Os animais sem direitos (Público), segundo Paulo Rangel, deu origem a um texto de Carlos Loureiro e outro de Helena Matos no inefável Blasfémias, o auto-proclamado blogue “de referência”. O primeiro, destaca o cão como “coisa” e nem é necessário dizer mais nada; o segundo, dentro de uma linha de demagogia da mais baratinha que existe, defende a tese grosseira de quem é amigo dos animais não é amigo das pessoas. E dá exemplos! Esses malvados amigos dos animais não vão ver os familiares idosos ao lar! Assegura até que isto é do foro psicológico e até quase criminoso. Imagine-se há uns quase-criminosos em campanha para salvar um tubarão-baleia de um aquário no Dubai (BBC), tendo ali mesmo ao lado uns indianos em situação de quase escravatura. Sobre a quase escravatura, a Helena Matos já deve ter tomado atitudes mais consentâneas com a dimensão da sua indignação, além de escrever prosas neolíticas. Sem dúvida que não tem iPod, telemóvel ou “gadgets” fabricados numa qualquer “sweatshop” chinesa; petróleo e os seus derivados, principalmente do Dubai (mas pode ser também da Arábia Saudita ou Venezuela), também não consome. É que nem de transportes públicos anda. Para completar o ...