Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Pragas e doenças

Escaravelho Lilioceris lilii


Este ataca as Coroas-de-rei (também tudo que é Fritillaria). Lembro-me que há uns anos plantei uns bolbos de Fritillaria no Sargaçal e um belo dia cheguei lá e estavam cheios disto. Na altura fiquei pasmado… em todo o vale, deviam ser as únicas Fritillarias… como é que as pestes as descobriram tão depressa? Estariam lá há anos à espera que o José Rui comprasse um terreno *e* plantasse Fritillarias? Os insectos são terrivelmente aptos.
A minha solução por aqui é retirá-los à mão.

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É um nunca acabar

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Um milhão


Afinal, quantas variedades de afídios existem? Um milhão? Este para mim é novo. Anda nos Jarros (Zantedeschia). Mais uma fotografia depois do salto.

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A arruinar as alfazemas

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Acer palmatum ‘Katsura’: Neem antes e depois

Acer palmatum 'Katsura': Neem antes
Como disse, os afídios chegaram e este ano resolvi utilizar um produto que tinha para aqui e que por alguma razão não deu grande resultado quando o adquiri. Ou eu achei que não. Desta vez, parece-me mais animador.
Este Ácer japonês ‘Katsura’ é de longe o mais afectado por ataques de afídios (todos os outros não têm qualquer infestação ainda). Estava já neste estado, o que é coisa para acontecer praticamente de um dia para o outro. Basta não estar a olhar. No Domingo, antes do Neem.

Acer palmatum 'Katsura': Neem depois
E hoje está assim. Ao pulverizar reparei que muitos pulgões saltaram fora imediatamente. Como habitualmente nos tratamentos biológicos, a praga não é totalmente eliminada, mas parece minimamente controlada. Também como habitualmente, é necessário repetir o tratamento regularmente.

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Insectos do jardim

Joaninha e afdios numa folha de Camélia
Quem anda no jardim ou na horta, cruza-se com estes seres constantemente. Uns acarinhados, mas a maior parte escorraçados, considerados repugnantes, verdadeiras pragas arruinadoras de plantas. Numa palavra, esmagados.
Não tão depressa! A grande maior parte são benéficos às nossas actividades hortícolas.

Num metro quadrado é possível encontrar mais de 2.000 insectos1. Desde os microscópicos às borboletas e escaravelhos. A maior parter são benéficos e ajudam à decomposição da matéria orgânica e formação do solo fértil. São responsáveis pela polinização de praticamente todas as culturas de fruta e vegetais.
De um ponto de vista estritamente ecológico, não podemos chamar “praga” a nenhum insecto. Todos contribuem para o equilíbrio natural e têm o seu nicho na cadeia alimentar. Se não são predadores, são presa.
Habitualmente, o jardineiro destrói indiscriminadamente os insectos do jardim, quer façam dano às plantas quer não. Mas a verdade é que a maior parte está na verdade a ajudar-nos a cultivar.
Vale a pena saber mais sobre os insectos do jardim e da horta. O seu ciclo de vida, de que se alimentam, se ajudam ou prejudicam.
Já há bastante tempo que eu, na dúvida, deixo os insectos em paz. Mesmos os mais inúteis acabam por servir de alimento a pássaros e outras criaturas que queremos no jardim. Nesse sentido, o jardineiro biológico nunca tem como objectivo exterminar nada, apenas controlar o número para que as culturas possam ter sucesso.

Na lista de insectos que não tenho dúvidas em chamar “praga” estão os seguintes: lesmas, caracóis, afídios (todos!), lagartas da couve, escaravelho da batateira… Gostava de saber se têm outros para acrescentar à lista.

1 Carr, Anna. “Rodale’s Color Handbook of Garden Insects”. 1983. Rodale Press, Emmaus, PA.

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Afastar insectos das frutíferas

Mr. Denis, director da Eschola de Arboricultura do parque da Tête-d’Or, em Lyon, acaba de descobrir um meio de afastar das árvores fructiferas os insectos, que, na epocha da floração, perfuram o ovario das flores, para n’elle deporem os seus ovos.
O meio a que Mr. Denis allude consiste em borrifar as arvores, no momento em que as flores estão a desabrochar, com um liquido composto de agua e vinagre na proporção de 1 litro deste para 2 d’aquella.

de Oliveira Junior, José Duarte. “Chronica Horticolo-Agricola”. Jornal de Horticultura Pratica. Maio de 1873. Vol. IV: 213-220.

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Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (2)

Joanhinha
Apesar da intensidade das pragas que atormentam esta laranjeira, muitas joaninhas e outros predadores instalaram-se nas suas folhas.
Mais joaninhas depois do salto.

Joanhinha
Esta estava mesmo no topo na árvore.

Joanhinha
E esta escondida entre as folhas, totalmente rodeada de afídios.

Joanhinha
Reparem que são todas da mesma variedade, com apenas duas pintas pretas. Diria mesmo, Adalia bipunctata (artigo na BBC).

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Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (1)

AfdiosOs odiosos afídios voltam a atacar em força os citrinos. Tenho pulverizado regularmente com Savona (a solução de água, um óleo e sabão), mas mesmo assim a velocidade de reprodução é impressionante. Nesta laranjeira em particular, praticamente de um dia para o outro ficou assim.

Formigas
Onde há insectos sugadores de seiva, temos sempre as inevitáveis formigas.

Cochonilhas
E ainda se juntam as cochonilhas. Parece que é este ano que vão arruinar esta laranjeira.

Hoje andei de volta dela a pulverizar e vi sete joaninhas e ainda outras duas mortas, vítimas das aranhas. Predadoras de um lado, presas do outro. Mas não chega (acredito que sejam dezenas), seriam necessárias centenas para dominar uma praga desta magnitude. A seguir, fotografias das joaninhas e mais bicharada.

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Ainda as armadilhas para moscas

Armadilha para moscas
O apparatus que podem observar na fotografia é de facto a primeira de uma série de armadilhas para moscas que irei experimentar. Esta, não é com água de demolhar bacalhau… Nem com vinagre e açucar… Já estão a ver o quadro — mandei uma mija para dentro de uma garrafa, à qual adicionei água. É menos mau do que muitos possam pensar.
No entanto tem um pequeno defeito que já constatei ao fim de 24 horas: Não funciona. Ter apanhado apenas uma infeliz mosca foi deveras decepcionante!

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