Archive for the Política
Caveiras de vítimas dos Khmers Vermelhos no campo de extermínio S-21, no Camboja. «Entre 1915 1 1917, os Turcos massacraram talvez um milhão e meio de arménios. Nos anos 30, Estaline deu ordem para que se matassem de 7 a 10 milhões de pessoas. É geralmente atribuído o número de 6 milhões ao genocídio nazi dos Judeus. Depois foi a vez dos massacres no Camboja, no Ruanda e, quando o século se Continue a ler Crónica da desolação
Tecnologia e Eleições
Tecnologia e Mídia: aprecie com moderação antes de votar
Não é de hoje que ouvimos o termo “avanço tecnológico”. O mundo inteiro tem visto máquinas e sistemas digitais tomando decisões que antes eram de função humana. Porém uma dessas decisões a máquina não pode tomar: votar.
Cada dia que se passa, vemos o desenvolvimento dos processos [...]Continue a ler Tecnologia e Eleições
Marinaleda- Uma aldeia andaluza em autogestão, uma utopia real
por Mohamed Belaali, 22/Agosto/2010 A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos.
Juan Manuel é um homem simples que recebe os visitantes no seu gabinete, que ostenta um grande retrato de Ernesto Che Guevara, espontaneamente e naturalmente sem agendamento nem protocolo. Ele não hesita em deixar o seu gabinete para mostrar as casas brancas situadas em frente ao edifício e construídas colectivamente pelos próprios habitantes em terras oferecidas quase gratuitamente (15,52 euros por mês) pela comuna. Esta põe igualmente à sua disposição a ajuda de um arquitecto e de um mestre-de-obras. A região contribui com o grosso do material de construção. Promotores imobiliários, especuladores e outros parasitas não têm aqui lugar. A habitação deixa assim de ser uma mercadoria e torna-se um direito.
Juan Manuel fala com entusiasmo e orgulho das numerosas realizações dos habitantes do seu município, com números e gráficos para confirmar. O empregado do café "La Oficina", um pouco afastado do ayuntamiento, relativiza um pouco as afirmações daquele dirigente mas confirma, no essencial, os avanços sociais da aldeia, nomeadamente a concessão dos terrenos àquelas e àqueles que precisam de uma habitação, primeira preocupação dos espanhóis. Ele confirma também a ausência total da polícia, símbolo da repressão estatal. Com efeito, os habitantes não experimentam qualquer necessidade de recorrer aos seus "serviços". Aqui os problemas de criminalidade, de delinquência, de vandalismo, etc estão ausentes. Eles pensam gerir e resolver eles próprios os problemas que possam surgir entre si. De qualquer forma, desde a partida para a reforma do último polícia, não consideraram útil substituí-lo.
Frente ao "La Oficina" ergue-se
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Continue a ler Marinaleda- Uma aldeia andaluza em autogestão, uma utopia realLobo Antunes, Militarismo e Não-Violência
Escritor falhou encontro em Tomar depois de ex-combatentes o terem ameaçado de pancada por relato da guerra colonial, refere uma notícia do DN. Por detrás das ameaças estão as declarações no livro Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes, publicado há um ano. O livro de João Céu e Silva - jornalista do DN - é uma compilação de entrevistas. A passagem controversa é aquela em que Lobo Antunes fala da sua experiência como médico na guerra em Angola.
Continue a ler Lobo Antunes, Militarismo e Não-Violência
O escritor começa por dar conta do número brutal de baixas no seu batalhão e conta como os portugueses se esforçavam para acumular pontos para se conseguirem mudar para zonas mais calmas. "Fazíamos tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros."
No final de 2009, começaram a circular nos blogues de ex-combatentes mensagens de ameaças físicas. Militares que estiveram em Angola a combater acusam o escritor de mentir e chamam-lhe "bandalho" e "atrasado mental".
Isto não dignifica ninguém, mas demonstra facetas do militarismo que muito a custo vem a público, uma vez que a maioria dos assuntos é tratada "interiormente": justiça militar, orçamentos, códigos de conduta.
O militarismo é mais do que regimes políticos, hegemonias quer de estados socialistas quer de estados capitalistas. Os mais graves princípios que enfermam o militarismo são a subjugação de comunidades, povos e a intenção produtivista e exploratória de zonas de conflito, para aumentar os lucros da maquinaria bélica dos países/empresas de armamento.
Por mim só posso elogiar (uma vez mais) a atitude Lobo Antunes em apoio à não violência!
Eu fiz a tropa, já licenciado, mas porque era muito difícil obter a objecção de consciência.Recebia/eram impostas ordens de arrumação das camas e sofríamos castigos colectivos se um de nós não fazia bem a cama, limpar a arma (éramos todos licenciados!). O mais comum era retirarem o fim de semana. mesmo em treinos, já dispararam uma arma? Sabem o que é levar um coice da arma? E bombas? O som de detonação?
Eu sei, não pedi e não me orgulho disso.
No final de 2009, começaram a circular nos blogues de ex-combatentes mensagens de ameaças físicas. Militares que estiveram em Angola a combater acusam o escritor de mentir e chamam-lhe "bandalho" e "atrasado mental".
Isto não dignifica ninguém, mas demonstra facetas do militarismo que muito a custo vem a público, uma vez que a maioria dos assuntos é tratada "interiormente": justiça militar, orçamentos, códigos de conduta.
O militarismo é mais do que regimes políticos, hegemonias quer de estados socialistas quer de estados capitalistas. Os mais graves princípios que enfermam o militarismo são a subjugação de comunidades, povos e a intenção produtivista e exploratória de zonas de conflito, para aumentar os lucros da maquinaria bélica dos países/empresas de armamento.
Por mim só posso elogiar (uma vez mais) a atitude Lobo Antunes em apoio à não violência!
Eu fiz a tropa, já licenciado, mas porque era muito difícil obter a objecção de consciência.Recebia/eram impostas ordens de arrumação das camas e sofríamos castigos colectivos se um de nós não fazia bem a cama, limpar a arma (éramos todos licenciados!). O mais comum era retirarem o fim de semana. mesmo em treinos, já dispararam uma arma? Sabem o que é levar um coice da arma? E bombas? O som de detonação?
Eu sei, não pedi e não me orgulho disso.
Mitos e verdades sobre o fogo e a floresta – a ler, partilhar, debater
1.Este ano ardeu mais, ou menos, do que a média da última década?
Até 15 de Agosto, segundo os dados da Autoridade Florestal Nacional, arderam 71.687 hectares, ou seja, menos 30.962 hectares que a média dos últimos dez anos no mesmo período. Esta média inclui anos trágicos como 2003 (425 mil hectares) e 2005 (338 mil hectares) - no conjunto perto de 14 por cento da área florestal nacional -, mas também anos benignos como 2007, com pouco mais de 17 mil hectares ardidos, o valor mais baixo desde que há registos. A área ardida deste ano é muito superior à dos últimos três anos. No ano passado, até 15 de Agosto tinham ardido 26 mil hectares, mais vinte mil hectares que em 2007. Em 2003, nesta altura as chamas já tinham destruído 372 mil hectares. Mariana Oliveira
2. As condições do clima este ano foram piores do que em anos anteriores?
O valor médio mensal do índice de risco de incêndio FWI para o mês de Julho foi ligeiramente inferior ao valor de 2005, estando acima dos valores dos últimos cinco anos e do valor médio considerado, refere o Instituto de Meteorologia (IM). Até meados de Agosto, o índice de severidade diário era superior ao de 2003 e apenas inferior ao de 2005 e 2006. O IM nota que, entre 1 a 12 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 33,9ºC, o que significa uma anomalia de mais 5,1ºC em relação ao valor normal de 1971-2000 (28,8ºC) para este mês. "Estas condições traduziram-se num aumento significativo do risco meteorológico de incêndio e, consecutivamente, do índice de severidade diário, resultando em maiores dificuldades no controlo e supressão dos incêndios florestais", lê-se no último relatório da Autoridade Florestal Nacional. Em termos do clima, Julho foi um mês seco e muito quente, registando o maior valor da temperatura máxima do ar, 31,7ºC, desde 1931. Neste mês ocorreram duas ondas de calor e, em relação à precipitação, Julho foi o mais seco dos últimos 24 anos. M.O.
3. Como se pode explicar o elevado número de incêndios registados por dia em Agosto?
O número de ignições registadas em Portugal é um dado que ainda hoje intriga
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Continue a ler Mitos e verdades sobre o fogo e a floresta – a ler, partilhar, debaterAinda a Pegada Ecológica, Overshoot , Relatório Meadows e Sustentabilidade: conhecer Enrique Leff
Enrique Leff
Enviado por 6tocongresoea. - Ver videos internacionais de webcam
Enrique Leff é um economista mexicano. doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Leff também é conhecido no Brasil como professor do Curso de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.
Entrevista de Enrique Leff. Revista Senac e educação ambiental - Ano 16 n.1 jan/abril 2007. (em português)
Ler até ao fim esta crónica de Enrique Leff
Em 1972, um estudo do Clube de Roma apontou, pela primeira vez, “Os limites do crescimento”. Quatro décadas depois, a destruição das florestas, a degradação ambiental e a poluição aumentaram de forma vertiginosa, gerando o aquecimento do planeta pelas emissões de gases causadores do efeito estufa. A solução para esse grave problema é mais crescimento?
Aviso de sobrecarga da Terra: HOJE 21 de agosto, excedemos o orçamento da natureza
PLANETA FALIDO
Como já tinha escrito em 2008, aqui
Como já tinha escrito em 2008, aqui
A humanidade levou menos de nove meses para esgotar seu orçamento ecológico anual, segundo dados da Global Footprint Network, uma organização de pesquisa ambiental com sede na Califórnia.
A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.
De agora até o final do ano, vamos alcançar nossa demanda ecológica esgotando estoques de recursos e acumulando gases de efeito de estufa na atmosfera.
"Se você gastasse todo o seu rendimento anual em nove meses, você provavelmente ficaria extremamente preocupado", disse o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel. "A situação não é menos terrível quando se trata do nosso orçamento ecológico. As alterações climáticas, a perda de biodiversidade, o desmatamento, a escassez de água e de comida - todos estes são sinais claros de que não podemos mais financiar o consumo a crédito. A natureza está abrindo falência”.
Saiba mais (em inglês)
O que é Overshoot?
Durante a maior parte da história humana, a humanidade foi capaz de viver as custas dos juros da natureza - consumindo recursos e produzindo dióxido de carbono a uma taxa menor do que o planeta era capaz de regenerar e reabsorver a cada ano.
Mas há cerca de três décadas, nós cruzamos um limiar crítico e a taxa de demanda humana por serviços ecológicos passou a superar a taxa em que a natureza podia fornecê-los. Esta lacuna entre oferta e demanda – conhecida como overshoot ecológico - tem crescido a cada ano. Agora é preciso um ano e seis meses para regenerar os recursos que a humanidade requer em um ano.
Alocar o carbono é fundamental para equilibrar o orçamento
A mudança climática é talvez o sinal mais importante do
A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.
De agora até o final do ano, vamos alcançar nossa demanda ecológica esgotando estoques de recursos e acumulando gases de efeito de estufa na atmosfera.
"Se você gastasse todo o seu rendimento anual em nove meses, você provavelmente ficaria extremamente preocupado", disse o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel. "A situação não é menos terrível quando se trata do nosso orçamento ecológico. As alterações climáticas, a perda de biodiversidade, o desmatamento, a escassez de água e de comida - todos estes são sinais claros de que não podemos mais financiar o consumo a crédito. A natureza está abrindo falência”.
Saiba mais (em inglês)
O que é Overshoot?
Durante a maior parte da história humana, a humanidade foi capaz de viver as custas dos juros da natureza - consumindo recursos e produzindo dióxido de carbono a uma taxa menor do que o planeta era capaz de regenerar e reabsorver a cada ano.
Mas há cerca de três décadas, nós cruzamos um limiar crítico e a taxa de demanda humana por serviços ecológicos passou a superar a taxa em que a natureza podia fornecê-los. Esta lacuna entre oferta e demanda – conhecida como overshoot ecológico - tem crescido a cada ano. Agora é preciso um ano e seis meses para regenerar os recursos que a humanidade requer em um ano.
Alocar o carbono é fundamental para equilibrar o orçamento
A mudança climática é talvez o sinal mais importante do
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Na série de longos artigos do NY Times "Beyond Fossil Fuels- Lessons From Europe" a 9 de Agosto, de 2010, a cronista Elisabeth Rosenthal dirigiu a sua atenção para Portugal.
Embora com alguma agenda política no meio, creio que não ficamos mal no figurino, pois em boa verdade Portugal tem crescido imenso em energias renováveis.
O artigo tem despertado imenso debate (mais de 230 comentários!!) e entendo que devemos aproveitar esta onda e bons ventos para um lugar ainda mais ao Sol!
Portugal Gives Itself a Clean-Energy Makeover
LISBON — Five years ago, the leaders of this sun-scorched, wind-swept nation made a bet: To reduce Portugal’s dependence on imported fossil fuels, they embarked on an array of ambitious renewable energy projects — primarily harnessing the country’s wind and hydropower, but also its sunlight and ocean waves.
Land-based wind power — this year deemed “potentially competitive” with fossil fuels by the International Energy Agency in Paris — has expanded sevenfold in that time. And Portugal expects in 2011 to become the first country to inaugurate a national network of charging stations for electric cars.
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Embora com alguma agenda política no meio, creio que não ficamos mal no figurino, pois em boa verdade Portugal tem crescido imenso em energias renováveis.
O artigo tem despertado imenso debate (mais de 230 comentários!!) e entendo que devemos aproveitar esta onda e bons ventos para um lugar ainda mais ao Sol!
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| Fonte: NY Times |
Portugal Gives Itself a Clean-Energy Makeover
LISBON — Five years ago, the leaders of this sun-scorched, wind-swept nation made a bet: To reduce Portugal’s dependence on imported fossil fuels, they embarked on an array of ambitious renewable energy projects — primarily harnessing the country’s wind and hydropower, but also its sunlight and ocean waves.
Today, Lisbon’s trendy bars, Porto’s factories and the Algarve’s glamorous resorts are powered substantially by clean energy. Nearly 45 percent of the electricity in Portugal’s grid will come from renewable sources this year, up from 17 percent just five years ago.
Land-based wind power — this year deemed “potentially competitive” with fossil fuels by the International Energy Agency in Paris — has expanded sevenfold in that time. And Portugal expects in 2011 to become the first country to inaugurate a national network of charging stations for electric cars.
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Boas Notícias:: Portugal nada mal colocado como País com boa qualidade de vida
A nossa economia tem necessidade de muito mais transparência, muito mais participação activa de todos os cidadãos, menos chico-espertismo [o mais recente caso refere-se aos Certificados do 12º ano à venda na Internet] e menos economia da cunha/pequenos interesses [artigos aqui, aqui, aqui e o que diz a lei aqui].
Mesmo assim, Portugal, ficou em 19º lugar, como o país com qualidade de vida, num ranking publicado pela International Living e de acordo com a Nesweek, em 27º lugar [consultar infografia]
E já agora, Portugal Natural existe? Sim, mas é necessário injecção de verbas e mais meios de segurança e vigilância das nossas áreas protegidas. Fica um slideshow do formidável trabalho de Luís Quinta.

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Mesmo assim, Portugal, ficou em 19º lugar, como o país com qualidade de vida, num ranking publicado pela International Living e de acordo com a Nesweek, em 27º lugar [consultar infografia]
E já agora, Portugal Natural existe? Sim, mas é necessário injecção de verbas e mais meios de segurança e vigilância das nossas áreas protegidas. Fica um slideshow do formidável trabalho de Luís Quinta.

Mundo: Incêndios e cheias reacendem debate sobre mudanças climáticas (actualização)
Leituras Aconselhadas (em Inglês)
Pakistan floods, Russia heat fit climate trend
Drought in Russia; Floods in Pakistan and China; High Temps in the U.S. Consistent with Climate Change Projections
Long, hot summer of fire, floods fits predictionsSee also
and
Climate Change 2007 - Impacts, Adaptation and Vulnerability. both in Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC).
Climate Change 2007 - Impacts, Adaptation and Vulnerability. both in Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC).
No contexto das novas calamidades naturais na Rússia, Paquistão, China e Índia
Sexta, 13 Agosto 2010 em O País
Até 2020, projecta-se que entre 75 e 250 milhões de pessoas, em África, sejam expostas à maior escassez de água, em função da mudança do clima. A Rússia também enfrenta a pior seca em 130 anos e o governo já declarou estado de emergência em mais 20 regiões do país. 2010 foi o ano com mais recordes de registo de altas temperaturas no mundo.
Desde o fim da Conferência de Copenhaga sobre mudanças climáticas em Dezembro de 2009, o debate sobre o aquecimento global e ou mudanças climáticas foi posto em “banho-maria”. Porém, a ocorrência, nas últimas semanas, de incêndios, secas prolongadas e forte calor despertou as preocupações relativas às mudanças climáticas.
Tese reforçada
As mudanças climáticas globais podem ser parcialmente responsáveis pelo clima quente e seco, que vem causando incêndios na Rússia e tem feito com que a capital Moscovo esteja, há dias, sob uma espessa camada de fumo, afirmam cientistas.
De acordo com Jeff Knight, cientista especializado em variações climáticas do UK Met Office, o centro nacional de meteorologia da Grã-Bretanha, a situação vivida por Moscovo pode ser atribuída a diversos factores, entre eles, a concentração de gases causadores do efeito estufa, que vem aumentando de forma constante.
“Anomalias de circulação (de ar) tendem a criar anomalias de calor e frio. Enquanto está muito quente no oeste da Rússia, está mais frio que a média em partes da Sibéria. Isto faz com que recordes antigos de temperatura tenham sido quebrados, como, por exemplo, o de temperatura mais alta em Moscovo, 39 graus. Nós esperamos mais temperaturas extremamente altas com as mudanças climáticas”, diz Knight.
Calor e fogo
Segundo os
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