais resistente) da região analisada, por exemplo o crânio.Algo que achei interessante é que as imagens dicom não contêm apenas uma matriz de pixels convencionais, mas cada pixel também contém a informação de sua posição espacial no corpo analisado; de modo que a reconstrução 3D consiste em lêr a imagem, segmentar as regiões de interesse (conversando com um dos desenvolvedores, descobri que usam Watershed, mas provavelmente ...
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