Nov 05
Sobre o “True Life: Tenho Síndrome do Pânico”
Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Mente e Cérebro, Psiquiatria, Pânico, Síndrome, ansiedade, psicopatologia, televisão
Falei outro dia que ia passar um programa na MTV chamado “True Life: Tenho Síndrome do Pânico“. Então, assisti - e gostei!
O programa mostra 3 jovens que costumam ter ataques de pânico: Monica, de 18 anos, uma garota bastante impaciente que diz que coisas cotidianas aumentam a sua ansiedade; Nichole, de 24 anos, que quase não sai mais de casa sozinha e teme que seu noivado não vá durar muito se ela continuar assim; e Frank, de 21, que fica ansioso principalmente perto de pontes, o que dificulta muito sua vida já que ele mora em uma ilha.
O programa nem tenta explicar o que é ansiedade ou a Síndrome do Pânico, muito menos sobre as possibilidades de tratamento, apenas mostra o cotidiano dessas pessoas. No entanto, sabendo que inúmeras variáveis ambientais interferem na ansiedade que a pessoa sente (e que podem levar a um ataque de pânico), eu, como psicólogo, não consegui assistir ao programa sem fazer anotações destas possíveis variáveis.
Monica é uma garota que se irrita muito facilmente, portanto ela está sempre gritando ou brigando com alguém além de estar sempre preocupada, ou seja, seu corpo está sempre a mil - com certeza isso aumenta seus ...
Não é segredo que sou apaixonado em psicopatologia. Todos os transtornos comportamentais me fascinam, mas o transtorno bipolar tem algo que consegue me deixar ainda mais curioso: a fase de mania.
O transtorno bipolar de humor é caracterizado principalmente por grandes oscilações de humor, que podem variar desde fases depressivas onde a pessoa mal sai da cama até fases em que a euforia é tanta que a pessoa pode chegar a ler dezenas de livros numa semana, viajar milhares de kilômetros sem avisar ninguém ou gastar todo o dinheiro que tem (e o que não tem) em compras. Além da pessoa se sentir muito eufórica, ela ainda perde todos os limites e aproveita para fazer muito do que sempre quis.
Conversar com essas pessoas é sempre interessante porque você nunca sabe que tipo de histórias vai ouvir, que tipo de aventuras a pessoa já passou.
Passeando na livraria me deparei com o livro “

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