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Archive for the “Plumas Térmicas”

Plumas térmicas e extinções

Existe uma correlação entre as idades das grandes províncias magmáticas (LIP), extinções em massa e acontecimentos de anorexia nos oceanos .  

Os dados retirados a partir da datação absoluta têm permitido afinar esta correlação. As quatro grandes extinções maiores coincidem com os dados geológicos retirados nos mantos basálticos (trapps), tornando a interpretação desta coincidência uma hipótese cada vez mais credível.

Michael Benton no seu livro “When life nearly died” associa de forma clara a grande extinção do Pérmico aos dados existentes dos mantos basálticos da Sibéria. Num artigo de Courtillot e Renne sobre a idade dos mantos basálticos a hipótese é apoiada com estudos do volume, idade e duração de todas as grandes províncias magmáticas basálticas (em inglês LIP), em ambiente continental (em inglês CFB) ou em planaltos oceânicos (OP).

O perigo para a vida na Terra poderá estar debaixo dos nossos pés, no núcleo e não tanto no céu estrelado.

(…) Benton argues for another kind of catastrophic cause, of mass volcanic eruption. In east Siberia, there is a huge area of volcanic rock known as the Siberian Traps. They cover an area the size of the EU. They date to the end of the Permian, though again this has only been known recently – since 1993.

The volcanic eruptions that left us the Siberian Traps would have been massive. Benton suggests they would have released enough carbon dioxide to cause 6 C of global warming. This in turn would have melted ice into the ocean. Inside the ice there were probably pockets of poisonous gas, such as methane. When the ice melted, the gas was released into the ocean and bubbled up to the surface, killing life. He concludes: “much of this is very new work, and it might be modified in the future…. However, I’ll bet on the Siberian Traps coupled with gas hydrates for the moment”. (…) – MARK RIDLEY

Fontes :

http://palaeo.gly.bris.ac.uk/essays/tls2003.html

http://www.mantleplumes.org/WebDocuments/CourtRenne2003.pdf


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Mantos Basálticos do Paraná-Etendeka

Durante a ruptura continental no início do Cretácico, um volumoso vulcanismo basáltico cobriu grande parte da Bacia do Paraná dando origem à formação Serra Geral no sul da América do Sul.

Este derrame magmático também ocorreu no lado oeste Africano, na Namíbia, conhecido por vulcanismo Etendeka. A Bacia do Paraná-Etendeka recobre toda a porção centro-oriental da América do Sul, estendendo-se a até o noroeste da Namíbia, oeste do Continente Africano. Estas áreas apresentam características geológicas semelhantes nos dois continentes, sendo um dos argumentos utilizados como indicador da presença de um grande continente, pré abertura do oceano Atlântico e da deriva continental, denominado de Gondwana, cuja fragmentação iniciou-se ao redor dos 120 Ma (milhões de anos). 

As províncias Paraná-Etendeka (formadas antes afastamento das placas Africana e Sul-Americana) estão, provavelmente, relacionadas com o hot spot Tristão da Cunha.

 Todavia, existe uma grande discussão sobre a relação entre os derrames continentais, a actividade do hot spot e o estágio tectónico em que tais derrames teriam ocorrido.

Fonte : Nouveau voyage au centre de la Terre – Vincent Courtillot

http://www.anp.gov.br/CapitalHumano/Arquivos/PRH11/Thiago-Barreto-Simoes-Correa_PRH11_UERJ_G.pdf


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Plumas Térmicas

Quais os argumentos a favor das plumas térmicas?

O valor obtido pelo cálculo da razão hélio-4/hélio-3, em muitos basaltos oceânicos, é utilizado como argumento a favor da existência das plumas térmicas. O hélio-3 é um isótopo considerado primordial, uma vez que a maior parte deste isótopo foi originado na altura da formação do Universo, sendo incorporado aquando da formação do nosso planeta. Este isótopo, que deve existir nos materiais que constituem as camadas mais internas do planeta, não é produzido através da desintegração de qualquer outro isótopo radiactivo, pelo que a sua concentração é aproximadamente constante. O hélio-4 resulta da desintegração radiactiva de outros isótopos, como o urânio e o tório, elementos que se encontram concentrados nas regiões superiores da Terra, acumulando-se no decurso do tempo. Deste modo, quando, numa amostra de um determinado basalto, a razão entre hélio-4/hélio-3 é baixa, podemos supor que a quantidade de hélio-3 é maior, o que pode ser indicativo de uma origem profunda, onde os movimentos convectivos teriam uma participação quase nula. Os basaltos que ocorrem em muitas ilhas vulcânicas apresentam razões hélio-4/hélio-3 muito inferiores às dos basaltos recolhidos junto das dorsais oceânicas.

Em 1989, Vincent Courtillot, do Instituto de Física do Globo, em Paris, propôs a ideia de que a subida das plumas térmicas próximas da superfície originaria a perfuração da litosfera, o que seria responsável pelo aparecimento de um vulcanismo de grande amplitude com a emissão de milhões de quilómetros cúbicos de lavas basálticas.

Os traps do Decão, na Índia, estendem-se sobre uma superfície aproximada de um milhão de quilómetros quadrados e sobre uma espessura de pelo menos três quilómetros. Este cataclismo vulcânico ocorreu há, aproximadamente, 65 milhões de anos, no fim do Cretácico, num período extremamente curto da história da Terra (menos de um milhão de anos). Tal fenómeno pode estar relacionado com o nascimento de uma pluma térmica e pode ter contribuído de forma importante para o desaparecimento, nessa altura, dos grandes répteis e de muitas outras espécies. Por conseguinte, estes fenómenos vulcânicos, que estariam na origem destes volumes gigantescos de basaltos (traps), teriam perturbado fortemente o clima terrestre, sendo possível relacioná-los com as grandes extinções biológicas que marcam o fim de uma era geológica e o início de outra.
O responsável por este grande evento vulcânico associado ao aparecimento dos traps do Decão seria, então, o “nascimento” de um ponto quente que actualmente se encontra…

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Neocatastrofismo e Hot Spots

A Teoria da Tectónica de Placas não explica a importante actividade vulcânica no interior de certas placas litosféricas. O investigador canadiano Tuzo Wilson foi o primeiro, em 1963, a propor a existência de “pontos quentes” fixos à medida que uma placa se desloca sobre tal ponto quente. Num artigo publicado este mês na revista NewScientist é colocada a hipótese destes Hot Spots também associados às grandes províncias basálticas – traps estarem associados a megaimpactos com corpos celestes (asteróides).
Estes fenómenos “neocatastrofistas” poderão ter originado riftes. Para os autores do artigo um dos impactos teve energia suficiente para gerar um rifte que fragmentou a Placa Indiana. A prova mais convincente desta fragmentação encontra-se a 2800 quilómetros a sul da Índia – no grande grupo de ilhas das Seychelles.

Artigo da NewScientist : 

http://www.newscientist.com/article/mg20627631.300-deeper-impact-did-megameteors-rattle-our-planet.html?full=true


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Vulcanismo (Lahars – mudflows, Hot Spots, etc)


Lahars

 

Os lahars são avalanches de lodo formados pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água. Comportando-se como um fluido viscoso e de muito alta densidade, os lahars seguem o percurso de menor energia potencial, pelo que o seu curso é ditado pela topografia, em geral seguindo os vales dos cursos de água. A lama que forma o lahar tem a consistência do betão fresco, mantendo um elevado grau de fluidez quando em movimento, mas solidificando e perdendo água quase instantaneamente quando parada. Estas características reológicas permitem aos lahars uma grande velocidade de deslocamento e grande capacidade de penetração nos espaços vazios, o que leva ao rápido enchimento por material sólido de todas as cavidades que encontre no seu percurso. A elevada densidade do fluido formado permite o transporte de grandes massas rochosas que flutuam na lama e são arrastadas a alta velocidade como se de material leve se tratasse. Dessa propriedade dos lahars resulta o aparecimento nas paisagens vulcânicas de grandes rochas isoladas, deixadas pelo enfraquecimento da capacidade de transporte do lahar, normalmente pela dispersão e perda de velocidade e profundidade da lâmina de lama devido ao largamento da zona recoberta. Um exemplo notável deste efeito dos lahars é a presença de gigantescos blocos traquíticos, com cerca de 8-10 m de altura e pesando alguns milhares de toneladas, isolados no planalto existente acima do lugar da Caparica, Biscoitos, na ilha Terceira. Aqueles blocos foram ali deixados por um gigantesco lahar que se formou há cerca de 25 000 anos durante a última grande erupção do Pico Alto (Terceira).

Em resultado da grande densidade do fluido, e da sua velocidade, os lahars têm um enorme poder erosivo, arrancando por abrasão grandes volumes de material geológico às zonas atravessadas, transportando-o e integrando-o num processo de avalanche que permite o crescimento da massa em movimento, alimentando assim o lahar. Os lahars podem deslocar-se a velocidades muito elevadas, podendo, quando o declive dos terrenos seja elevado e viscosidade seja reduzida, ultrapassar os 100 km/h (30 m/s).

Os Lahar podem ser gigantescos:
um lahar que ocorreu há 5 600 anos em Osceola, ao longo do vale do rio White, durante uma erupção do Monte Rainier (Estado de Washington), produziu uma camada de lodo com 180 m de profundidade e recobriu uma área de 320 km2.
O grande lahar que destruiu Vila Franca do Campo na noite de 21 para 22

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