“Por dentro da Ciência” do Instituto Americano de Física (17/11/08)

João Carlos @ Chi vó non pó Categorias: Astrofísica, Ciência Geral, Ciência Geral e Ceticismo, Ciências Exatas, Cometas, Física, Mente e Cérebro, Reaprendizado, Sistema solar, Sono, Variedades científicas, memória
Inside Science News Briefs 17 de novembro de 2008 Por Jim Dawson Inside Science News Service Nascimento de Nosso Sistema Solar Encontrado na Poeira de um Cometa As concepções artísticas do nascimento de nosso Sol e de nosso Sistema Solar geralmente mostram uma nuvem gigante de poeira rodopiando na vastidão do espaço. Enquanto a poeira colapsa para dentro, ela começa a lampejar mais quente e mais brilhante, até que se cria uma bola de gás quente e densa que conhecemos como o Sol. Logo depois, na escala de tempo astronômica, se formam os planetas a partir da poeira e do gás que giram em torno do novo sol. Tudo isso realmente aconteceu a cerca de 4,5 bilhões de anos atrás e os cientistas que estudaram três pequenos grãos do que pode ter sido parte dessa poeira original — retirada do cometa Wild 2 por uma espaçonave em 2004 — relatam que essa poeira é rica em cálcio e alumínio, dois dos primeiros minerais a se solidificarem na infância de nosso Sistema Solar. Os cientistas da Universidade de Chicago que estão realizando as pesquisas, batizaram as partículas de Inti, Inti-B e Inti-C, o nome do deus solar dos Incas. Os minerais contidos nas partículas, que são ...

Memória… (sobre o que mesmo era esse post?… Ah! Sim…)

João Carlos @ Chi vó non pó Categorias: Biologia, Ciência Geral, Ciências da Vida, Emaranhados neurofibrilares, Mal de Alzheimer, Medicina, Mente e Cérebro, Saúde e Medicina, memória
Northwestern University Cérebros “Super Idosos” revelam os primeiros segredos da boa memória na velhice CHICAGO — Pode ser que você tenha um avô com 85 anos que ainda se divirta todo dia com as palavras cruzadas do jornal, ou uma tia com 94 anos que nunca se esquece de um nome ou de uma fisionomia. Eles parecem ser imunes à falta de memória que costuma assolar as pessoas de sua idade. Pesquisadores da Escola Feinberg de Medicina da Universidade Northwestern consideraram se os cérebros dos idosos que mantinham uma memória afiada com um laser — chamados “super idosos” — eram, de alguma maneira, diferentes do normal das pessoas. Assim, em lugar da abordagem usual, na qual os cientistas exploram sobre o que se passou de errado no cérebro de uma pessoa idosa quando ela perde a memória, eles investigaram o que acontece de certo em um cérebro idoso que se mantém em pleno funcionamento. Agora, eles conseguiram uma resposta preliminar. Os cientistas examinaram os cérebros de cinco pessoas falecidas, consideradas “super idosas” por causa da sua alta performance em testes de memória quando tinham mais de 80 anos, e compararam esses cérebros aos de outras ...

Fobia Musical?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Livros, Mente e Cérebro, Música, Neurologia, Psicologia, ansiedade, cérebro, fobia
Comecei a ler o “Alucinações Musicais” de Oliver Sacks e estou gostando muito do que li nas primeiras 60 páginas. O autor é neurologista e, neste livro, relata vários casos de pacientes cujo diagnóstico tem algo a ver com música. Um dos casos me chamou muito a atenção: Sílvia N. tinha epilepsia musicogênica, ou seja, um certo tipo de música a fazia sofrer sérias convulsões. No seu caso, músicas napolitanas, que ela até então adorava pois a faziam relembrar sua infância. Após o aumento da frequência das convulsões, foram descobertas anormalidades anatômicas e elétricas em seu lobo temporal esquerdo, e em seguida ela foi submetida a uma cirurgia cerebral para tratar o problema. Daí vem a parte mais curiosa: após a cirurgia, as músicas napolitanas não mais eliciavam convulsões em Sílvia, mas ainda assim ela evitava o contato com essas músicas, o que é de se esperar do ponto de vista comportamental. Quando um estímulo é muito punitivo, tendemos a evitá-lo, mesmo quando a função punitiva não está mais em vigor. Daí a gente continua sempre esquivando desses estímulos, sofrendo com os efeitos colaterais dessas situações de fuga e esquiva (medo e ansiedade) enquanto que a solução está no ...

Sobre o “True Life: Tenho Síndrome do Pânico”

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Mente e Cérebro, Psiquiatria, Pânico, Síndrome, ansiedade, psicopatologia, televisão
Falei outro dia que ia passar um programa na MTV chamado “True Life: Tenho Síndrome do Pânico“. Então, assisti - e gostei! O programa mostra 3 jovens que costumam ter ataques de pânico: Monica, de 18 anos, uma garota bastante impaciente que diz que coisas cotidianas aumentam a sua ansiedade; Nichole, de 24 anos, que quase não sai mais de casa sozinha e teme que seu noivado não vá durar muito se ela continuar assim; e Frank, de 21, que fica ansioso principalmente perto de pontes, o que dificulta muito sua vida já que ele mora em uma ilha. O programa nem tenta explicar o que é ansiedade ou a Síndrome do Pânico, muito menos sobre as possibilidades de tratamento, apenas mostra o cotidiano dessas pessoas. No entanto, sabendo que inúmeras variáveis ambientais interferem na ansiedade que a pessoa sente (e que podem levar a um ataque de pânico), eu, como psicólogo, não consegui assistir ao programa sem fazer anotações destas possíveis variáveis. Monica é uma garota que se irrita muito facilmente, portanto ela está sempre gritando ou brigando com alguém além de estar sempre preocupada, ou seja, seu corpo está sempre a mil - com certeza isso aumenta seus ...

Espero não chegar lá…

Luciano @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Ciências da Vida, Humor, Mente e Cérebro, Planeta Terra e Ambiente, Uncategorized, aves
Assista o vídeo abaixo e descubra o que acontece quando um ornitólogo esquece de tomar seu gardenal. Espero não chegar lá um dia… © Luciano for Caapora, 2008. | Permalink | No comment | Add to del.icio.us Post tags: , Feed enhanced by Better Feed from Ozh

True Life: Tenho Síndrome do Pânico

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Mente e Cérebro, Psiquiatria, Pânico, psicopatologia, videos
Eu estava aqui à toa (momento raro hoje em dia), abri a programação da tv a cabo e encontrei por acaso um programa chamado “True Life: Tenho Síndrome do Pânico” que vai passar daqui a pouco às 23:00 na MTV. Não conheço, nunca vi e nem sei se vai ser bom, mas sei que vou assistir! A sinopse é a seguinte: “Nome Original: True Life Direção: Mark Herwick, Evan B. Stone Ano: 1998 País: EUA Classificação: Maiores de 13 anos Sinopse: Nesse episódio de True Life nós vamos seguir os passos de Monica, Nichole e Franklin enquanto eles tentam viver uma vida normal apesar de sofrer de Síndrome do Pânico. Duração: 60 minutos” Os ataques de pânico surgem aparentemente do nada e atrapalham muito a vida das pessoas. Curiosamente, este é um dos transtornos em que a pessoa melhora mais rapidamente na terapia comportamental, embora pouquíssima gente saiba disso. A maioria das pessoas só chegam ao psicólogo depois de inúmeros ataques e exames com cardiologistas, endocrinologistas, neurologistas, enfim, ummontedecoisagistas. Ou então ela chega quando se cansou dos remédios. Vou tentar assistir e postar um feedback aqui depois. Se eu gostar, ainda coloco horários das reprises! © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. ...

Não sou uma só: diário de uma bipolar

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Livros, Mente e Cérebro, bipolar, psicopatologia
Não é segredo que sou apaixonado em psicopatologia. Todos os transtornos comportamentais me fascinam, mas o transtorno bipolar tem algo que consegue me deixar ainda mais curioso: a fase de mania. O transtorno bipolar de humor é caracterizado principalmente por grandes oscilações de humor, que podem variar desde fases depressivas onde a pessoa mal sai da cama até fases em que a euforia é tanta que a pessoa pode chegar a ler dezenas de livros numa semana, viajar milhares de kilômetros sem avisar ninguém ou gastar todo o dinheiro que tem (e o que não tem) em compras. Além da pessoa se sentir muito eufórica, ela ainda perde todos os limites e aproveita para fazer muito do que sempre quis. Conversar com essas pessoas é sempre interessante porque você nunca sabe que tipo de histórias vai ouvir, que tipo de aventuras a pessoa já passou. Passeando na livraria me deparei com o livro “Não sou uma só: Diário de uma bipolar“. A autora é a Marina W., que conta nele as histórias de sua vida, e consequentemente, de sua bipolaridade. Achei o livro muitíssimo interessante, e como eu esperava, ela tem várias boas histórias pra contar. Não é um ...

A Cientista que Curou seu Próprio Cérebro

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Livros, Mente e Cérebro, cérebro, resenha
Eu estava um dia com meu pai em um avião indo para São Paulo onde em seguida pegaríamos outro vôo para o Rio de Janeiro. Neste avião ele encontrou um amigo que faria o mesmo trajeto que a gente, mas não pegou o segundo vôo: ele tinha voltado para casa porque sua mulher, que tinha passado o dia sentindo tonturas, tinha acabado de sofrer um derrame cerebral. Dois meses depois recebi da Ediouro o livro “A cientista que curou seu próprio cérebro”, livro escrito por uma neurocientista que, além de ser especialista em derrames, teve um em seu próprio cérebro e se recuperou para contar a história. Recomendaria este livro a todos profissionais da área da saúde, ou pelo menos as primeiras partes dele: achei absolutamente incrível as descrições da autora sobre as sensações do no início do derrame (e ela o descreve de uma maneira tão sensacional que confesso que fiquei com vontade de passar pela mesma experiência – mas só essa parte). Mas o que o livro tem mesmo de mais rico vem depois: embora ela tenha ficado quase completamente paralisada, ela permaneceu consciente dos acontecimentos ao seu redor e relata no livro a diferença entre ...

Os genes do comportamento humano

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Genes, Humor, Mente e Cérebro, cérebro, videos
Agora sim ficou tudo mais claro! O comediante John Cleese nos mostra como realmente funciona o comportamento humano! Vi no Respectful Insolence. Este ator é bastante conhecido pela série “Monty Python” e este vídeo é parte de seu podcast. Outro vídeo muito legal é o que ele explica o cérebro humano (e que infelizmente nem sei como legendar, a piada se perde na tradução). © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. | Permalink | No comment | Add to del.icio.us Post tags: , , , , Feed enhanced by Better Feed from Ozh

O Transtorno de Ansiedade Generalizada

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Eventos, Mente e Cérebro, Psicologia, ansiedade, transtornos
Sabe quando você está atravessando a rua e de repente alguém dá uma buzinada tão intensa que seu coração dispara, você dá um pulo e corre primeiro pra depois olhar o que era? Ou quando um cachorro te persegue e você descobre que consegue correr muito mais rápido do que imaginava? Ou mesmo aquela sensação ruim ao receber uma notícia muito chocante ou assustadora. Todos estes eventos costumam eliciar em nós as respostas automáticas de luta ou fuga chamadas de ansiedade, algumas delas são: coração acelerado, suor, palpitação, tremores e em casos mais extremos até falta de ar, tontura e sensação de desmaio. Agora imagine ter essas sensações não só nestes eventos específicos, mas de manhã, no trabalho, em casa, frente a outras pessoas, na faculdade e até em casa, sozinho, antes de dormir. Essa ansiedade começa a prejudicar sua atenção, a te deixar cada vez mais fatigado e impaciente, corrompendo os vários aspectos da sua vida: social, profissional, amoroso, etc. Assim é o Transtorno de Ansiedade Generalizada! Quem mora em Goiânia poderá saber mais sobre o assunto comparecendo amanhã às 7:20 na área IV da Universidade Católica de Goiás, onde falarei sobre o assunto em uma mesa-redonda para estudantes do curso de ...

Drogas e afins: Dependência biológica ou psicológica?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Drogas, Links - Psicologia, Mente e Cérebro, Psicologia, adicção, dependência, jogos, maconha, videogame, vício, warcraft
Felipe, qual a diferença entre indivíduos “viciados” em videogame e outros viciados, por exemplo, em trabalho ou literatura ou ciência? O conceito de vício aplicado a situações nas quais não há um catalizador químico podem ser entendidos como vício ou apenas como desvios comportamentais? Será que dá para definir um viciado por uma economia das atividades (ele passa mais tempo em frente ao computador negligenciando outros aspectos igualmente importantes da sua vida)? Do meu ponto de vista parece haver aí um conceito de eqüilíbrio que deveria ser explicitado e melhor fundamentado. O que você acha?” - por Daniel Christino Todo comportamento deve ser analisado levando em conta as bases biológicas, da aprendizagem (ou seja, dos processos comportamentais respondentes e operantes) e, claro, o contexto cultural em que ele ocorre. Meu papel como psicólogo é estudar a aprendizagem. É extremamente difícil (se não impossível) definir até onde a pessoa está dependente por um processo fisiológico ou se “é tudo psicológico”. Devemos nos lembrar que mesmos aqueles dependentes em drogas químicas como a nicotina, a maconha ou a cocaína possui outros ganhos além da “viagem” proporcionada. Existe o alívio de ansiedade, a socialização, a “companhia” do cigarro nas horas de ...

Viciado em World of Warcraft

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Links - Psicologia, Mente e Cérebro, Psicologia, Video, jogos, videogame, videos, vício, warcraft
Já falei sobre a possibilidade de vício em videogames aqui, até mesmo colei o vídeo a seguir, mas desta vez ele está legendado em português: Esse vídeo levanta tantas questões que eu nem sei por onde começar! Bom, vamos lá: eu acredito que seja possível sim “viciar” em videogames. Mas o processo é um pouco diferente do vício à nicotina, por exemplo. Deve-se analisar outros fatores que incentivam a manutenção desse comportamento problemático, no caso, o jogar em excesso. Primeiro: o reforçador acontece intermitentemente (ora ele ganha, ora ele perde, como num cassino). Segundo: há o reforçador social facilitado, dentro do jogo é muito maior o número de pessoas com interesses similares ao do jogador. Terceiro: alguém corta a mesada do moleque? Este jogo não precisa de mensalidade? Quem está pagando? A mãe? E ela está reclamando? Ah, pelo menos apareceu na televisão, né? Retirar o jogo do garoto ou pelo menos limitar os horários de jogo é a solução mais adequada. Também vale não pagar outro teclado ou outro mouse quando ele os quebra: ele precisa saber lidar com as consequências de seus atos. Outro fator que talvez lhe fosse útil e poderia ser trabalhado em terapia é encontrar outros ...

Lidando com crianças birrentas

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Mente e Cérebro, crianças, operante, supernanny, videos
Recentemente me mostraram este vídeo de uma criança birrenta que tem tudo para participar do Supernanny: Sem dúvida ela apresenta comportamentos bem bizarros, mas a explicação é muito mais simples do que se imagina, tentarei mostrá-la em poucas palavras: Nós humanos (assim como outros organismos vivos) herdamos filogeneticamente uma estrutura que nos permite adaptar ao ambiente, e esta adaptação (ou interação) entre organismo e ambiente se dá através do comportamento. Os comportamentos que nos beneficiaram de alguma maneira passam a ocorrer com mais frequência em situações semelhantes, enquanto que outros menos eficazes diminuem de frequência. Este processo ocorre a todo momento quer saibamos descrevê-lo ou não. A criança muito nova, ainda incapaz de falar, costuma chorar quando quer atenção da mãe, tanto que aos poucos a mãe consegue distinguir um “choro de fome” de outro (e a criança também). A criança então começa com comportamentos mais ou menos aleatórios e a medida que um mais adequado é reforçado ele aumenta de frequência enquanto outros vão desaparecendo aos poucos. Mas o que aconteceria se comportamentos inadequados são reforçados? Um exemplo é o vídeo logo no início deste post! Não dá para eu deduzir o que levou esta criança a emitir tais comportamentos sem uma história ...

Desafios psicológicos no espaço

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Links - Psicologia, Mente e Cérebro, NASA, Psicologia, astronauta, espaço
Eu sempre quis ir ao espaço, mas pra que enviariam um psicólogo ao espaço? Bom, de acordo com o Universe Today, eu já tenho uma desculpa para isso! O fator psicológico dos astronautas é de grande preocupação atualmente para a NASA, principalmente quando se pensa em viagens de longa duração à Lua e Marte. A grande preocupação é a possibilidade de depressão e conflitos interpessoais. Em outro planeta, se ocorre algum desentendimento entre você e seu colega, não há como excluí-lo de sua vida. Se sentir saudades, não dá para voltar para casa. Em caso de acidentes, não existem serviços de emergência. Um estudo já está sendo feito na Terra em que voluntários passam vários dias isolados do resto do mundo realizando tarefas, com o objetivo de encontrar os principais desafios psicológicos do isolamento e maneiras de superá-los. Desafio que pode ser comparado aos grandes navegadores deixando seus continentes pela primeira vez. Mas nem tudo são tragédias: ao passar muito tempo no espaço ou andando pela Lua, alguns astronautas (ex. Russel Schweikart, Apollo 9; Edgar Mitchell, Apollo 14) relataram uma sensação de euforia e uma espécie de “conexão cósmica” com o universo. Um estado semelhante ao de monges ...

As pessoas realmente ficam mais bonitas quando você bebe

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Curiosidades, Mente e Cérebro, Psicologia
Tá que isso já não é novidade para muita gente, mas pela primeira vez pode-se afirmar que esta teoria foi comprovada cientificamente. Cientistas na Inglaterra deram à 84 estudantes heterossexuais bebidas sem álcool com sabor de limão, bebidas com uma leve dose de vodka (equivalente à uma taça de vinho) ou um pouco de cerveja. Após 15 minutos, eram mostradas aos voluntários fotos de 40 outros estudantes de ambos os sexos e ambos acharam os rostos mais atraentes, com um aumento de aproximadamente 10%. O interessante é ver tais resultados com uma dose tão pequena, sem contar que a diferença foi observada mesmo em relação a rostos do mesmo sexo. Gostar de algo ou não é sem dúvida uma opção nossa, mas este estudo mostra que um simples estímulo externo pode modificar esse nosso “gostar”, e de repente temos uma variável a mais influenciando essa escolha. Mas esta é só uma! No outro dia as pessoas se dizem “Por que eu fiz aquilo?” e nem se dão conta das inúmeras variáveis ambientais que sempre estão influenciando nossos comportamentos… Fonte: Livescience © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. | Permalink | 2 comments | Add to...

O que é a Psicologia?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Comportamento, Mente e Cérebro, Psicologia, interações
Taí uma questão complicada de se responder. Uma amiga me fez essa pergunta para uma pesquisa, mas a resposta está longe de ser simples. Acontece que a psicologia, como uma ciência nova, possui diferentes abordagens que não concordam entre si quanto às técnicas, conceitos e nem mesmo em objeto de estudo. O termo Psicologia vem do estudo (logos) da Psiquê, ou seja, da alma que guia as pessoas, uma visão dicotômica herdada de Descartes. Pouca coisa mudou desde sua época: hoje muito da psicologia envolve estudar processos internos humanos, processos cognitivos, instâncias psíquicas ou qualquer coisa do tipo - escolha seu termo favorito. Eu prefiro seguir os caminhos de uma ciência natural, mas como pode uma ciência natural estudar processos mentais de uma natureza inespecífica e metafísica?! Não pode. Não podemos saber ao certo o que se passa na mente de uma pessoa nem temos como interferir diretamente na mesma. Mas sabemos que alterando certos aspectos ambientais, têm-se como resposta alterações no comportamento de uma pessoa (ou qualquer organismo). Alterando o ambiente (VI) somos capazes de alterar o comportamento (VD). Deste modo, para fazer um garoto beber água, podemos alimentá-lo com alimentos salgados; para melhorar o desempenho de alunos bagunceiros, podemos ...
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