No Pêndulo Foucault - Umberto Eco
“Em Abulafia a palavra de ordem podia ser de sete letras. Quantas combinações de sete letras se podiam dar com as vinte e cinco letras do alfabeto, calculando também as repetições, porque nada impedia que a palavra fosse ‘cadabra’? Existe uma fórmula em qualquer parte, e o resultado devia ser de seis biliões e qualquer coisa. Tendo uma calculadora gigante,
"Cuidado com a Língua!" é um programa da RTP sobre erros de português, da autoria do jornalista José Mário Costa, com a colaboração da professora de Português Regina Rocha. Um livro baseado no programa (e com um DVD a acompanhar, contendo 13 episódios), publicado pela Oficina do Livro, vai ser lançado na FNAC de Coimbra no próximo dia 20 de Novembro.A Professora Regina Rocha, da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, é um exemplo, um magnífico exemplo,dos muitos professores competentes e dedicados que, felizmente, temos.
O editor de um periódico científico do qual sou assinante recentemente enviou, creio que para todos os sócios, um e-mail no mínimo curioso. Na mensagem ele informava sobre uma série de mudanças que precisariam ser feitas em relação à política de publicação de artigos na revista e depois explicava, detalhadamente, as razões das mudanças: como o periódico passara a ser classificado recentemente como de nível “A Internacional” o número de artigos submetidos e publicados aumentos vertiginosamente. No entanto, como o número de citações dos artigos publicados não acompanhou o ritmo do número de artigos publicados, o dito periódico corre agora o risco de perder a classificação de A Internacional. Vejam bem, teoricamente a qualidade da revista é tão boa que a permitiu ser classificada entre as melhores do mundo na área, mas devido a um artefato aritmético qualquer, sem que tenha havido mudança observável na qualidade da revista, pelo contrário, há a ameaça de “descer do pódium”. É cisma minha, ou este sistema de classificação é, no mínimo, falho. Permitam que eu use o termo que realmente desejo: é um sistema burro, estúpido. Estamos nos tornando escravos de números. Qualquer um que, como eu, saiu de uma árdua pós-graduação e ...
Sinclair Lewis foi o primeiro escritor americano a ser galardoado com o Nobel da Literatura, «pela sua vigorosa e gráfica arte de descrição e pela sua habilidade para criar, com humor e genialidade, novos tipos de personagens».Lewis ficou conhecido pelos seus fantásticos trabalhos satíricos alguns deles distopias intemporais que paradoxalmente (ou não) continuam a ser excelentes caricaturas da América de hoje. Do seu universo ficcional destacam-se Main Street (1920), considerada uma das mais importantes obras de crítica social, Babbitt (1922) - uma sátira à cultura de «massas» -, Arrowsmith (1925), uma crítica da subordinação da ciência a desígnios imediatistas e materialistas ou Elmer Gantry (1927), uma excelente crítica do fanatismo religioso e da hipocrisia concomitante.Gosto especialmente do Babbit, que alguém descreveu de uma forma que considero extraordinariamente bem aplicada a todos os Babbits que ainda hoje vivem em transição cultural, não aceitando que o mundo que gostariam de impor aos outros está morto para sempre: «lost between two worlds, the one dead to him forever and the other powerless to be born». Aliás, acho espantoso como esta obra prima parece desde as primeiras linhas, que poderiam perfeitamente descrever ...
Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Hoje, às 18 h, tem lugar na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra uma conferência de Rui Vieira Nery, um concerto de música barroca e a inauguração de uma exposição sobre a obra de D. Francisco Manuel de Melo. A iniciativa enquadra-se num colóquio sobre esse escritor que as Faculdades de Letras das Universidades de Coimbra e Porto estão a organizar. Ver aqui. Entretanto, está patente na Sala de São Pedro da Biblioteca Geral a exposição sobre "Coimbra Judaica", organizada em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra. Ver aqui.
Foi hoje lançado no padrão dos Descobrimentos, em Belém, Lisboa, o último livro de Deana Barroqueiro a romancista portuguesa que tinha ganho o Prémio "Máxima" de Literatura (Prémio Especial do Júri) com a obra "D. Sebastião e o Vidente". O novo livro, com o título "O Navegador da Passagem" saído também na Porto Editora, embora romanceado, baseia-se no que se conhece da vida de Bartolomeu Dias (c. 1450-1500), o navegador que pela primeira vez dobrou o Cabo das Tormentas, rebaptizado em Cabo da Boa Esperança, no extremo Sul de África. Bartolomeu Dias não é tão conhecido como Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral. No entanto, ele, além da viagem que o tornou célebre ao dobrar aquele cabo em 1488, participou na viagem de Gama à Índia em 1497 e na viagem de Cabral também à Índia em 1500, que, no caminho, encontrou o Brasil. Aliás, foi nesta última viagem, já depois de descoberto o Brasil, que Bartolomeu Dias pereceu no naufrágio da sua nau, não muito longe da "passagem" que ele tinha descoberto. Há até quem especule que a nau portuguesa recentemente descoberta na Namíbia seja o navio de ...
Na continuação das comemorações do Ano Vieirino realiza-se na Universidade do Minho, no próximo dia 31 de Outubro, o Colóquio A Utopia do Espírito.Os conferencistas e as conferências são as seguintes:- José Eduardo Franco - O Padre António Vieira (mal) tratado pelo Marquês de Pombal;- José Marques Fernandes - Pelos ‘Palácios Altíssimos’ Futuros a Temer e Futuros a Desejar;- Maria Isabel Morán Cabanas - A festividade de Santa Teresa de Jesus em sermões do Padre António Vieira;- Eugénio Peixoto - António Vieira e os múltiplos caminhos dos Direitos Humanos;- Mafalda Ferin Cunha - 'O Rosário dos Pretos: a pregação de Vieira aos negros;- Maria da Penha Campos Fernandes - A construção do sujeito out of place em Edward Said e na História do Futuro do Padre AntónioVieira;- Agostinho Domingues - A língua portuguesa em António Vieira e o bom uso dos clássicos latinos no ensino dos Jesuítas;- Ana Ribeiro - Pregar a outra freguesia: a personagem de Vieira em O Boca do Inferno de Ana Miranda;- Maria Paula Lago - Vieira em Saramago: da citação à recitação.No dia anterior ao ...
Antes de começar a escrever o Geófagos, há pouco mais de dois anos, enquanto ainda fazíamos o doutorado, das coisas que mais nos preocuparam seria como nossos pares veriam um colega escrevendo um blog. Ontem relembrei isto ao ler este post de Bráulio Tavares em que ele comentava o assombro de alguns amigos quando o ouviam dizer que liam blogs, “essas coisas de menininhas adolescentes”, e não adiantava ele dizer que eram blogs de jornalistas, “Pois deve ser um jornalista muito desocupado – o cara tem tempo de fazer blog!”. Temíamos que algo assim fosse dito de nós. A situação começou a mudar quando não apenas alguns colegas nos solicitaram a participar do blog como até mesmo professores começaram a nos ler. Bem, quem tinha alguma dúvida da validade dos blogs como um meio de expressão válido e adulto, por assim dizer, não tem mais motivo nenhum para temer o preconceito. Os preconceituosos é que correm o risco de parecer antiquados: após ler ontem aqui sobre um blog mantido por um Chancellor de uma grande universidade americana, a University of North Carolina at Chapel Hill, descobrimos hoje maravilhados e perplexos que ninguém menos que José Saramago, Prêmio ...
O título de cima é o de uma obra, da autoria da professora de Literatura da Universidade de Coimbra Maria Helena Santana, que foi publicada em 2007 na Imprensa Nacional e que acaba de ser premiada pelo Pen Club na categoria de primeira obra (juntamente com o romance "Niassa", do jornalista Francisco Camacho, saído na editora Babilónia).De facto, Maria Helena Santana já tinha supervisionado as edições críticas de "Textos de Imprensa VI", de Eça de Queiroz, e "O Arco de Sant'Ana" de Almeida Garrett, os dois saídos na Imprensa Nacional, mas este grande volume (569 páginas) é a sua primeira obra própria. Trata-se da tese do doutoramento efectuado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra sob a supervisão da Professora Ofélia Paiva Monteiro.O subtítulo "A narrativa naturalista e pós-naturalista portuguesa" define melhor o objecto do seu estudo. Tomando como "corpus" a literatura portuguesa daquele tipo entre 1870 e 1910, onde pontificam nomes como Eça de Queirós e Fialho de Almeida, analisa a sua intersecção com a ciência da época, marcada pelas ideias darwinistas e positivistas. Agora que estamos a entrar no ano Darwin este livro é muito útil ...
Com a devida vénia, transcrevemos do "Diário de Notícias" de hoje o excerto da crónica de Alberto Gonçalves com o título que está em cima:"E o Nobel da Literatura foi para… Jean-Marie Le Clézio. Não conheço, excepto de nome. Mas não me teria custado colher três informações alusivas ao homem e escrever aqui que Le Clézio, presença tão arredia quanto vital nas letras francesas contemporâneas, é um humanista inquieto na geografia e na consciência, cuja consagração tardava. Em princípio, a fraude passaria impune, no sentido de ser improvável que, na volta do e-mail, eu fosse acusado de ignorância acerca da criatura e respectiva obra.Suspeito, porém, que não haveria impunidade se me dedicasse a comentar os vencedores dos Nobel da Física, Química ou Medicina. De alguma forma, não é suposto interferirmos nos arranjos da ciência com a leveza que emprestamos ao juízo literário. Porquê? Porque é que não temos opinião sobre o que influencia materialmente as nossas vidas e estamos cheios de opiniões sobre o que, na maioria dos casos, ...
Na "rentrée" os escaparates das livrarias têm mais novidades. Eis meia dúzia de novidades de ficção que me chamaram a atenção, por ordem alfabética do autor:- John Darnton, "A Profecia de Neandertal", Casa das Letras, 2008.Um jornalista do "New York Times", prémio Pulitzer e irmão do professor bibliotecário de Harvard Robert Darnton, depois do êxito que foi romance "O Pecado de Darwin" (a ler ou reler no ano Darwin que se avizinha) conta-nos uma história de um antropólogo de Harvard, que faz uma descoberta inesperada na Ásia Central...- Jill Gregory e Karen Tintori, "O Último dos Escolhidos", Gradiva, 2008.Uma história escrita a quatro mãos que mistura cabala e seitas secretas com assuntos da actualidade como as guerras no Afeganistão e no Iraque.- Will Lavender, "Aula de Risco", Difel, 2008.Um "thriller" psicológico que mistura imaginativamente uma aula universitária de lógica com um crime, que é o primeiro livro do norte-americano seu autor. O título português é algo imaginativo pois o original, que entrou na lista de "best-sellers" do "New York Times" intitula-se "Obedience".- Aquilino Ribeiro, "O Galante Século XVIII. Textos do Cavaleiro de Oliveira", Bertrand, ...
Que a cultura não tem sido particularmente bem tratada pela Câmara Municipal de Coimbra é ilustrado pela recente mudança de nome da Praça Machado de Assis, que homenageava o grande escritor brasileiro, um dos maiores da língua portuguesa, pelo nome de Praça Fausto Correia, que homenageia um político local, infelizmente já falecido, e desconhecido lá fora. Pois tal alteração "casmurra" foi feita no dia da cidade (4 de Julho) e no ano em que no Brasil e em Portugal se celebra o centenário da morte de Machado de Assis... Quem não acreditar veja notícia aqui.Qualquer outra praça ou rua nova serviria para colocar o nome do político local. O pormenor mais extraordinário é a mudança ter sido justificada por Fausto Correia costumar frequentar um café naquela praça. Ah, é isso: Machado de Assis nunca lá tomou café!Pois eu continuo a chamar Machado de Assis à praça que agora foi despromovida, tal como continuo a chamar Ponte Europa à ponte que despromoveram em Ponte Rainha Santa Isabel. Já houve um político português actual que agradeceu um livro de Machado de Assis que a editora lhe enviou - não sei se ...
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis. ...
Na sequência do meu texto, com João Fonseca, sobre o pêndulo de Foucault: Carl Sagan, no seu romance de ficção científica "Contacto", faz uma referência curiosa ao pêndulo de Foucault. O contexto em que se situa a referida referência é o seguinte: a directora dum grande observatório astronómico, projectado para procurar inteligência extraterrestre, trava uma calorosa discussão com um clérigo fanático, após ter sido detectado um sinal vindo da estrela Vega. O tema da discussão é "Ciência e Religião". A directora do Observatório considera a religião algo de muito perigoso e o padre pensa o mesmo da ciência. A esta altura, a directora usa o pêndulo de Foucault para argumentar contra o padre. Este afirma:"A minha fé é tão forte que não preciso de provas, mas, sempre que surge um facto novo, ele confirma simplesmente a minha fé."Responde a directora:"(...) Ofende-me a ideia de que estamos a travar uma espécie de campeonato de fé e o senhor é o vencedor fácil. Tanto quanto eu saiba, nunca pôs a sua fé à prova. Está disposto a pôr a sua vida em jogo pela sua fé? Eu estou disposto ...
Extracto da entrevista de António Mega Ferreira (AMF), escritor e presidente do Centro Cultural de Belém (Lisboa), no último "Jornal de Letras" (JL): "JL: Mas tinha as gavetas cheias de cadernos de apontamentos, com poemas, passagens, ideias, projectos literários? AMF: O escritor é um grande reciclador. (...) Integrei neste livro ["A Blusa Romena"], por exemplo, um texto sobre Espinoza que tinha publicado há uns anos. Ocorreu-me porque definia bem aquilo que era a perplexidade da personagem perante a ideia de Deus. E que tinha a ver com a ambição divina do criador, daquele que quer opôr uma ordem, dar forma a uma série de coisas e onde há o Caos criar o Cosmos. JL: A Ciência vai experimentar esse gosto divino com o grande acelerador de partículas... AMF: E os recursos que se mobilizaram para fazer aquela máquina extraordinária e perceber como foi no princípio. Leio as descrições maravilhado. Como é possível construir uma coisa com aquele diâmetro, debaixo de uma país? JL: Interessa-se pela Ciência? AMF: Sim, fascina-me. Não me intimida nada, nem aquelas questões da ...
Vale a pena ler a crónica de Nuno Crato do último "Expresso" sobre o escritor brasileiro Machado de Assis, no "Blogue Auxiliar" do Carlos Medina Ribeiro: aqui. Nuno Crato escreve agora sobre ciência (e não só) no caderno principal do "Expresso" com mais espaço do que tinha na revista "Única".
No dia 30 de Setembro, a Universidade de Coimbra volta a associa-se às comemorações do Ano Vieirino com a realização de um Colóquio intitulado Entre Camões e Vieira, organizado, em parceria, pelo Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, o Centro de Literatura Portuguesa e o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos. O local será a Sala de São Pedro da Biblioteca Geral.Nele intervirão Aníbal Pinto de Castro, Carlos Ascenso André, Rui Figueiredo Marcos, Martim de Albuquerque; Telmo Verdelho e Belmiro Pereira.De tarde terá lugar a Falação do 'Sermão da Sexagésima' e, no final do dia, haverá um concerto de música seiscentista, na Capela da mesma Universidade.PROGRAMA9h30 - Sessão de Abertura10h00 - Aníbal Pinto de Castro (Univ. Coimbra): Vieira leitor de Camões e Carlos Ascenso André (Univ. Coimbra): Camões e Vieira na senda de Ovídio11h30 - Martim de Albuquerque (Univ. Lisboa): A Ideia Camoniana de Sociedade Internacional e Rui Figueiredo Marcos (Univ. Coimbra): Tonalidades do comércio em Camões e Vieira15h00 - Falação do Sermão da Sexagésima, por António Fonseca16h00 - Telmo Verdelho (Univ. Aveiro): A língua portuguesa - de Camões a Vieira e ...
O sucesso a nível do nosso espaço de debate de temas diabólicos recordaram-me outros diabos, ou antes, babas de diabos, que li recentemente. Alguns dos nossos leitores lembrar-se-ão certamente de alguns filmes de culto da década de sessenta como o BlowUp de Michelangelo Antonioni (1966) ou o Week End de Jean-Luc Godard, ambos inspirados em histórias do escritor argentino Julio Cortázar. O primeiro foi inspirado no conto Las Babas del Diablo do livro «Las armas secretas» que incluí em conjunto com o «Final del juego» nas minhas leituras de Verão. Este último é de longe o meu favorito, especialmente o conto Axolotl de que transcrevo uma pequena parte:I began seeing in the axolotls a metamorphosis which did not succeed in revoking a mysterious humanity. I imagined them aware, slaves of their bodies, condemned infinitely to the silence of the abyss, to a hopeless meditation. Their blind gaze, the diminutive gold disc without expression and nonetheless terribly shining, went through me like a message: "Save us, save us." I caught myself mumbling words of advice, conveying childish hopes.They continued to look at me, immobile; from time to time the ...
O dia cansado do seu dia de hoje,Boceja ventos violetas do crepúsculo...Sonos estelares, elas pestanejam!O firmamento é a maior de todas as coisas que Deus nos permitiu ver,ainda que o Deus de qualquer homem não seja do seu tamanho...É o que chamamos de universo!Ele está lá, é só olhar...Seus atóis de fogo verde...E tudo se mexe é vivo!O universo é tão vivo quanto eu.Para debater esse post:http://www.ricardoraele.livreforum.com/Para conectar-se:Me adicionar no orkut
Ah! Esse jardim redondo a girar em torno do sol,Gota d’água com baleias, peixes e serpentes marinhas,Suas ondas de mágico azul-claro.Pedras esculpidas com o vento,Pássaro, anêmona noturna, filhote de grilo verde.Pérola do universo,A Terra e meu pequeno verso.Para debater esse post:http://www.ricardoraele.livreforum.com/Para conectar-se:Me adicionar no orkut
Criança é a libertação da liberdadeÉ a coragem inocente em ser o que éVoar à toa com os braços em asa echegar sujo de alegria em casa.No travesseiro, desejar mais que tudo o amanhãCheio de praia, de pipa, de nuvens vivas...Porque o mundo é tão interessantee curioso,e secreto, e mágico,tão inesperadamente bonito,que antes,só pode ter sido imaginado por uma criança.Para debater esse post:http://www.ricardoraele.livreforum.com/Para conectar-se:Me adicionar no orkut
Aqui no "De Rerum Natura" gostamos muito dos "posts" do Rui Baptista, que já se tornou um colaborador habitual. Aqui vai mais um, esperando que os leitores também gostem (na foto Bettina Brentano, que foi amiga de Goethe e de Beethoven): “A imagem corporal é o desenho que formamos na nossa mente do nosso próprio corpo”....
Recebemos em primeira mão a informação do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra sobre o COLÓQUIO CAMÕES E A CIÊNCIA:11 JUNHO 08Associando-se às celebrações do Dia de Camões, em genuíno espírito de interdisciplinaridade universitária, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos promovem o Colóquio CAMÕES E A CIÊNCIA.Os participantes do Colóquio e os visitantes do Museu da Ciência terão a oportunidade de conhecer a 1ª edição d'Os Lusíadas (1572), exposta durante o dia, graças à colaboração da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.PROGRAMA:10h00-10h15: Sessão de abertura10h15-10h45: Curiosidades das plantas camonianas, Jorge Paiva, Investigador do Departamento de Botânica da FCTUC10h45-11h15: A intertextualidade clássica n’ Os Lusíadas - traduzir, imitar e superar Virgílio, Arie Pos, Leitorado de Neerlandês da FLUC11h15-11h30: Café11h30-12h00: Camões e a Química - A Química em Camões, Armando Tavares da Silva, Professor Catedrático Aposentado do Departamento de Engenharia Química da FCTUC12h00-12h30: 'Estas fábulas vãs, tão bem sonhadas': Função e Fortuna do Sonho n' Os Lusíadas, Manuel Ferro, Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos e FLUC14h00-14h30: Visita ao Museu da ...
Mais um post de Rui Baptista:“Mens sana in corpore sano” (Juvenal, Sátiras).Uma vez mais, debruço-me sobre “As Farpas” publicadas com o objectivo definido por Eça de Queiroz: “No estado em que se encontra o país, os homens inteligentes que têm em si a consciência da revolução – não devem instruí-lo, nem doutriná-lo, nem discutir com ele – devem farpeá-lo”. Esta vasta obra literária, de leitura obrigatória, descreve situações semelhantes às do actual contexto da vida portuguesa. Desta feita, focalizo a minha atenção, tão-só, em Ramalho Ortigão, nas palavras de João Maia, “saudável de corpo e alma”.A Ramalhal figura, membro da Academia das Ciências de Lisboa, em censura acerba aos políticos do seu tempo, dizia que “não eram homens de ciência, nem sequer homens do mundo, por não terem princípios nem ideias gerais”, justificando a sua opinião de forma corrosiva: “Pela sua cultura de espírito estão abaixo do mais corriqueiro leitor da ‘Revista dos Dois Mundos’ e do ‘Dicionário de Laroussse’. Como cultura física, indigência igual à da cultura mental. Se falando metem os pés pelas mãos, calados metem os dedos pelo nariz. Não têm ‘toillete’, não têm maneiras, ...
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