Pesquisa mostra que o desejo de competividade explica as relações entre cientistas geniais e criminosos cruéis No meu artigo anterior, publicado na edição de 1o de março do Jornal Opção, falei sobre a vida de Carl F. Gauss (1777-1855) que, entre outros feitos, com 31 anos de idade, descreveu a “curva normal”, abrindo o caminho para o surgimento da moderna estatística. Hoje, os devaneios teóricos que Gauss desenvolveu em sua torre de marfim têm muitas aplicações, uma das quais passo a relatar. Recentemente no prestigiado Journal of Research in Personality, o pesquisador Satoshi Kanazawa, da Universidade de Canterbury da Nova Zelândia, publicou o artigo “Por que a produtividade decai com a idade: a conexão crime-gênio” (Download aqui). Estudando a biografia de 280 cientistas, o autor mostra (veja a figura), que o ápice de produções relevantes de um cientista acontece quando ele tem, em média, 35 anos. Note, o leitor, como esta distribuição tem aproximadamente uma distribuição normal (com leve desvio na cauda direita). Assim, 280 bons cientistas escolhidos ao acaso ...