Archive for the Pragas e doenças
Acer palmatum ‘Katsura’: Neem antes e depois
![]()
Como disse, os afídios chegaram e este ano resolvi utilizar um produto que tinha para aqui e que por alguma razão não deu grande resultado quando o adquiri. Ou eu achei que não. Desta vez, parece-me mais animador.
Este Ácer japonês ‘Katsura’ é de longe o mais afectado por ataques de afídios (todos os outros não têm qualquer infestação ainda). Estava já neste estado, o que é coisa para acontecer praticamente de um dia para o outro. Basta não estar a olhar. No Domingo, antes do Neem.
![]()
E hoje está assim. Ao pulverizar reparei que muitos pulgões saltaram fora imediatamente. Como habitualmente nos tratamentos biológicos, a praga não é totalmente eliminada, mas parece minimamente controlada. Também como habitualmente, é necessário repetir o tratamento regularmente.
Insectos do jardim
![]()
Quem anda no jardim ou na horta, cruza-se com estes seres constantemente. Uns acarinhados, mas a maior parte escorraçados, considerados repugnantes, verdadeiras pragas arruinadoras de plantas. Numa palavra, esmagados.
Não tão depressa! A grande maior parte são benéficos às nossas actividades hortícolas.
Num metro quadrado é possível encontrar mais de 2.000 insectos1. Desde os microscópicos às borboletas e escaravelhos. A maior parter são benéficos e ajudam à decomposição da matéria orgânica e formação do solo fértil. São responsáveis pela polinização de praticamente todas as culturas de fruta e vegetais.
De um ponto de vista estritamente ecológico, não podemos chamar “praga” a nenhum insecto. Todos contribuem para o equilíbrio natural e têm o seu nicho na cadeia alimentar. Se não são predadores, são presa.
Habitualmente, o jardineiro destrói indiscriminadamente os insectos do jardim, quer façam dano às plantas quer não. Mas a verdade é que a maior parte está na verdade a ajudar-nos a cultivar.
Vale a pena saber mais sobre os insectos do jardim e da horta. O seu ciclo de vida, de que se alimentam, se ajudam ou prejudicam.
Já há bastante tempo que eu, na dúvida, deixo os insectos em paz. Mesmos os mais inúteis acabam por servir de alimento a pássaros e outras criaturas que queremos no jardim. Nesse sentido, o jardineiro biológico nunca tem como objectivo exterminar nada, apenas controlar o número para que as culturas possam ter sucesso.
Na lista de insectos que não tenho dúvidas em chamar “praga” estão os seguintes: lesmas, caracóis, afídios (todos!), lagartas da couve, escaravelho da batateira… Gostava de saber se têm outros para acrescentar à lista.
1 Carr, Anna. “Rodale’s Color Handbook of Garden Insects”. 1983. Rodale Press, Emmaus, PA.
Continue a ler Insectos do jardimAfastar insectos das frutíferas
Mr. Denis, director da Eschola de Arboricultura do parque da Tête-d’Or, em Lyon, acaba de descobrir um meio de afastar das árvores fructiferas os insectos, que, na epocha da floração, perfuram o ovario das flores, para n’elle deporem os seus ovos.
O meio a que Mr. Denis allude consiste em borrifar as arvores, no momento em que as flores estão a desabrochar, com um liquido composto de agua e vinagre na proporção de 1 litro deste para 2 d’aquella.
de Oliveira Junior, José Duarte. “Chronica Horticolo-Agricola”. Jornal de Horticultura Pratica. Maio de 1873. Vol. IV: 213-220.
Continue a ler Afastar insectos das frutíferasBiodiversidade numa laranjeira sob ataque (2)
![]()
Apesar da intensidade das pragas que atormentam esta laranjeira, muitas joaninhas e outros predadores instalaram-se nas suas folhas.
Mais joaninhas depois do salto.
![]()
Esta estava mesmo no topo na árvore.
![]()
E esta escondida entre as folhas, totalmente rodeada de afídios.
![]()
Reparem que são todas da mesma variedade, com apenas duas pintas pretas. Diria mesmo, Adalia bipunctata (artigo na BBC).
Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (1)
Os odiosos afídios voltam a atacar em força os citrinos. Tenho pulverizado regularmente com Savona (a solução de água, um óleo e sabão), mas mesmo assim a velocidade de reprodução é impressionante. Nesta laranjeira em particular, praticamente de um dia para o outro ficou assim.
![]()
Onde há insectos sugadores de seiva, temos sempre as inevitáveis formigas.
![]()
E ainda se juntam as cochonilhas. Parece que é este ano que vão arruinar esta laranjeira.
Hoje andei de volta dela a pulverizar e vi sete joaninhas e ainda outras duas mortas, vítimas das aranhas. Predadoras de um lado, presas do outro. Mas não chega (acredito que sejam dezenas), seriam necessárias centenas para dominar uma praga desta magnitude. A seguir, fotografias das joaninhas e mais bicharada.
Continue a ler Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (1)Ainda as armadilhas para moscas
![]()
O apparatus que podem observar na fotografia é de facto a primeira de uma série de armadilhas para moscas que irei experimentar. Esta, não é com água de demolhar bacalhau… Nem com vinagre e açucar… Já estão a ver o quadro — mandei uma mija para dentro de uma garrafa, à qual adicionei água. É menos mau do que muitos possam pensar.
No entanto tem um pequeno defeito que já constatei ao fim de 24 horas: Não funciona. Ter apanhado apenas uma infeliz mosca foi deveras decepcionante!
O Carvalho-vermelho-americano e os afídios
![]()
Enorme folha de um pequeno Carvalho-vermelho-americano (Quercus rubra) com a silhueta dos detestados afídios que se passeavam impunemente no verso.
Invasão de junça
![]()
A junça quando deixada à vontade dá nisto. Apesar do meu tempo estar a saque ultimamente, vou ter que tratar deste assunto, mais cedo que tarde.
Exactamente o que precisavamos: Outro afídio
O senhor Halstead, entomologista principal da RHS identificou esta praga como sendo um tipo de afídio que não ocorre na Grã-Bretanha mas é comum nos países mediterrânicos: Pterochloroides persicae. Aqui no quintal apareceram pela primeira vez há cerca de três anos em enorme quantidade. Têm uma camuflagem que quando todos juntos em grandes massas, parecem fazer parte dos ramos das árvores. Atacam pessegueiros, damasqueiros e ameixoeiras.
Tal como outros insectos sugadores de seiva, deixam as árvores sem vigor quando a infestação é grande e produzem uma substância peganhenta. Um óleo hortícola aplicado abundantemente pode ajudar a controlar a praga.
Escusado será dizer que é a peste mais repugnante de todas as que aqui aparecem — e são muitas. A quantidade que aqui se vê numa ameixoeira não é nada. Infelizmente não encontro, ou não tenho, fotografias do pessegueiro. Só vos digo que não se via a parte inferior dos ramos.