.....Manhã clara
.....Casas brancas
.....Nuvem branca
.....Pombos brancos
.....Jasmins
.....Tomo nas mãos a primeira folha de papel
.....Que se pode escrever de tão claro?
.....Cecília Meireles (1961)
Fonte Fria / Fraxinus pennsylvanica
Não é inteiramente exacto que todas as árvores monumentais do Buçaco, sofrendo de incurável timidez, se escondam atrás das companheiras logo que algum fotógrafo ameace puxar da máquina. A Manuela já aqui mostrara o «Cedro de São José», que deixa ver de si o suficiente para dar irrefutável testemunho do seu gigantismo. Mas é mesmo verdade que, tirando aquelas
Dicksonia antarctica
Para quem goste de fotografar árvores, uma visita à Mata do Buçaco pode ser uma grande frustração. Não faltam motivos para fotografar, pois são muitas as árvores que nos enchem o olho; mas é raro encontrar alguma que se preste a um bom enquadramento. Recuamos para que uma dessas gigantes nos caiba na foto - e logo uma cortina de outras árvores se interpõe no campo de visão
No caminho para os scones (quando os há) da sala-de-chá de Serralves, junto a uma das entradas laterais, chamam agora a atenção dois arbustos em flor muito perfumados. Pelo porte, devem fazer parte do plano de arborização original do parque. De hábito semelhante ao de um exemplar de Osmanthus fragrans (o jasmineiro-do-imperador, cujas flores são usadas para aromatizar chá) que vimos na Casa de
No caminho para os scones (quando os há) da sala-de-chá de Serralves, junto a uma das entradas laterais, chamam agora a atenção dois arbustos em flor muito perfumados. Pelo porte, devem fazer parte do plano de arborização original do parque. De hábito semelhante ao de um exemplar de Osmanthus fragrans (o jasmineiro-do-imperador, cujas flores são usadas para aromatizar chá) que vimos na Casa de
São muitas as singularidades de Ponte de Lima. A primeira é que a sede do concelho persiste, orgulhosamente, em ser vila, quando quase todas as nossas outras localidades de dimensão semelhante há muito que quiseram proclamar-se cidades. Por isso é a vila mais antiga de Portugal; uns anos mais e será, simplesmente, a vila de Portugal. A segunda singularidade é o espaço público impecavelmente
Syringa vulgaris - Kew Gardens, Maio de 2007
Por cá este ano quase não demos pelos liláses: no jardim da Praça da Galiza, onde eles se costumam exibir entre Abril e Maio, uma poda mal calculada abortou quase toda a floração. E os liláses, como arbustos ornamentais que são, valem pela cor e pela fragrância que agora foram impedidos de dar. A visita aos Kew Gardens serviu para refrescar a memória
Phillyrea latifolia
Depois de 17 anos à espera, os sábios preparam-nos agora para, caso não haja mais motivos para delonga, recebermos de braços abertos, daqui a 10 anos e só então devidamente aprovado, o acordo ortográfico luso-brasileiro. Tarefa árdua, de que nos cabe irmos usando as palavras de que a língua portuguesa se orgulha, não vá dar-se o caso de as esquecermos e já não constarem das
Forsythia X intermedia
Por muito desarrumado que ande o mundo, há associações que continuam a assegurar uma sincronia notável na natureza. São amizades à distância, sem confidências nem diálogo, escritas nos genes que se encarregam metodicamente de informar os associados da hora de acordar, de brotar as folhas, de abotoar, de revelar os segredos. Por isso a oleácea Forsythia X intermedia,
A milagrosa e bem amada Oliveira da Praça tornou-se num pomo de discórdia entre o Presidente da Câmara Municipal, que quis arrumá-la para um canto, junto à Rua de S. Maria («tornando-se indispensável ao acabamento do calcetamento a remoção desta árvore e sua cercadura»), e o Prior da Colegiada, que insistia que o «Cabido não pode, nem deve consentir na intentada remoção». Para impor a sua vontade
O Museu de Alberto Sampaio, no centro histórico de Guimarães, ocupa a antiga Casa do Cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, e estende-se ainda pelo claustro e por todas as salas anexas; a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, porém, permanece reservada ao culto religioso e dispõe de entrada independente pelo Largo da Oliveira. O claustro, que na sua forma actual poderá datar do século
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Oliveiras (Olea europaea L. var. europaea) classificadas de interesse público em 2001
Ver mais fotos das oliveiras ao pé do aqueduto (por Vitor Oliveira- via Serpa (wikipedia)
Sobre estas oliveiras de Serpa, Ernesto Goes no seu Árvores Monumentais de Portugal (1984)escreveu o seguinte: «... em frente ao jardim público de Serpa e junto à estátua do Abade Correia da Serra , célebre botânico
As fotos de liláses que hoje aqui mostramos (tiradas há poucos dias em jardins do Campo Alegre) foram suscitadas por um comentário a um texto anterior. O lilás, nome vulgar dos arbustos do género Syringa, é da família Oleacea e por isso parente dos ligustros, jasmins, oliveiras e freixos, entre outros. Tivesse a nossa tradição de colocar flores nas portadas e janelas outros capítulos como os do
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