Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Medicina

AS CÉLULAS ESTAMINAIS E O JUIZ FEDERAL


O habitual apontamento de fim de semana do físico Robert Park, um grande combatentes contra a fraude, a superstição e o erro:

"STEM CELLS: BESTOWING PERSONHOOD ON THE ZYGOTE?

On Monday federal judge Royce Lamberth, appointed to the federal bench by Ronald Reagan, blocked the use of federal funds for research using embryonic stem cells on the grounds that extracting the cells kills human embryos. It is of course true that, for good or ill, every embryo has the potential to become a totally unique human being. The same is true of every zygote created by the fusion of gametes in an in-vitro fertilization Petri dish. One or more of the resulting embryos will be transferred to the patient's uterus a few days later. There will typically be many embryos left over. They are stored cryogenically in case a second transfer is necessary. By 2008 about 500,000 frozen embryos had accumulated in cryogenic facilities around the United States. That would be closer to 1 million by now, all of which retain the potential to become unique human beings. Does Judge Lamberth’s decision mean that society must now assume responsibility for the continued viability of this growing population of potential people?"

Robert Park
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MEDICINA QUÂNTICA?! (II)


Continuação de crónica anterior de António Piedade, com o mesmo título:

Todos os exemplos indicados, na crónica anterior, implicam uma fonte de radiação que, apesar de não estar necessariamente em contacto directo com o organismo, produz neste efeitos mensuráveis e reprodutíveis. O Sol está a cerca de 150 milhões de quilómetros, ou a 8 minutos-luz, mas “queima” a pele e altera o ADN dos seus cromossomas, numa relação causa efeito reprodutível numa simples experiência laboratorial em qualquer lugar do Universo e por qualquer pessoa. Como a radiação ultravioleta está “fora” do espectro visível, a que os olhos são sensíveis, não antevemos a causa do mal mais ou menos futuro. Noutro exemplo, a bomba de cobalto (radioterapia) está a uma certa distância do paciente com cancro, distância essa apropriada e calculada matematicamente, sendo que o feixe de radiação gama, que incide e é focado na massa cancerígena, minimizando assim danos nos tecidos saudáveis circundantes, é invisível aos olhos, mas os seus efeitos são sentidos posteriormente pelo organismo. De facto, o paciente nada sente durante a radioterapia ou exposição solar. É, para o senso comum, como se o efeito resultasse de “pura magia” advinda de uma tecnologia ou conhecimentos muito avançados, como dito na citação de Arthur C. Clarke. Mas nestes casos conhecemos a tecnologia e podemos explicar a magia com conhecimento acessível a todos (com mais ou menos esforço). Não há truques. Há conhecimento científico aplicado e substancial a uma tecnologia.

O mesmo não se pode dizer, nem sequer sugerir, de uma terapia designada por quântica, que se está a disseminar numa Medicina curadora de apelido também “Quântica”. Aparece definida como o processo que resulta da irradiação do organismo, ou parte dele, com energia electromagnética de determinada frequência, para repor, numa terapia ressonante, o estado de equilíbrio electromagnético perdido e característico do estado de saúde de cada um dos indivíduos. Não se entende como é que as radiações electromagnéticas terapêuticas de baixa intensidade se tornam efectivas no meio de tanta poluição electromagnética já produzida pela acção humana (telecomunicações, redes eléctricas, motores eléctricos, etc.). Não se entende como é que a terapia quântica, veiculada por instrumentação e alguns acessórios esteticamente agradáveis e de fácil mas dispendiosa utilização, sobrepõe a sua acção terapêutica em relação ao efeito placebo, isto é, ao efeito de sujeitar o paciente ao mesmo tipo de procedimento terapêutico mas sem aplicar qualquer radiação. Não se

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Doação de órgãos – Um acto de solidariedade

 A doação de órgãos, quer em vivo, quer após a morte, é um acto de solidariedade que pode ajudar a salvar várias vidas, dado os órgãos doados serem utilizados em transplantes. 

 Os indivíduos que pretendem doar órgãos, enquanto estão vivos, podem fazê-lo, desde que apresentem as condições de saúde necessárias. Em Portugal existem unidades de transplantação de rim, fígado, coração, córnea, pâncreas, pulmão e medula óssea, localizando-se todas as unidades em hospitais públicos. Já no Brasil, é possível a doação de rim, fígado, coração, córnea, pâncreas, pulmão, medula óssea, pele e válvulas cardíacas. 

 Já os indivíduos que pretendam doar órgãos após a sua morte desconhecem muitas vezes quais os passos que devem dar. Dessa forma, e dado que tornar-se um doador pós-morte é extremamente simples, mas também importante, passo a explicar qual a lei vigente em Portugal e, a pedido do Ministério da Saúde Brasileiro, no Brasil.

Em Portugal:

 Em Portugal, qualquer indivíduo (que tenha a cidadania portuguesa, ou que seja estrangeiro residente em Portugal) é considerado doador à nascença. Isto, porque a lei vigente em Portugal assume que todos os indivíduos se dispõem a doar órgãos, após a sua morte. Sendo assim, ao contrário do que se passa noutros países, não é necessário realizar qualquer pedido, formal ou informal, informando do desejo de doação dos órgãos pós-morte. Contudo, os indivíduos que não concordem com esta lei podem, no Centro de Saúde, entregar um impresso, no qual exprimem o desejo de que não lhes sejam retirados órgãos após a morte. A lei aplicada em Portugal, no que concerne a este tema, é similar à vigente na Espanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Luxemburgo, Polónia e República Checa.

No Brasil:

 No Brasil, a lei não assume que ninguém seja doador à nascença. Dessa forma, qualquer indivíduo que esteja interessado em doar órgãos deve dizê-lo aos seus familiares, expressando claramente o seu desejo. Não é necessário o indivíduo deixar nada por escrito, mas deve-se assegurar que os familiares se comprometem a autorizar, por escrito, a doação de órgãos pós-morte.  

 Lembre-se: São vidas humanas que estão em jogo e tudo depende de uma simples conversa com os seus familiares.

Para mais informações consulte: 


 Brasil: Portal do Ministério da Saúde - Transplantes
             Contacte: comunicacao@saude.gov.br
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MEDICINA QUÂNTICA?! (I)


Novo texto de António Piedade saído no "Diário de Coimbra" (na foto imagem de ressonância magnética nuclear):

“Toda a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da pura magia”

Esta é a asserção da terceira lei de Sir Arthur C. Clarke, inclusa no seu livro "Profiles of The Future", escrito em 1961. Arthur Clarke, escritor de obras de ficção científica incontornáveis, como “2001, Odisseia no Espaço”, propôs, em 1945, os fundamentos do sistema de comunicações por satélites em órbitas geoestacionárias. Fez, para isso, uso do conhecimento sobre a radiação electromagnética adquirido cumulativamente por várias gerações dos melhores cientistas da humanidade nos últimos 200 anos (Maxwell, Hertz, Weber, Faraday, Snell, Marconi, Einstein, Planck, entre outros). De facto, muita da tecnologia que sustenta a nossa sociedade actual é fruto do conhecimento que temos dos campos, da forças e das radiações electromagnéticas, de que o espectro da luz visível, estudado por Newton, é só uma pequena parte.

Desde as ondas de rádio até aos raios gama, passando pelas microondas e pelos raios X, não é difícil identificarmos actividades, processos e instrumentação, no nosso dia-a-dia, que decorrem da natureza da radiação electromagnética, que por sua vez dependem da frequência ou do comprimento de onda e da amplitude. Einstein teorizou a relação entre matéria e energia, através da famosa constante “c” que mais não é do que a velocidade a que qualquer radiação electromagnética, independentemente da sua frequência, se propaga no vazio. E Planck estabeleceu através da constante “h”, que tem o seu nome, a relação entre a energia de uma dada radiação electromagnética e a sua frequência. De facto, a velocidade de propagação das ondas electromagnéticas varia com a frequência, ou com a sua energia, se o vazio for preenchido por matéria (recorde-se que o som não se propaga no vácuo, por se tratar de uma onda mecânica e não electromagnética). O meio de propagação (ar, água, metal, tecido biológico, etc.) afecta a velocidade de propagação e até a própria capacidade de penetração de uma dada radiação electromagnética, e isto proporciona-nos tecnologias muito úteis que usamos sem nos apercebermos

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Células NK podem facilitar transplante de fígado

 As células NK (Natural Killer cells), também denominadas células assassinas, são um tipo de leucócitos (glóbulos brancos), mais propriamente de linfócitos T, que desempenham uma importante função em termos de destruição de células cancerígenas ou infectadas por vírus. Contudo, um tipo especial de células NK, denominadas células NKTreg, podem no futuro vir a desempenhar um importante papel, no que toca à aceitação de órgãos transplantados.

 A rejeição de órgãos transplantados está relacionada com a actividade do sistema imunitário, nomeadamente de outro tipo de linfócitos T. Porém, investigadores portugueses da Universidade de Lisboa, através de estudos  envolvendo fígados de ratos, descobriram que as células NKTreg possuem um gene que controlava os linfócitos T reguladores,  o que permitiu suprimir a actividade imunitária que ocorria nos fígados dos ratos.

 Como as células NKTreg apenas suprimiram a acção imunitária no fígado (e não no organismo inteiro) e dado estas células também existirem nos seres humanos, há possibilidade de que, no futuro, este tipo de linfócitos possa ser utilizado para evitar rejeições de transplante de fígado.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/mg20727744.100-killer-tcells-the-fix-for-organ-rejection.html
           http://www.publico.pt/Ciências/descobertas-celulas-amigas-do-transplante-de-figado_1450886 (22/08/2010)
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Identificado gene relacionado com as enxaquecas


 É sabido que factores ambientais, como o stress, a alimentação e as alterações do número de horas de sono, contribuem fortemente para o aparecimento de enxaquecas. Contudo, investigadores do ICBAS (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, localizado no Porto, em Portugal) descobriram que existe um gene associado a esta doença.

 O gene em questão denomina-se STX1A e é responsável pela produção de sintaxina 1A, uma proteína (cuja estrutura está representada na imagem da direita) que por sua vez tem como função a regulação da libertação de neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem um sinal nervoso de um neurónio para outro ou para uma célula-alvo, durante uma sinapse) no Sistema Nervoso Central. 

 A amostra analisada pelos investigadores do ICBAS era composta por 188 indivíduos que padeciam de enxaquecas e 287 que não sofriam desse problema (grupo de controlo). No grupo dos indivíduos doentes foram detectadas duas variações do gene STX1A, o que sugere que estas estão directamente relacionadas com uma maior susceptibilidade do indivíduo ao desenvolvimento desta patologia.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44604&op=all#cont (19/08/2010 - 18h40)
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Desvendado o segredo da alergia ao níquel

 O níquel é um metal com o qual "contactamos" frequentemente, dado ser muito utilizado em joalharia, estar presente, na maioria das ligas metálicas de que são feitas as moedas (as moedas de 1 e 2 euros, por exemplo, apresentam níquel na sua constituição), poder ser um elemento presente no aço inoxidável e até próteses médicas. Este elemento (de símbolo químico Ni) é o 28º da tabela periódica, sendo um "metal de transição" e podendo formar diversos iões. A sua descoberta remonta a 1751 e deveu-se ao mineralogista sueco Axel Fredrik Cronstedt. 

 Contudo, a alergia ao níquel é a hipersensibilidade de contacto mais comum nos países ocidentais, tendo uma equipa de investigadores alemães descoberto a causa para esse facto. Acontece que, este metal actua de modo similar ao das bactérias - O contacto com o níquel desencadeia, nos indivíduos alérgicos a este metal, uma reacção inflamatória, através da activação de um receptor celular, denominado TLR4. Ora, este é o mesmo receptor que é activado, aquando do contacto com bactérias, levando à ocorrência de uma resposta do sistema imunitário. A activação do receptor TLR4, por parte do níquel, leva então a uma resposta imunitária exagerada, que se manifesta sob a forma da alergia a este metal.

 Como o níquel e as bactérias se ligam a diferentes regiões do receptor, o bloqueio da local onde se liga o níquel poderá prevenir a alergia ao metal, sem impedir que o receptor origine uma resposta imunitária, aquando do contacto com bactérias.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/dn19318-mystery-of-most-common-contact-allergy-solved.html
           http://www.nature.com/ni/journal/vaop/ncurrent/full/ni.1919.html
           http://en.wikipedia.org/wiki/Nickel (16/08/2010)
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O pavor de acordar e não se mover – paralisia do sono

O que me motiva a escrever esta postagem é um fenômeno plenamente natural, que acontece com muito mais gente do que pensamos, mas que pode influenciar profundamente no que algumas pessoas acreditam.

O sonho - Pierre-Cécile Puvis de Chavannes

O sonho - Pierre-Cécile Puvis de Chavannes

Vez ou outra, existem ocasiões no qual após acordar tento me mexer, e opa, não consigo mover quase nenhum músculo.

A situação já me ocorreu tanto que tento não me apavorar, mas nas vezes que por ventura tentei mover-me impulsivamente, fracassei em quase todas tentativas (poucas vezes consegui, ou imagino ter conseguido mover um único músculo).

E para piorar mais e mais, todas as vezes foram permeadas acontecimentos estranhos. Como ver alguém no meu quarto. Ouvir alguém arrastando uma cadeira de lá pra cá e não conseguir ver a pessoa etc.

Esta condição, normal, que acontece com cerca de 50% das pessoas, chama-se “paralisia do sono”. Algumas ocorrências podem ser bem leves, mas outras podem causar pânico na pessoa que a viveu até bem como influenciar sua conduta religiosa.

O Pesadelo - Heinrich Füssli

O Pesadelo - Heinrich Füssli

Estes efeitos acontecem porque a paralisia do sono não é meramente uma paralisia temporária dos seus músculos, ela vem acompanhada de alucinações hipnagógicas, como se os seus sonhos pudessem se fundir na realidade enquanto você não consegue se mexer.

A primeira vez que ví uma explicação séria a respeito foi, tanto num documentário que assisti, a muito tempo atrás (creio que na Discovery Channel, não lembro-me bem), quanto com as explicações também dadas por Carl Sagan (em seu “O mundo assombrado pelos demônios“, já comentado neste blog). Por este motivo não me assusto com tais fenômenos, como se fossem algo místico.

Entretanto algumas pessoas têm experiências bem fortes, a ponto de terem suas vidas mudadas. Existem relatos de pessoas que dizem terem sido abduzidas por alieníginas ou ainda outras que vivenciaram projeção para fora do corpo: muitos relatos estão associados ao fenômeno, plenamente natural, da paralisia do sono.

Inclusive passei por uma situação dessas a pouco tempo e fui reler a respeito (embora a ocorrência mais incrível que passei já data quase dez anos). Esbarrei no artigo “Assombração, demônio ou ciência?” de Gabriel Cunha e conferi como realmente é algo comum, visto a quantidade de pessoas que comentaram seu artigo. Sim, muita gente passou por este fenômeno, e embora possa assustar…

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COMO EVITAR OS ERROS

Há erros que são absolutamente intoleráveis. Ocorre o exemplo recente dos erros médicos na clínica oftalmológica I-Q Med de Lagoa, no Algarve, que levaram vários pacientes à cegueira em casos que eram, aparentemente, de rotina. Como evitar esses e outros erros semelhantes?

Os erros numa prática profissional como a médica podem acontecer por desconhecimento das boas práticas ou porque as práticas não são boas, apesar de haver conhecimento delas. No primeiro caso, pouco há a fazer a não ser retirar a licença profissional aos responsáveis (nunca a deveriam ter obtido!). No segundo caso, deve-se melhorar as práticas de modo a evitar os erros que se sabe acontecerem mais frequentemente do que seria desejável. São mesmo inevitáveis, pois como diziam os antigos “errare humanum est". Porém, um erro significa sempre uma oportunidade de aprendizagem no sentido da sua correcção.

Acaba de ser publicado, pela editora Lua de Papel, do grupo Leya, um livro que ensina como evitar erros médicos ou outros. O título é elucidativo - “O Efeito Checklist” - assim como o subtítulo - “Como aumentar a eficácia”. Quer dizer, para evitar erros em situações de alguma complexidade não há nada como seguir uma lista de verificação ou de controlo e colocar um V item após item. Se acaso acontecer um erro novo, correspondente a uma violação de uma regra que não estava na lista, a solução é simples: tem de se aumentar a lista, para que o mesmo erro possa ser prevenido.

O autor de “O Efeito Checklist” é um medico norte-americano bastante mediático, de seu nome Atul Gawande. Ocupa um lugar de professor catedrático de Medicina na Universidade de Harvard, em Boston, escola onde ele também se formou e que costuma aparecer no topo dos “rankings” mundiais de universidades. Com uma extensa experiência em cirurgia geral, a sua especialidade é a remoção de glândulas endócrinas cancerosas, como, por exemplo, a tiróide. Para além da sua experiência clínica, o Doutor Gawande tem também experiência de escrita pois eé autor convidado na revista cultural “New Yorker” e tem uma coluna na prestigiada revista médica “New England Journal of Medicine”. Em português já é o terceiro título dele que sai do prelo da mesma editora: os outros títulos são “A mão que nos opera” e “Ser bom não chega”.

A tese do autor

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Identificadas as células que originam o cancro da próstata

 cancro da próstata vitima todos os anos inúmeros indivíduos do sexo masculino, sendo a forma mais comum de cancro, em homens, nos Estados Unidos da América, onde todos os anos cerca de 10 000 indivíduos morrem devido a esta patologia. Contudo, cientistas norte-americanos deram recentemente um importante passo para a compreensão do desenvolvimento desta doença.

 Acontece que, anteriormente, a hipótese mais aceite pela comunidade científica era a de que eram as células luminais da próstata (ou seja, as células próximas da cavidade interior deste órgão) que originavam este tipo de tumores, pois estas assemelhavam-se às células tumorais. Contudo, cientistas norte-americanos demonstraram que são as células basais que existem no tecido da próstata que estão na origem deste tipo de cancro. Estas células, contrariamente às luminais, proliferam muito mais facilmente, assemelhando-se no tecido da próstata, em termos de funções, a células-tronco. Já as células luminais, produzem sobretudo proteínas essenciais para a reprodução.

 A experiência realizada pelos cientistas consistiu na introdução de tecido da próstata humana saudável em ratos, onde foi inibida a actividade do sistema imunitário, de modo a induzir-lhes o aparecimento de cancro nesse órgão, permitindo monitorizar as alterações registadas. De referir que, segundo os investigadores, esta descoberta pode originar métodos de diagnóstico mais eficazes e até novas formas de tratamento contra o cancro da próstata.

Fontes: http://www.physorg.com/news199624374.html (31/07/2010)
           http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1630129&seccao=Sa%FAde (31/07/2010)
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