Archive for the Plantas
Excelente surpresa, encontrar e interagir na Praça com estas duas jovens investigadoras da CESPU, Ana Vinha e Marta Soares, apresentando um interessante estudo sobre o consumo de tomate e todos os benefícios inerentes.
Trepadeiras
O que é uma trepadeira?
As trepadeiras não possuem um caule ou um tronco suficientemente firmes para se susterem de pé. Por esse motivo, desenvolvem-se junto ao solo, criando raiz até encontrarem um ponto de apoio – um muro ou uma planta. Ao trepar, as plantas podem alcançar mais luz ou “fugir” dos predadores.
São plantas aventureiras e oportunistas. Algumas são anuais e vivem apenas durante uma estação de crescimento, enquanto outras, perenes, asseguram uma presença constante no jardim. Cobrem geralmente muros e vedações, mas podem combinar-se com outras plantas, oferecendo resultados interessantes. Podem ser plantadas em vasos, sobre estruturas ou simplesmente sobre uma cerca. Plantar trepadeiras sobre um edifício pode ajudar a realçar a sua beleza ou a esconder alguns aspectos mais desagradáveis.
Porquê escolher uma trepadeira?
- Num jardim pequeno, as trepadeiras podem revestir muros, poupando espaço;
- Servem de cobertura a edifícios ou outras estruturas e produzem um efeito escultural sobre árvores velhas ou mortas;
- Podem plantar-se sobre bonitas estruturas, como arcos, pérgolas, caramanchões, túneis e obeliscos, ou simples estacas;
- Crescem sobre outras plantas, de forma a florir em épocas diferentes, criando efeitos originais.
Características a ter em conta na escolha das plantas
- Se são de sol ou sombra;
- Folhagem caduca ou perene;
- A altura que alcançará;
- O método de trepar;
- Se precisa ser atada ou não;
- Se há necessidade de suportes;
- Se não é demasiado vigorosa para os suportes que escolheu;
- Se não vai danificar a fachada da casa ou muro ou bloquear caleiras;
- Cores folhagem e flores, perfume.
| Gavinhas nas hastes | Crescimento vertical | Ventosas adesivas | Pecíolos | Hastes flexíveis pouco apertadas | Hastes flexíveis muito apertadas | Raízes aéreas | Gavinhas nas folhas |
| Passiflora, Vitis | Bouganvilllea, Jasminum, Rosa, Rubus, Solanum | Parthenocissus | Clematis, Tropaelum | Cucurbita | Actinidia, Campsis, |
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Continue a ler TrepadeirasSugestão para este fim de semana…
Com a Primavera à porta, deixo uma excelente sugestão para o próximo fim-de-semana… Eu também devo estar por lá…
Uma fotografia reveladora
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E o que revela? Nada mais nada menos que detestados afídios, na Lavandula stoechas que temos nas escadas. Ao tirar a fotografia não tinha reparado, acho que não ando a ver exactamente como via. Continua um frio incrível e cá estão eles. Temos de reconhecer que esta peste é resistente.
São as primeiras flores de Lavandula stoechas. Mesmo pequenas.
A cor que está nesta primeira página hoje, só significa uma coisa: Primavera.
Primeiros narcisos
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Este ano começaram a florir cerca de um mês depois do ano passado.
Cravinho
Planta originária das Molucas e das Filipinas Meridionais, hoje cultivada em diversos países da zona tropical (Madagáscar, Indonésia, Brasil). Conhecida como Syzygium aromaticum ou Eugenia caryophylus - Cravo-da-índia, cravo-de-cabecinha, cravoária.
Arbusto ou árvore de porte médio com forma piramidal ou cónica (9-12 metros altura). Pode viver mais de 100 anos. Normalmente, as jovens plantas não geram flores durante os primeiros cinco anos do seu ciclo de vida. Fica o vídeo, com toda a informação.
É usada no Oriente desde há muitos séculos pelos naturais, com o objectivo de eliminar o mau hálito da boca. Na China, no século III a.C. As pessoas mascavam cravinho antes de se dirigirem ao Imperador, como sinal de respeito e para combater o mau hálito. Noutros locais atribuíam-lhe propriedades afrodisíacas.
A especiaria era consumida há muitos anos pelos povos das margens do mediterrâneo, sob o nome de Cariophilum. Nesse tempo, chegava à Europa trazida pelos árabes que a compravam no oriente e a faziam chegar aos portos do mediterrâneo, como era a regra para as especiarias orientais, antes da descoberta do caminho marítimo para a Índia pelos portugueses.
Ao atingir as ilhas Molucas em 1511 os portugueses ficaram muito impressionados com a riqueza em especiarias. Os portugueses foram os primeiros europeus dos tempos modernos a conhecer as plantas produtoras do cravo. Considerada uma das especiarias mais caras entre aquelas do Oriente que chegavam à Europa antes dos Descobrimentos, porque tinham que fazer uma longa viagem de quase uma semi-circunferência do globo, embarcada e desembarcada dezenas de vezes, vendida e revendida, passando dos juncos aos navios árabes, destes às caravanas que atravessavam lentamente as intermináveis planícies da Mesopotâmia e destas às embarcações mediterrânicas.
Quando os portugueses chegaram às ilhas das especiarias o cravo passou a vir para a Europa principalmente pela via marítima que deram a conhecer aos europeus. inaugurava-se assim a época da conquista, que nos custou muito trabalho e muitas vidas, porque o cravo foi sempre comprado com sangue dos portugueses. Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do início do século XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.
Em 1605 os holandeses ocuparam as ilhas Molucas e expulsaram os poucos portugueses que por ali restavam, assegurando o negócio do cravo. Com o objectivo de manter o monopólio
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Continue a ler CravinhoUlmária – Aspirina dos boticários
Também conhecida como raínha-dos-prados, erva-das-abelhas (Filipendula ulmaria ou Spiraea ulmaria), é uma planta altiva e delicada, herbácea, vivaz, da família das rosáceas. Em Portugal, cresce especialmente no Minho e em Trás-os-Montes, em lameiros e locais húmidos. Pode atingir 1,5 de altura, apresenta um caule robusto, duro e sulcado, folhas grandes, aromáticas, compostas, verde-escuras na página superior e branca na inferior. Em Junho, Julho e Agosto, dá uma flor branco-amarelada de aroma doce e perfumado, algo semelhante à amêndoa. As raízes são fibrosas. Utilizam-se as partes aéreas floridas
Utilizada na terapêutica de suporte a gripes (tosse, febre). Uso interno: dose média diária: 2,5 a 3,5 gr.
Infusão: uma colher de sobremesa por chávena, várias vezes ao dia, depois das refeições. Não deve ser usada quando haja sensibilidade aos salicilatos.
Tanto as folhas como as flores são comestíveis. As flores, que têm um leve aroma a amêndoa, podem adicionar-se a sobremesas várias como fruta cozida, arroz-doce, compotas e até vinho. Na Primavera, as folhas frescas podem juntar-se a sopas e saladas.
Félix Hoffmann, um jovem químico alemão da empresa Friedrich Bayer, criou a Aspirina. O novo medicamento surgiu a partir das queixas de seu pai, que tomava o ácido salicílico para tratar de artrite, mas reclamava sempre do gosto amargo. A salicilina, substância encontrada em plantas como a ulmária e o salgueiro (Salix alba), já havia sido sintetizada em 1874 na Alemanha. Nas suas pesquisas, Félix acrescentou um grupo acetil ao ácido salicílico, criando o ácido acetilsalicílico, em agosto de 1897. Em 1899, Depois de comprovadas as acções analgésicas, antipiréticas, e anti-inflamatórias da substância, a Bayer introduziu a nova droga no mercado.
O nome Aspirina deriva do A (de acetil) + spir (da planta spirea, isto é, Filipendula ulmaria, também conhecida por Spiraea ulmaria, a fonte principal da salicilina) + in (sufixo usado para medicamentos).
Boticário (Aquele que prepara e vende medicamentos na botica. Farmacêutico). Toda a história desta planta neste delicioso vídeo!!!
Telhados verdes
Os benefícios dos telhados verdes são tão vastos que se tona difícil estudá-los de forma integrada. Um dos estudos mais transversais sobre este tema foi efectuado com o patrocínio da Toronto City Authority, Environment Canada, Green Roofs for Healthy Cities, e a Canadian National Reserch Council Institute for Reserch in Construction. Trabalharam num cenário modesto em que apenas 6% das coberturas de Toronto seriam ajardinadas nos próximos 10 anos (representando 1% da área total de Toronto: rondando os 6 milhões de metros quadrados). O tipo de cobertura proposta tinha 15 cm de espessura com uma fina camada de relva ou prado. Os benefícios estimados, resultantes da possível implementação deste programa seriam os seguintes:
- Postos de trabalho directos e indirectos: 1350 postos de trabalho anos/ano;
- Redução no efeito de ilha de calor da cidade de 1 a 2º C;
- Redução da emissão de gases de efeito de estufa por parte dos edifícios: 1,56 mega toneladas;
- Redução das ocorrências de episódios graves de “smog”: 5-10%;
- Quantidade de partículas capturadas/retidas pelas plantas: 29,5 ton / ano;
- Retenção de águas da chuva: 3,6 milhões de metros cúbicos por ano (o custo para construir reservatórios com essa capacidade seria de 60 milhões de dólares);
- Produção de alimentos assumindo 10% de utilização da área das coberturas: 4,7 milhões de quilos por ano;
- Poupança anual de energia: 1 milhão de dólares por ano;
- Área potencial para recreio activo de uso público e privado: 650.000 m2.
Aqui fica o vídeo, que por ser maior do que 10 minutos, foi dividido em 2 partes.
Telhados verdes (vídeo 1)
Telhados verdes (vídeo 2)
Resumo das vantagens dos telhados verdes:
- Aumento significativo da área verde em contexto urbano e consolidação da sua estrutura ecológica;
- Importante papel na integridade e sustentabilidade dos sistemas de drenagem urbanos;
- Capacidade de retenção de água: 3.6 milhões m3/ano - simulação para Toronto, se 6% da sua área total for ocupada por coberturas ajardinadas com uma espessura de 15 cm, nos próximos 8 anos; 10 cm de substrato absorvem 90% da precipitação de Verão
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