Set 05
IDESP: ordenamento territorial do Pará?
sadeckgeo @ Sadeck - Geotecnologias Categorias: Amazônia, Ciência Geral, DSG, IBGE, IDESP, INPE, Notícias, Ordenamento Territorial, Publicação, RADAMBRASIL, Radar de Abertura Sintética, Radar de visada Lateral, SAR, SIPAM, SLAR, Território
O desenvolvimento econômico da Amazônia passa pela questão do gerenciamento eficaz e racional para controle do território. O Brasil, e não menos o mundo, não conhece a Amazônia ou as Amazônias (como diria Carlos Walter), e dentro desse contexto está um dos estados de maior importância histórico, social, político e ambiental no cenário amazônico, que é o Pará.
De antemão, é indispensável lembrar do Projeto RADAM (década de 70) que foi a primeira medida para tentar conhecer o território amazônico, responsável pelo levantamento de parte significante dos recursos naturais na Amazônia – “até hoje não totalmente descobertos”. O projeto utilizou para seus levantamentos imagens de Radar de visada Lateral SLAR (Side Looking Airborne Radar) para tentar minimizar os problemas de incidência de nuvens e a precipitação pluviométrica intermitente na região, processo que foi retomado com o advento do projeto SIVAM/SIPAM, que hoje faz o monitoramento da região por meio de imagens de Radar de Abertura Sintética - SAR.
Desde a criação do RADAM até a implantação do SIPAM o estado do Pará criou alguns órgãos que deprenderam esforços para a construção cartográfica, padronização, obtenção de informações e suporte ao controle do território. Há alguns anos a ...
O embrião da presente pesquisa surgiu em 1978 quando houve o gentil convite do diretor do Instituto de Geografia da UFMG, para que fosse ministrado um curso de interpretação geológica em imagens de radar para os professores de geografia daquele instituto. Posteriormente, prestaram-se cursos em várias instituições brasileiras representadas por universidades (UFPA,UFBA, UFOP e UFRJ), RADAMBRASIL (Salvador e Natal), DNPM (Belém e Fortaleza), CPRM (Belém e Manaus), SBG (Belém e Salvador), IBGE (Rio de Janeiro) e EsIE (Salvador).
De qualquer sorte o autor já trabalhava com imagens de radar desde 1972, no entanto sempre de forma empírica,uma vez que inexistiam compêndios especializados sobre o assunto. Por conseguinte, os procedimentos metodológicos referentes à interpretação radargeológica aqui apresentados e discutidos retratam uma experiência de cerca de 15 anos, adquirida no decurso do desenvolvimento do então Projeto RADAMBRASIL, extinto em 4 de Março de 1986. deste modo, as imagens RVL aqui utilizadas, GEMS-Banda X, com recobrimento em dois períodos, 1971/1972 e 1975/1976, são as mesmas que foram estudadas pelo referido projeto.



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