A Marjane Satrapi esteve no Porto em 2001 no Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto, do qual eu já não fazia parte da organização. Muito antes da fama que culminou na nomeação para um Óscar, exactamente por este extraordinário filme — foi uma imagem de marca do Salão, o “olho” que tinha para autores que estariam em destaque no futuro da banda desenhada.
Foi o ano do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Nunca o Salão teve tão poucos visitantes no Mercado Ferreira Borges. Claro que se apressaram piedosamente a justificar o fiasco com o “excesso de oferta” na cidade. Tretas. Excesso de buracos, isso sim, incluindo uma cratera descomunal em frente do Mercado Ferreira Borges. Já na altura, toda a gente sabia que a forma correcta de retirar os carros do centro das cidades, passa por destruir jardins e construir parques de estacionamento subterrâneos.
Isto tudo a propósito do filme que vi recentemente e só pode ser altamente recomendado. É baseado no livro homónimo Persepolis, que também gostei muito (tal como Embroderies). As mulheres que os lerem vão adorar. A Marjane é uma iraniana, as suas obras são autobiográficas e apanham todas as convulsões ...
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