Religião ambientalista

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Blogosfera, Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, Valores, aquecimento global, meio ambiente
Tenho verdadeiro horror à discussão superficial, à unanimidade dogmática e desinformada. O que aprendi, infelizmente não na escola, nem mesmo na universidade, mas lendo Gould, Sagan, Asimov e mesmo Dawkins, foi que o pensamento científico era e é a melhor saída para a rigidez mental típica da mentalidade bidimensional, sem profundidade. Apesar de não me incluir entre os ateus militantes, na verdade classificando-me mais como um agnóstico conciliador, tenho bem em mente que o pensamento religioso não raro dificulta ou impossibilita a discussão de temas mais controversos, pois se baseia na fé, na crença inabalável. A ciência, idealmente, se deveria guiar por dados. Idealmente. Tento ter em todos os aspectos da vida um pensamento, se não completamente cético, o mais crítico possível. Sigo assim os “preceitos” do genial Mário Schenberg, para quem o intelectual deveria manter uma distância crítica em relação às próprias crenças. Vejo, no entanto, que não são raras as pessoas que aceitam alguns fatos, ainda que cientificamente comprovados até o presente, como artigos de fé. Aceitariam estes fatos como verdadeiros, mesmo que a ciência não lhes desse o aval. Este tipo de atitude tem sido comum nas discussões relativas às mudanças climáticas e aos organismos geneticamente modificados. ...

99% das geleiras do Alaska estão derretendo

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, Notícias
O novo livro da U.S Geological Survey (USGS) reporta que a maior parte das geleiras do Alaska estão recuando e ficando cada vez menos profundas. Aproximadamente 5% da área do Alaska é coberta por mais de 100 mil geleiras – isso é aproximadamente 75 mil quilômetros quadrados. A Groelândia, que é coberta por gelo mais do que qualquer lugar do mundo com exceção da Antártica, também vivencia o derretimento de geleiras nas últimas décadas."Enquanto algumas geleiras estão crescendo, 99% está diminuindo, revela o livro Glaciers in Alaska (Geleiras do Alaska).O livro foi escrito pela geólogo Bruce Molina pesquisador da USGS"O livro utilizou imagens de satélite, fotos aéreas, mapas e outros estudos para documentar o recuo das geleiras, que começou no meio do século 19. Algumas chegaram a desaparecer no início do mapeamento no meio do século 20, afirma o estudo. As geleiras de baixas elevações têm sido mais impactadas, pois 95% que se encontram abaixo da elevação de 1500 metros estão recuando e ficando cada vez mais finas. A pequena parcela das geleiras que aumentaram estão situadas em elevadas altitudes, onde é mais frio....

VIII Green Meeting - Biomassa para fins energéticos

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Green Meeting, Mudanças climáticas, biocombustíveis
O Portal Brasil Ambiental disponibiliza a interessante palestra: Biomassa para fins energéticos: Plano de Abordagem neerlandês para a biomassa do mundo, ministrada pelo Sr. Onno Hattinga van t´Sant, Embaixador do Reino Unido no Brasil realizada no VIII Green Meeting em Brasília, 2008.Abaixo é possivel escutar a palestra na íntegra e ler alguns trechos destacados da apresentação:A biomassa é empregada de diversas maneiras, seja para produzir alimentos, rações para gado, combustíveis e materiais de construção, como para fins de energia (transporte e geração de eletricidade). Nos últimos anos, a atenção para a biomassa para fins energéticos cresceu vertiginosamente. Essa atenção provem do aumento dos preços do petróleo, da necessidade de diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa e para estimular o desenvolvimento econômico rural e a exploração de produtos de paises emergentes ou em desenvolvimento.A união européia e, portanto, os Paises Baixos, decidiram estimular o uso da biomassa através de uma mistura adicional obrigatória de 5,70 % aos combustíveis em 2010 e até 10% em 2020. Essa decisão criou uma grande procura. Segundo se espera, ...

A guerreira do clima

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, Notícias, biocombustíveis
A difícil missão da ministra dinamarquesa é obter o consenso internacional em torno de um acordo para conter o aquecimento globalA ministra prepara o terreno para a Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada na capital dinamarquesa em dezembro do próximo ano. Essa é a data-limite para a assinatura de um tratado para substituir o Protocolo de Kioto, que estipulou metas de redução dos gases do efeito estufa até 2012. Em visita ao Brasil, onde se encontrou com representantes do governo e visitou uma usina de etanol, Hedegaard concedeu a seguinte entrevista a VEJA. Veja alguns trechos a seguir: Qual é o principal indício do aquecimento global? Em 2004, quando fui nomeada ministra do Meio Ambiente, recebi a informação de que em trinta anos o derretimento do gelo do Ártico iria permitir a navegação entre o Mar do Norte e o Oceano Pacífico. Decorreram apenas quatro anos e, no último mês, a passagem já ficou livre do gelo. Ou seja, a abertura do caminho ocorreu muito antes do previsto. Esse é um claro exemplo de que agir agora faz muita diferença. Os ...

O Pré-Sal e o desenvolvimento sustentável

geofagos @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, Pré-sal, aquecime, desenvolvimento sustentável, meio ambiente, petróleo
A descoberta de petróleo na camada denominada Pré-Sal tem chamado a atenção do mundo inteiro. Isso não é por acaso. Economicamente e estrategicamente esse fato pode ser encarado como uma das grandes descobertas de recursos naturais dos últimos tempos. Além disso, se trata da descoberta de uma imensa riqueza em terras de um país corriqueiramente denominado de “em desenvolvimento”. O fato de existir petróleo a ser explorado em grande quantidade no fundo do Atlântico torna o Brasil como aspirante a membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), colocando-o tranquilamente entre os dez maiores produtores de tal produto. Isso vem a calhar em uma época onde já discutia-se até quando tal recurso, base da matriz energética mundial, estaria disponível. Por ser um recurso natural não renovável o mundo já preocupava-se com a necessidade de substituição de tal matriz o que, logicamente, gerará custos. Os iniciais 5 a 8 bilhões de barris e possivelmente até 80 bilhões de barris cairam como uma bomba destruindo todas as previsões de um fim muito próximo das reservas mundiais. O preço do barril de petróleo que estava nas alturas, hoje já não preocupa tanto. Sem sombra de dúvidas, economicamente o Brasil dá um salto ...

Setembro- o mês do Protocolo de Montreal

geofagos @ Geófagos Categorias: CFCs, Camada de ozônio, Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, Ozônio, aquecimento global, meio ambiente
Neste mês de setembro está sendo comemorado o 21ο aniversário da assinatura do Protocolo de Montreal, considerado um dos maiores avanços em benefício ao bem estar do nosso planeta.  Na conveção de Montreal ficou estabelecido a redução da produção e do uso de gases que danificam a camada de ozônio. Anos antes da Segunda Guerra Mundial foi descoberto um composto, os clorofluorcarbonetos-CFCs, gás até então considerado inerte, que revolucionaria a indústria de refrigeradores, tornando possível o armazenamento de alimentos e, principalmente, remédios a baixas temperaturas. O ápice da utilização dos CFCs foi na década de 70, onde eles foram empregados exaustivamente na fabricação dos novos modelos de refrigeradores da época. Porém, na década de 80, mais precisamente no ano de 1985, descobriu-se que este gás estava causando passívo ambiental sem precedentes, que era a depleção da camada de ozônio- principal responsável pela retenção dos raios ultravioletas emitidos pelo sol. Estima-se que em torno de 99% da radiação emitida pelo sol seja retido pela camada de ozônio. Sem ela, provalmente, não seria possível a vida na Terra. Ao atingir a estratosfera (segunda camada da atmosfera), o cloro, um dos principais constituinte dos CFCs, reage prontamente com o ozônio (O3) destruindo sua molécula, provocando a ...

Mudanças climáticas, extinção de espécies e diversidade funcional

Renato de Mei Romero @ Inteligência ecológica Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas
Muito se fala em aquecimento global, mas a pergunta que muitas pessoas se fazem é: e daí? São cada vez mais fortes as evidências de que o aumento da temperatura do planeta, aumenta a taxa de extinção de espécies, e mais uma vez, e daí? Se nossa espécie parece só se beneficiar com isso já que nossa população anda crescendo descontroladamente.Pois é, mas a redução da riqueza de espécie acaba não só com os indivíduos diretamente afetados, mas acaba também com seus “papéis ambientais”.Existe uma enorme diversidade funcional por traz do ecossistema. A seleção não proporcionou somente a existencia de espécies diferentes umas das outras, ela criou também mecanismos para existência de toda uma ciclagem de energia no planeta. Ciclagem esta que quando afetada desequilibra todo o balanço energético global. Afetando indiretamente a vida de todos nós.Um planeta mais quente, tem mais energia na atmosfera, ventos e chuvas mais fortes, maiores catástrofes ambientais de modo geral, que atrapalham não só nosso transito, mas também a reprodução e sobrevivência dos peixes bois e das libélulas por exemplo. Não sou eu quem fala isso, mas Carlos ...

Aquecimento global põe em risco espécies tropicais

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, Notícias
A luta dos ursos polares pela sobrevivência em face ao derretimento das calotas polares tem feito do Ártico um dos cartões postais mais negativos dos efeitos das mudanças climáticas. Porém, novas pesquisas mostraram que espécies que vivem nos trópicos também podem presenciar os perigos de um planeta aquecido, principalmente, os insetos.Uma equipe de cientistas da Universidade de Washington descobriu que apesar das mudanças de temperatura serem muito mais extremas em elevadas latitudes, são as espécies tropicais que enfrentarão o maior risco de extinção devido o aumento de poucos graus. Isso porque tais espécies vivem em suas temperaturas críticas e estão acostumadas com ambientes de variações pequenas durante o ano, dificultando a sua adaptação, disse Curtis Deutsch, professor de ciências atmosféricas e oceânicas da UCLA e co-autor do estudo.Os cientistas usaram dados diários e mensais da temperatura global dos anos de 1950 a 2000 e adicionaram-os ao modelo climático do Painel Intergovernamental em Mudanças Climáticas projetando dados para os primeiros anos do século 21. Eles compararam estas informações com dados que descrevem a relação entre temperatura e a aptidão dos insetos tropicais, assim como de sapos, lagartos e tartarugas....

Sobre a importância das obras na arte de pregar

geofagos @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Eça de Queiroz, Mudanças climáticas, Padre Antônio Vieira, atitudes individuais, ditadura do politicamente correto, hipocrisia, meio ambiente
Outro dia escrevi um texto cujo objetivo era para mim muito claro: não importa discutir, falar sobre meio ambiente, sobre mudanças climáticas, aquecimento global se nossas próprias ações são a causa disso tudo e não nos dispomos a agir diferente. Padre Antônio Vieira, em seu Sermão da Sexagésima, enunciou as palavras que eu gostaria de ter falado: “O pregar, que é falar, faz-se com a boca; o pregar, que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras.” Embora em geral meu post tenha sido bem recebido, parece ter causado alguma irritação. Os que leram, desagradados, o que escrevi, reclamando alternativas, soluções práticas, lembram-me um fumante que, informado do câncer no pulmão, reclama remédios e uma cura rápida mas descrê do médico quando este lhe sugere parar de fumar. Peço, releiam o texto, pensem um pouco e chegarão a algumas soluções. Será necessário um outro post convencendo-os a não serem consumistas? Uma série de textos propagandeando as vantagens de se andar a pé, de bicicleta, ou no mínimo utilizar mais os transportes públicos? Teremos que explicar que se não houver compradores para arranha-céus dentro do mar, estes deixarão de ...

As fezes não morrerão de sede

geofagos @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Comentário sobre artigo científico, Mudanças climáticas, Scientific American Brasil, aquecimento global, escassez de água, estratégias de convivência com a seca, meio ambiente, mudanças climáticas globais, recursos naturais renováveis, água
Alguém já parou para pensar que absurdo é usar-se água limpa em abundância para transportar dejetos humanos para a rede de esgotos quando milhões de pessoas sequer têm o suficiente para beber? Este é o tipo de questão que vem naturalmente ao longo da leitura de um excelente artigo publicado na Scientific American Brasil de setembro (não estou ganhando nada pelo marketing), escrito pelo engenheiro ambiental americano Peter Rogers, sob o título “Preparando-se para enfrentar a crise da água”. Li o artigo ontem a noite, após a publicação deste post, mas fiquei feliz em encontrar trechos como este: “E a escassez se tornará mais comum em parte porque a população do mundo está aumentando. Uma parcela está ficando mais rica - aumentando assim a demanda - sem contar que a mudança climática global está ampliando a aridez e reduzindo as reservas em muitas regiões”. Mas o autor não se satisfaz em apenas desfiar informações - ele faz sugestões, algumas das quais o cidadão médio acharia bem antipáticas: “Estabelecer preços mais altos para a água está (…) quase no topo da minha lista de prescrições.” Nasci e cresci numa das regiões mais secas do semi-árido nordestino (Patos, na Paraíba), ...

DN no. 116 - Nova Legislação em Vigor para Minas Gerais

Juscimar Silva @ Geófagos Categorias: COPAM, Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Contaminação ambiental, Deliberação Normativa, FEAM, Geoquímica, Legislação, Mudanças climáticas, Passivo ambiental, Referência de qualidade, meio ambiente, Áreas contaminadas
Enfim, conscientes de que as atividades humanas têm intensificado de maneira significativa as mudanças globais ocorridas nas diferentes “esperas” do planeta, geosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, orgãos governamentais responsáveis pela execusão de políticas de segurança ambiental estão estabelencendo uma séria de regulamentações para dificultar e, ao mesmo tempo, restringir que tais atividades (por exemplo, mineração e indústrias de bens e serviço) continuem causando, por negligência, passivos ambientais muitas das vezes irreversíveis ao meio ambiente.   Neste contexto, já esta vigorando desde o dia 28 de junho de 2008, para o estado de Minas Gerais, a Deliberação Normativa (DN) No. 116. O ponto chave desta DN é o fato de que todos os responsáveis por áreas suspeitas de contaminação (introdução no meio ambiente de organismos patogênicos, substâncias tóxicas ou outros elementos, em concentrações que possam afetar a saúde humana, meio ambiente ou a outro bem a proteger. Um caso particular de poluição) e contaminadas por substâncias químicas ficam convocados a apresentar à FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente) até 31 de março de 2009 um Formulário de Cadastro de Áreas Suspeitas de Contaminação e Contaminadas por Substâncias Químicas. Em curtas palavras, uma autodeclaração de culpa por parte das empresas. A partir desta DN, o ...

Pré-História Brasileira: Um Ensaio

Elton Luiz Valente @ Geófagos Categorias: Arqueologia, Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, Pré-História, arqueologia brasileira, cerrados, glaciação, holoceno, modificações morfoclimáticas, paleoclimas brasileiros, pleistoceno, povos pré-colombianos, savanas
O gênero humano evoluiu em ambiente de vegetação do tipo savana, de fitofisionomia aberta. Em condições naturais, a floresta não é um ambiente confortável para a nossa espécie. Em sua diáspora pelo mundo, o Homo sapiens provavelmente colonizou mais facilmente aquelas áreas onde o ambiente era semelhante ao de sua origem atávica. Na América do Sul, mais especificamente na área que corresponde ao Brasil, durante e após a última glaciação (cerca de 10.000 anos atrás), parece natural que o homem tenha desenvolvido suas comunidades em áreas como as Coxilhas Gaúchas, a Caatinga e o Cerrado, ambientes de vegetação aberta. Nestas áreas encontram-se muitos dos sítios arqueológicos já descobertos no território brasileiro.É bem possível que a principal rota de dispersão do homem pela América do Sul tenha se dado por vias litorâneas, que certamente apresentavam clima mais agradável, facilidade de locomoção e maior disponibilidade de alimentos independentemente das estações. Em períodos frios do Pleistoceno (de 1,6 milhão a 10.000 anos atrás), o nível global dos oceanos sofreu recuos em até mais de 100 metros, portanto, os possíveis sítios arqueológicos litorâneos, da transição entre o Pleistoceno e o Holoceno (iniciado no fim da última Era Glacial, há cerca de 10.000 anos), ...

Homenagem ao G8

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, entretenimento
Este cartoon vai em homenagem aos ministros do meio ambiente dos paises que compõem o G8 que decidiram adiar para 2050 a redução das emissões de gases estufa. Para saber mais clique aqui. ... ... ... ... ...

Redução da entrada da radiação solar na Terra pode reduzir a intensidade do ciclo da água

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, Tecnologia
Um novo estudo do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, conduzido pelo cientista atmosférico Govindasamy Bala, mostrou que a manipulação intencional da entrada da radiação solar pode reduzir a temperatura global e, principalmente, a intensidade dos ciclos de água e consequentemente o volume das chuvasA redução da luz solar pode ser realizada utilizando dois métodos: o “escudo solar", que abrandaria a mudança de clima intencionalmente manipulando a radiação solar na superfície de terra; e outra categoria que removeria o CO2 atmosférico e seqüestrá-lo-ia na vegetação terrestre, nos oceanos ou nas formações geológicos profundas. Os esquemas do “escudo solar” incluem a colocação de refletores no espaço, a injeção de sulfato ou outras partículas refletivas na estratosfera, ou o aumento da refletividade das nuvens injetando núcleos de condensação de nuvens na troposfera.Um estudo recente mostrou que na erupção do Monte Pinatubo em 1991 houve um decréscimo substancial nas precipitações e consequentemente na escoamento superficial e descarga no oceano. As cinzas emitidas pelo vulcão bloquearam parte dos raios solares e, assim, abaixaram a temperatura da Terra, a evaporação da água e ...

G-8 adia para 2050 a redução da emissão de gases estufa

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas, Notícias
Parece piada, mas é verdade.Os ministros de Meio Ambiente dos sete países mais industrializados e a Rússia, o chamado G-8, prometeram hoje (26/05/08) reduzir pela metade, até 2050, a emissão de gases poluentes que causam o efeito estufa, e destacaram que as nações mais desenvolvidas devem assumir a liderança na luta contra o aquecimento global. Em declaração ministerial produzida em encontro preparativo para que se concretizem ações contra a mudança climática, na cúpula que realizará em Toyako (Japão) em julho, o G-8 se absteve, no entanto, de prometer compromissos firmes para uma redução dos gases poluidores a médio prazo, ou seja, até 2020.A declaração dos ministros do G8, no entanto, também faz referências à necessidade de os países em desenvolvimento reduzirem suas emissões de gases poluidores nos próximos dez a vinte anos. Embora tenham assinalado a necessidade de estabelecer metas a médio prazo, os ministros apenas fizeram uma menção indireta a um estudo da ONU que assinala a necessidade de os países mais desenvolvidos reduzirem entre 25% e 40% as emissões, até 2020, a fim de evitar os piores efeitos do aquecimento global....

Seqüestro de carbono em solos tropicais II

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência do Solo, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, aquecimento global, bioturbação de solos tropicais, consultoria, estabilidade da matéria orgânica do solo, estoque de carbono em solos, interações matéria orgânica x matriz mineral, meio ambiente, planejamento do uso do solo
Em solos tropicais profundos, submetidos a grande atividade bioturbadora (misturadora) da mesofauna (principalmente cupins e minhocas, mas também formigas e outros invertebrados), como os Latossolos, há presença de estoques de carbono consideráveis em profundidade, até mesmo com valores numericamente superiores aos estoques superficiais. No ambiente tropical não se podem considerar razoáveis estimativas de estoque de carbono que não contabilizem o que está armazenado subsuperficialmente nem adequadas ou eficientes estratégias de manejo de solos ou ecossistemas pensadas sem o levar em conta. Trata-se de uma promissora área de estudo, por serem ainda escassos os trabalhos contabilizando os estoques de carbono profundos em solos de regiões tropicais em escalas mais detalhadas, e ainda menos investigada a influência das práticas de manejo do solo sobre o compartimento. Saber-se quanto carbono se encontra acumulado no solo sem uma noção de sua estabilidade frente a mudanças ambientais traduz-se em conhecimento limitado. As perdas naturais de carbono orgânico do solo (COS) não são homogêneas, variando entre classes e regiões. Tanto a natureza da matéria orgânica do solo quanto as interações entre esta e o ambiente, quer seja no solo ou fora deste, influenciam sua estabilidade no solo. De particular importância são as interações ...

Seqüestro de carbono em solos tropicais I

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência do Solo, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, consultoria, estabilidade da matéria orgânica do solo, estoque de carbono em solos tropicais, meio ambiente, seqüestro de carbono em solos, serviços ambientais, valoração de estoques de carbono
Na iminência de mudanças climáticas de controversa reversibilidade, a importância do conhecimento dos estoques de carbono em diferentes classes de solos está ligada à tentativa de avaliar o que poderá ser perdido no caso de mudanças no uso da terra com a adoção de práticas intensificadoras da decomposição ou mineralização da matéria orgânica ou de aumentos de temperatura como conseqüência das mudanças climáticas globais e, mais recentemente, o que isto pode representar em termos de serviços ambientais de estocagem de carbono pelos solos. As estimativas do que se encontra estocado na forma de carbono orgânico nos solos do mundo variam de 1500 a 2300 Pg (petagramas, um petagrama corresponde a um trilhão de quilogramas ou 1.000.000.000.000.000 de gramas), dependendo da profundidade considerada. Estima-se que de 1850 a 1998, mudanças no uso da terra (basicamente desmatamento para implantação da agricultura) tenham sido responsáveis pela emissão líquida de 136 ± 55 Pg de carbono para a atmosfera, tanto pela decomposição de restos vegetais quanto pela mineralização/oxidação da matéria orgânica do solo (MOS). Os estudos de avaliação de estoques de carbono (EC) em solos têm sido feitos com o objetivo de se conhecer o mais detalhadamente possível o tamanho do ...

Guiana vende serviços ambientais e conserva floresta

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência do Solo, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, Política Agrícola, agricultura, aquecimento global, consultoria, seqüestro de carbono, serviços ambientais
Há poucos dias o Jornal da Ciência publicou esta notícia anunciando a venda pelo governo da Guiana de serviços ambientais a um fundo de capitais britânico. Que serviços ambientais? Basicamente, os benefícios ao meio ambiente de uma floresta mantida intacta. Em dezembro publiquei aqui no Geófagos o post Como pagar ao meio ambiente?, infelizmente muito pouco lido, introduzindo aos leitores como seria a prestação de serviços ambientais e sua valoração. Vê-se agora um país vendendo os serviços de 405000 hectares de mata, entre os quais “regulação de chuvas, armazenagem de carbono e regulação do clima”. Os que não conhecem a realidade da pequena agricultura brasileira descapitalizada, criticam, a partir de seus escritórios com ar condicionado, a derrubada de matas para fazer carvão por agricultores ignorantes e de pequena visão. Mas a visão tem que ser pequena e de curto prazo: de que adianta salvar as florestas para o futuro e morrer de fome hoje? É inútil tentar-se salvar o mundo apelando para as consciências, principalmente quando estas estão famintas. O agricultor em geral não derruba matas por maldade, mas por necessidade. A forma mais eficaz de se evitar isto é pagando de forma justa para que eles mantenham a vegetação ...

Mudanças climáticas e segurança nacional. I: O caso do semi-árido

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, agricultura, aquecimento global, cv da pluviosidade e uso da terra, irrigação, meio ambiente, mudanças climáticas globais, mudanças no semi-árido, segurança nacional, semi-aridez, substrato geológico e uso da terra, água
Um assunto de certa urgência vem preocupando as cabeças pensantes no mundo: a humanidade, por meio dos governos nacionais, terão capacidade de lidar com catástrofes naturais resultantes das mudanças climáticas globais? Pensando em âmbito mais local, terá o Brasil algum tipo de planejamento para superar ou minimizar os efeitos destas ainda parcialmente hipotéticas catástrofes? A forma mais lógica de se avaliar o preparo brasileiro é considerar-se o que tem sido feito neste país para se enfrentar crises geradas por fenômenos naturais catastróficos. Para deixar bem claro o quão despreparado o Brasil se encontra frente a estes problemas, claro que o primeiro exemplo a ser citado é o dos episódios recorrentes e bastante previsíveis de seca na área semi-árida da região Nordeste brasileira. Ora, uma série de previsões sugerem que nos trópicos poderá haver uma extensa semi-aridificação advinda das mudanças climáticas. O Brasil tem no Nordeste um por assim dizer laboratório tanto para prever as condições futuras de partes de seu território quanto uma oportunidade desperdiçada de aplicar medidas de grande alcance para reverter os efeitos desta eventual semi-aridificação. Entretanto, age-se no Brasil, em relação às secas, como os usuários contumazes de maconha, que têm a memória de curto prazo ...

Soluções para problemas insolúveis I

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, agricultura, aquecimento global, futuro da humanidade, irresponsabilidade ambiental, meio ambiente, mudanças climáticas globais, população humana, seqüestro de carbono, soluções para o futuro
A pesquisa científica nos últimos anos tem tentado dar soluções técnicas a um problema que se agrava: prover qualidade de vida a uma população humana crescente sem agredir demasiadamente o ambiente. Em minha área de especialização posso dar um exemplo real deste tipo de preocupação. Com o consenso em torno das mudanças climáticas globais, a pesquisa tem sido direcionada para alternativas de se diminuir ou desacelerar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente o CO2 (dióxido de carbono) por meio do seqüestro de carbono, que é a retirada deste gás da atmosfera, através da fotossíntese dos vegetais superiores e o acúmulo estável deste carbono tanto na vegetação quanto na matéria orgânica do solo, que provem da decomposição incompleta do material vegetal que cai ao solo bem como da neossíntese de substâncias orgânicas mediada por microrganismos e minerais do solo. Ao mesmo tempo, a Ciência do Solo tem sido desafiada a desenvolver técnicas de manejo dos solos que possibilitem produzir alimentos, sustentavelmente, para bilhões de pessoas, perto estamos dos 10 bilhões. Ora, o pressuposto de que estes dois desafios sejam igualmente factíveis pode ser falso: talvez não seja possível uma solução técnica para ao mesmo tempo melhorar ...

Materialismo cristão e o fim do mundo

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Bush, Cerrado, Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, aquecimento global, caatinga, destruição, hipocrisia, meio ambiente, água
Em minha opinião, há poucas pessoas tão materialistas como o devoto cristão, presidente dos Estados Unidos da América do Norte, o Sr. George Walker Bush. Ontem saiu um editorial na Nature criticando veementemente a desastrosa atuação do administrador da EPA, a agência de proteção ambiental americana, o toxicologista Stephen Johnson, que vem agindo de forma claramente harmoniosa com o que pensa o Bush, desrespeitando as leis, a ciência e a integridade ambiental do país. Um mais ingênuo poderia perguntar ”Mas como, ele não é o protetor do ambiente?” Não, como deixa bem claro o editorialista da Nature “The Bush administration has always shown more zeal in protecting business interests than the environment”, ou em português claro, a administração Bush tem sempre zelado mais pela proteção dos interesses comerciais do que pelo meio ambiente. E digo mais, provavelmente sem um mínimo resquício de remorso. Por quê? Entre outras coisas, porque eles têm a bênção divina para quaisquer de suas ações. Não pode haver nada mais hipocritamente materialista que isso. Entre outras coisas, o Johnson vetou tentativas de vários estados americanos de limitarem a emissão de gases de efeito estufa em seus territórios, principalmente de automóveis, utilizando em suas justificativas dados, por exemplo, da associação de fabicantes de automóveis. ...

Cemitério geológico de carbono

Juscimar Silva @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Geoquímica, Mudanças climáticas, aerossol de sulfato, aquecimento global, camadas geológicas, injeção de dióxido de carbono, meio ambiente, mudança climática, seqüestro de carbono
Com as constantes preocupações em diminuir ou neutralizar as emissões de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) ou descobrir alternativas que reduzam sua concetração na atmosfera, idéias miraculosas têm sido propostas. Desde espelhos para refletir os radiações solares até “aspersão” de anions sulfato (SO42-) na atmosfera (apesar de esta aspersão ter o potencial de causar o problema das chuvas ácidas resultante da combinação do SO42- e do vapor d’água, como disse um dos cientistas responsáveis pela proposta “não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos”). Porém alternativas mais simples e de caráter não sensacionalista estão sempre batendo à nossa porta. Há mais de duas décadas as empresas exploradoras de petróleo utilizam a técnica de injeção de CO2 em alguns de seus poços para retirar os últimos resquícios de petróleo do subsolo. Porém, como a emissão de CO2 a partir da queima de combustíveis fósseis figura-se entre os principais “alvos” a serem combatidos quando se trata de mudanças climaticas globais, essa tecnica ganhou uma nova função- sequestrar ou melhor enterrar carbono. Conforme estimativas do IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, será necessário sumir com mais de 25 bilhões de toneladas de CO2 até o ...

Máquina de fazer petróleo

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas
O título é meio estranho e na blogosfera internacional a notícia não é mais tão nova. Pesquisadores dos Sandia National Laboratories, no estado do Novo México, EUA, anunciaram a criação de uma máquina que “essencialmente reverte o processo de combustão” de material orgânico como combustíveis fósseis, por exemplo, chamada de Sunlight to Petrol, ou S2P. O interessante do projeto é que a fonte de energia para isso é a própria luz do sol. Ou seja, é uma máquina que imita o que fazem as plantas, convertem CO2, um gás, em material orgânico, utilizando como fonte de energia a radiação solar. Entendamos um pouco a química do processo, tanto na máquina como nas plantas. No CO2 (dióxido de carbono), a valência do elemento carbono é de +4, ou seja, o elemento tem a tendência de perder 4 elétrons, cuja carga é negativa, ficando com um excesso de 4 prótons, cuja carga é positiva; estas cargas positivas são neutralizadas por dois átomos de oxigênio, que têm cada um a tendência a ganhar dois elétrons. Diz-se então que o carbono foi oxidado, por ter perdido elétrons. Os organismos vivos são compostos majoritariamente de carbono, só que na forma reduzida, ou seja, com ...

Aquecimento global, ciência e bom senso

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas
O amigo Elton Valente, colega de doutorado e darwinista de primeira hora, tem opiniões muito próprias sobre uma série de assuntos, inclusive aquecimento global. De vez em quando manda-me uns textos interessantes, como o que agora reproduzirei no Geófagos. Embora eu ache que as evidências da origem humana do aquecimento global são muito fortes, o pensamento crítico e a opinião dissidente são importantíssimos para se formar um quadro sem viés, não preconceituoso dos fatos. Esta, na verdade, é a crucial vantagem do pensamento científico legítimo sobre as outras formas de interpretação do mundo: a inexistência de certezas inquestionáveis, os malditos dogmas. A seguir, as palavras do Elton: “Em relação às questões ambientais (ou quaisquer outras), este irrelevante cronista que vos escreve já afirmou aqui no Geófagos que é preciso questionar, duvidar e querer saber. É preciso ser muito cético com a Mídia e com a Moda. Ambas são muito volúveis por natureza. Existem duas coisas fundamentais para o desenvolvimento do mundo e da civilização: boa ciência e bom senso! Mas nestes tempos em que as forças políticas, econômicas e sociais do mundo estão “reorganizadas” e divididas novamente em dois blocos, de um lado o capitalismo globalizado e do outro a ...

Embaixadores do Clima

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Mudanças climáticas
O British Council está selecionando três jovens interessados em meio ambiente, com idade entre 14 e 18 anos, para participar do programa Embaixadores do Clima. Os selecionados ganharão viagens com todas as despesas pagas ao Reino Unido e ao Japão, onde participarão da Conferência Internacional de Meio Ambiente, que reunirá os países do G8+5. Informações na página http://www.britishcouncil.org/br/brasil-science-chat-climate-change-climateambassador-international.htm e inscrições até o dia 31 de janeiro.

Como pagar ao meio ambiente?

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, Política Agrícola, meio ambiente
A pergunta no título deste post pode parecer estranha e alguém talvez pense que me enganei ao escrever, mas não. A pergunta é relevante e pode ser melhor entendida se escrita de outra forma: se deixarmos de considerar todas as vantagens conferidas por um ambiente bem preservado e funcional como bens gratuitos e passássemos a dar valor monetário a isto, a consciência destas vantagens não seriam mais notadas e talvez melhor conservadas? Dou um exemplo. O grande desafio da humanidade atual é diminuir ou de preferência parar as emissões de gases de efeito estufa que estão causando mudanças climáticas globais de reversibilidade controversa. Tenho falado constantemente no papel dos solos como possíveis mitigadores destas emissões ao seqüestrar dióxido de carbono na forma de matéria orgânica do solo, mais conhecida como húmus. Além do efeito benéfico pela diminuição de gases de efeito estufa na atmosfera, o acúmulo e a dinâmica da matéria orgânica no solo traz uma série de outros benefícios como melhorar a fertilidade dos solos, sua estrutura, imobilizarem possíveis poluentes como metais pesados, aumentar a biodiversidade nos solos. Ora, na verdade todos estes benefícios podem ser considerados como serviços para o bem estar da sociedade. Mas o cidadão não ...

Estoques de carbono, erosão e boa ciência I

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência do Solo, Matéria orgânica, Mudanças climáticas, Uncategorized, meio ambiente
Estoque de carbono do solo é uma estimativa da massa total de carbono orgânico (e/ou inorgânico) de um solo, levando em consideração a profundidade (espessura) do solo e sua densidade. Por que conhecer os estoques de carbono nos solos? Atualmente, de forma pragmática, estas estimativas são feitas visando avaliar o quanto poderia ser perdido no caso de haver mudanças no uso da terra. Estima-se que de 1850 a 1998, mudanças no uso que se faz das terras (basicamente derrubadas de florestas ou outros tipos de vegetação nativa para implantação de agricultura) tenham sido responsáveis pela emissão líquida de em torno de 136 Pg (petagramas, um petagrama corresponde a um trilhão de quilogramas ou 1.000.000.000.000.000 de gramas) de C principalmente na forma de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera tanto pela decomposição dos restos vegetais quanto pela oxidação da matéria orgânica do solo. Segundo pesquisas, a perda histórica de carbono orgânico do solo em terras convertidas à agricultura pode variar de 30 a 40 t/ha. Esta quantidade é muitas vezes correspondente a todo o carbono de horizontes superficiais de alguns solos. O conhecimento dos estoques de carbono em solos pode auxiliar inclusive no planejamento de uso da terra ...

Plantas, dióxido de carbono e água doce

Italo M. R. Guedes @ Geófagos: tópicos em agricultura e meio ambiente Categorias: Mudanças climáticas
Comentei recentemente sobre o uso da água na agricultura e o que se tem feito para melhorar a eficiência no uso da água das espécies agrícolas. Aliás, estou devendo um post sobre as práticas agronômicas utilizadas para aumentar a eficiência com que as plantas cultivadas utilizam o recurso água. Mas isto fica mais para frente. Como já foi dito no supracitado post, o caminho por onde as plantas transpiram na forma de vapor a água água absorvida  é o mesmo por onde ela absorve o CO2 (dióxido de carbono) necessário para que se realize a fotossíntese (produção de material vegetal utilizando como fonte de energia a luz do sol): os estômatos, microscópicas aberturas localizadas na superfície das folhas. A eficiência no uso da água é a quantidade de material vegetal produzida dividido pelo volume de água utilizado pelas plantas. Idealmente, deseja-se que os vegetais produzam o máximo de material utilizando um mínimo de água. Não é interessante, no entanto, aumentar demais a efeiciência no uso da água porque corre-se o risco de não se produzir suficiente comida no mundo: as plantas de deserto, como as cactáceas, são eficientíssimas ao usar a água mas a quantidade de material vegetal produzido ...

Agricultura e água

Italo M. R. Guedes @ Geófagos: tópicos em agricultura e meio ambiente Categorias: Mudanças climáticas, agricultura, meio ambiente
Vivemos em tempos críticos, de mudanças profundas no meio ambiente e a espécie humana deve utilizar o mais eficientemente possível o conhecimento científico adquirido para tentar senão reverter, pelo menos conviver da forma mais sustentável possível com as novas condições ambientais que se delineiam. A quantidade e a qualidade da água para uso humano e animal têm decaído inexoravelmente no último século e já se vê conflitos por água, não só no nível local e regional mas até no nível internacional. Talvez constitua surpresa para alguns saber que a agricultura é a atividade humana que mais consome água no mundo. É quase um consenso que a agricultura irrigada consome algo próximo de 85% de toda a água captada pelos seres humanos. Apesar de ocupar apenas 18% de toda a área sob agricultura, os cultivos irrigados respondem por cerca de 40% da produção agrícola mundial. Com o crescimento dos centros urbanos e à medida que a população mundial cresce, é fácil prever que diferentes atividades humanas passam e passarão a competir pelo mesmo suprimento de água e de maneira paulatina o verbo “competir” deixa de ser usado no sentido figurado. Os agrônomos e fisiologistas vegetais cientes deste papel de maior ...