Videogames viciam?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, jogos, mmorpg, videogame, videos, vício, world of warcraft
É muito comum vermos notícias e pesquisas relacinadas aos jogos de videogame como estimuladores de violência entre seus usuários. No Brasil, alguns jogos até mesmo chegaram a serem proibidos pelo conteúdo violento, como o Carmageddon e, mais recentemente, o Counter-Strike e o Everquest. Hoje existe uma nova onda de jogos, que se diferenciam dos clássicos: os MMORPGS, ou RPGs online de múltiplos jogadores. Nestes jogos você cria um personagem e participa de, literalmente, outro mundo: os mapas são gigantescos e as milhares de pessoas que participam do jogo são outros jogadores de várias nacionalidades. Este tipo de jogo costuma incentivar a disputa através da cooperação; os jogadores formam grupos, ou guildas, e se unem para alcançar diversos objetivos ou batalhar com outras guildas. Este estudo chegou a mostrar que os jogadores de mmorpgs não seriam tão agressivos pela cooperação entre eles. Neste tipo de jogo, a verdadeira preocupação não é a violência, é o vício. Joshua Smyth recrutou 100 estudantes universitários para jogarem um entre quatro tipos de jogos, selecionados aleatoriamente. Eles jogavam os jogos quando quisessem, em um laboratório do campus. O requerimento era que jogassem pelo menos uma hora por semana. E o resultado foi: O ...

Marcapasso contra a depressão

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, depressão, doença mental, farmácia
Passeando pela net, me deparei com este artigo, a seguir um trecho: Uma novidade pode reforçar o arsenal da medicina contra a depressão. Grupos de pesquisadores estão testando a eficácia de marcapassos no controle dos sintomas da doença, [...] Embora ainda experimentais, os estudos têm apresentado resultados animadores. O objetivo da implantação dos marcapassos é o mesmo dos medicamentos orais usados hoje contra a enfermidade. As duas estratégias têm como finalidade reequilibrar a concentração no cérebro de substâncias associadas às emoções.“ Eu achei essa idéia tão absurda que juro que nem soube por onde começar a comentar, escrevi e apaguei este primeiro parágrafo umas três vezes pois em todas acabei sendo “radical” demais ou ofendendo alguém. Melhor apenas defender minha postura: Eu não acredito que a depressão seja de origem genética nem que seja uma doença. Mas eu acredito que nosso corpo possui uma estrutura biológica herdada filogeneticamente para sentir, e em nossa ontogenia, ou seja, durante nosso desenvolvimento, esse corpo vai se adaptando ao meio que vivemos e em conjuntos de situações mais complexas como na perda de um ente querido, dificuldades financeiras, dificuldades de relações interpessoais, entre vários outras possíveis situações agravantes, acabamos adotando comportamentos rotulados como ...

Humor - Drogas Psicotrópicas

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Humor, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Quadrinhos, farmácia, saúde mental
“Como vocês podem ver pela sua resistência violenta à injeção forçada de um coquetel de drogas psicotrópicas, o paciente é claramente psicótico!”

Casamento anfíbio

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Quando reforçados após um comportamento, no futuro a probabilidade do mesmo comportamento se repetir em uma situação parecida aumenta - e isso pode acontecer mesmo quando o nosso comportamento não tem nenhuma relação funcional com o reforço, apenas temporal (ou seja, emitimos um comportamento e acidentalmente somos reforçados). Isso é comum para humanos, animais e qualquer organismo, mas nós somos os únicos seres capazes de relatar essas experiências para outros da mesma espécie, podendo gerar consequências muito bizarras como nesse vídeo: more about "Frogs marry to bring rain | Video | R…", posted with vodpodEm um conto de fadas se você beija um sapo e ele vira príncipe. Aqui no norte da Índia se você casa dois sapos, você recebe chuva! Os residentes dessa vila seguem esta tradição em busca de uma estação de chuva - dois sapos com seus vestes cerimoniais são segurados em um prato para a cerimônia que os une em matrimônio.“ As mulheres dançam para celebrar a festa, as pessoas servem doces para distribuir felicidade e ainda muita reza para que seu Deus os homenageiem com boas chuvas para suas colheitas. Na minha visão é apenas ...

Skins: Cassie e a bulimia

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Curiosidades, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, alimentares, bulimia, cinema, televisão, transtornos, videos
Cassie não come. Ela é apaixonada por comida, mas ao mesmo tempo aterrorizada pelos efeitos que ela tem sob seu corpo. Prefere ficar dias sem comer para ficar mais bonita à um encontro do que comer regularmente. Ela sabe que precisa comer, e até sente prazer do ato, mas prefere continuar magra. Para esquecer da fome, apresenta comportamentos alternativos como brincar com a comida, o que a mais distrai é organizá-las. Enfim, faz o possível para não comer. Em um certo momento seu colega Sid a pergunta: “Você quase não come, como você faz para que as pessoas não percebam?“, e ela responde: Estes são personagens da série Skins, transmitida no Brasil pelo canal HBO com o título “Juventude à Flor da Pele”. É um drama que mostra a vida de vários adolescentes, sendo a Cassie meu personagem favorito, por que será?! ;)

Saúde e capitalismo

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Esta droga está em fase experimental. A indústria farmacêutica está testando qual o preço máximo a cobrar por ele.

Relato de uma paciente

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Psicologia, Psiquiatria, terapia
Ouvi esse relato alguns dias atrás: “Eu acho que tenho insônia, sabe?! Não tava conseguindo dormir direito há um tempão já e resolvi ir num psiquiatra. A fila era por ordem de chegada, eu cheguei umas 7:45, 15 minutos antes do lugar abrir, mas já tinha tanta gente q eu só fui atendida lá pelas 17 horas. Ainda bem que era perto da minha casa e eu não precisei ficar na recepção esse tempo todo, deu dó do resto do povo. Mas enfim, na hora q eu fui atendida, cara, o psiquiatra mal deixava eu falar! Ele ficava puxando papo, falando que eu pareço a filha dele, e de quando ela foi pra Europa! Eu disse pra ele que não tava dormindo bem e ele me disse que eu tenho ansiedade. Ele nem me deu espaço pra eu falar mais sobre o meu problema! Em um aperto de mão ele concluiu o diagnóstico e me passou esses dois remédios pra tomar, um deles é antidepressivo, disse também pra eu voltar em um mês. Olha, eu nem comprei e acho que nem vou voltar lá…“ Eu até entendo que existam bons e maus profissionais, mas o que me deixa mais irritado ...

Onde estão as doenças mentais? - Parte 2

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, comportamental, doença mental, esquizofrenia
Na semana passada levantei a questão de que as “doenças mentais” nada mais seriam do que padrões de comportamentos aprendidos durante a história de nossas vidas. É um conceito no início um pouco difícil de digerir e estou tentando explicá-lo de maneira simples, sem muito behaviorês. Quais são as implicações deste tipo de visão? No meu ponto de vista, a mais relevante é que se tiramos a causa do problema de dentro do cérebro (ou do universo mental) também deixamos de buscar as soluções nestes lugares. Se queremos ter controle sobre estes comportamentos inadequados, a resposta está nas relações do indivíduo com seu ambiente (histórico, físico, social). Através da Análise do Comportamento sabemos como comportamentos são aprendidos, como padrões de respostas aparecem nas mais diversas situações, como levar comportamentos à extinção, ou seja, temos o conhecimento necessário para uma intervenção eficaz. O problema é que a maneira como uma pessoa aprendeu a emitir um comportamento não é igual à da outra pessoa - o desafio é justamente em enxergar quais são as funções de um determinado comportamento, ou seja, identificar o que o está mantendo. O que fazer a partir daí também não é simples: alguns comportamentos podem ser ...

Onde estão as doenças mentais?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, doença mental
No último post mostrei um vídeo de uma mulher que tinha medo de palhaços. Parece tão bizarro mas é o mesmo medo que alguns de nós sente de altura, de baratas, de avião ou até de outras pessoas. Eu costumo defender a posição que doença mental não existe e é tudo aprendido, mas se é assim, então como explicar esses “sintomas”? Bom, tentarei explicar usando um exemplo que aconteceu comigo outro dia: consegui organizar uma viagem pra BH e isso me deixou muito contente, fiquei o dia todo mais sorridente, conversando mais, todo feliz… um amigo olhou pra mim e me perguntou “por que você está tão alegre hoje?“. Acontece que por causa de determinados fatores ocorridos eu passei a me comportar de certas maneiras que fizeram com que este meu amigo me percebesse como alegre. Não é que eu estava com um objeto chamado alegria dentro de mim, isso não existe - eu estava me “comportando alegremente”. Assim como não tenho tristeza dentro de mim, que ora desperta ora adormece, eu simplesmente me comporto de maneira triste. São apenas nomes dados à conjuntos de comportamentos. Da mesma maneira que eu não “tenho depressão”, nem “tenho fobias”, ...

Coulrofobia: O Medo de Palhaços

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medo, Psicologia, Psiquiatria, comportamental, fobia, palhaços, terapia, videos
Alguns dias atrás me deparei com esse vídeo que mostra uma mulher sofrendo de fobia de palhaços. Achei interessantíssimo, logo o traduzi para o português e já está disponível também no Youtube. É muito comum as pessoas utilizarem medicamentos para diminuir sua ansiedade em casos como este. Mas será que só os medicamentos é realmente eficaz? Buscamos na medicina as curas para nossas doenças, mas sentir ansiedade está longe de ser uma doença. É uma resposta natural do organismo à situações ameaçadoras. Watson mostrou há muito tempo atrás que a definição de ameaçadora é bem subjetiva: aprendemos a ter medo de diferentes estímulos a partir das nossas experiências de vida, mesmo sem sabermos explicar como aprendemos. A lista de possíveis fobias, portanto, é gigantesca - é um absurdo considerar que exista uma diferente causa biológica para cada um destes medos. A terapia de base comportamental é sem dúvida o meio mais eficaz de sanar estes problemas. Este vídeo mostra bem o uso da dessensibilização sistemática com uma cliente que, provavelmente, já estava em tratamento por algum tempo (afinal de contas, seria muita maldade colocá-la de frente à um palhaço logo na primeira sessão). A ansiedade ...

Transtorno Obsessivo-Compulsivo e os Famosos

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Curiosidades, Psicologia, Psiquiatria, TOC, famosos
Você conhece o Transtorno Obsessivo-Compulsivo? Esse termo é utilizado quando as pessoas costumam ter pensamentos obsessivos que não conseguem tirar da cabeça, se comportam de maneira exageradamente repetida ou seguem rituais sem nenhum sentido aparente para aliviar alguma sensação de ansiedade. Conheço muita gente que tem algumas pequenas manias, mas em uma frequência elevada pode trazer consequências indesejadas. O tratamento psicológico traz ótimos resultados. Veja algumas celebridades que apresentam alguns destes padrões de comportamentos: Cameron Diaz Apesar de sua conhecida cena do “gel de cabelo” em Quem Vai Ficar Com Mary, ela relata que não aguenta germes ou “fluidos” de outras pessoas. Ela diz que esfrega maçanetas de porta com tanta força para limpá-las que chega a sair tinta. Ela também lava as mãos e o chão “muitas vezes” todos os dias e chega a usar os cotovelos para abrir portas, para assim não pegar germes nas mãos. David Beckham David Beckham também tem seus problemas. Ele odeia números impares e é obcecado por simetria - se tem algo em trio, ele esconde o terceiro fora de seu campo de visão. Se vê algo meio torto, não descansa antes de ...

Você já leu esta matéria antes?

Shridhar Jayanthi Categorias: Biologia, Ciência, Medicina, Psiquiatria, fisiologia
Ao contrário dos fenômenos paranormais inexplicáveis, mas que todos dizem sentir, o déjà-vu (lit. "já vi") é algo que sempre me afetou, basicamente porque eu já senti isso algumas vezes. Bom cético que sou, eu sempre recusei me aceitar que isso era algo sobrenatural, mas como eu não enfiei a cabeça nas neurociências, eu nunca fui atrás de saber exatamente o que causava isso. Os motivos pelo qual eu sempre suspeitei do déjà-vu é porque eu já tive essa sensação em lugares em que eu nunca havia estado antes, incluindo em outros países ou com outras pessoas. Interessante que a primeira coisa que me passou pela cabeça nesses casos foi que eu havia sonhado com aquilo! Como eu não acho que eu consigo prever o futuro, a segunda coisa racional que eu pensava era que aquilo era uma sensação induzida pelo meu próprio cérebro, provavelmente uma falha doida que me fazia pensar que eu já tinha passado por uma experiência nova pela qual eu nunca havia passado.Então eu fiquei feliz em saber que pesquisadores conseguiram descobrir que o efeito é causado por uma falha no hipocampo, uma confusão causada pela part ...

Quetamina: Uma Nova Abordagem no Tratamento da Depressão?

Categorias: Psiquiatria
ketabottles.jpg A revista Science da semana passada noticiou a descoberta, feita pelo neurofarmacologista Carlos Zarate, do National Institute of Mental Health, em Bethesda, Maryland, de que a quetamina-uma droga utilizada como anestésico veterinário e que age bloqueando receptores de N-metil d-aspartato (NMDA)-pode ter um potente e rápido efeito antidepressivo. No estudo de Zarate e cols., 17 pacientes que tinham depressão maior e não respondiam aos antidepressivos tradicionais, foram injetados com placebo ou quetamina; 12 pacientes responderam ao tratamento, com 5 deles preenchendo os critérios de remissão da depressão. Esse resultado foi publicado na edição deste mes dos Archives of General Psychiatry. Além disso, 6 pacientes mantiveram a melhora por pelo menos uma semana após uma única injeção. Um placebo, injetado no mesmo grupo num dia diferente, ajudou muito menos. De acordo com Zarate, o mais interessante é que o efeito é muito rápido: 24 horas após a injeção, os pacientes apresentavam melhoras equivalentes àquelas obtidas após 2 meses de uso dos antidepressivos comumente utilizados. Eu gostaria de lembrar, entretanto, que nem tudo são flores quando se fala da quetamina; ela foi abandonada como um anestésico para ...

Portador da Síndrome de Asperger Cria Cidade Imaginária

Categorias: Psiquiatria
urville.gif Gilles Trehin é portador da síndrome de Asperger, e desenha compulsivamente. Desde os 12 anos de idade, ele vem produzindo inúmeros desenhos de uma cidade imaginária, Urville. Gilles tem sido convidado a proferir palestras sobre Urville, o que o deixa muito feliz. Os desenhos de Gilles estão disponíveis online.
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