Do Campo Alegre a Serralves

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Casa das Artes, Ciência Geral, Locais, Plantas, Tulipeiro, liriodendron tulipifera, árvores
Tulipeiro na Casa das Artes (no lado esquerdo, Faia e outro Tulipeiro, ambos também notáveis) O Nuno e o Miguel dos blogues A Sombra Verde e Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo vieram até ao Porto para conversarmos sobre projectos comuns. Fomos a pé do Campo Alegre até Serralves, onde ficamos praticamente toda a tarde na Casa de Chá do jardim. Pelo caminho visitamos o jardim da devoluta Casa das Artes. A pátria é rica e obviamente pode dar-se ao luxo de manter um equipamento destes, com projecto de Souto de Moura, em estado de semi-abandono (havia um funcionário a recolher folhas no jardim). O essencial foi a oportunidade de ver de perto o colossal Tulipeiro, Liriodendron tulipifera (Magnoliaceae) da fotografia, entre outras árvores verdadeiramente notáveis, mas quase pequenas perante semelhante colosso. O jardim é excelente e está bem conservado. Por causa de árvores como estas, os ingleses consideram um jardim apto a ser visitado ao fim de 100 anos. O Porto devia estar coberto de árvores assim, de lés a lés. Em vez disso, temos árvores ...

“Horta à Porta” na Senhora da Hora

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais, Sociedade, horta à porta, horticultura urbana, senhora da hora
"Horta à Porta" na Senhora da HoraQuando deparei com escavadoras e betoneiras neste terreno, pensei que esta gente não pode ver um pedaço de terra livre… Mas estava enganado. Afinal tratava-se da construção de uma “Horta à Porta”, da qual desconheço mais pormenores, mas considero excelente ideia. Ainda ontem tinha publicado este link para o New York Times, onde se defende a produção agrícola mais perto do local onde as pessoas vivem. Esta “Horta à Porta” vai permitir a umas boas dezenas de hortelãos urbanos cultivarem alguns legumes de uma forma acessível, com benefícios físicos, psicológicos, coesão da comunidade e também entretenimento. Vou seguir com atenção o seu desenvolvimento. "Horta à Porta" na Senhora da HoraNuma outra nota, admito que perdi a noção do valor do dinheiro, mas mais de 70.000 euros parece-me absolutamente excessivo para uma obra desta natureza. Claro, que sendo o Estado um péssimo pagador, os juros de mora estão habitualmente incluidos no orçamento. Com uma melhor gestão, produzia-se o dobro.

Menos outra árvore na Rotunda da Boavista, no Porto

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais, porto, árvores
Em dois meses, a Rotunda da Boavista perde duas árvores de grande porte. A primeira, suspeito que tenha sido por razões estéticas. Esta, um liquidambar dos grandes, em frente à Rua Júlio Dinis, desconheço a razão. Talvez devido à intempérie ou talvez não. O tronco foi cortado com motoserra, a árvore não tombou.

É um jardim à portuguesa (4)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Contra o Mundo Moderno, Locais
Magnólia Magnólia num jardim particular. Morta há mais de dois anos e ainda em agonia.

Uma raridade em todo o país

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais, árvores
Chorão Um chorão bem tratado na esquina oposta à Árvore Grossa. A par com os Plátanos, diria que são as árvores mais mal tratadas do país. Este ainda é jovem, mas pode ser que se safe. Está no Centro de Saúde da Senhora da Hora.

A árvore grossa

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais, árvores
A árvore grossa Toda a gente que vive na Senhora da Hora há bastante tempo, conhece este Plátano como “a árvore grossa”. Não a vejo como um sinal de esperança de nada, aliás basta olhar um pouco em volta. Mas não tenho a menor dúvida que é uma sobrevivente deste país, reparem na quantidade de “urbanidade” que a circunda. A árvore grossa Nesta fotografia pode-se ver melhor, não sei se chega a ser colossal, mas conheço poucos plátanos deste tamanho e principalmente com uma copa como esta. Dir-se-ia que cresceu noutro país, noutro tempo, noutro local. Um belo dia os extraterrestes plantaram-na aqui. Porque de outra forma seria impossível… Sobreviveu à passagem de uns camiões gigantes com umas peculiares peças de betão (que eu adorava ver quando era pequeno); sobreviveu também à construção do viaduto (para a direita) e asfaltagem da estrada; vários acidentes de viação (a estrada não era assim), incluindo pelo menos um com vítimas mortais, como é sobejamente conhecido, a culpa é sempre da árvore; sobreviveu à construção desenfreada a toda a volta; também à construção da rotunda que inclui a linha ...

É um jardim à portuguesa (3)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Contra o Mundo Moderno, Locais
Belo café Em frente ao bosquete, o jardim de um café.

Um bosquete na vila

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais
Bosquete Ainda na mesma “avenida” Vasco da Gama (deve estar orgulhoso o navegador), neste troço com linha de metro, um bosquete de pinheiros e eucaliptos sobreviveu ao cimento. De notar que há pouco mais de 20 anos, toda esta zona era uma bouça essencialmente de pinheiros.

É um jardim à portuguesa (2)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Contra o Mundo Moderno, Locais
Bela avenida Para nosso deleite, a fina arquitectura dos blocos de habitação, é apenas suplantada pelas formas esbeltas dos tocos que hábeis podadores deixaram nestes harmoniosos jardins. A técnica em detalhe A incomparável técnica da arte, aqui em formoso detalhe. Bela avenida O outro lado desta magnífica avenida. Podemos identificar vários plátanos e choupos de imponente porte, realçado pelos abalizados podadores, seguramente credenciados por instituição de idoneidade comprovada. De facto, tudo isto é uma tristeza. Penso nestas coisas e julgo que devem existir excelentes razões para chamar a uma simples rua como esta — “avenida”, mas depois não encontro uma única. São apenas rasgos de delirante grandeza num verdadeiro Portugal dos Pequeninos.

É um jardim à portuguesa (1)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Contra o Mundo Moderno, Locais
O jardim do terror Este jardim(?) não merece legenda. Está mais no domínio do terror do que da jardinagem. O facto das pessoas cultivarem algo deste estilo deve ser do domínio da sociologia, ou da psiquiatria. Alguma ciência há-de explicar isto, eu não consigo.

Um quase bom exemplo

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais
Largo Não me importava de morar neste largo e no entanto, moro apenas a uns 100 metros, num sítio bem pior. A diferença que faz uma rua ampla, árvores adultas, uns bancos à antiga portuguesa, o facto de não ter saída (nunca percebi a mania portuguesa das estradas a atravessar zonas residenciais, incluindo as recentes)… Este local é um sossego. As árvores podiam estar bem melhores. Estão podadas de forma algo estranha, aparentemente para os fios telefónicos passarem. São umas quantas Bétulas, um Pinheiro e uma Austrália (é verdade). O largo não é perfeito e as árvores deviam ser definitivamente melhores, mas o potencial está cá.

Ida ao “Cantinho das Aromáticas”

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Locais
Na Quinta-feira prometi ao senhor Franklim que lhe levaria 100m de tela supressora de daninhas na próxima semana. O senhor Henrique disse-me que haveria no viveiro Cantinho das Aromáticas e como já andava para lá ir há muito tempo, nem foi tarde, nem foi cedo. O proprietário não estava, mas estava o pai. A primeira questão foi sobre a tela e fiquei a saber que os rolos têm 5,25m de largura. Pareceu-me excessivo comprar 100m (seriam 525m2)… Julgo que o senhor Franklim ficou com a ideia que o rolo teria 1m de largura. Resolvi adiar a compra. Entretanto também vi o fertilizante apropriado para agricultura biológica que queria levar para as fruteira do Sargaçal. Para necessidades imediatas comprei um pequeno saco de terra própria para cactos. Além disso comprei um Hipericão-do-Gerês, Salva-púrpura, Erva-cidreira… E por fim três livros que já tinha procurado mas não encontrei nas livrarias, excelentes edições da Fundação Calouste Gulbenkian: Plantas e Produtos Vegetais em Cosmética e Dermatologia, Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia e Plantas Aromáticas em Portugal Caracterização e Utilizações. Tudo somado, gostei bastante.

Gamm Vert

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, Locais
A semana passada resolvi visitar o novo centro de jardinagem Gamm Vert, ao lado da Ikea em Leça da Palmeira. Começando por fora, o aspecto da loja é bem mais desinteressante que o da Jardiland. É mais uma cadeia francesa, seria preferível uma inglesa, alemã ou nórdica (isto na falta de portugueses) — por uma questão de diferença de produtos talvez. Dentro, mais do mesmo. Tirando uns estranhos cogumelos chineses à entrada e uma selecção muito completa de mangueiras Gardena a metro (mas lá está, sempre Gardena), nada que não se veja em todo o lado. A selecção de plantas é muito mediana. O que mais gostei foi dos sacos — ia dizer plástico. Têm uns que não são de plástico, são de cereais, Biolice. Têm um toque parecido com borracha e imaginem só, são compostáveis! Vale a pena ir lá comprar qualquer coisa só para receber um saco desses.

Fim de férias

Categorias: Locais
Hotel Golf Mar Hoje começam as aulas dos meninos, é oficialmente o fim das férias. Felizmente as nossas, são previsivelmente para quem vai acompanhando o blogue e toda a gente que nos conhece, o oposto das descritas no Abrupto. Para mim, o cúmulo das férias é uma piscina de águas calmas, uma praia sem ninguém, um hotel com muito pouca gente. Na nota do Abrupto há na minha opinião duas questões algo injustas para muitas pessoas — não têm culpa de ter pouco dinheiro e na maior parte dos casos pelo menos uma parte do casal é obrigada a passar férias em Agosto, o que equivale a dizer que toda a família tem de passar férias em Agosto, não por mero gosto em ajuntamentos. No entanto, isso não invalida que muita da realidade veraneante seja a da total confusão e cansaço. Hotel Golf Mar Este é o segundo ano que vamos para o Hotel Golf Mar. Eu já por lá tinha andado com os meus pais e primas, há uns vinte anos ou mais. O ano passado foi ...

O Quintal

Categorias: Locais
É uma loja na Rua do Rosário, no Porto, onde às vezes vou comprar algumas coisas — as revistas “The Ecologist” ou “O Segredo da Terra”, por exemplo. Também se pode tomar um bom chá, comer uma fatia de bolo ou umas bolachas. Tem uma série de produtos biológicos e sou cliente das massas ou das bolachas Duchy Originals, entre outras coisas, mas tenho alguma pena que a alimentação biológica não esteja mais generalizada. É ainda cara para o comum dos cidadãos e globalmente ainda representa pouco. Curiosas as nozes de sabão, que um dia destes irei experimentar. Também é um ponto de entrega dos cestos de legumes e fruta Raízes. É uma loja simpática, passem por lá ou visitem o blogue para saber mais.

Serralves, fim de tarde

Categorias: Locais
Serralves Alameda de jovens castanheiros-da-Índia, Aesculus x carnea, na parte rural.

A caminhada dos abismos

Jorge Ventura @ Quinta do Sargaçal Categorias: Locais
Caminheiros A caminhada pela linha férrea entre Fregeneda (Espanha) e Barca D’Alva (Portugal) é um hino à contemplação da natureza. A caminhada dos abismos O início do percurso tem lugar na velha estação de Fregeneda e logo após aparece o primeiro túnel com mais de 1500m de extensão. Outros 19 hão-de vir, mas este é o mais espectacular. Após a saída do túnel deparamo-nos com um cenário fantástico de imensidão e horizonte natural com a ribeira de Morgaez do nosso lado esquerdo. O silêncio da paisagem só é cortado pelo restolho da caminhada pelo balastro da linha. O rio Águeda aparece depois de vencido o túnel que alberga uma grande colónia de morcegos. Surge então a ponte Morgado e com ela as primeiras vertigens para quem as não consegue dominar. Numa extensão de 17Km temos de atravessar 10 pontes usando, em quase todas elas, um passadiço de ferro por vezes seccionado em espaços superiores a meio metro que só uma passada firme logra vencer. Parar a meio das pontes (a mais espetacular é a ponte Pollo Valiente que apresenta curvatura) e olhar as profundezas até ao ...

Escola primária “Andrade“, de Vila de Muros

Categorias: Locais
Escola de Vila de Muros Num claro sinal de progresso, encerrou em 2006 (mas não morreu). Foi entregue para já à Associação para a Defesa do Vale do Bestança e julgo que à Associação para a Promoção da Ribeira de Tendais. Vai ser necessário brevemente dar-lhe um jeito e ajardinar o antigo recreio, tarefas para as quais serão necessários voluntários.

A chegar ao Douro

Categorias: Locais
Douro Quinta-feira, a caminho do Sargaçal. Os 5ºC permitiram a fotografia.

Nascer da Lua em Serralves

Categorias: Locais
Camélia Hoje tive a oportunidade de experimentar uma máquina fotográfica Canon 5D, com uma lente fantástica 24-70mm f/2.8. Coisa fina.

Rue Claude Monet

Categorias: Locais
Rue Claude Monet A rua de Claude Monet é ela própria um jardim. Nas paredes, nas casas, nas bermas… flores por todo lado, árvores de bom porte, é uma aldeia extremamente agradável. Infelizmente, fecha tudo à Segunda-feira e não foi possível ver muito mais. O tempo também já não era muito, o Sol já se estava a pôr e não nos arrependemos mesmo nada de lá ter ido. Coloquei algumas flores da rua nos Jardins abertos, no Flickr.

Jardins de pedra: Giverny

Categorias: Locais
Cemitério de Giverny No cemitério de Giverny, com uma decadência que parece encenada, repousa o grande impressionista Claude Monet. No entanto, uma campa destoava das demais, nova, bem arranjada. É o local onde estão sepultados sete aviadores britânicos, a tripulação de um Lancaster, abatido sobre Giverny na Segunda Guerra Mundial. A família do navegador tinha passado por lá recentemente. Deixaram flores e uma fotografia.

Jardins de pedra: La Cambe

Categorias: Ainda nenhuma categoria, Locais
La Cambe Cemitério alemão. Outro dos jardins mais bem tratados que já vi. Estes 21.139 soldados aqui caídos merecem esta digna homenagem. Apesar do número impressionante, a imagem é menos brutal que no cemitério americano. Há umas cruzes em pedra vulcânica e as campas são pequenas lages no chão, o que retira muito do choque. Já li notícias que os cemitérios dos combatentes portugueses — designadamente no Ultramar –, são a imagem da degradação, mas nem vale a pena tocar no assunto. La Cambe Um casal de velhinhos aproximou-se. O senhor, aparentemente um veterano, dirigiu-nos umas palavras. Não percebemos. Abriu a mão, tinha bolotas dos carvalhos, como que a dizer que a vida continua, ou pelo menos continuou. A mulher disse-nos que era inglesa. Dirigiram-se para a saída e nós, ficamos a apanhar bolotas dos carvalhos. La Cambe La Cambe Este cemitério tinha uma coisa diferente do americano. Muitas homenagens pessoais, principalmente vasos com flores, que os soldados que fazem a manutenção regavam. É ...

Jardins de pedra: Colleville-sur-mer

Categorias: Locais
Colleville-sur-mer Sobranceiro à praia de Omaha, o cemitério americano de Colleville-sur-mer. É este um dos mais bem tratados jardins que alguma vez tive a oportunidade de visitar. Impecável até ao limite do possível. 69 hectares de morte, mas também de vida. Sereno, digno e brutal. Colleville-sur-mer Alinhadas, 9.387 cruzes (incluindo algumas estrelas de David), mais 1.557 desaparecidos num mural. Os americanos pagaram o preço. É interessante constatar que não só esta guerra se passou há pouco tempo, como os mais ingratos são exactamente aqueles que mais longe do Nacional Socialismo se encontram hoje. Saí daqui bem agoniado. Colleville-sur-mer

Mont-Saint-Michel

Categorias: Locais
Monte de St. Michel Este saiu direitinho de um livro de J.R.R. Tolkien. Algo igual só nas minhas fantasias heróicas, aliás pensando no assunto, parece impossível como foi possível construir algo assim. Para assumir a forma que tem hoje, passaram-se centenas de anos e uma história fascinante. No entanto há algo bizarro dentro das muralhas: Milhares e milhares de turistas deparam-se com as lojas de souvenirs mais pirosas do Mundo. Vi abominações sem fim, as t-shirts mais feias do planeta, coloridas “máquinas fotográficas” estilo viewmaster com uns slides inenarráveis, espadas de plástico, imitações de espadas de samurais, golfinhos com lantejoulas… Até o nosso Navio Escola Sagres por lá andava, numa miniatura feita na China inacreditável de tão má… Aliás era tudo feito na China. Que tipo de turistas comprarão semelhantes coisas? Os Chineses? Monte de St. Michel Nas marés vivas, o monte fica rodeado pelo mar. Depois do mar, campos de cultivo infindáveis. A França é o terceiro maior consumidor mundial de pesticidas, com 80.000 toneladas por ano.

Cores em Azay-le-Rideau

Categorias: Locais
Azay-le-Rideau A pequena ponte pertence ao château d’Azay-le-Rideau. Azay-le-Rideau Alameda de acesso ao castelo. Isto é tudo assim, em grande e extremamente cuidado. Como já alguém disse, não há gruas nem prédios no horizonte.

Árvores em Azay-le-Rideau

Categorias: Locais
Azay-le-Rideau Nesta muito agradável vila (ou aldeia), existe um castelo homónimo, o Château d’Azay-le-Rideau. Mais um. Mas não posso encher o blog de Châteaux. A árvore mais destacada parece nitidamente um Cedro-do-líbano, a grande ao fundo à esquerda, uma Sequoia sempervirens, já nos domínios do castelo. Tinha três iguais, de porte imponente.

Château de Villandry: Números

Categorias: Locais
Château de Villandry Como se devem ter apercebido, o Château de Villandry dava para um blog. Não chegamos a visitar o “jardin des simples”, que é um jardim de aromáticas na mais fiel tradição medieval de ter a farmácia à porta. As partes mais recentes, a pradaria e o labirinto, são francamente as mais desinteressantes. Finalizo esta série com alguns números muito curiosos e até surpreendentes. Château de Villandry A poda das 1.260 tílias demora dois meses para quatro homens e com ajuda de uma plataforma elevatória. São podadas num formato rectangular, que pessoalmente acho abominável. A irrigação no Verão faz-se das nove horas da noite às cinco horas da manhã. Em período de seca, a horta é regada de dois em dois dias. O sistema debita 30m3/hora e podem funcionar até 50 aspersores de turbina simultâneamente. O estrume utilizado é de bovino, o mais decomposto possível. As ervas daninhas são arrancadas à mão. Nas alamedas principais utilizam químicos anti-germinação (também vi anti lesmas e caracóis em volta das abóboras). Para os sete hectares de jardim há nove jardineiros ...

Château de Villandry: A horta

Categorias: Locais
Château de Villandry É para mim a parte mais surpreendente e emblemática deste jardim, “le potager”. Tem 12.500m2, composto por nove grandes quadrados, todos diferentes, com canteiros bordados a buxo. Château de Villandry Há uma plantação de Primavera com saladas (muitas variedades), rabanetes, lentilhas e outros. No Verão chegam as courgettes, cenouras, aipo, pimentos, tomates cereja, beterrabas… Tudo perfeitamente ordenado e respeitando um plano de rotatividade. Château de Villandry Muitas bordaduras são floridas. No total são necessárias 30.000 plantas de flores e 50.000 legumes na Primavera e 30.000 legumes no Verão, cada ano. No total, 110.000 plantas. Château de Villandry As famílias dos proprietários e das pessoas que trabalham no castelo, consomem todos os legumes que podem. O resto, por alguma razão, provavelmente manter a horta sempre com bom aspecto e equilibrada, não é comercializado. O resultado final é compostado e volta à terra no ano seguinte.

Château de Villandry: As estufas

Categorias: Locais
Château de Villandry Perto do pavilhão da “audiência”, onde o proprietário recebia os habitantes locais, estão as estufas. Villandry produz 70% das suas plantas, excluindo os bolbos. Château de Villandry É uma parte menos “domesticada” do jardim, mas também muito interessante. Três estufas aquecidas (150m2), um “túnel” (130m2) e cerca de 500m2 de prateleiras.
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