Envie a um amigo mas…

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Sobre o blogue, privacidade
A funcionalidade de enviar um texto do blogue a um amigo ou amiga, já funciona outra vez. Mas — e isto é importante –, destina-se a fazer exactamente isso, enviar um texto a alguém e escrever uma pequena mensagem a contextualizar, ou o que acharem pertinente. Não se destina a enviar e-mail normal com todo o tipo de mensagens pessoais. Para o caso de não terem entendido: Não existe privacidade.

“Horas felizes”

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, privacidade
Em pleno Dezembro, o jornal Público pediu aos seus leitores que mostrassem e narrassem os acontecimentos mais marcantes do ano que findava. Anunciava a iniciativa da seguinte maneira: “2007, o ano dos leitores”Os leitores corresponderam e na edição do passado dia trinta, na revista dos domingos, foram publicadas setenta e cinco fotografias. Em mais de cinquenta aparecem pessoas sozinhas ou acompanhadas. A maior parte delas, sorri. Em dezassete estão retratados lugares. Numa vê-se um bolo de aniversário, noutra um diospireiro, noutra uma mesa com copos e bebidas, noutra um cantor famoso, noutra, ainda, um cão e um periquito.São fotografias agradáveis, que deixam perpassar uma ideia: são “horas felizes” que os ditos leitores viveram nos trezentos e sessenta e cinco dias que ficaram para trás. Os comentários confirmam essa ideia, pois muitos incluem expressões como: “A minha felicidade”; “viver com efusiante alegria”; “acontecimento feliz”; “o momento mais feliz”.Mesmo aquelas fotografias, e respectivos comentários, que remetem em primeiro plano para uma ocorrência triste, acabam por pontuar a alegria: duas expõem a mágoa da morte que chegou a familiar próximo, mas que, no entanto, algo ou alguém suaviza; uma explica que ...

Planta da sua casa ou da sua escola?

Categorias: currículo, privacidade
Um dos grandes e primordiais problemas com que nos confrontamos na área da Educação é a terminologia usada. Seja qual for o assunto abordado, nunca sabemos à partida se os interlocutores usam as palavras com o mesmo sentido que lhes atribuímos. Essa é, no meu entender, uma das razões que levam especialistas, decisores políticos, professores e outros intervenientes no ensino a deixar a discussão dos assuntos mais importantes pela rama. Perde-se tempo e energia a debater sem grandes frutos o significado de vocábulos e expressões, tempo e energia preciosos para pensar no que é realmente essencial.Acresce que, dentro da dita área, há assuntos mais permeáveis à confusão terminológica do que outros. A educação para a cidadania é um daqueles em que se têm criado e alimentado inúmeros equívocos.Para explicar esta ideia, detenho-me na expressão vivências dos alunos, que um atento leitor deste blogue considera fundamental evocar na aprendizagem, afirmação com a qual, obviamente, concordo.Conjecturo que quem leu o meu texto O quotidiano e as vivências dos alunos, perguntará se mudei de opinião em menos de uma semana. Respondo que não e justifico....

O quotidiano e a vivência dos alunos

Categorias: currículo, manuais escolares, privacidade
Na sua generalidade, os documentos curriculares oficiais relativos ao Ensino Básico recomendam metodologias que apelem “ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade” e que rentabilizem “questões emergentes do quotidiano e da vida dos alunos” (por exemplo, Decreto-Lei 6/2001 de 18 de Janeiro; Ministério da Educação, 2000, 2001).As orientações da tutela têm – como, aliás, devem ter – repercussões a diversos níveis, nomeadamente ao nível da construção dos manuais escolares.Folheando diversos manuais para esse nível de ensino, percebi que a referida recomendação é amplamente seguida, e que na área curricular disciplinar designada por Formação Cívica é, com algumas excepções, dominante.Para ter uma noção mais precisa do que acabei de afirmar, analisei com detalhe alguns manuais que foram publicados na sequência da Reorganização Curricular do Ensino Básico (2001) e que são, sublinho, de adopção facultativa nas escolas.Sem recusar valor educativo a algumas das fichas que compõem esses manuais, devo dizer que grande parte delas leva ao extremo a dita metodologia, apelando directa e despudoradamente a aspectos que ...
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