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Jornalismo ambiental e consumo sustentável (o aquecimento global também tem origem no consumismo desenfreado)

Consumo Globalizado
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a parcela da sociedade que está francamente inserida no consumo forma uma classe mundial estimada em 1,7 bilhão de adeptos fiéis, com renda anual média de US$ 7.000. E, provando que a concentração da renda é o maior de todos os males do mundo moderno (HOBSBAWM,1995, p. 393, 395 e 397)13 , mais da metade desses consumidores estão nos países em desenvolvimento. Nessas “lhas de riqueza do Terceiro Mundo, a palavra chave é imitar os padrões de consumo da Europa e dos EUA (o que Roberto Campos chama de crescimento imitativo)14, a tal ponto que o Brasil é o segundo maior comprador de aviões executivos do mundo, logo após os EUA, e São Paulo tem uma das maiores frotas de helicópteros do planeta. Ora, se a mídia é mantida pelo capital das elites e se as elites estão de costas para o Brasil, geralmente voltadas para os grandes negócios internacionais, então resulta claro que a mídia, no Brasil, é um negócio das elites, por isto, não está interessada em notícias menores que tratam de cooperativas, projetos comunitários, críticas ao modelo consumista, ou líderes carismáticos que enfrentam o poderio americano, como fazem os ambientalistas.15
13 A história mundial dos 20 anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise..A maioria das pessoas se tornou mais pobre na década de 1980 que foi de severa depressão.No Brasil, monumento de injustiça social, campeão mundial de desigualdade econômica, os 20% mais pobres da população dividiam entre si 2,5% da renda total da nação, enquanto os 20% mais ricos ficavam com quase dois terços dessa renda conforme dados do início da década de 1990.
14 Entre um terço e a metade da renda dos países periféricos é apropriada pelos que reproduzem os padrões de vida dos países cêntricos, e a outra parte (entre metade e dois terços) divide-se de forma mais ou menos desigual com a massa da população; nesse caso, a minoria privilegiada não pode ir muito além de 5% da população do país”. (Cf. FURTADO, C. O Mito do Desenvolvimento Econômico, 1974, p. 84).
15 A primeira entidade ambiental nasceu em 1948, quando foi criada a União Internacional para a
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Continue a ler Jornalismo ambiental e consumo sustentável (o aquecimento global também tem origem no consumismo desenfreado)começa hoje a Confecom
Começa hoje e estende-se até 17/12, em Brasília, a 1a. Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Organizada pelo Ministério das Comunicações, tem como objetivo elaborar propostas para ordenamento da comunicação social no país por meio da formulação da Política Nacional de Comunicação. Mais informações no documento de referência.
O evento terá transmissão ao vivo neste site; confira a agenda.
Estão acompanhando e escrevendo sobre o evento:
- Observatório da Imprensa – sugiro em especial a leitura deste artigo, que traça um histórico da criação, objetivos e andamento da Confecom;
- Comissão Nacional Pró Conferência de Comunicação.

Homem-gato e G1
O conhecimento da existência desse sujeito chegou até mim via pessoas entrando aqui atrás dele.
Eu peguei essa foto do portal G1, que como de costume publicou uma matéria ridiculamente mal escrita com a brilhante manchete: ‘Homem-gato’ vem ao Brasil e come peixe cru no jantar.
Um sujeito que gosta de tatuagens comeu sushi. Uau.
A matéria afirma que ele é descendente de “índios huron e lakota” (sic), que são duas tribos tão pouco conhecidas que sequer merecem iniciais maiúsculas.
Continuando, o jornalista escreve que Dennis Avner (porque ele tem um nome “de branco” apesar de ser índio) começou a se tatuar e furar o corpo (se tivesse que apostar, suporia que o primeiro piercing foi um na testa, talvez indo um pouco fundo demais dentro do cérebro) aos 23 anos, uma idade notoriamente conhecida como o amadurecimento intelectual do ser humano e, passados vinte e oito anos “diz não se arrepender da decisão“.
O que não é nada óbvio, pois é comum uma pessoa se arrepender de algo mas continuar fazendo aquilo pelo resto da vida, especialmente atos como modificação corporal, que uma vez iniciados não podem cessar jamais, ao custo da vida do sujeito.
Outra; aparentemente esse imbecil (o homem-gato) vive de sair por aí parecendo um idiota e assustando velhinhas, então é de se esperar que, mesmo que o contrário fosse verdade, ele dissesse que não está arrependido.
Ou seja, digno de uma matéria de jornal.
Atenção agora para o uso criativo de aspas:
Como “todo felino”, Avner afirmou que adora peixe cru.
Porque a expressão “todo felino” tem que ser atribuída ao autor original, que certamente é fã de Tom, Félix, Eek, Hércules e Chu-chu, porque Garfield gosta mesmo de lasanha.
Outra informação essencial para o leitor: “Depois de visitar 43 países, sendo que em alguns deles esteve mais de uma vez“.
Mas que interessante! Então quer dizer que ele já repetiu países em suas andanças!
Puxa vida! Jamais pensei que viveria para ver o dia…
Da mesma forma que muitos argumentos, essa pessoa não parece se importar muito com consistência interna, tendo tatuados escamas nas mãos e furado a testa com bolotas de metal.
Esperto.
Mas, um indivíduo desses deve
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Continue a ler Homem-gato e G1Ceticismo com aspas e sem aspas
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