Estes cientistas malucos e seus modelos engenhosos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Al Gore, Artigos, Bafana Divulga, Divulgação Científica, Ecologia, IPCC, Manejo de Recursos, Pesca, Turismo, crítica, malária, manejo pesqueiro, modelos ecológicos, pesca industrial, África
Alan Teger (pesca) Esta semana, no Instituto Oceanográfico da USP, aconteceu o 1º Workshop Brasileiro sobre Modelagem de Ecossistemas aplicada à Pesca (Download das palestras aqui). No post Os Bagres da Amazônia falei que esta é minha área de pesquisa principal. Realmente uma pena não ter participado para aprender mais sobre temas correlatos, além é claro de conhecer os pesquisadores (também tenho saudades de São Paulo…). Modelagem ecológica pode parecer mais umas daquelas ocupações de cientistas em suas torres de marfim, mas decididamente não é (Aliás, se fosse não teria problema nenhum, mas este assunto fica pra outra hora). Na verdade é uma forma simples, porém abrangente pra se predizer alguns processos ecológicos e nossa pressão sobre eles. Sofia Dyminski 1989_PescadoresO Ministério do Meio Ambiente estima em 250 mil, o número de pescadores de pequena escala no Brasil. Ainda tem a pesca industrial e a população ribeirinha na Amazônia (mais ...

Bagres da Amazônia (”et eu” 1)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Amazônia, Artigos, Bafana Divulga, Citações, Divulgação Científica, Ecologia, IBAMA, Manejo de Recursos, Modelagem, Pesca, Publicações, bagres, ecopath, jaraqui, manejo pesqueiro, modelagem ecológica, piramutaba, provarzea, África
Várzea Amazônica et al. é a abreviação da expressão latina et alicui que significa “e colaboradores”. Explico: na maioria das revistas científicas a citação de um trabalho com mais de dois autores é feita usando-se o sobrenome do primeiro autor acompanhado de et al. (por exemplo, Silva et al. 2007, só pra escrever um dos sobrenomes mais populares do Brasil). Uma vez ouvi não sei onde a expressão “et eu”. Morri de rir. É usada pejorativamente contra o manjado tipo de professor-pesquisador que não cansa de dizer “Eu isso, Eu aquilo, Eu aquele outro, Eu, Eu, Eu….”. Também é usado para cientistas que só enxergam o próprio umbigo na hora de escrever: você lê o paper e o cara se cita toda hora. Bem, nem sempre é tão pecado assim. Pode ser que ele seja um dos poucos a tratar daquele assunto usando uma abordagem recente ou diferente. (Hum….). Certa vez li em uma revista científica famosa um trabalho de 30 páginas de um pesquisador estrangeiro que admiro. Havia 15 citações e 14 se referiam ...
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