Minas e Austrália: mais um incentivo à pesquisa

geofagos @ Geófagos Categorias: Acordo bilateral, Ciência Geral, Geral, Intercâmbio, Parcerias, pesquisa científica
Encerra-se hoje na cidade de Belo Horizonte, MG, o INOVATECH. O que seria mais uma daquelas feiras de inovações tecnológicas, onde ciência e tecnologia são resumidas a exibição de máquinas agrícolas monstruosas e companhias telefônicas tentando empurrar “exóticos” modelos de celulares e planos nos participantes, este evento foi salvo, a meu ver, pela oficialização do Termo de Cooperação Científica entre os estados de Minas Gerais e Queensland, Austrália. Estiveram presentes no evento o governador de Minas e uma comitiva Australiana, composta de secretários de meio ambiente, pró-reitores e professores da Universidade de Queensland. Após a oficialização deste termo, soube em conversas extra-oficiais que a Universidade de Queensland, por meio de sua administração, pretende não apenas incentivar, mas facilitar o intercâmbio de estudantes das universidades mineiras e, consequentemente, aumentar a rede de parcerias com as instituições de ensino superior do estado. Em contrapartida, o governo de Minas irá repassar 1% da arrecadação estadual para o setor de Ciências e Tecnologia do estado. Para o próximo ano, as cifras podem chegar à casa de R$ 300 milhões. Especula-se que num futuro próximo possa haver um edital conjunto, para pesquisa científica, entre os dois estados (Minas Gerais e Queensland), onde os recursos financeiros ...

Olhos abertos para concorrência

geofagos @ Geófagos Categorias: BRASOL2010, Ciência Geral, Ciência do Solo, Parcerias, Pedologia, curiosidade
  Nos meus últimos dois posts enfatizei que o Brasil se ressente da falta de valores orientadores (background) e, muito embora todas as atividades que requerem monitoramento da qualidade dos solos possam ser realizadas com base em valores adotados em outros países, há necessidade de se definir valores próprios para melhor avaliar os impactos das várias atividades antrópicas sobre a qualidade dos solos. Tal necessidade é ressaltada tendo em vista as peculiaridades geológicas, climáticas, hidrológicas e geomorfológicas, as quais atuam de maneira preponderante na diferenciação de solos de regiões tropicais. Além disso, face ao crescente uso do solo como receptor final de resíduos industriais, muitas das vezes sem nenhuma preocupação ambiental (lembremos que o solo não é uma lata de lixo) e também ao recente incentivo do CNPq às pesquisas destinadas a busca por novas alternativas de condicionadores de solo ou fontes de fertilizantes para plantas, a partir de materiais naturais- que não deixam de conter elementos potencialmente nócivos a saúde, a criação de um banco de dados de elementos-traços auxiliará os órgãos de fiscalização ambiental na tomada de decisões, no que refere ao impute antrópico destes elementos nos solos. Diante desta incomensurável oportunidade de pesquisa, o Professor Jorg Matschullat ...
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