Parece japonês, mas não é

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Curiosidades, História, Japão, SPFW, Sociedade, ciências humanas, cultura, linguística
Shoyu, bonsai e hashi. Nenhum foi inventado no Japão. Duvida? A semana paulistana de moda teve como tema o país oriental. Durante o evento, todos os dias o SPFW JOURNAL trazia novidades dos desfiles, comportamento e por aí vai. A publicação estava linda. Modestamente, um arraso. Todas as edições, praticamente, receberam uma coluninha fixa chamada “Isso não é japonês!”. Ela continha revelações inacreditáveis. O povo da redação não se conformava… Para quem não teve acesso a esse fantástico veículo, segue um gostinho do que foi publicado. Confira o que NÃO é japonês: Atari Acredite se puder. O nostálgico videogame, ícone dos anos 80, foi desenvolvido no país que mais concorre tecnologicamente com o Japão: Estados Unidos. Pastel Alguns estudiosos afirmam que a origem da iguaria é portuguesa. Outros juram que é chinesa. Os mais exaltados pretendem entregar a autoria aos brasileiros. A única certeza é que japonês não é, né? Tempura Dizem as más línguas - de bom paladar - que o famoso “típico prato japonês” na realidade é… português! Ele foi introduzido no Japão durante a expansão marítima. Perceba o parentesco de “tempura” com as palavras: “tempero”, “temperar”, “temporã” e “têmporas”. Olimpíadas 2008 A China será a sede das próximas Olimpíadas que ocorrem este ano. Em 2002, a Copa ...

Os esquimós e suas palavras pra neve…

Shridhar Jayanthi @ Entropicando Ciência Categorias: Antropologia, Ciência Geral, esquimós, falácias, linguística
Estava lendo esse texto do Cristovam Buarque e eu vi que ele reproduziu logo no começo do texto aquela velha história de que os esquimós tem diversos nomes pra indicar neve enquanto nós não temos nenhum. Essa é uma teoria bastante interessante e razoável. Exceto pelo fato de que não há comprovação nenhuma deste mito, como aponta o livro "The Great Eskimo Vocabulary Hoax and other Irreverent Essays on the Study of Language" de Geoffrey Pullum.A história toda começou com o antropólogo Franz Boas que, tentando relacionar diferenças culturais com a língua. Ele teria relacionado 4 palavras pra neve em uma língua esquimó, enquanto que o inglês teria apenas uma, "snow". A partir daí o negócio foi crescendo como uma bola de neve e um editorial do New York Times dizia que os esquimós tinham 100 palavras distintas para neve.Mas acontece que as investigações a respeito mostram que o número que o número de "palavras" nas línguas esquimós (Inuit, Yupik e Yuit) para neve são da mesma ordem das palavras pro inglês, algumas línguas tem um pouco mais, outras tem um pouco menos. E eu usei aspas em torno das palavras porque as ...

Linguagem…

Chris Cunha @ lingüístic@.com Categorias: Ciência Geral, dicotomias saussurianas, entidade linguistica, fala lingua, linguagem, linguística
Retomando o nosso bate-papo sobre lingüística saussuriana, é bom relembrar o conceito de linguagem para Saussure, bem como o quanto considerou desafiante para a lingüística a determinação de uma entidade lingüística devido à própria situação de complexidade da linguagem e, de como surge a necessidade de “dividir” os elementos formadores da linguagem numa tentativa de se compreender o elo forçosamente existente entre eles. Segundo o CLG, para Saussure, a linguagem possui um lado individual, a fala, e um lado social, a língua. Desta forma, a linguagem implicaria num sistema estabelecido e numa evolução; isto porque é uma instituição atual, ao mesmo tempo em que é, também, um produto do passado (CLG,16 e ELG, 40). De fato, é na situação de fala que a linguagem existe completamente. Porém, neste dado momento, todos os falantes colocam em prática uma língua dada; conhecida por todos e que é falada por sua comunidade desde sempre. Essa mesma língua é reinventada e atualizada no exato momento de sua execução através da fala, entretanto, no momento justo em que são pronunciados seus enunciados eles vão, na medida em que são articulados, ficando no passado. A complexidade da linguagem não reside apenas no ...

Lingüística, a ciência das oposições inta-sistêmicas.

Chris Cunha @ lingüístic@.com Categorias: Ciência Geral, Estruturalismo, Saussure, diacronia, linguística, pensamentos saussurianos, sincronia
Saussure pensou sobre os fenômenos da linguagem durante o período em que manteve a cátedra de gramática comparada, ou de Lingüística Geral, como era corrente rotularem, na época, os estudos lingüísticos na França, Alemanha e Inglaterra. Antes de tudo, ele foi um filósofo da linguagem, buscando entender seu funcionamento, sua função, sua origem e essência. Suas reflexões abrangem efetivamente três campos do saber; a epistemologia – analisando a possibilidade de uma prática científica; a especulação analítica ou filosofia da linguagem e a reflexão prospectiva sobre a disciplina ou epistemologia programática em que apostava numa ciência futura. Seus pensamentos acerca da linguagem estavam fundamentados na epistemologia da gramática comparada (épistémè do séc XIX) e na epistemologia da filosofia da linguagem da segunda metade do séc XVIII. Assim, houve uma reorganização da ciência lingüística que passa a tratar sincronicamente da semântica e diacronicamente, da fonologia.Acreditou o mestre de Genebra que a lingüística futura deveria recuperar os objetos tradicionais da morfologia, lexicologia e da sintaxe bem como os da retórica e estilística. Propôs um estudo unificado desses objetos com base no princípio de opositividade intra-sistêmica, em que cada elemento encontra seu valor na relação de oposição que ...

O gênio genebrino

Chris Cunha @ lingüístic@.com Categorias: Ciência Geral, Estruturalismo, Saussure, linguística
Ferdinand de Saussure, 26 de novembro de 1857 (1857-1913). Nasceu em Genebra, proveniente de uma família francesa que contava com cientistas como geólogos, naturalistas e gramáticos. Ainda jovem, aprendeu latim, alemão, inglês, grego e sânscrito. Em Genebra, deu início aos estudos de Química e Física logo abandonados para que pudesse dedicar seu tempo aos estudos da linguagem. Foi a Leipzig e a Berlin, onde estudou o antigo persa. Em 1878 publicou sua fundamental Memória sul sistema il persiano delle vocalli nelle lingue indoeuropee na qual postula a existência das entidades vocálicas sob o ponto de vista estrutural e não simplesmente vocálico - com exceção desta, quase nada mais foi publicado por ele -. Em Paris, lhe ofertaram a cátedra de gramática comparada, que manteve entre os anos de 1906 e 1911. Durante esse período, a partir de anotações feitas no decorrer de suas aulas, seus discúpulos Charle Bally e A. Sechehaye com a colaboração de A. Reindlinger, Payot, Lausanne-Paris publicaram postumamente o Cours de Linguistique Générale, obra fundadora das ciências humanas do século XX.Em 1996, num anexo da residência de Saussure, em Genebra, foram descobertos textos de ...
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