Texto recebido da Editora Alma Azul:A Poesia tem um lugar reduzido nas Livrarias. O seu espaço é cada vez mais consequente com a sua comercialização. Pouca diversidade e reduzidas vendas. E, no entanto, a quantidade de pessoas que quer editar versos é assombrosa. Parece que em Portugal se substitui a leitura de poesia pela escrita de versos.
E faz sentido. Só quem nunca leu Giánnis Ritsos, Paul Celan ou Herberto Helder, para só dar três exemplos, é que pode cair na ilusão de que a Poesia está ao alcance de qualquer um. Que ter jeito para rimas e metáforas é meio caminho para a fama e o Olimpo.
As palavras têm outra casca
lá mais para dentro como as amêndoas
e a paciência.escreve Giánnis Ritsos, que só descobrimos através da incansável tarefa da leitura e da releitura da Poesia.
A Poesia é, pois, um exercício de leitura difícil mas compensador. Acreditem. Neste século XXI em que julgamos tudo perdido, há pelo menos algo que continua inalterado no valor, na riqueza e no conhecimento do homem e do que o rodeia: a Poesia.
Se sempre - desde a sua fundação - a Poesia foi uma causa da Alma Azul, hoje, pela força das circunstâncias, é a sua principal Causa.
Contra a mediocridade e contra o desalento é altura de regressar à Casa da Poesia, lugar onde - como um dia escreveu Sophia de Mello Breyner - ontem como hoje, (ainda) existe o Esplendor da Linguagem (ler em
www.alma-azul.pt)
Elsa Ligeiro
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