Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the justiça

Mitos e verdades sobre o fogo e a floresta – a ler, partilhar, debater




1.Este ano ardeu mais, ou menos, do que a média da última década?

Até 15 de Agosto, segundo os dados da Autoridade Florestal Nacional, arderam 71.687 hectares, ou seja, menos 30.962 hectares que a média dos últimos dez anos no mesmo período. Esta média inclui anos trágicos como 2003 (425 mil hectares) e 2005 (338 mil hectares) - no conjunto perto de 14 por cento da área florestal nacional -, mas também anos benignos como 2007, com pouco mais de 17 mil hectares ardidos, o valor mais baixo desde que há registos. A área ardida deste ano é muito superior à dos últimos três anos. No ano passado, até 15 de Agosto tinham ardido 26 mil hectares, mais vinte mil hectares que em 2007. Em 2003, nesta altura as chamas já tinham destruído 372 mil hectares. Mariana Oliveira


2. As condições do clima este ano foram piores do que em anos anteriores?

O valor médio mensal do índice de risco de incêndio FWI para o mês de Julho foi ligeiramente inferior ao valor de 2005, estando acima dos valores dos últimos cinco anos e do valor médio considerado, refere o Instituto de Meteorologia (IM). Até meados de Agosto, o índice de severidade diário era superior ao de 2003 e apenas inferior ao de 2005 e 2006. O IM nota que, entre 1 a 12 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 33,9ºC, o que significa uma anomalia de mais 5,1ºC em relação ao valor normal de 1971-2000 (28,8ºC) para este mês. "Estas condições traduziram-se num aumento significativo do risco meteorológico de incêndio e, consecutivamente, do índice de severidade diário, resultando em maiores dificuldades no controlo e supressão dos incêndios florestais", lê-se no último relatório da Autoridade Florestal Nacional. Em termos do clima, Julho foi um mês seco e muito quente, registando o maior valor da temperatura máxima do ar, 31,7ºC, desde 1931. Neste mês ocorreram duas ondas de calor e, em relação à precipitação, Julho foi o mais seco dos últimos 24 anos. M.O.


3. Como se pode explicar o elevado número de incêndios registados por dia em Agosto?

O número de ignições registadas em Portugal é um dado que ainda hoje intriga

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Aviso de sobrecarga da Terra: HOJE 21 de agosto, excedemos o orçamento da natureza

PLANETA FALIDO
Como já tinha escrito em 2008, aqui



A humanidade levou menos de nove meses para esgotar seu orçamento ecológico anual, segundo dados da Global Footprint Network, uma organização de pesquisa ambiental com sede na Califórnia.


A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.


De agora até o final do ano, vamos alcançar nossa demanda ecológica esgotando estoques de recursos e acumulando gases de efeito de estufa na atmosfera.


"Se você gastasse todo o seu rendimento anual em nove meses, você provavelmente ficaria extremamente preocupado", disse o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel. "A situação não é menos terrível quando se trata do nosso orçamento ecológico. As alterações climáticas, a perda de biodiversidade, o desmatamento, a escassez de água e de comida - todos estes são sinais claros de que não podemos mais financiar o consumo a crédito. A natureza está abrindo falência”.


Saiba mais (em inglês)


O que é Overshoot?


Durante a maior parte da história humana, a humanidade foi capaz de viver as custas dos juros da natureza - consumindo recursos e produzindo dióxido de carbono a uma taxa menor do que o planeta era capaz de regenerar e reabsorver a cada ano.


Mas há cerca de três décadas, nós cruzamos um limiar crítico e a taxa de demanda humana por serviços ecológicos passou a superar a taxa em que a natureza podia fornecê-los. Esta lacuna entre oferta e demanda – conhecida como overshoot ecológico - tem crescido a cada ano. Agora é preciso um ano e seis meses para regenerar os recursos que a humanidade requer em um ano.


Alocar o carbono é fundamental para equilibrar o orçamento


A mudança climática é talvez o sinal mais importante do

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O conhecimento inútil

Por Leonardo Bruno Na prática, poucas pessoas parecem perceber que a lei jurídica é, por natureza, coercitiva.O Estado agora pode ditar preconceitos alheios. Regula os olhares, os flertes, o palavreado chulo e formas de pensar. Ele se respalda no direito de deformar os conceitos tradicionais da família e da propriedade, como também interfere na educação dos filhos, a revelia dos pais. Quando Continue a ler O conhecimento inútil

Abuela Grillo – A natureza é de todos, não de alguns!

Algumas corporações, dirigidas por gente sem escrúpulos, arvoram-se donas de bens que são de todos e apropriam-se do essencial com base não sei em que direito, que a mim antes me parece muito torto. Através do dinheiro e com o fito no dinheiro, compram a moral e a honra dos que o servem para prejudicar populações inteiras, a quem, o "direito" público se esquece de defender e para quem a justiça dos homens se mostra incapaz.

Assim é com o uso dos oceanos, assim é com a atmosfera, que poluem sem ter em consideração que é de todos, assim é com a biodiversidade e as riquezas naturais por esse mundo fora.

Esta excelente animação "Abuela Grillo", baseada numa fábula Ayorea, ajuda-nos a compreender esta triste realidade do nosso mundo. Produzida por um grupo de animadores bolivianos na "The Animation Workshop", em Viborg, Dinamarca. Não deixe de a ver e reflectir.



Um dos exemplos mais estúpidos que a sociedade está a ver e a deixar acontecer é o registo de patentes do que existe na natureza, inclusive espécies vivas como microorganismos, como cereais ou outras plantas, e parece que a Monsanto até animais parece conseguir patentear. E nós assistimos a isto tudo de braços cruzados? Como é possível ignorar semelhante ROUBO e IMORALIDADE? Como é possível a lei dos homens permitir uma aberração desta?
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O que nunca é dito quando se fala de multiculturalismo ou interculturalidade

«Lapidação ou apedrejamento é uma forma de execução de condenados à morte. Meio de execução muito antigo, consistente em que os assistentes lancem pedras contra o réu, até matá-lo. Como uma pessoa pode suportar golpes fortes sem perder a consciência, a lapidação pode produzir uma morte muito lenta. (…) Até hoje essa pena ainda é praticada em alguns países muçulmanos. Apesar de o Corão não Continue a ler O que nunca é dito quando se fala de multiculturalismo ou interculturalidade

Da Liberdade à Sustentabilidade

Trinta e seis anos depois do 25 de Abril de 1974, dessa data tão importante de viragem para a LIBERDADE e construção da democracia, está na hora de pensarmos noutro ponto de viragem: a viragem para a SUSTENTABILIDADE. Mas, para isso, precisamos de uma DEMOCRACIA saudável. E para conseguirmos uma democracia saudável, precisamos, antes de mais, de uma JUSTIÇA que funcione. Degrau a degrau, temos pela frente um longa escada a subir.

(Cartoon de Rodrigo de Matos, obtida no livro de Valdemar J. Rodrigues: "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica")
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Valores, normas e comportamentos

Indique se cada uma das alíneas se refere a valores, normas ou comportamentos. Justifique as respostas dadas em 1., 3. e na alínea A. da questão 4.   BOM TRABALHO! ------------------------------------------------------------------------------------------ 1. A. Ponto1 do artigo 37 da Constituição Portuguesa: “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, Continue a ler Valores, normas e comportamentos

A Sociologia e as outras Ciências Sociais: o caso da pena de morte

“As Ciências Sociais são o estudo das características sociais dos seres humanos e das maneiras pelas quais eles interagem e mudam. As Ciências Sociais incluem entre outras disciplinas a Sociologia, a Antropologia, a Economia, a História, a Psicologia e as Ciências Políticas. Essas disciplinas das Ciências Sociais têm um foco comum no comportamento social das pessoas, mesmo que cada uma delas Continue a ler A Sociologia e as outras Ciências Sociais: o caso da pena de morte

Sustentabilidade sem Justiça, será viável?!


Ouvi ontem na TSF, no programa a "A Voz Do Direito" o Juiz Rui Rangel, fazer um apelo aos políticos que eu chamo de "pantalha" para terem como preocupação fundamental, a promoção e o debate da Justiça em Portugal. Ao que parece é matéria relegada para segundo ou terceiro plano. Como afirmou também este Juíz, "não há Estado Democrático sem Justiça. Se os políticos pensam que falar em economia, desenvolvimento, em Estado Social e apelar apenas à Justiça em época de campanha eleitoral, fará com que Portugal caminhe mais rápidamente para o abismo".
É o que vem acontecendo de há muitos anos para cá. A Justiça foi estruturada pela última vez, há 170 anos, no reinado de Dª Maria II. Depois disto, pouco ou nada mudou, nenhuma reforma reestruturante! O Poder Político, abandonou completamente o Sistema de Justiça em Portugal, que tem vivido entregue a si próprio, desligado de qualquer estrutura, sem controlo nem regulamentação. Ninguém presta contas, ao Povo Soberano em Democracia!
Resumindo, a bandalheira tem-se instalado no Sistema, como aliás em tudo o resto que é Estado, devido a decisões irresponsáveis, demagógicas, desapropriadas dos incompetentes, mas gananciosos que a encabeçam.
Há que reconhecer outro facto de realce, para a degradação da Justiça, que os ditos jornalistas, nunca chegaram a esclarecer: o aumento da criminalidade que tanto incrementou o nº de queixas e subsequentes processos, ampliando o trabalho dos Tribunais em grande escala. Sabemos que as causas mais comuns, são a POBREZA, A EDUCAÇÃO, a falta dos VALORES FUNDAMENTAIS e a DESINFORMAÇÃO. Ninguém confia nesta Justiça e todos a evitam, nunca se sabe quem vai ganhar ou perder, num jogo de sorte ou azar.
Os políticos afirmam em público, que crêem na Justiça, que nunca quiseram reformar. Mas quando chega a ocasião de demonstrarem as suas afirmações, procedem de modo contrário, usando tudo como armas de arremesso, incluindo indemnizações. Afinal a Justiça que dizem confiar é quando esta se aplica aos outros.
Os Tribunais são geralmente palco do poder, de uma oligarquia e não da Justiça. Não cumprindo a sua função, a Justiça não salvaguarda o Direito dos cidadãos!
Juízes e Magistrados, claro que há excepções, os que têm a noção do bem, não podem escapar-se de acarretar grande culpa: São eles quem melhor conhece os problemas da Justiça, contra os quais os Tribunais, a população e eles próprios se debatem. A ineficiência e todos os outros

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Qual é a pena justa para os autores de um massacre?

“Um grupo de uma dezena de homens encapuzados tomou de assalto ontem à noite uma clínica de reabilitação de toxicodependentes no México, alinhando 17 pessoas que ali estavam internadas antes de as abaterem à queima-roupa.” Leia mais aqui.

Se tivessem efectuado esse massacre em Portugal a pena máxima a que esses homens poderiam ser condenados seria 25 anos de prisão. Todavia, há países democráticos onde as penas de prisão são bastante maiores.

25 anos de prisão será um castigo justo para um crime tão grave? Deveriam as penas de prisão em Portugal ser maiores?

Gostaria de ver os políticos portugueses discutir esse assunto na campanha eleitoral.

Uma outra questão filosófica que se pode pôr (mas não na campanha eleitoral, pois o assunto em Portugal não tem dimensão política) é se crimes tão graves  justificam ou não a pena de morte.

No Dúvida Metódica encontra, na etiqueta “Castigo”, alguns posts sobre o problema da pena de morte, bem como este sobre a duração das penas: 150 fraudes ou 150 assassínios: em Portugal, Madoff não poderia ser condenado a mais de 25 anos de prisão, este sobre a natureza e a função do castigo:  Castigar porquê?

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