Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the paranormal

Vê-se à segunda (3): O super-cientista que não vai muito com magias


A proposta de hoje é retirada da série de animação norte-americana The Venture Bros., que conta com toda uma geração familiar de super-cientistas, com todos os clichés, preconceitos e ideias estandardizadas que tal conceito pode conter. Este trecho, contudo, é um combate: o super cientista, Doctor Venture, leva um ilusionista à beira de um ataque de nervos, relativizando todos os seus truques à luz da ciência. E com piada.

Publicado pro Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda: Darwin à escala dos Simpsons e de South Park


Nova rubrica arranca hoje no Blogue VAC. Vídeos improváveis, bastante prováveis ou assim-assim (sobre ciência ou à volta dela) passam aqui no blogue, sempre à segunda-feira. Lógica surrealista (onde também cabe um documentário da BBC ou um anúncio de um hiper-mercado) inaugurada com pompa e circunstância através das lentes de duas das mais irreverentes séries de animação norte-americanas. Dispensam mais apresentações: venham as fitas.

South Park

The Simpsons

Publicado por Sílvio Mendes
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Por que a Parapsicologia não progrediu em 60 anos?

Ontem, em um sebo, eu achei um livro de Rhine, não me lembro o nome agora. Pensei até em comprar para dar de presente ao Sidarta ou ao Nicolelis, como uma piada interna. Mas estava sem grana naquele momento, talvez eu compre na semana que vem. Eu tenho um outro livro do Rhine, um livro fininho e raríssimo (acho), chamado Fenômenos Psi e Psiquiatria. Quem estiver disposto a pagar R$ 100 reais, eu Continue a ler Por que a Parapsicologia não progrediu em 60 anos?

Ir à Bola com Ciência – Cap. II: E o Público também


bailando-futbolDa relação do mundo do jornalismo desportivo com as metáforas científicas já se falou neste blogue. A premissa era simples: o website d’A Bola também apresenta notícias sobre ciência, de há uns dias para cá.

A novidade gerou uma reacção curiosa no Facebook e atingiu o seu auge com a publicação de um artigo humorístico, da autoria de David Marçal, no Inimigo Público.

Agora, porque “isto anda tudo ligado” ou talvez por pura coincidência, é a vez de um jornal generalista de referência – o Público – mostrar os seus créditos na nova corrente literária nacional: o jornalismo-que-vai-à-bola-com-ciência. Aqui fica o recorte.

«Para cada acção existe uma reacção de intensidade igual em sentido contrário. Sir Isaac Newton pensava em corpos e objectos quando, há três séculos, formulou este princípio fundamental da Física. Mas o pingue-pongue entre Rui Costa e Pinto da Costa, sobre quem tira jogadores a quem, demonstra que a terceira lei de Newton também assenta como uma luva ao futebol.» (Ler texto completo)

Aí está. Texto assinado por Victor Ferreira, que bem conheço e muito respeito, publicado na edição de 10 de Julho do Público (pag. 36).

Publicado por Sílvio Mendes
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We Are Scientists: cientistas (como assim?) à deriva no indie rock


wearescientistsSão uma banda de indie rock de Nova Iorque, chamam-se We Are Scientists e sempre quis perceber porquê. Algumas pesquisas depois, a missão que à partida não apresentaria grandes dificuldades continua perdida no nevoeiro. Salvam-se os rumores que – nestas coisas do marketing – sempre ajudam a projectar um nome.

Primeiro mito: Corre o rumor que o nome foi inspirado numa conversa com um funcionário de uma empresa de aluguer de automóveis (U-Haul) que inspeccionava a carrinha que a banda tinha alugado. Enquanto fazia conversa, o funcionário perguntou aos três membros da banda se eram irmãos. Responderam que não. Contra-atacou perguntando-lhes se eram cientistas. Responderam que eram músicos, não cientistas.

Segundo mito: Outra história que percorre os meandros fantasiosos da internet prende-se com a época em que o grupo recorreu a um empréstimo para poder financiar as primeiras aventuras da banda. Teriam fingido ser cientistas que precisavam de fundos para um projecto de investigação, cientes que o Banco nunca lhes emprestaria dinheiro para investir num projecto musical. Não tenhamos dúvidas, também é mentira.

Terceiro mito: Remonta aos tempos de estudante dos membros da banda. Estudavam habitualmente na biblioteca e, numa dessas alturas, terão sido atacados por uma “manada de nerds”. Em sua defesa, terão gritado: “Stop! We Are Scientists!”. Sejamos justos, também não faz muito sentido.

Conclusão (ou quarto mito?): Uma explicação bem mais simples, de origem musical, parece estar atravessada no caminho da banda. Então vejamos: os Cap’n Jazz (Chicago) têm uma música que se chama precisamente We Are Scientists. Os rumores mais coerentes apontam todos para essa influência. Ainda assim, não é claro que a resposta à nossa dúvida tenha efectivamente nascido por aí.

Breve exemplo dos conteúdos de ciência tocados e cantados pelos We Are Scientists:

My body is your body
I won’t tell anybody
If you wanna use my body
Go for it, yeah
My body is your body
And I won’t tell anybody
If you wanna use my body
Go for it, yeah
Go for it, yeah

Perante isto, resta-nos ouvir. O caminho é por aqui: http://www.myspace.com/wearescientists | www.wearescientists.com

Publicado por Sílvio Mendes
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No comment


«Quem é essa pessoa? Não conheço…
- Darwin foi o criador da Teoria da Evolução do Homem…
- Não sei se foi ele.. Então não foi Adão e Eva?
(…)
O macaco é o macaco, o homem é o homem. A única coisa que têm em comum é gostar de amendoins.
(…)
Isso é tudo uma grande tanga. Foi Adão e Eva, tiveram meninos e depois foram casando uns com os outros. E mais meninos, a partir daí é que surgiu a evolução do Homem. Agora, Darwin, sei lá quem é o Darwin. »

 

Publicado por Sílvio Mendes
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Abraço quântico nacionalista


Chamo a atenção para este excelente artigo de Luis Pedro Nunes (o director do Inimigo Público) no Expresso. Um jornalista a escrever sobre pseudo-jornalismo sobre pseudo-ciência (os pseudos gostam de andar de braço dado).

Abraço quântico nacionalista

 

Para dizer bem de um português vale tudo? Até mandar para o lixo a Física Quântica?

 Para dizer bem de um português vale tudo? Vale. Até torcer as leis da Física Quântica

Anda por aí uma onda de nacionalismo bimbo que não tem explicação. Tudo serve para nos inflar. Do cão de Obama ao milagre azeiteiro do Condestável passando pelo jeitinho português que Barroso garante ter levado para Bruxelas até, imagine-se, à escolha que um site de humor norte-americano fez sobre as palavras que supostamente fazem falta ao léxico inglês. O termo português ‘desenrascanço’ é necessário ao vocabulário inglês, dizem. E o que é isso? “É um bigode arranjado de emergência com pêlos púbicos.” Ah, que orgulho… Eles bem queriam ter palavra ‘desenrascanço’. Mas não têm… por essas é que lá fora se aprecia muito o jeitinho do Barroso. Decidi deixar-me contagiar.

E vi, de facto, como a inveja grassa entre nós. Constatei que um amigo meu, cientista, só porque trabalha num daqueles superaceleradores de partículas que querem abrir um buraco negro e engolir o Universo e desta forma terminar o doutoramento com brilharete, resolveu denegrir um compatriota nosso que apareceu há dias na RTP numa peça do correspondente no Rio de Janeiro, Pacheco de Miranda, sobre um curso de Terapia Quântica em que “os portugueses já conseguem ensinar em vários pontos do mundo!”. Qual Manoel da Panificação. Agora Física Quântica quentinha em três minutos.

mais aqui.

(e agora vou continuar a trabalhar no buraco negro para engolir o mundo)

 

Publicado por David Marçal
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Expulsão de cérebros


Citação de João Sentieiro, Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia: "os bolseiros tem de se mentalizar que têm de ir lá para fora e isso não é mau para o País". Clique para ampliar a imagem.

Citação de João Sentieiro, Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia: "os bolseiros tem de se mentalizar que têm de ir lá para fora e isso não é mau para o País". Clique para ampliar a imagem.

Decorre amanhã, dia 3 de Março, uma Conferência Parlamentar sobre Ciência, promovida pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, presidida pelo deputado António José Seguro, na qual infelizmente não poderei participar por motivos de força previamente agendados. Passo a enumerar os painéis e respectivos participantes (entre os quais o supracitado):

Painel 1: A Ciência em Portugal: realidade e perspectivas

João Sentieiro (Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia), Lino Fernandes (Presidente da Agência de Inovação) e Ana Noronha (Directora Executiva do Ciência Viva).

Painel 2: A Ciência em Portugal: da produção à divulgação

Luís Portela (Presidente da BIAL), António Coutinho (Director do Instituto Gulbenkian de Ciência) e Vasco Trigo (Jornalista da RTP/Programa 2010)

Painel 3: A Ciência em Portugal: a rede pública de unidades de investigação

Alexandre Quintanilha (Secretário do Conselho dos Laboratórios Associados), Jorge Braga de Macedo (Presidente do Instituto de Investigação Científica Tropical/Universidade Nova de Lisboa) e Armando Cerezo Granadeiro Vicente (Director do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos)

Painel 4: A Ciência em Portugal: a dimensão internacional

Luís Magalhães (Presidente do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia), Pedro Russo (Responsável da UNESCO pelo Ano Internacional da Astronomia) e Ricardo Serrão Santos (Director do Departamento de Oceanografia e Pescas da Univ. dos Açores)

O debate sobre as questões de ciência é importante e a percepção pública e política da importância da ciência também. Mas sendo o debate na Assembleia da República tenho pena que estejam fora da agenda temas que deveriam ser discutidos, votados e alterados pelos deputados, nomeadamente as condições com que muito investigadores se deparam em Portugal.

Mais conversa menos conversa, os cientistas continuam em saldos. Há investigadores que continuam a ganhar 745 euros, os montantes das bolsas não são actualizados desde 2002 (perda de 18% do poder de compra) e não têm direito ao regime geral de Segurança Social (aquele que os outros não querem).

Claro que isto não é bonito.

É interessante que o jovem investigador brilhante cujo braço peludo aparece na fotografia em cima seguiu o conselho do cartaz que segura. Quando acabou o doutoramento mentalizou-se que tinha que ir lá para fora, onde lhe foram oferecidas condições impensáveis em

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Opiniões são opiniões, factos são factos.

A preocupação da ciência, aquilo que é o seu objecto são os factos. Sejam eles quais forem. Se acontece, então é passível de ser cientificamente estudado. E como nunca é demais referir, os cientistas são ávidos por factos. Sobretudo se forem novos e trouxerem novas hipóteses a considerar. A crença de que a ciência nega factos à partida é falsa. E tem sido um argumento abusivo por parte de quem defende fenómenos sobrenaturais e outros tipos de bruxaria. Não existem fenómenos sobrenaturais. Se esses fenómenos existirem, sejam quais forem, então são tão naturais como o orvalho matinal ou a evolução das espécies.

Não estou a dizer que não existem anomalias na investigação científica, ou seja resultados que não correram como o esperado e não têm aparente explicação. Mas essas anomalias são quase sempre interpretadas como erros de metodologia e as experiências são repetidas e normalmente a anomalia não. Se se repete, deixa de ser uma anomalia e passa a ser um facto que carece explicação, o que vai deixar a comunidade cientifica excitadíssima e em cerrada competição para encontrar primeiro a explicação. As histórias de cientistas que abdicam em grande parte da vida pessoal em busca de explicações não são fantasia. Einstein era em muitos aspectos um exemplo.

O problema dos alegados fenómenos sobrenaturais ou paranormais, e a razão pela qual continuam a sê-lo (sobrenaturais) é porque não se repetem quando existem condições de os descrever rigorosamente. Nunca passam da narrativa pessoal com apelo incondicional da credulidade do leitor ou ouvinte. E essa narrativa nunca é rigorosa e está sempre marcada por interpretações individuais, em muitos casos até, por pessoas que são elas próprias crédulas, não estando a tentar enganar ninguém conscientemente, mas estando elas próprias enganadas.

Apesar de haver defensores que esses fenómenos se repetem sempre em determinadas condições (se não, não era possível haver consultas espíritas, leituras de aura, energias inteligentes, medicinas “alternativas”, etc.), as tentativas efectuadas para o verificar cientificamente dão sempre para dois lados. Ou fraude ou nada de novo.

Alguns defensores do paranormal, cuja honestidade até é de registar, alegam que a ciência não os pode verificar porque eles ocorrem com uma frequência inferior ao acaso. Mas isto é o mesmo que dizer que esses fenómenos são coincidências mal interpretadas. Se eu adivinhar em 50% das vezes de que lado uma moeda vai cair, com que lógica posso

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