O dever de educar para o professor

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, avaliação do ensino, educação, educação escolar, professores
Quinta sessão do ciclo O dever de educar, no próximo dia 16 de Dezembro, pelas 18h15, na Livraria Minerva Coimbra.Na sequência da sessão anterior, dedicada ao sentido que, no presente, o dever de educar ganha no contexto particular da escola, direccionamos, agora, a atenção para o sentido que esse dever tem para o professor.Será convidada Maria Regina Rocha, professora de Português do Ensino Secundário, estudiosa e divulgadora da Língua Portuguesa, investigadora da sua didáctica, autora de manuais escolares... O seu pensamento, apurado em mais três décadas de ensino, ajuda-nos a perceber os desígnios da educação escolar.Local: Livraria Minerva (Rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos) em Coimbra.Próxima sessão: 13 de Janeiro.As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público.

21th Century Learning Matters?

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Tecnologia, educação, política educativa, professores
Novo post convidado de Norberto Pires, director da revista "Robótica". Este texto será o editorial do número de Novembro da revista e agradecemos ao autor colocá-lo à disposição dos nossos leitores (as referências [1], [2] e [5] são os vídeos intercalados no texto):Este mundo focado no curto prazo e numa ideia muito particular de sucesso e felicidade tem coisas perversas. A aversão pela reflexão, pela ponderação, pelo raciocínio estratégico baseado em objectivos de longo prazo tem, como não podia deixar de ser, consequências muito complicadas. As pessoas só se apercebem disso quando acontece um desastre e afinal se conclui que a auto-regulação não funciona e que é necessária uma regulação responsável (ou seja, com regras claras), que permita um desenvolvimento sustentado (verdadeiro suporte da liberdade e da democracia): passo-a-passo, sem cortar etapas, só passando para o degrau seguinte quando o anterior está sólido. O curto prazo não permite isso, porque são necessários resultados imediatos, é preciso vender ilusões e mostrar números. Para descobrir, anos depois, que afinal era tudo muito frágil ao observar horrorizados como tudo se desmorona com uma simples brisa.Agora existe a aprendizagem do século XXI [1], invariavelmente reduzida a tecnologia (e portanto incapaz ...

OS PROFESSORES BEM VISTOS

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Política, educação, professores
O "Público On-line", de 9 de Setembro, transcreve a seguinte frase do primeiro-ministro José Sócrates, na qual exprime publicamente a sua preocupação com a opinião pública:"Ao longo destes anos fizemos mudanças nem sempre bem compreendidas, mas que hoje permitem que aos olhos da opinião pública os professores e a escola sejam mais bem vistos."Estudos de opinião, como o da empresa alemã GFK divulgado em Agosto último, mostram que os professores gozam, de facto, de uma boa imagem na sociedade portuguesa, tal como os bombeiros e os médicos (88% dos portugueses confiam nos professores). Mas estarão mesmo mais bem vistos aos olhos da opinião pública devido a recentes "mudanças" ou esse é um sentimento mais antigo que está aliás generalizado desde há algum tempo na Europa, conforme mostram esses estudos? Foram mesmo feitas mudanças para valorizar a intervenção dos professores ou vêem-se eles hoje cada vez mais atrapalhados pela máquina infernal do Ministério que os tutela? Será "devido a" ou "apesar de"?Seja como for, há um dado do estudo do GFK que é mais curioso: é que, enquanto os professores estão no pelotão da frente na tabela da confiança, os políticos estão bem no ...

Uma imagem vale mais que mil palavras ou vários cálculos.

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Bafana Divulga, Ciência Geral, Dicas, Divulgação Científica, GISS MAPs, mapas on line, professores
Oi gente! Este post é apenas uma dica pros professores de Ecologia que acompanham este blog, mas claro, também para interessados no aquecimento global. Trata-se o site do Instituto de Estudos Espaciais Goodard (GISS) que é vinculado à NASA e à Universidade Columbia. Se você clicar no link data e imagens e daí mais especificamente para os dados observados de temperatura, você mesmo conseguirá, muito facilmente, fazer mapas como o que segue abaixo. Este é um mapa de anomalias, isto é, das diferenças de temperatura entre o período de 1986-1996 (tomado como base) e o de 1997-2007 (você mesmo escolhe estes períodos). Áreas em cinza, significam ausência de dados, já áreas em branco uma variação de -0.2 até +0.2ºC e assim por diante. Desta forma, nas duas últimas décadas nota-se um leve aumento da temperatura no globo de modo geral, apesar de que parte da Antártida até esfriou. Já na Figura abaixo, é o mesmo mapa e períodos, mas com uma mudança na escolha da opção “Smotthing radius”, que agora vai para 250km (a anterior era de 1200km). ...

Diário de um Biólogo - Sábado 29/09/2007

Mauro Rebelo @ Você que é Biólogo... Categorias: Ciência, Einstein, diário, museu, professores
"Você quer que eu vá com você?" A Rê perguntou enquanto tomavamos um café da manhã chic, comemorando que eu estava na lista dos "Jovens cientistas do nosso estado" divulgada pela FAPERJ no dia anterior."Não... porque você iria querer perder a sua tarde em museu de ciência decadente?"Téééééééééééé!!!!!! Resposta errada! Quando disse essa infelicidade, tinha em mente o museu montado em um galpão abandonado que restou das obras do metrô que revolveram nos anos 80 a Praça Saenz Pena, na Tijuca onde eu nasci e cresci.Quando cheguei hoje no "Espaço Ciência Viva", atrasado para a exposição dos resultados que meus alunos do curso "formação continuada para professores de 2o grau", não poderia ter uma surpresa melhor. Um museu pequeno, simples, mas revigorado e bem arrumado. E o que é mais importante: cheio! E o que é mais importante ainda: cheio de crianças!Todo último sábado do mês, o espaço organiza uma tarde temática, com um monte de professores, pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação, monitores e voluntários ensinavam uma orda de pessoas, de todas as ...

OS ERROS PAGAM-SE CARO

Categorias: Ensino, Política, professores
Post convidado de João BoavidaVoltámos a ouvir falar de desemprego dos professores com os argumentos do costume: os sindicatos, procurando desgastar o Governo, como se a sua função fosse essa; o Ministério, dizendo que não é agência de empregos, e que não se pode, com dinheiro público, contratar professores de que não precisa. Para o sindicato, o Ministério devia diminuir o número de alunos por turma, aumentar o apoio pedagógico, etc. O Ministério responde que não tem culpa da actual baixa de natalidade, que muitas requisições de professores não se justificavam, que não pode pactuar com abusos, etc. A ambos falta razão. O que o sindicato diz, pode e deve ser feito, mas não para dar mais empregos, e sim para tornar mais eficaz o ensino, coisa que por aquela via, só por si, não está garantida. Ao Ministério compete racionalizar os recursos e acabar com os abusos, mas a sua política de cortar a direito já lhe fez perder precocemente muitos e bons professores, e criou um clima que tornou a docência uma condenação, o que é inaceitável por questões até de eficácia. Como a linguagem dos ...
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