Blogs de Ciência

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Archive for the Plantas

Açafrão, a especiaria da vida

O Crocusbank project, um projecto da Comissão Europeia, visa conservar e aumentar a variabilidade genética do Crocus sativus (açafrão), a mais valiosa das especiarias. Nesta planta são os estigmas vermelhos a parte mais valiosa, muito utilizada em culinária.

O seu cultivo já se faz há mais de 3500 anos, mas a espécie é desconhecida no estado selvagem. É poliplóide (apresenta um número múltiplo do conjunto cromossómico original da espécie que lhe deu origem) e estéril. Não produz sementes, dependendo do homem para o propagar vegetativamente, dai a sua variabilidade genética ser baixa.

Geneticistas ajudaram a localizar mais de 100 selecções diferentes, muitas delas variedades cultivadas por pequenos produtores durante várias gerações, do sul da Europa até ao Irão.

Deixo-vos um interessante vídeo sobre o cultivo do açafrão no Irão, um dos maiores produtores do mundo.


E algumas fotografias da planta, gentilmente cedidas por um pequeno produtor português (e penso que único também), na zona de Pinhel (Guarda), o Sr. Joaquim Coelho.


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Sedum spectabile ‘Rosenteller’

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Lagestroemia indica

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Hortelã-pimenta no Biosfera

Este vídeo do programa Biosfera mostra a Mentha x piperita, híbrido da hortelã-mourisca (Mentha aquatica) e hortelã-vulgar (Mentha spicata), a hortelã-pimenta é originária da região mediterrânica da Europa. O seu nome científico, "Mentha", está associado à história da ninfa Menta, da mitologia grega, e do deus Plutão, que, por se amarem muito, despertaram o ciúme de Perséfone. Esta, sentindo-se traída, transformou Menta numa planta destinada a crescer nas entradas das cavernas que davam acesso ao inferno. A palavra "piperita" foi atribuída em alusão ao seu sabor apimentado.
É utilizada à milhares de anos, pelas suas fortes e diversas características aromáticas e medicinais, que a tornam uma das plantas mais versáteis e procuradas do planeta na actualidade. Exala um fantástico aroma, pelo que se torna indispensável em qualquer jardim, enquanto ornamental, medicinal, aromática e condimentar.

Para ver o artigo completo sobre esta planta que se encontra lá mais para trás, clique aqui. Para adquirir esta planta, clique aqui.

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Quantas plantas floríferas na Terra?

O estudo quantitativo da biodiversidade é importante não apenas para se saber quantas espécies existem, ou ainda existem, mas também para se fomentar esforços e estabelecer políticas de conservação biológica. Como dito no blog Química Viva, exercícios quantitativos sobre a diversidade biológica podem ser realizados utilizando-se diferentes abordagens. Desta forma, podem ser comparados para se verificar qual a variação observada entre os resultados e se determinar os intervalos quantitativos para diferentes classes de espécies biológicas analisadas.

O que se observa de maneira consistente é que a maioria das novas espécies biológicas descobertas são de pontos quentes de biodiversidade (“biodiversity hotspots”). Associadas a estas novas espécies estão aquelas de ocorrência única, as mais ameaçadas de extinção por situarem-se em uma única região. Tal raciocínio é válido para todos os principais grupos de organismos – inclusive plantas.

No que se refere às plantas em particular, a estimativa do número de espécies passa pela resposta a duas perguntas: a) quantas espécies únicas já foram descritas por taxonomistas (ou seja, deve-se estimar o número de espécies sinônimas para as já descritas), e; b) como se deve estimar o número de espécies por serem ainda descritas.

No caso da primeira questão, uma estimativa feita por Paton et al. (2008) levou à verificação que existe uma porcentagem consistente de espécies sinônimas em cada família de plantas – o que permitiu aos autores deste estudo propor o número de 352.282 espécies únicas de plantas já descritas. Uma abordagem mais recente (feita por Joppa et al., 2010), levou em consideração o número de espécies disponibilizado pela World Checklist of Selected Plant Families (WCSP 2008) e pelo Royal Botanic Gardens de Kew (Inglaterra).

No caso da segunda questão, estimativas anteriores realizadas por Robert May (1988, 1990 e 1992) para diferentes grupos biológicos utilizaram dados de escalas em cadeias alimentares, abundância, tamanho, raridade, e outros caracteres. Na abordagem mais recente (Joppa et al., 2010), estes utilizaram outros dados, principalmente o número de taxonomistas participando da descrição de espécies (no caso, de plantas). Os dados obtidos indicam um aumento no número de taxonomistas de plantas ao longo de 250 anos. Em paralelo, observou-se um aumento no número de espécies de plantas a serem ainda descritas. Tais resultados levam em conta não somente o número total de taxonomistas, mas também o aumento no esforço da descrição de espécies/taxonomista. Desta forma, observa-se que estes profissionais são atualmente…

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Cana Sacarina (triângulo histórico Portugal – Brasil – Holanda)

Grande desafio este de encontrar uma relação histórica entre Portugal – Brasil – Holanda, através de uma planta!!! Mas existe (este e muitos mais) e aqui fica:


A cana sacarina (Saccharum officinale) é uma planta originária do sudeste asiático, onde é cultivada há milénios. As primeiras notícias na Europa falam sobre “uma espécie de bambú que produzia mel sem intervenção das abelhas, servindo também para preparar uma bebida inebriante”.

O Infante D. Henrique (1394-1460) viu no açúcar uma fonte de financiamento e por isso deu prioridade à sua cultura na Madeira (1420), em detrimento dos cereais, motivado pelos preços elevados que o açúcar conseguia nos mercados ricos do norte da Europa. Tudo foi planeado com cuidado e visão. Mandou vir especialistas na sua produção do mediterrâneo, tomou medidas que dificultavam a fixação de outros estrangeiros na ilha. O açúcar era de boa qualidade e o custo mais baixo que o do mediterrâneo, assim conseguiu dominar o mercado.

Também nos Açores (1439) a cultura começou a ser feita, de início na ilha de Santa Maria e depois em São Miguel. Não conseguia competir em qualidade com o da Madeira e havia falta de lenhas para obter o açúcar.

O comércio de açúcar na Europa passou a estar quase integralmente nas mãos dos portugueses, ou pelo menos, a passar pelas suas mãos. Os altos proventos obtidos, o aumento do consumo na Europa, o abaixamento de preço, o não conhecimento de outras culturas igualmente rentáveis, o convencimento que o progresso para sul permitiria encontrar condições cada vez mais favoráveis à cultura, de cujo rendimento dependeria, pelo menos em parte, o esforço dos descobrimentos, justificaram que a cana fosse sucessivamente introduzida nos novos territórios à medida que iam sendo descobertos e logo colonizados. Esta planta foi assim o sustentáculo do povoamento e da colonização.
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Tomilho-limão no Biosfera

Este vídeo do programa Biosfera da RTP2 mostra o Thymus x citriodorus, híbrido variável entre o tomilho-poêjo (Thymus pulegioides) e o tomilho-vulgar (Thymus vulgaris), o tomilho-limão apresenta folhas verdes ou, no caso de algumas variedades, amarelas ou brancas e verdes, que encantam quem as cultiva.
Excelente para utilizar em vasos e floreiras e a delimitar bordaduras de jardins, possuindo um período de floração alongado e espectacular, atraindo diversos insectos polinizadores. É presença essencial em qualquer jardim de cheiros.

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Caminhada à Capela de São João – Pitões das Júnias

Depois da sardinhada a 23, de muitos balões lançados, promessas de amizade terrena e deitar às 3,00 horas da manhã, às 7,45 horas de 24 já estava a pé. Tudo para cumprir a tradição anual de realizar uma caminhada com o meu amigo Jorge Sá, da aldeia de Pitões das Júnias (Gerês) até à capela de São João e voltar, cerca de 8,2 km no total, entre fragas e linhas de água, a cerca de 1163 metros de altitude.

De início foi duro, porque uma ligeira dor de cabeça povoava o espírito.



Passados uns metros a paisagem agreste vai tomando conta de nós!!!


E depois um dos momentos mais incríveis das nossas vidas:


 

Já percorro os fabulosos caminhos do nosso único Parque Nacional há muitos anos, mas ainda não tinha tido o previlégio de descobrir em floração o lírio-do-Gerês (Iris boissieri). É uma das plantas mais belas e raras da Península Ibérica, surgindo em clareiras de urzais-tojais frequentemente queimados e zonas pedregosas de granitos entre os 750 e os 1450 m de altitude. Constitui povoamentos de baixa densidade, em fendas rochosas (não vimos mais de 12 plantas no total) e ocorre apenas no noroeste da Península Ibérica, sendo que a maior concentração se encontra no Parque Nacional da Peneda-Gerês, embora surja nalguns pontos isolados da Galiza.

O culminar da viagem:


Capela de São João


Vista da barragem da Paradela

Sem dúvida, uma das melhores experiências de natureza da minha vida. Raro e Belo conjugados...
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Especial São João na RTP1

Foram várias as mensagens que recebi no São João, assim que surjo no especial São João da RTP1 a falar de manjericos. Dado o adiantado da hora, pensei que estaria tudo a meio de mais uma sardinha com broa e uma malga de tinto que suja a roupa, ou a chegar lume a um balão, mas não, há sempre quem esteja a ver televisão!!! Para quem gosta deles e não viu, aqui fica, sem sal nas raízes!!!

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Relvados do Mundial de Futebol

Da Ribeira, no meio dos meus, aproveitei para dar umas achegas sobre os relvados do Mundial de Futebol FIFA África do Sul 2010 e outras que tal, para o programa de Verão da RTP – Força Portugal.
 
Este é o primeiro mundial da história do futebol com 2 relvados parcialmente sintéticos (Nelspruit e Polokwane), graças a um engenhoso sistema inventado pela Desso.
 
Os pisos totalmente sintéticos são considerados por muitos como o futuro nos recintos desportivos, sobretudo pelas limitações financeiras que muitos clubes atravessam. Os pisos sintéticos tem menor manutenção, menos regas, não se fazem cortes, nem tratamentos com pesticidas. Além disso, permitem um elevado número de horas de utilização, quando comparados com o relvado natural, o que permite realizar mais jogos ou outras actividades num menor espaço de tempo.
 
Agradeço à RED ter cedido as amostras que permitiram ilustrar tudo isto neste vídeo. Muito mais se poderia dizer, mas em televisão o tempo é sempre pouco…

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