Parasitas: a forma de vida mais bem sucedida do planeta

Fernanda Carvalhal @ Discutindo Ecologia Categorias: Ciência Geral, Ecologia, parasitas, teia trófica
Parace uma afirmação estranha, mas para vários cientistas esta é uma realidade. Em um artigo para a revista Conservation Magazine, o escritor e blogueiro americano Carl Zimmer discorre sobre como este assunto já foi e ainda é muito controverso no meio acadêmico.Uma cadeia trófica (alimentar) tradicional é formada por decompositores, produtores primários e consumidores. Dentro dos consumidores temos vários níveis (dependendo do tamanho da cadeia), culminando no chamado predador de topo. Este nível trófico é considerado classicamente como o último nível da cadeia trófica, onde os organismos apenas predam e não são predados. Temos como exemplo tradicional deste nível o grande predador africano, o leão.Parasitas (vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais) são organismos muito pequenos mas que podem ter uma importância muito maior da figura tradicional feita por ecólogos de cadeias e teias tróficas. O nosso clássico predador de topo da áfrica pode apresentar mais de 30 espécies de vermes parasitas em seu corpo, além de outras mais de bactérias, vírus e protozoários. Outros estudos mostram que a biomassa destes parasitas pode ultrapassar a biomassa de predadores em alguns ecossistemas, chegando até a ser 20 vezes ...

Resumo 2.0

Igor Santos @ 42. Categorias: 945740, Atração Sexual, Ciência, Ciência Geral, Co-Evolução, Dengue, Dia do Físico, Eletricidade, Evolução, Faustino, Filosofia, Frutas, Física, Humor, Justin Jackson, Lâmpadas, MHC, Nematodes, Nematódeos, Notícias, Pareidolia, Sabão, Saponificação, Traição, Vegetarianismo, Vermes, ceticismo, falácias, formigas, parasitas, pássaros
Seguindo a minha mais nova tradição, apresento a terceira coletânea de artigos que acho interessantes para que os recém-chegados e leitores de fins-de-semana não precisem se cansar fuçando demais. A primeira está aqui, a segunda está aqui. Se se interessar, clique na palavra sublinhada. Artigo puramente filosófico sobre traição (“filosofia” é uma palavra boa para se usar nesses momentos, porque protege qualquer barbaridade que se escreva). Vegetarianismo explicado. Como finalmente acabar com a Dengue (numa cidade como Natal). Para os que já queimaram o foquito (e se perguntam por quê). Lâmpadas que deixam de funcionar. Mentir é feio (mas não é o nariz que cresce). Um pequeníssimo guia de falácias. Ô ô ô, sorria… (e aprenda a criar rostos com símbolos). Uma palavra grande com um significado maior ainda. Que bundinha gostosa… (o conteúdo também é bom, segundo alguns). Formigas, Parasitas e co-evolução. Relaxe (sério, relaxe…). Um texto sobre a nossa importância no Universo. Vários nomes grande e coisas que você não sabia (nem se interessava em saber) sobre sabão. A sabedoria do Rei do Baião (e porquê Bio-química é tão importante hoje em dia). MHC vs. Atração Sexual. Homenagem devida aos fisicistas (e mil links). ...

Orquídeas albas e albinas (retificado)

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Cohniella jonesiana alba, Oncidium jonesianum alba, albinismo vegetal, cruzamentos, genes recessivos, hemi-parasitas, parasitas
Acho muito estranho o emprego do termo "albina" para representar variedades de flores em alguns indivíduos que expressam características de genes recessivos na pigmentação de suas flores na espécie.Albinismo em botânica refere-se à ausência de pigmentação verde, ausência de clorofila, nas células das plantas.É um tanto paradoxal a denominação dada pelos "estudiosos" e "entendidos" nos assuntos orquidófilos, referindo-se "albinas" às flores justamente por serem verdes, como é o caso das C. leopoldii, C. guttata ou a C. bicolor, nas suas formas de pigmentação recessivas, por exemplo, e não marrons, com ou sem pintas nestes casos, nas suas referidas coloração tipo.A seguir uma foto de flores de uma Cohniella jonesiana (ex. Oncidium jonesianum) tipo, consultem o Orchidstudium quanto à estas alterações de nomenclatura.Agora abaixo, uma variação recessiva de flores da espécie, notem que ao invés das pintas nas flores serem marrons como na primeira, nesta as pintas são esverdeadas, justamente pela carga genética desta planta não permitir a síntese de pigmentos marrons nas flores, cabendo aos cloroplastos, "emprestarem" sua cor verde à estas pintas.É bem possível que exista ...

A borboleta e as formigas II

Atila I. @ Transferência Horizontal Categorias: Animais, Ciência Geral, Evolução, parasitas, videos
Bom, finalmente vamos ao que interessa, depois de vermos a teoria da Rainha de Copas e a família Lycaenidae veremos o que a relação de hoje tem de especial (e já aviso, não perca o vídeo no fim do post -qualquer coisa clique em continuar lendo- pois ele tem uma surpresa muito interessante).Durante a reprodução, a borboleta azul Maculinea alcon se comporta como uma borboleta normal e deposita seus ovos na planta Gentiana pneumonanthe, esta à direita, assim suas lagartas já nascem sobre seu alimento. Até aí nenhuma novidade...Mas, após uma semana se alimentando na planta, as lagartas se deixam cair no solo, onde acabam sendo encontradas por formigas. Se você leu o post anterior já imagina o que vai acontecer. A lagarta tem açúcares na superfície de seu corpo que sinalizam para as formigas que ela é uma pupa, e como tal, a formiga a carrega para dentro do formigueiro, onde vai ser colocada na câmara de alimentação.Na Dinamarca, local do estudo feito por David R. Nash e colaboradores, são duas as espécies de formigas utilizadas pela lagarta, Myrmica rubra e ...

Rainha de Copas e evolução

Atila I. @ Transferência Horizontal Categorias: Ciência Geral, Evolução, bactérias, parasitas
Pretendo dentro de breve fazer um post sobre aquele artigo da Nature que mostra a coevolução de uma espécie de borboleta e a formiga que ela parasita (pois é, minha maior paixão em biologia é essa relação parasita-hospedeiro, que pode revelar uma série de características evolutivas). Mas, para tirar melhor proveito do conteúdo e tratar de um assunto que vai ser a base de muitos outros temas, resolvi fazer uma introdução à teoria da Rainha Vermelha ou Rainha de Copas - uma tradução que transmite melhor a idéia, do inglês Red Queen Theory.Rainha de Copas pois é dela a frase no livro Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll que diz "aqui neste país Alice, você precisa correr o máximo que puder para permanecer no lugar..." - tradução livre. Em 1973 Leigh Van Valen (o mesmo cara que considerou as células Hela como outra espécie) propôs esta metáfora para explicar situações na natureza onde duas espécies em competição evoluem de maneira que a competição se mantém estável -ou seja, coevoluem.Vamos retratar esta situação da seguinte maneira:Imagine uma população de organismos (de preferência com reprodução sexuada -o porquê veremos ...

Não estamos sozinhos

Atila I. @ Transferência Horizontal Categorias: Ciência Geral, curiosidade, parasitas, videos
Com uma música sinistra de fundo, digna de um daqueles documentários de OVNIs (e não é desse tipo de companhia que o vídeo trata), fico imaginando a aflição daquele cara do filme o Aviador, o Howard Hughes se visse este vídeo.

Não estamos sozinhos

Atila I. @ Transferência Horizontal Categorias: Ciência Geral, curiosidade, parasitas, videos
Com uma música sinistra de fundo, digna de um daqueles documentários de OVNIs (e não é desse tipo de companhia que o vídeo trata), fico imaginando a aflição daquele cara do filme o Aviador, o Howard Hughes se visse este vídeo.

Os parasitas que eram plantas

Carlos Hotta @ Brontossauros em meu jardim Categorias: Bizzarrices, Ciência Geral, Nature, parasitas
O grupo Apicomplexa é um dos mais bizarros que eu conheço. Os membros deste grupo são todos protozoários parasitas de células animais. O nome do grupo é dado por uma estrutura, o complexo apical, que é usada na invasão de células. Dois gêneros famosos deste grupo são os Plasmodium, responsáveis pela malária, e o Toxoplasma, que causa toxoplasmose.O mais bizarro destes parasitas é a presença de um plastídeo - eu sei, isto é organela de planta. Este plastídeo contém todos os genes que um cloroplasto possui, menos os associados à clorofila. Acredita-se que o plastídeo foi adquirido por endosimbiose secundária (talvez terciária!) onde uma alga vermelha foi englobada e seu cloroplasto, mantido. Não se sabe a função exata do apicoplasto, nome dado ao plastídeo, talvez ele seja essencial para a síntese de alguns aminoácidos. Sabe-se apenas que ele é vital para a sobrevivência destes protozoários e alguns herbicidas que têm cloroplastos como alvos podem ser usados como drogas terapêuticas contra os parasitas.Mas a coisa ainda é mais bizarra. Um estudo que saiu na Nature desta semana sugere que um herbicida que bloqueia a síntese de ácido abscíssico pode ser usado contra ...

Manipulando a aranha

Atila I. @ Transferência Horizontal Categorias: Ciência Geral, Documentários, parasitas, videos
A vespa Hymenoepimecis sp. pertence à família Ichneumonidae, uma família com muitas vespas parasitóides (organismos que passam apenas parte do seu ciclo de vida como parasitas), várias das quais pretendo mostrar aqui. Esta em especial, tem como alimento para suas larvas, aranhas, especificamente a espécie Plesiometa argyra. Até aí tudo bem, as vespas são até bem conhecidas por caçarem aranhas para alimentar sua prole, o que inclusive pode ser visto em vários vídeos no youtube.A grande diferença está em como a Hymenoepimecis sp. faz a captura:Ela ataca a aranha em sua teia, paralisa-a e deposita um ovo em seu abdome. Durante as próximas duas semanas, a larva sai de seu ovo e passa a sugar a hemolinfa de sua hospedeira. A final desse período a larva aparentemente libera substâncias químicas na aranha que a induzem uma mudança de comportamento. A aranha passa a tecer um tipo diferente de teia, repetindo alguns dos passos normais de construção, fazendo uma teia menor e mais resistente. Quando a nova teia está completa, a larva suga todos os fluídos da Plesiometa argyra e ...
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