Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the nitrogénio

A ameaça crescente do nitrogénio +

Obama apoia Google na disputa com a China
Algo me diz que isto é capaz de não dar em nada. Hoje não há quem faça frente à China. Telegraph.

A caverna dos cristais gigantes
National Geographic.

Receitas minimalistas
Interessante blogue.

Contos de Agatha Christie inspiram jardim pouco usual
RHS.

Chronica Hortícola
Uma pequena passagem por revistas recentes no Jardinagem.org, com um video de Beth Chatto entrevistada por Roy Lancaster.

A ameaça crescente do nitrogénio
The Christian Science Monitor.

42 toneladas de veneno para acabar com os ratos
Na ilha Lord Howe… Nunca ouvi falar desta ilha, mas estas soluções radicais costumam dar para o torto. Mother Nature Network.

Ilustração científica de Marco Nunes Correia
Excelentes os desenhos dos pássaros.

Temperaturas altas não são apenas um sinal de alterações climáticas, mas também uma causa
Já está previsto há muitos anos que o metano sequestrado vai ser libertado a um ritmo cada vez maior. BBC.

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Saúvas, fungos, bactérias e nitrogênio

Saúvas dependem de fungos para poder se alimentar. E os fungos das saúvas dependem de bactérias fixadoras de nitrogênio. A fixação de nitrogênio por bactérias é um dos pontos chave do ciclo do nitrogênio na natureza, e é essencial para as plantas poderem biossintetizar aminoácidos e outras substâncias nitrogenadas. Pesquisadores da Universidade de Wiscosin em [...]Continue a ler Saúvas, fungos, bactérias e nitrogênio

Mais sobre o NF3 (Trifluoreto de Nitrogênio)


Como discutido aqui anteriormente, O NF3 foi caracterizado como um potente gás estufa. Este gás é usado na fabricação de Tv's e monitores de tela plana (Plasma e LCD). O NF3 é de 12.000 a 20.000 vezes mais eficiente na retenção de calor do que o CO2. O pesquisador Michael Prather foi o pioneiro no alerta sobre a elevação da concentração deste gás na atmosfera.


Imagina quando a maioria tiver acesso a uma dessas


Análises atmosféricas feitas em estações afastadas dos grandes focos de poluição, indicaram que as concentrações atmosféricas deste gás aumentaram por volta de 20 vezes nas últimas três décadas. A concentração que antes era de 0,020 partes por trilhão (ppt) aumentou para 0,454 ppt. Sendo que a grande parte das emissões é do hemisfério norte. Em 2006 estimava-se que houvesse 4.200 toneladas deste gás na atmosfera, hoje acredita-se que esteja por volta de 5.400 toneladas. Tendo um alto potencial estufa e uma meia-vida de 740 anos, sua concentração equivale a 67 milhões de toneladas de CO2.

É claro que os grandes magnatas industriais estão tentando de todas as maneiras abafar estes estudos, ou até mesmo desmerecer este tipo de pesquisa. Realmente, não esperaria outro tipo de comportamento. Este é só mais um exemplo da ganância de alguns, em detrimento da evolução do conhecimento científico.

"Industries were quite dismissive of Michael Prather's original paper as pure speculation".
Piers Forster
(outro importante químico atmosférico da Universidade de Ledds )


Neste contexto, já existe um movimento de pesquisadores propondo a inclusão do NF3 na lista de gases estufas regulamentados. Sendo assim, sua produção e emissão serão avaliadas e controladas. Além de inclusão deste gás nos modelos de mudanças climáticas.

Fonte: Nature News
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Televisores LCD e o aquecimento global

Com o bom momento econômico em que o Brasil está, a venda de tv's LCD é cada dia maior. Esse eletrodoméstico se tornou um símbolo de status e sonho de consumo de muitos. Entretanto, existe um porém. A fabricação deste tipo de televisor utiliza um gás chamado trifluoreto de nitrogênio NF3. Esse gás é 17.ooo vezes (isso mesmo! 17 mil vezes) mais forte que o famoso CO2 no que diz respeito ao efeito estufa. Uma molécula desse gás equivale a 17.000 moléculas de gás carbônico.



Deste modo, com a demanda cada vez maior por tv's LCD e a demanda infinita de monitores de computador LCD, teremos que ter atenção com a utilização deste gás. O estudo da revista Geophysical Reaserch Letters diz que se todo o NF3 produzido no ano de 2008 fosse emitido para atmosfera, equivaleria a 67 milhões de toneladas de CO2 ou a emissão anual de um país como a Áustria.

Isto me lembra a histório dos CFC's e o buraco na camada de ozônio. Quando percebemos quem causava a destruição da indispensável camada, nosso cotidiano já estava impregnado com esse gás (desde tubos de desodorantes até geladeiras). Porém esse mesmo exemplo me dá esperanças. Pois, a substituição dos CFC's na industria é um dos exemplos mais positivos de comoção e ação mundial. Hoje em dia, somente a China continua usando esses tipos de gases.

A necessidade de estudos sobre esse gás é urgente. O NF3 não é levado em consideração pelo Protocolo de Kioto, fica aí o alerta!


Fonte: The Guardian, CNet News, The Press Association


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Muito além do Aquecimento Global: o efeito do excesso de nitrogênio

Gostaria de começar agradecendo meu grande amigo Breno pelo convite e dizer que gostaria de contrubuir a este blog falando não só de assuntos ligados a ecologia, mas também sobre ciência em geral. Acho que o papel dos blogs como divulgadores de ciência para o grande público têm crescido cada vez mais e em países como os EUA, blogs de ciência como Pharyngula e The Loom têm um público de milhares de pessoas que os acompanham diariamente. Desta forma, a importância de transmissão de conhecimento científico destes blogs certamente é muito relevante.

Com certeza um assunto muito recorrente neste blog e em toda a mídia (pelo menos nos últimos anos) tem sido o Aquecimento Global. Muito se fala sobre emissão e sequestro de gases estufa como o gás carbônico (CO2) e um pouco sobre emissão de metano (CH4). Mas tenho certeza que muitos nunca ouviram falar no óxido nitroso (N2O). Este gás, como sua fórmula molecular já indica, é nitrogenado. Será que o famoso "gás do riso" pode nos trazer alguma preocupação nada engraçada em termos de aquecimento do planeta?


Óxido nitroso. Fonte: wikipedia


Tenha certeza que sim. Em termos potenciais, o dióxido nitroso apresenta um potencial estufa 300 vezes maior do que o dióxido de carbono. Além disso, esta molécula pode reagir diretamente com o ozônio, trazendo conseqüências ainda mais graves para o nosso planeta. As principais fontes naturais deste gás são os processos de desnitrificação (respiração do nitrado) e nitrificação (respiração da amônia). Mas como adiantei no título, o problema do nitrogênio e de outros nutrientes é quando ele se encontra em excesso na natureza.

A maior parte das formas nitrogenadas adicionadas ao solo pela agricultura acaba sendo lixiviada para corpos aquáticos, gerando uma série de conseqüências para estes ecossistemas. Além do aumento da emissão de N2O, a fertilização de rios, lagos, lagoas e estuários pode gerar uma grande perda de biodiversidade (pelo processo de eutrofização artificial), chuva ácida, dentre outros.

Um número que nunca consegui realmente entender é a eficiência do uso de fertilizantes na agricultura. Qual porcentagem de nitrogênio que adicionamos ao solo seria razoável terminar nas plantas? 90% ? 80% ? Na verdade, o número mais correto seria próximo a 35%, em plantas muito eficientes na absorção de nitrogênio. Se vocês querem mesmo ficar assustados, a eficiência da fertilização por nitrogênio em ração de gado é ainda mais baixa. Cerca de 6% do

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Borra de café na horticultura

A borra de café é uma excelente fonte de nitrogénio (azoto) e pode ser utilizada directamente em volta das plantas, principalmente vegetais de crescimento rápido. Também se pode misturar na terra dos canteiros ou dos vasos novos. Para conseguirmos um líquido fertilizante, basta diluir umas 100-150 gramas de borra em dez litros de água. Em alternativa, pode-se compostar, o que vai adicionar nitrogénio à pilha.
Como se não bastasse, certas pragas não gostam de café (cafeína para ser exacto), entre elas os caracóis e lesmas. Uma solução muito concentrada de cafeína — 1 a 2%, mata 60% ou 95% dos caracóis e lesmas respectivamente (um café expresso tem cerca de 0,1% de cafeína). A borra não mata, mas actua como repelente.
A borra de café é bastante ácida, dependendo do seu tipo de solo, pode ter que contrariar esta questão, por exemplo com cinza, folhas ou serrim.
Por fim, não encontrei estudos científicos que confirmem todas estas técnicas, mas já arranjei um café que me irá fornecer a borra (que habitualmente vai para o lixo) para experimentar.

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