Vale a pena somente investir nos grandes?

Adilson J A de Oliveira @ Por Dentro da Ciência Categorias: Ciência Geral, Política científica
Gostaria de comentar um artigo que foi publicado hoje na seção "Tendências e Debates" da Folha de S.Paulo hoje, 15/09/2008, no qual o Prof. César Cerqueira Leite faz uma interessante comparação entre os desenvolvimentos tecnológicos da cerâmica que houve por volta do ano de 960-1270 d.C., da bomba atômica durante o projeto Manhattan, durante a Segunda Guerra Mundial e a indústria de semicondutores no Vale do Silício, a partir dos anos 70, na Califórnia - EUA.Segundo o Prof. Leite o que estas situações tem em comum é que quando há uma concentração de talentos que possam competir entre si, ocorre um desenvolvimento muito mais rápido do que quando estes estão espalhados. Ele chama isso de "Efeito Medici", que não tem nada haver com o nosso antigo presidente do período militar, mas sim com a família Medici que viveu na época do Renascimento na Itália, pois bancavam diversos poetas e artistas o que permitia a existência de uma "massa crítica" para incentivar a produção de conhecimento.Considero que há uma certa razão no comentário do Prof. Leite, pois sem dúvida trabalhar isoladamente dificilmente consegue-se fazer contribuições importantes, principalmente quando se fala em pesquisa experimental. Entretanto, não concordo ...

Atingimos 50.000 visitas

Adilson J A de Oliveira @ Por Dentro da Ciência Categorias: Ciência, Política científica
No dia 03 de agosto superamos a barreira de 50.000 acessos.Obrigado a todos que visitam e deixam os seus comentários.Fico feliz que tudo o que eu escrevi nos últimos 3 anos foi visto (mesmo que muito rapidamente) por todos esses visitantes.Penso que os meus artigos científicos, publicados em revistas especializadas, jamais atingirão essa marca. Talvez apenas um centésimo disso.Ambos são importantes, mas sem dúvida, mas me dá muito mais satisfação saber que o blog teve todos esses acessos do que o meu fator H calculado pelo Web of Science.

As estrelas ficaram ainda mais distante para os brasileiros

Adilson J A de Oliveira @ Por Dentro da Ciência Categorias: Exploração Espacial, Política científica, espaço
Na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo, em um dos seus editoriais com o título "O fracasso do programa espacial" discute-se de forma bastante interessante a participação do Brasil na área espacial. No ano de 1979, quando ainda estávamos na época da ditadura militar, foi criada a Missão Brasileira Completa, que tinha como objetivo principal colocar o Brasil na era espacial, por meio da construção de satélites e foguetes e lança-los a partir do território brasileiro.Passados quase 30 anos, infelizmente, pouco conseguimos avançar, principalmente por não haver continuidade na aplicação de recursos compatíveis para tal empreitada, mas também pela falta de uma política adequada de formação e fixação de recursos humanos no Brasil. Muitos dos melhores técnicos foram para o exterior, em busca de melhores condições de trabalho. Foram construídos satélites de sensoriamento remoto e alguns foguetes de sondagem atmosférica. Infelizmente o Veículo Lançador de Satélites (VLS) teve três fracassos, e o último custou a vida de 21 técnicos e cientistas, em 2003.Conforme informa o jornal, o Brasil está fora do projeto da Estação Espacial Internacional, por não ter simplesmente cumprido o acordo que fora estabelecido em ...

Novamente sobre a ida para a Lua

Adilson J A de Oliveira @ Por Dentro da Ciência Categorias: Exploração Espacial, Política científica
A edição de hoje da Folha de São Paulo publica uma entrevista com o ex-engenheiro chefe do JPL (Laboratório de Propulsão à Jato) Brian Muirhead, que esteve envolvidos nos principais projetos da NASA nos últimos anos. Nessa entrevista ele comenta sobre vários assuntos, em particular sobre a volta de astronautas para a Lua em 2015. Um dos problemas é, sem dúvida, a garantia de orçamento, pois será necessário desenvolver um novo foguete lançador e a própria espaçonave para a viagem. Uma das justificativas dessa empreitada é também desenvolver tecnologias necessárias para a viagem até Marte. É claro que também existem as justificativas científicas para uma viagem tripulada para a Lua, pois embora as missões robóticas sejam mais baratas elas não conseguem, ainda, ter a mesma eficiência do que um cientista trabalhando in-loco.Um dos pontos mais interessantes da entrevista, na minha opinião, foi a resposta de Murihead a pergunta sobre o fato que embora a exploração espacial é um empreendimento caro, na época das missões Apollo, argumentava-se que elas gervam como subprodutos tecnologias que eram aproveitadas em laboratórios e fábricas na Terra. O jornalista perguntou se isso ...
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